24/11/2015

Mercado de seguro brasileiro vai resistir à recessão, diz Axa

 o mercado de seguros do brasil vai manter a taxa de expansão de 14% ao longo deste ano e do próximo, mesmo com a economia afundando mais na recessão, de acordo com projeções da unidade da axa no brasil. a demanda vai continuar a crescer porque uma proporção baixa do país é segurada, diz philippe jouvelot, presidente da unidade brasileira da axa. "apenas 30 por cento das pequenas e médias empresas são cobertas hoje", jouvelot disse em entrevista na semana passada, em são paulo, complementando que a cobertura de veículos é de 40% e a de residências, de 15% no brasil, que tem uma população de cerca de 200 milhões de pessoas.  o crescimento dos prêmios foi de quase 14% no primeiro semestre de 2015 em comparação com o ano anterior, de acordo com a associação de seguros do país, a cnseg. o pib brasileiro provavelmente terá contração de 3 por cento este ano e 1,2 por cento em 2016, mostra uma pesquisa com economistas realizada pela bloomberg. a axa, maior seguradora da frança, começou seu negócio de seguros no brasil no ano passado, com um investimento de cerca de 100 mi euros (us$106 milhões) ao longo de 4 anos, disse jean- laurent granier, diretor da divisão de propriedade e contra acidentes global da empresa. nesse total, não está contabilizado o acordo da companhia para comprar o negócio de seguros de alto risco da sul américa por r$ 135 milhões (us$36 milhões), anunciado em maio.  "esta é uma prova adicional de nosso compromisso de longo prazo para este mercado", disse granier, acrescentando que a empresa vai olhar para novas oportunidades de compra que se encaixem em sua estratégia e sejam oferecidas a um preço justo. fonte: uol por francisco marcelino
24/11/2015

VGBL sustenta o faturamento do setor de seguros

 a exemplo dos últimos meses, a boa performance dos produtos de acumulação financeira como vgbl vem sustentando o crescimento do setor de seguros. de acordo com a edição de novembro da carta de conjuntura do setor de seguros, publicação assinada pelo sincor-sp (sindicato dos corretores de seguros no estado de são paulo), no acumulado dos três primeiros trimestres de 2015, o faturamento do setor de seguros, com vgbl e sem saúde suplementar, conta com alta de 14%. contudo, quando considerados somente os produtos típicos de seguros, como automóvel, pessoas e residencial, por exemplo, a variação acumulada é bem menor, girando em torno dos 6%. o avanço, portanto, está abaixo da inflação registrada no mesmo período, em quase 10%. desmembrando aquele percentual por tipo de produtos, o seguro de pessoas cresceu 9%, ao passo que a evolução do ramo de seguros elementares foi de 4%. segundo a carta de conjuntura, sofrendo influência direta da crise econômica, o mercado de seguros deve desacelerar, de modo que a estimativa para 2015 é expansão de aproximadamente 7%, sem saúde suplementar, abaixo dos 10% registrados em 2014. com acréscimo dos produtos de saúde e vgbl, a perspectiva é ficar entre 10% e 15%, mantendo os dois dígitos de exercícios anteriores.   é assim que dedicação, criatividade, empreendedorismo e muita determinação são as recomendações do presidente do sincor-sp, alexandre camillo, para superar esse momento desafiador da economia. “precisamos ter em mente que estamos e continuaremos entre as dez maiores economias do mundo. além disso, o consumo de seguros ainda conta com muito espaço para crescer. é por isso que ouvir o corretor de seguros, capacitá-lo e apontar oportunidades tem sido uma das diretrizes do sincor-sp”, finaliza camillo. carta de conjuntura novembro de 2015 http://www.segs.com.br/carta_de_conjuntura_novembro_web.pdf o objetivo da carta de conjuntura do setor de seguros é avaliar mensalmente o mercado e seus setores relacionados (resseguro, capitalização etc), considerando suas tendências e projeções. além disso, aborda a sua correlação com aspectos macroeconômicos do país e com outros segmentos da economia. fonte: alberto zambrana
12/11/2015

JULIO MACHADO REPRESENTANTE DO MERCADO GAÚCHO NA CHAPA ÚNICA DA FENAPREVI

 a federação nacional de previdência e vida, cuja eleição terá chapa única para o mandato de sete de fevereiro de 2016 até seis de fevereiro de 2019 ? período de 3 anos, terá na presidência, o diretor da zurich vida e previdência, edison luís franco. também terá os nobres executivos da rio grande do sul nilton celente bermudez, conselheiro do gboex previdência privada, com eleição pelo terceiro mandato, e julio césar de oliveira machado, diretor do grupo aspecir, ambos com o cargo de diretor na federação.
28/10/2015

Seguro é a saída para fundos de pensão enfrentarem risco de longevidade

 o aumento da expectativa de vida dos brasileiros criou um desafio a mais para os fundos de pensão. a situação deficitária de muitos fundos, que já na atualidade acumulam um rombo estimado em r$ 36 bilhões, pode se agravar e muito se não for implantado e aprovado rapidamente o seguro para o risco de longevidade. esta foi a conclusão da atuária magali zeller, da consultoria at service atuarial, durante sua participação em palestra do meio-dia da apts, realizada no dia 21 de outubro, quando apresentou o tema “prática atuarial e longevidade segundo ela, o envelhecimento acelerado da população, as transformações na estrutura do mercado de trabalho e os desequilíbrios fiscais da economia brasileira podem impactar na solvência dos fundos e comprometer o pagamento de benefícios aos participantes, por ocasião da aposentadoria. nesse aspecto, magali destacou que a resolução nº 17/2015, do conselho nacional da previdência complementar (cnpc), permitiu às entidades compartilhar do risco de longevidade com as seguradoras, atendendo os interesses de fundos de pensão, seus patrocinadores, participantes e assistidos. o seguro longevidade para fundo de pensão ainda não foi aprovado na susep, mas a expectativa é que a partir de 2016 já esteja disponível. “a cobertura de longevidade resolve um aspecto crítico, trazendo benefícios para a população ao oferecer uma proteção previdenciária efetiva para quem irá se aposentar dentro de 15 ou 20 anos”, disse. segundo ela, a formatação do produto, sua precificação e custos, devem garantir ao menos uma renda mínima a partir de determinado momento, seja pela compra de anuidades ou pela contratação de benefício diferido vitalício. modelos de transferência de risco na opinião de magali, diante desse desafio demográfico, o seguro longevidade para fundos de pensão seria a única alternativa. em sua palestra, ela analisou a viabilidade de alguns modelos de transferência do risco de longevidade ao mercado de seguros. um, é o que prevê a retirada de patrocínio. “ao fazer a retirada de patrocínio, empresas contribuintes transferem todos os ativos e passivos para uma seguradora, que assume todas as responsabilidades do fundo de pensão”, explicou. o desenhado deste modelo serve para o fundo de pensão fechado e totalmente financiado, composto, em sua maioria, por pensionistas e membros em gozo de benefício, que tenha grande impacto no balanço da empresa patrocinadora. “neste caso, a empresa patrocinadora terá de simplificar a estrutura de governança”, sugeriu. em outro modelo, o fundo de pensão permanece intacto, com todos os seus participantes, e apenas a parte do risco atuarial e financeira é removida. segundo magali, este modelo pode ser instaurado independentemente do nível de reservas do fundo de pensão. é mais indicado para patrocinadoras que queiram minimizar o impacto do fundo em seu balanço ou para o fundo que pretenda fazer a retirada do patrocínio ou apenas remover riscos, permanecendo com o controle. outra maneira de promover a transferência parcial de riscos atuariais e financeiros dos fundos de pensão ao seguro é por meio de anuidades. a anuidade poderia contemplar um período mais longo da vida do participante – entre 65 e 85 anos (temporária) - ou mais curto – a partir dos 85 anos (diferida).  neste caso, magali explica que o modelo pode ser aplicado apenas para alguns participantes, com contrato individual com a seguradora e possibilidade de portabilidade de formação de reserva para a obtenção de renda. a proteção contra longevidade seria embutida nos planos de renda vitalícia. já no seguro de longevidade, não haveria troca de ativos. de acordo com a atuária, os fluxos de caixa seriam trocados a cada período e os pagamentos fixos e flutuantes liquidados (encontro de contas). “o contrato deve ter colaterais para proteger ambas as partes de risco de crédito”, disse. na prática, o fundo de pensão compra a proteção do seguro e a seguradora, por sua vez, garante os pagamentos mensais para os pensionistas existentes (desde que o fundo de pensão tenha desembolsos conhecidos previamente). “em troca, o fundo pagaria um prêmio de risco, que é incluído na curva de desembolso acordada, com a possibilidade de recomprar o contrato no futuro, caso tenha interesse”, disse. solução magali defende que a prática atuarial é fundamental para prever cenários futuros, por meio da análise de riscos e expectativas. segundo ela, a gestão de riscos consiste no mapeamento e identificação dos riscos inerentes ao passivo atuarial de cada plano de benefícios, considerando as hipóteses biométricas, demográficas, econômicas e financeiras, seus regimes financeiros e métodos de financiamento. o resultado será a definição da matriz de risco atuarial, contemplando o mapeamento e a identificação de fatores potenciais de risco, quantificação, ajuste, controle e acompanhamento do processo. para magali, cabe aos atuários e ao mercado segurador desenvolver práticas que possam minimizar em seus cálculos o risco da longevidade. “um plano que tenha seu passivo mal precificado certamente terá um custo maior para contratar o seguro, do ponto de vista da regulação”, afirmou. fonte: portal nacional de seguros por márcia alves
28/10/2015

Como se preparar financeiramente para grandes eventos

 são paulo - um dos grandes problemas do planejamento financeiro é que poucas pessoas se preparam para mudanças repentinas em sua vida, mesmo quando são previsíveis. além dos impactos psicológicos, há os financeiros e fiscais, que podem complicar ainda mais as situações de estresse. um exemplo dessas mudanças de vida é o casamento, que pode ter consequências no futuro se não for bem planejado, afirma adriana chieco, do escritório chieco da costa advogados, especialista em sucessões. “as pessoas deveriam se preocupar com as consequências patrimoniais do casamento ou da união estável antes, e não depois, quando dá errado, no divórcio ou na separação”, afirma, lembrando que tanto o casamento quanto a união estável são contratos com consequências sobre os bens dos envolvidos. outras mudanças drásticas na vida que podem ser planejadas são mudanças de país, a questão da herança e a administração dos bens em caso de incapacidade. “se eu sofrer um acidente ou um derrame e ficar impossibilitado de tomar decisões, será que minha mulher ou meu marido são as pessoas ideias para cuidar da minha empresa, por exemplo?”, questiona adriana, que participou do congresso de planejamento financeiro do ibcpf. casamento na questão do casamento, a advogada lembra que o primeiro ponto é que, pela lei brasileira, quem casa ou vive uma união estável automaticamente se enquadra no regime de comunhão parcial de bens. “se não houver um contrato deixando claro outro regime, terá de dividir com o parceiro o que ganhar”, diz. outro ponto que cria confusão são os bens que os cônjuges tinham antes de casar, que são considerados particulares, e os que forem adquiridos depois do casamento adriana lembra que, mesmo com essa separação, há problemas quando os bens são valores em dinheiro. “e, no meio da separação, pode haver um pedido de bloqueio dos bens até que seja feita a divisão que pode durar um bom tempo”, alerta. a saída para evitar esse tipo de problema é que o casamento seja feito com separação de bens. mudança de país outro evento que tem se tornado mais comum é quando a família resolve mudar de país. “tem muita gente procurando morar fora, mas nem sempre se preocupa com os impactos que isso tem em termos patrimoniais e até do regime do casamento”, afirma adriana. ela diz que há países que não reconhecem o regime brasileiro de união, sem contar os impactos fiscais e na sucessão. herdeiros “inesperados” no caso da morte, o imprevisível fica por conta dos herdeiros inesperados que podem surgir e complicar a divisão dos bens. além da discussão sobre a comprovação da condição de herdeiro, que pode levar bastante tempo, há a questão de como o novo beneficiário participará da divisão de bens como empresas ou como ele poderá ser compensado por esse direito. além disso, há a morosidade dos processos, impostos e custos, também inesperados, que criam dificuldades para a família no curto prazo. paraíso fiscal das heranças com relação à tributação nas sucessões, adriana diz que o brasil tem impostos relativamente baixos. “podemos dizer que o brasil é quase um paraíso fiscal em termos de sucessão”, afirma, lembrando que há um imposto estadual, o imposto sobre transferência de bens intervivos (itbi), de 4%. em outros países, a tributação é muito maior, chegando a 40% nos estados unidos. “a diferença é que lá há um limite de isenção bem alto no ‘state tax’, de até us$ 5 milhões”, afirma a advogada. no brasil, está em discussão aumentar esse percentual para 20%. fundos fechados e holdings a alternativa para reduzir os impactos do imposto nas heranças é a criação de fundos fechados, que funcionam como empresas, e nos quais os herdeiros serão cotistas. os fundos têm regras de resgate para evitar que os herdeiros gastem todo o dinheiro de uma vez. “para fazer uma reserva de usufruto, tem de ser um fundo fechado”, explica adriana. já nos casos de empresas, a estrutura mais recomendável são as holdings, que substituem as pessoas físicas no controle das empresas por pessoas jurídicas. “há a opção também de usar os fundos de investimentos em participações (fip), mas aí a estrutura fica mais cara”, afirma. incapacidade uma outra surpresa desagradável que as pessoas deveriam antever é o caso de incapacidade. com as pessoas vivendo mais, é comum o empresário ou pai de família perder a capacidade decisória e ficar anos nessa condição. ou casos de pessoas que sofrem acidentes vasculares cerebrais (avc) e de uma hora para outra têm de se afastar dos negócios, o que cria uma situação delicada para a família e para os sócios. para esses casos, adriana diz que existe a declaração de curatela, que determina quem vai cuidar da pessoa e dos negócios. “pela lei, seria o cônjuge, mas nem sempre essa solução é a melhor, por exemplo, no caso em que há sociedade em empresas com outras pessoas”, explica adriana. com a declaração, pode-se indicar outro profissional para representar a família nos negócios ou para cuidar das finanças e tomar decisões. dinheiro para necessidades imediatas outras alternativas usadas no planejamento da sucessão são o seguro de vida e os fundos de previdência privada, os pgbl e vgbl, pela liquidez imediata dos recursos. “isso acalma o desespero da família se a pessoa é mantenedora e serve para atender às necessidades imediatas de pagamentos de custas dos processos e até dos impostos sobre a herança, para que a família não tenha de vender um bem para pagar os tributos, por exemplo”, diz. segundo a advogada, alguns estados têm decidido cobrar o imposto itbi também sobre pgbl e vgbl. “mas mesmo com o imposto de sucessão, ainda compensa pela liquidez imediata e pelo imposto de renda mais baixo se a aplicação no fundo for de longo prazo”, diz, lembrando que os pgbl e vgbl podem ter alíquota de 10% sobre os rendimentos após 10 anos. continuar ou não vivendo? a longevidade criou também outra necessidade, o testamento vital, que determina se a pessoa quer prolongamento artificialmente a vida em caso de incapacidade permanente. “nele, o titular pode dizer se deseja ou não passar por vários procedimentos se a situação for irreversível”, explica adriana, que deixa claro que não se trata de eutanásia, o que é proibido no brasil. “a pessoa apenas impede que sejam tomados cuidados paliativos que só vão prolongar a situação e seu sofrimento”, diz. essa questão, lembra a advogada, tem impacto patrimonial e financeiro importantes para a família. “e pode-se também incluir no documento a doação de órgãos”, acrescenta. testamento, o que pode sobre o testamento, adriana diz que ele só faz sentido se houver alguma situação especial que não permita a divisão igual dos bens. “isso já é previsto em lei”, lembra. já se a pessoa quiser privilegiar algum herdeiro, poderá fazê-lo com metade dos bens. a outra metade, chamada de legítima, segundo a lei, tem de ser dividida de maneira igual entre os herdeiros. na metade livre, a pessoa pode destinar para o que quiser, desde um herdeiro específico ou outra pessoa ou ainda instituições de caridade. “são coisas que a pessoa pode definir antes, que fazem parte do bom planejamento”, diz. fonte: arena do pavini por angelo paviniz.
14/10/2015

Para onde caminha o mercado de seguros

 em uma tentativa de traçar tendências futuras, o 19º congresso dos corretores que aconteceu na cidade de foz do iguaçu, convidou os corretores a refletir para onde vai o mercado. com o tema “para onde caminha o mercado de seguros: uma visão local e global”, os profissionais ouviram atentamente as exposições de davi colmenares, ceo da zurich, fábio basilone, da swett & crawford brasil e mauro batista, presidente da academia nacional de seguros e previdência. a mediação do painel foi de josé antônio, presidente do sincor-pr. em sua apresentação, davi colmenares, deu seu parecer sobre como corretores e companhias devem atuar. ele fez uma comparação entre o mundo em 1998 e o mundo em 2015 que é completamente diferente em diversos aspectos. “hoje temos que a maior empresa de táxi do mundo não tem nenhum veículo em sua frota (uber) e a mais popular empresa de mídias sociais não produz seu conteúdo (facebook)”, exemplificou. e os seguros? ele disse ser importante mudar a forma como o cliente é visto. “o consumidor mudou; 78% dos clientes não são fiéis a nenhuma marca; 62% fazem consultas online, mas compram off-line”, disse. para ele é preciso mudar o relacionamento com o mercado profissionalizando cada vez mais o corretor de seguros e também investir em tecnologia. “as pessoas mudam mais rápido que as empresas e seu comportamento mudam drasticamente em pouco tempo”, afirmou. representando a swett & crawford brasil, fabio basilone lembrou que durante a crise internacional de 2008 quando houve redução na taxa de juros, houve reflexo no mercado de seguros, afinal, o mercado e financeiro é primo-irmão do mercado segurador. para ele, a tendência dos próximos anos é focar no relacionamento com o público consumidor. “trabalhar com uma demanda que talvez nem saiba dessa demanda; em tantos lugares do mundo o poder público já entendeu que pode dividir algumas responsabilidades com a área privada”, disse. ele acha ainda que é importante todas as pontas do mercado ter um clima de colaboração, com as seguradoras, com a susep e indicar soluções para os problemas. para ele há algumas tendências. ele aposta no aumento na taxa de juros do banco central americano e isso deve elevar a rentabilidade do dinheiro. “devemos começar a perceber redução na competição no mercado internacional e, com isso, o número de fusões reduz”, analisou. outra tendência apontada por basilone é de que vão existir seguradoras muito capitalizadas que precisarão vender e precisarão de um canal de distribuição para colocar esses produtos nas mãos do cliente, por isso ela ganha destaque. o corretor precisa se reinventar, ficar livre das questões administrativas e burocráticas da empresa para buscar ambientes de colaboração para que o corretor possa fazer o que ele faz melhor. “está nas mãos dos corretores encontrar essa demanda diferente e aprender a lidar com esse público que muitas vezes não sabe o que precisa”, ponderou. mauro batista, o presidente da academia nacional de previdência e seguros também fez uma análise do mercado. para ele, crise é inerente à vida humana, uma questão de atitudes na vida de cada um.  batista disse ainda, que a crise econômica atual do país é fruto do desdobramento também da crise política. ele lembrou ainda que o mundo está globalizado. “quando a china parou de crescer isso se refletiu no mundo todo. é preciso entender a crise e traçar o norte através de atitudes”, afirmou. para entender o futuro é preciso fazer uma análise do presente. isso vale para diversos setores e não é diferente na indústria do seguro que nos últimos anos obteve uma expansividade jamais vista. isso foi impulsionado por diversos fatores entre eles o aumento de renda da população e o aumento de integrantes da classe média e também o melhor entendimento da famosa “cultura do seguro”. batista disse ainda que o melhor planejamento das famílias e das empresas também foi fundamental para contribuir no crescimento do mercado segurador brasileiro. batista destacou que ao olhar para o futuro percebe-se uma classe média que conquistou um espaço interessante e contribuiu para a expansividade do mercado. “o seguro passou a ser objeto de desejo para manter o posicionamento dessa classe; podemos entender que o mundo hoje não vive mais sem seguro”, analisou. perspectivas para o presidente da ansp as projeções para o crescimento do mercado segurador esse ano podem ser menor que 2014, mas há espaço para crescer. “ainda existe uma demanda importante de quem não faz seguro; na carteira de auto, a frota segurada não chega a 30% e ultimamente tem se falado muito no seguro popular que pode atingir essas demandas”, lembrou. em sua análise ele lembrou que ainda haverá mudança na expectativa de vida das pessoas e essas pessoas entram com necessidade de ter seguro. “o corretor de seguros tem ouvido muitos questionamentos sobre venda pela internet, por exemplo. é preciso entender que contra a modernização não existe outra alternativa se não aderir”, sentenciou. as seguradoras já estão se modernizando e é provável que nessa era digital elas passam a ter sua atividade usando recursos que possam ser usados a distância e o corretor também vai usar essa tecnologia. “quero crer que o corretor de seguros vai se beneficiar com o recurso da tecnologia, imagino o corretor fazendo suas operações e atraindo clientes em seus sites, talvez emitindo apólices”, prevê.  para ele, nesse cenário, o que resta ao corretor é se modernizar e entender que o mundo digital pode ser um aliado da vida profissional. “penso que a era digital vai ser um aliado, mas as seguradoras e operadoras precisam ter produtos eficazes; precisamos perceber que hoje o segurado é atualizado com o mundo moderno”, analisou. otimista, mas com pé no chão, batista disse que o corretor deve fazer uma caminhada ascendente: é preciso se modernizar, conhecer o produto que opera. “com crise ou sem crise, o corretor de seguros vai continuar a desemprenhar muito bem o seu papel; o setor de seguros evolui além dos números. o corretor precisa entender que é um profissional que não precisa de nenhum rótulo para mostrar sua importância dentro da cadeia”, finalizou. fonte: c q c s
06/10/2015

Aspecir Previdência firma convênio com a FUSEPERGS

 o presidente da aspecir previdência, milton machado, recebeu o presidente da fundação dos servidores públicos estaduais do estado do rio grande do sul - fusepergs, flávio dall’agnol, no dia 05 de outubro na sede da empresa. na ocasião, foi assinado o convênio que visa promover assistência aos servidores públicos estaduais ativos e inativos. o grupo aspecir através da aspecir previdência, suas controladas ou conveniadas, disponibilizará planos de previdência, de seguros e assistência financeira, na modalidade consignação em folha de pagamento, junto ao estado do rio grande do sul. o ato da assinatura foi comemorado com satisfação pelos presidentes das duas entidades, reafirmando a confiança no excelente convênio firmado.
05/10/2015

Tradição e raízes são lembradas no 13° Troféu JRS

 a aspecir previdência, representada pelo presidente milton machado, comemorou seus 78 anos e foi reconhecida por sempre manter suas raízes e tradições no rio grande do sul. outro motivo de orgulho para a empresa é figurar entre as cinquenta maiores empresas previdenciárias do brasil. os excelentes produtos proporcionados pela empresa do grupo aspecir foram fundamentais para que a honraria, concedida das mãos da apresentadora júlia senna, fosse entregue a machado. o mercado segurador mais uma vez fez com que porto alegre fosse a capital nacional do seguro na última sexta-feira (02). cerca de 1.200 profissionais e parceiros deste mercado comemoraram os resultados positivos deste nicho em mais um ano, mesmo com as dificuldades enfrentadas pela economia brasileira. ano marcado pelo empreendedorismo, novas ideias e sucessão familiar. foram 36 reconhecimentos especiais que marcaram o novo formato da cerimônia, a maior e mais aguardada do segmento independente. jota carvalho, o comandante das operações do grupo jrs comunicação, abriu o evento com uma mensagem de agradecimento aos parceiros de negócios que tornam esta noite uma grande realidade há mais de uma década de forma ininterrupta. "hoje reconhecemos produtos, serviços, seguradoras, entidades e ainda vemos que muitos participantes fazem negócios interessantes que agregam valor a este evento", comentou carvalho. a jornalista vera armando, da tv pampa, foi quem conduziu os trabalhos. "uma noite realmente especial, onde o mercado segurador se faz presente. tenho muita honra de comandar há muitos anos este grande evento. o mercado brasileiro de seguros dá uma verdadeira lição, enquanto falamos em crise, este setor demonstra toda sua pujança e mostra que realmente é possível fazer", disse a apresentadora. fonte: jrs comunicação por william anthony - foto: igor pires
21/09/2015

Com crise, financeiras inovam e emprestam dinheiro pela internet

 modalidade, porém, tem armadilhas e brasileiro deve tomar cuidado para não se encrencar fonte: r7 por joyce carla as contas não param de chegar e o salário não é suficiente para pagar todos os boletos: alguma semelhança com a sua casa? com a crise, essa situação está se tornando cada vez mais comum nos lares brasileiros. o que fazer? atrasar, pagar no crédito ou pegar um empréstimo? ferramenta acessível ao brasileiro, a internet ajuda a traçar estratégias e agir para acabar com as dívidas. de olho nisso, as financeiras identificaram a oportunidade e estão oferecendo dinheiro on-line — sem que o cliente precise ir à uma loja ou esperar até uma semana para receber o valor do empréstimo. o analista contábil claudio rossi, de 60 anos, é um desses clientes. ele precisou fazer um empréstimo de r$ 2.000 e, em uma pesquisa na internet, descobriu que poderia conseguir o dinheiro de forma mais rápida e prática. — o que me atraiu mais foi a facilidade de explicação do site. resolvi tudo por e-mail e, em um dia, recebi o dinheiro na minha conta. agora, vou pagar em um ano. se fosse em uma loja física, teria que apresentar muitos documentos e demoraria para receber o valor. como precisava de forma emergencial, preferi pegar o empréstimo on-line. inadimplência do consumidor sobe 16,9% em um ano a pensionista cecília bueno pereira da silva, de 62 anos, também encontrou na internet a praticidade de conseguir o dinheiro de um empréstimo. — tive uma emergência de saúde e precisei de r$ 1.000. o dinheiro caiu na conta no mesmo dia. vou pagar em oito vezes. ela conta que já possui um empréstimo consignado de 72 meses e que o seu limite já estava comprometido. assim, a opção on-line foi mais simples e resolveu a necessidade dela. o diretor da enova/simplic, ferramenta de empréstimos pessoais on-line, rafael pereira, afirma que a empresa começou a operar no meio do ano passado e que já teve mais de 1 milhão de visitantes únicos em seu site. — nós fazemos empréstimos de até r$ 2.500. mas o valor médio buscado pelos consumidores fica abaixo de r$ 2.000. e os clientes podem dividir o pagamento em, no mínimo, três parcelas e, no máximo, 12. o presidente executivo da lendico no brasil, marcelo ciampolini neto, afirma que a empresa começou a operar no brasil em julho deste ano e que, em menos de três meses, já recebeu 29 mil solicitações de empréstimos e que, em média, o valor solicitado pelos consumidores fica em torno de r$ 10 mil. — esperamos que, até o fim do ano, sejam emprestados mais de r$ 10 milhões. o sócio-fundador da geru, sandro reiss, explica que os principais benefícios para os empréstimos on-line são a conveniência, a praticidade, a transparência e preço do crédito. — o consumidor nem sempre tem tempo para ir no horário comercial em cada financeira para pesquisar o preço do empréstimo. além disso, com a ferramenta, ele pode saber de forma prática e simples como irá pagar e quanto irá custar o empréstimo. e ainda, como os custos para uma empresa on-line são menores do que o de uma estrutura física, nós podemos repassar esse benefício para o cliente e o preço do crédito fica abaixo da média do mercado. o presidente e fundador da bom pra crédito, ricardo kalichsztein, também começou a operar no início do ano passado e, de lá para cá, teve mais de 4 milhões de visitas no site. essa ferramenta, diferentemente da simplic, não empresta dinheiro diretamente, mas faz a intermediação entre o cliente e 18 instituições parceiras. — o consumidor entra na ferramenta, faz um cadastro só e pode consultar os melhores preços pelas 18 financeiras ao mesmo tempo. se fosse em cada uma delas, o cliente teria que preencher um formulário para cada uma. aqui, ele agiliza esse processo com um só formulário simples. o bom pra crédito afirma que já intermediou a venda de quase r$ 30 milhões de empréstimos e que a taxa de juros varia conforme a garantia do empréstimo. pode ser de 1,5% ao mês para imóveis ou veículos como garantia a entre 10% e 12% ao mês para os empréstimos com cheque ou boleto, que não têm garantia para a financeira. os valores oferecidos pelas financeiras por meio do bom pra crédito são os mesmos das lojas físicas, assim, é possível ter um empréstimo de até r$ 3 milhões, caso a garantia para o valor seja um imóvel, por exemplo. simulações o r7 fez simulações nas três empresas para um empréstimo de r$ 2.500 pagos em 12 meses. os valores encontrados foram os seguintes: — enova/simplic: 12 parcelas de r$ 448,04 (total: r$ 5.376,48) — geru: 12 parcelas de r$ 255,51 (total: r$ 3.066,12) — lendico: 12 parcelas de r$ 252 (total: r$ 3.024) na bom pra crédito, não foi possível fazer a simulação on-line. a reportagem recebeu uma ligação de uma financeira que pedia para ir a uma loja física.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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