10/04/2018

IPCA fica em 0,09% em março e atinge menor resultado para o mês desde 1994, revela IBGE

 com o resultado, a taxa acumulada pela inflação no ano foi de 0,70% com o resultado, a taxa acumulada pela inflação no ano foi de 0,70% fredy vieira/jc a inflação pelo índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) ficou em 0,09% em março, ante um avanço de 0,32% em fevereiro, informou na manhã desta terça-feira (10), o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge). a taxa acumulada pela inflação no ano foi de 0,70%. em 12 meses, o ipca acumulou avanço de 2,68%, também abaixo da mediana, de 2,71%, com base num intervalo de 2,64% a 2,75%. as passagens aéreas foram o item que teve maior impacto no recuo da taxa de inflação do período. de acordo com o ibge, a queda de preços para março era esperada, já que os meses anteriores são de férias escolares e março é mês de volta às aulas, quando a demanda por passagens se reduz. o item individual que mais contribuiu para a inflação em março, foi o das frutas, que tiveram alta de preços de 5,32%. os preços dos alimentos como um todo subiram 0,07% no último mês. os gastos com habitação também tiveram impacto importante na inflação do mês, com taxa de 0,19%, influenciados principalmente pelo aumento do custo com energia elétrica, de 0,67%.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/621222-ipca-sobe-0-09-em-marco-revela-ibge.html)
10/04/2018

Taxas médias e longas de juros operam com viés de alta com incertezas eleitorais

 os juros futuros de médio e longo prazos operam com viés de alta, após oscilarem entre o viés de baixa e o de alta nos primeiros negócios, apesar do índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) ter vindo abaixo da mediana das projeções. segundo um profissional de renda fixa, pesam as incertezas político eleitorais. está no radar a operação da polícia federal nesta terça-feira (10), com agentes cumprindo mandados de busca por determinação do ministro do supremo tribunal federal edson fachin. o ministro ordenou oito mandados de busca em são paulo, ceará e goiás contra pessoas supostamente ligadas ao senador eunício oliveira (mdb), presidente do senado. a investigação seria de pagamento de propinas a políticos com foro privilegiado. além disso, os agentes financeiros devem monitorar a iniciativa do instituto de garantias penais (igp) de entrar com novo pedido liminar para que o supremo tribunal federal (stf) defina na quarta-feira (11) a execução provisória da pena após uma decisão do superior tribunal de justiça (stj). a solicitação do igp é direcionada ao ministro marco aurélio mello, relator das ações que tratam da prisão após condenação em segunda instância de forma geral. o pedido veio após o pen/patriotas, autor de uma das ações que tentam impedir a possibilidade de cumprimento de pena após condenação em segunda instância, decidir retirar o pedido. outra notícia que ampara cautela é a de que a 12ª vara federal de brasília abriu ação penal contra dois amigos muito próximos do presidente michel temer - o empresário josé yunes e o coronel joão batista lima filho. eles são acusados pela procuradoria da república no distrito federal por supostamente intermediar propinas ao mdb. yunes e o coronel lima também são alvo da operação skala, investigação sobre o decreto dos portos. no dia 29 de março eles foram presos pela polícia federal, mas soltos dois dias depois por ordem do ministro luís barroso, do supremo. às 9h57min, o di para janeiro de 2020 marcava 7,10%, mesma taxa do ajuste anterior, enquanto o vencimento para janeiro de 2021 exibia 8,14%, de 8,13% no ajuste anterior. o di para janeiro de 2023 marcava 9,21%, de 9,19% no ajuste de segunda-feira. no câmbio, o dólar à vista caía 0,26%, aos r$ 3,4114. a inflação pelo índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) ficou em 0,09% em março, ante um avanço de 0,32% em fevereiro, informou o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge). o dado veio abaixo da mediana, mas dentro do intervalo das previsões ia de alta de 0,05% a 0,16%. a taxa acumulada pela inflação no ano foi de 0,70%. em 12 meses, o ipca acumulou avanço de 2,68%, também abaixo da mediana, de 2,71%, com base num intervalo de 2,64% a 2,75%. mais cedo foi revelado que o ipc-s acelerou em seis das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de abril em relação à última leitura de março. daqui a pouco, o mercado vai olhar o presidente do banco central, ilan goldfajn, que participa a no período da manhã desta terça-feira (10) de audiência pública na comissão de assuntos econômicos (cae) do senado. addthis sharing buttons share to facebookshare to twittershare to linkedinshare to e-mailshare to imprimir comentar | corrigir | compartilhar comentários seja o primeiro a comentar esta notícia hoje no jc para folhear modo texto assine já ios android capa leia também volátil, dólar recua, após alta pontual com cena política cobre e outros metais sobem após fala de presidente chinês e sanções à rússia petróleo opera em alta, apoiado por menor tensão comercial e de olho na síria bolsas europeias sobem após líder chinês aliviar temores sobre guerra comercial capinha cadastre seu e-mail no formulário abaixo para começar a receber a newsletter diária.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/621221-taxas-medias-e-longas-de-juros-operam-com-vies-de-alta-com-incertezas-eleitorais.html)
10/04/2018

INPC, indicador da inflação das famílias de baixa renda, fica em 0,07%, afirma IBGE

 o índice nacional de preços ao consumidor (inpc) teve um avanço de 0,07% em março, após a alta de 0,18% registrada em fevereiro, segundo dados divulgados na manhã desta terça-feira (10) pelo instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge). como resultado agora divulgado, o índice acumulou uma elevação de 0,48% no ano. a taxa em 12 meses foi de 1,56%. em março do ano passado, o inpc tinha sido de 0,32%, de acordo com o ibge. o inpc mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/621220-inpc-de-marco-avanca-e-fica-em-0-07--afirma-ibge.html)
09/04/2018

Regulação de insurtechs pode demorar 3 anos

 mesmo com a necessidade de inovação, o conservadorismo e a aversão ao risco das companhias mais tradicionais ainda são empecilhos para maior aproximação com essas startups financeiras fonte: dci por isabela bolzani • são paulo uma regulação específica das insurtechs pode levar dois a três anos para ganhar corpo na superintendência de seguros privados (susep). com dificuldade de aproximação com seguradoras, o mercado se divide entre avanços tecnológicos e aversão ao risco. a demora, de acordo com a gerente da secretaria-geral da susep, natalie hurtado, acontece por conta de todo o alinhamento necessário entre os agentes envolvidos e os desafios de desenvolver uma regulamentação específica que não traga “divergências”. “nossas regulações podem causar algum tipo de barreira, mas a discussão é em torno de garantir que os direitos dos consumidores sejam preservados”, explicou a executiva em evento promovido pela conexão fintech. ela pondera, porém, que ainda existem “muitas coisas a serem feitas” no mercado segurador para que a adaptação das regras aconteça, uma vez que “as novas tecnologias mexerão com a atual visão estratégica do seguro”. “por isso, todos os agentes supervisores e reguladores participam de um sandbox [licença temporária para que a empresa possa testar sua solução no mercado até ver a viabilidade de uma licença definitiva]. mas o tempo para construirmos algo mais concreto pode ser de dois a três anos”, acrescenta hurtado. aproximação ao mesmo tempo, porém, a relação entre essas fintechs e as próprias seguradoras ainda encontra empecilhos para avançar de forma mais concreta. segundo o ceo da pitzi – insurtech que aposta no sistema de assinaturas para proteção contra acidentes para celulares –, daniel heatkoff, o conservadorismo dificulta a aproximação entre essas startups e as companhias mais tradicionais. “são duas naturezas completamente diferentes. mesmo quando a parceria acontece, a percepção de risco dentro das seguradoras exige um proof of cause. e isso mata toda a inovação do projeto”, afirma. ele explica que a teoria de proof of cause (ou prova de causa e efeito) se baseia em comprovar a eficácia de um projeto, processo que, no universo de startups, demora mais tempo para acontecer. “as seguradoras são boas em mitigar risco e em trazer isso para larga escala, mas a partir do momento que a área de ti ou compliance assume, eles começam a criar problemas”, opina heatkoff, da pitzi. de acordo com dados divulgados pelo co-fundador da ace aceleradora, pedro waengertner, do total de fusões e aquisições entre empresas mais tradicionais e startups, em 70% a 90% dos casos a iniciativa inovadora acaba “morrendo”. para o fundador da join e diretor operacional da ltseg, caio timbó, a mudança é necessária, mas é preciso menos burocracia e morosidade. “as seguradoras já estão atrasadas e vivendo momento diferentes. mas temos uma demanda reprimida muito grande e, quando acontecer, muitas companhias tentarão se atualizar, mas o processo não é tão simples”, esclarece. “o mercado já investe nessas estruturas e na criação de fundos porque há interesse. essas insurtechs eventualmente se tornarão nossas fornecedoras e distribuidoras”, contrapõe o ceo da axa seguradora no brasil, philippe jouvelot. segundo o ceo da hdi, porém, o desafio é usar a energia da startup, mas criando uma cultura de funcionamento para garantir a segurança. “qualquer operação precisa de segurança. a governança também é importante nessa situação e temos que garantir essas condições”, completa. para hurtado, da susep, o ambiente ainda é de aprendizado. “estamos aprendendo a fomentar e desenvolver esse mercado sem deixar a estabilidade financeira de lado. até lá, é importante sabermos qual será o interlocutor que representará as insurtechs para estabelecer um diálogo e desenvolver esse caminho”, conclui.
09/04/2018

Abertura é a saída para o País

 fonte: ag/agência senado/jc um dos formuladores do plano real, o economista edmar bacha defende que o próximo presidente anuncie um amplo programa de integração do país ao mundo, que precipite medidas para reduzir o custo brasil e aumentar a produtividade. além de acordos comerciais, o programa incluiria menos restrições à atuação de bancos estrangeiros, reforma no sistema tributário e concessões de infraestrutura. "para nos abrirmos ao comércio exterior, teremos de nos preparar do ponto de vista tributário, educacional, de infraestrutura. será o grande indutor do crescimento", disse. bacha defendeu mudanças nas regras do funcionalismo, com o fim da estabilidade ou possibilidade de corte nos salários, e restrições ao uso do sus pelos mais ricos. ele indicou entusiasmo com a candidatura de geraldo alckmin pelo psdb, seu partido, classificou o pt como o grande adversário da sigla e disse que o discurso de jair bolsonaro (psl) não inspira confiança. quais medidas devem ser prioridade para o novo governo? edmar bacha - a ideia-mãe deve ser a abertura da economia ao comércio exterior. esse será o grande indutor do crescimento e das demais reformas que o país necessita. para se abrir ao comércio exterior, teremos de estar preparados do ponto de vista tributário, educacional, de infraestrutura. precisamos pensar em medidas que induzam ou forcem a adoção de outras. ao expor nossas empresas à concorrência internacional e forçá-las a serem eficientes para sobreviver, criaremos foco no custo brasil. a abertura é a mãe de todas as reformas. como promover a abertura? bacha - há medidas que podem vir agora, como acordo comercial do mercosul com a união europeia e entrada do brasil na ocde. minha proposta é que o presidente eleito anuncie um amplo programa de integração do brasil ao mundo com base nos pilares: redução do custo brasil - com foco na reforma tributária e nas concessões da infraestrutura -, acordos comerciais e redução da proteção propiciada por medidas protecionistas, como requisitos de conteúdo nacional e impedimentos da atuação de bancos estrangeiros no país, compensada por taxa de câmbio competitiva. o objetivo é assegurar que exportação e importação cresçam fortemente e em paralelo, propiciando aumento da produtividade. a postura protecionista de donald trump atrapalha? bacha - tudo indica que os movimentos se dirigem primordialmente à china. tanto assim que argentina, brasil, canadá, japão, méxico e união europeia obtiveram isenção temporária das tarifas de alumínio e aço. a coreia do sul obteve isenção permanente. a china reagiu com precaução, indicando não se tratar de guerra comercial, mas de movimentos táticos entre as duas maiores potências mundiais. nada disso afeta o projeto de abertura do brasil. por que o brasil tem dificuldade de realizar a abertura? bacha - embora os economistas estejam convencidos de que comércio é bom, é muito difícil explicar isso aos políticos. para eles, bom é exportar e ruim é importar. proteger o mercado interno tem um apelo extraordinário. mas tanto a teoria econômica quanto a experiência histórica nos ensinam, de maneira cabal, a importância de termos um comércio relativamente livre para beneficiar o crescimento. temos um problema fiscal a ser enfrentado. o que fazer? bacha - há certa falta de foco. o problema não é a regra de ouro, por exemplo, mas encontrar um caminho para resolver o problema da regra de ouro. temos de pensar quais mudanças temos de fazer para abrir espaço no orçamento para que haja investimento - diretamente pelo governo ou pelos instrumentos de garantia através de parceria público e privada. a resposta está na desvinculação de receitas. as receitas já vêm pré-amarradas. temos de dar mais flexibilidade. outro problema é que o governo, quando se vê com excesso de gasto com funcionalismo, não tem como resolver diante da norma constitucional da irredutibilidade dos salários nominais e a garantia de emprego dos funcionários públicos. isso precisa ser resolvido: ou permitir que salários sejam reduzidos, ou que possam ser demitidos quando se tornarem ociosos, desnecessários ou excessivamente custosos. o senhor criticou muito a postura do psdb no ano passado, em especial em relação à reforma da previdência. apoiará a sigla? bacha - agora está claro que marcharemos sob o símbolo da defesa do legado do fernando henrique cardoso (psdb) e do prosseguimento da política de reformas implementadas naquele governo. geraldo alckmin está completamente comprometido com isso. tanto que o principal assessor econômico dele se chama persio arida. existe algo melhor para caracterizar a firmeza de seus propósitos com a política de reformas? existe igual e se chama arminio fraga. ele também estará (no grupo que formatará o programa). irei contribuir. outros também virão a seu tempo. e do lado ético? bacha - felizmente, quem está com problema com lava jato não está sendo endeusado no psdb, ao contrário do que acontece com o pt. aécio neves (psdb) foi alijado da presidência, está cuidando da sua vida. as pessoas dizem que deviam ter expulsado. eu até poderia ter gostado disso, mas temos que relativizar na política. o psdb endereçou a questão muito melhor que o pt, que é nosso grande adversário. alckmin não está só comprometido com a agenda econômica. ele é um homem que não tem um tostão a mais do que quando entrou na política. e tem experiência administrativa exitosa. o senhor citou o pt como grande adversário. também será nesta eleição? ou jair bolsonaro? bacha - fico contente de finalmente termos uma direita assumida como adversária. o psdb foi jogado na direita por oposição ao pt, mas sempre teve a questão social como ponto fundamental de sua atuação política e a ênfase na questão redistributiva. nós fizemos reforma na educação com o bolsa escola, que é o embrião do bolsa família. fizemos o plano real, que beneficiou fundamentalmente a classe assalariada. na pauta econômica, há aproximação com o projeto de direita? bacha - é muito difícil saber, porque o bolsonaro aparece como uma espécie de trump. não se sabe no que acredita, o que fará em relação ao que está dizendo. o passado dele o condena. foi o maior adversário do plano real. quando eu estava no governo, toda vez que íamos no mesmo voo para brasília, ele vinha na fila me xingando e dizia que ia matar o fernando henrique. essa é a figura verdadeira do bolsonaro, que agora ganhou certo prestígio pela questão premente da segurança. ele é um homem de uma agenda só. paulo guedes é uma diversão lateral, com quem ele tenta abanar as elites. o senhor vê mais espaço para se falar em reformas na eleição? bacha - depende de como se coloca a questão: precisamos de um estado que sirva ao público e temos de dar exemplos concretos. a política social brasileira é baseada em três princípios constitucionais: universalidade, integralidade e gratuidade. isso é a seguridade social brasileira. de fato, o que aconteceu com a aplicação desses princípios constitucionais? nós gastamos uma baba de dinheiro no que chamamos de gasto social, e ele vai todo para a classe média ou para a classe mais rica. o sus tem de ser reservado para os mais pobres. na educação, a ênfase tem de ser na educação básica. o que fazer para aumentar o debate em torno da previdência? bacha - a questão da equidade é eleitoralmente mais fácil de ser absorvida pelos parlamentares. se não reformarmos a previdência, a geração futura não terá dinheiro para se aposentar, a não ser que aumentemos a alíquota de uma maneira extraordinária. a mensagem política tem de ser essa: redirecionar os gastos para os que realmente necessitam. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/cadernos/empresas_e_negocios/619741-abertura-e-a-saida-para-o-pais.html)
09/04/2018

Mercado vê inflação menor e reduz previsão para alta do PIB em 2018

  previsão dos analistas dos bancos para inflação deste ano caiu de 3,54% para 3,53%. para o pib, estimativa de alta passou de 2,84% para 2,80%. fonte: por alexandro martello, g1, brasília os analistas do mercado financeiro ouvidos pelo banco central baixaram a previsão para a inflação e para o crescimento do produto interno bruto (pib) em 2018. esses economistas, de mais de 100 instituições financeiras, foram ouvidos pelo bc na semana passada. o resultado dessa pesquisa foi divulgado nesta segunda-feira (9) dentro do relatório de mercado, também conhecido como "focus". o relatório é disponibilizado pelo banco central todas as segundas e tem sempre como base a previsão dos analistas colhida da semana anterior. inflação a previsão do mercado para a inflação em 2018, que na semana retrasada era de 3,54%, na semana passada ficou ficou em 3,53%. foi a décima queda seguida no indicador. o percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o banco central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%. entretanto, está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo bc se o índice de preços ao consumidor amplo (ipca) ficar entre 3% e 6%. a meta de inflação é fixada pelo conselho monetário nacional (cmn). para alcançá-la, o banco central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (selic). para 2019, porém, o mercado financeiro subiu sua expectativa de inflação de 4,08% para 4,09%. mesmo assim, a estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%). pib e juros para o resultado do pib em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,84% para 2,80%. para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%. o produto interno bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. em 2016, o pib teve uma retração de 3,5%. em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país. os analistas do mercado mantiveram em 6,25% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a selic, ao final de 2018. atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano. a redução na expectativa do mercado veio após o próprio banco central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a selic continuou em 8% ao ano. deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem. câmbio, balança e investimentos na edição desta semana do relatório focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em r$ 3,30 por dólar. para o fechamento de 2019, caiu de r$ 3,40 para r$ 3,39 por dólar. a projeção do boletim focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, continuou em us$ 55 bilhões de resultado positivo. para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável ao redor de us$ 45 bilhões. a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no brasil, em 2018, permaneceu em us$ 80 bilhões. para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em us$ 80 bilhões.
09/04/2018

Taxas futuras de juros oscilam perto da estabilidade, após subirem com dólar

 os juros futuros perderam força e oscilam ao redor da estabilidade na manhã desta segunda-feira (9) após leve alta em linha com o dólar nos primeiros negócios. profissionais de renda fixa consultados admitem que há um pano de fundo de incertezas com o cenário eleitoral e hesitam em atribuir o movimento também à expectativa com o stf na quarta-feira (11). "está estranho esse movimento dos juros. porque esperava uma abertura em baixa de 3, 4 pontos-base hoje. mas creio que ao longo do dia as taxas ainda podem cair", afirmou paulo petrassi, sócio-gestor da leme investimentos. no câmbio, o dólar sobe ante o real, refletindo as persistentes incertezas quanto à elegibilidade do ex-presidente luiz inácio lula da silva, preso no sábado (7) pela polícia federal, e a valorização moderada da moeda americana frente a divisas ligadas a commodities, em meio ao aumento do risco geopolítico envolvendo eua, rússia e síria. o partido dos trabalhadores (pt) pode ainda registrar a candidatura de lula e o prazo para o tribunal superior eleitoral (tse) se manifestar é setembro. também está no radar o ministro do supremo tribunal federal (stf) marco aurélio mello, que deve levar ao plenário da corte na quarta o pedido de liminar do partido ecológico nacional (pen) contra a prisão após condenação em segunda instância, que pode beneficiar o petista e diversos réus da lava jato que estão cumprindo pena nessa condição. às 9h42min desta segunda-feira, o di para janeiro de 2019 marcava 6,245%, de 6,254% no ajuste de sexta-feira (6). o di para janeiro de 2021, mais negociado, indicava 8,10%, de 8,09% do ajuste de sexta. o di para janeiro de 2023 estava em 9,16%, de 9,15% no ajuste anterior. no câmbio, o dólar à vista subia 0,19% neste mesmo horário, aos r$ 3,3690. o dólar futuro para maio estava em alta de 0,03%, aos r$ 3,3750. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620977-taxas-futuras-de-juros-oscilam-perto-da-estabilidade-apos-subirem-com-dolar.html)
09/04/2018

Dólar sobe ante real com incerteza eleitoral e risco geopolítico no radar

 o dólar opera em alta na manhã desta segunda-feira (9) refletindo as persistentes incertezas quanto à elegibilidade do ex-presidente luiz inácio lula da silva, preso no sábado (7) pela polícia federal, segundo um operador de uma corretora. além disso, na quarta-feira (11) o ministro do supremo tribunal federal (stf) marco aurélio mello deve levar ao plenário da corte o pedido de liminar do partido ecológico nacional (pen) contra a prisão após condenação em segunda instância, que pode beneficiar o petista e diversos réus da lava jato que estão cumprindo pena nessa condição. o partido dos trabalhadores (pt) pode também registrar a candidatura de lula e o prazo para o tribunal superior eleitoral (tse) se manifestar é setembro. o ajuste positivo do dólar ante o real apóia-se ainda na valorização moderada da moeda americana frente a divisas ligadas a commodities em meio ao aumento do risco geopolítico. nos mercados emergentes, os destaques são a forte queda do rublo russo e da bolsa de valores de moscou nesta manhã, reagindo à decisão dos eua, no fim da semana passada, de impor sanções contra sete oligarcas, 12 empresas e 17 autoridades de alto escalão da rússia. os eua, por sua vez, negaram ter bombardeado bases aéreas do governo da síria na madrugada desta segunda-feira (no horário local), de acordo com fontes no pentágono. minutos antes, a tv estatal síria reportava supostos ataques a mísseis à base aérea militar de tiyas, na província de homs. o suposto bombardeio a homs ocorre horas depois de o presidente dos estados unidos, donald trump, ter alertado que os países que apoiam o regime de assad "têm um preço alto a pagar". o governo sírio, por sua vez, nega autoria de ataque com gás que deixou 40 mortos na cidade de duma, próxima à capital da síria, damasco. às 9h33min desta segunda-feira, o dólar à vista subia 0,22%, aos r$ 3,3705. o dólar futuro para maio estava em alta de 0,07%, aos r$ 3,3765. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620976-dolar-sobe-ante-real-com-incerteza-eleitoral-e-risco-geopolitico-no-radar.html)
09/04/2018

Petróleo opera em alta, recuperando-se após queda na semana passada

 os contratos futuros de petróleo avançam na manhã desta segunda-feira (9), recuperando-se parcialmente após recuos consideráveis na semana passada. tensões na síria estão no radar, embora a cautela com o comércio global e a produção forte nos estados unidos contenha o movimento nesse mercado. às 8h28min (de brasília), o petróleo wti para maio subia 0,45%, a us$ 62,34 o barril, na new york mercantile exchange (nymex), e o brent para junho tinha ganho de 0,70%, a us$ 67,58 o barril, na ice. o wti recuou 2,33% na sexta-feira (6) e em toda a semana passada teve baixa de 4,43%, enquanto o brent caiu 1,79% e 3,22%, respectivamente, na pior semana em dois meses para o óleo. a queda nos mercados acionários e os crescentes temores de uma guerra comercial prejudicaram o sentimento. na síria, houve relatos de um ataque com mísseis a uma base aérea perto de homs. os eua negaram participação no ataque, embora o presidente americano, donald trump, tenha alertado domingo no twitter que o governo sírio e seus aliados rússia e irã iriam pagar um "grande preço" por um ataque com armas químicas contra civis perto de damasco, que deixou dezenas mortos no fim de semana. a imprensa estatal síria disse que as notícias sobre o uso de armas químicas foram inventadas por uma facção rebelde. a tensão geopolítica ajuda a apoiar os contratos, mas há cautela com o comércio. "o mercado está atualmente preocupado com a escalada nas tensões comerciais entre china e eua - e com boa razão isso seria ruim para o crescimento global e para um crescimento maior na demanda", afirmou bjarne schieldrop, analista-chefe de commodities da seb markets. segundo ele, porém, os fundamentos do mercado melhoram e os preços podem ser apoiados mais adiante, com a organização dos países exportadores de petróleo (opep) mantendo seu compromisso de reduzir a oferta. por outro lado, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos eua subiu 11 na última semana, informou a baker hughes na sexta-feira, em mais um sinal de força na produção do país. os agentes do mercado aguardam nesta semana os relatórios mensais da opep e da agência internacional de energia (aie), de olho em potenciais revisões sobre a demanda global. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/620970-petroleo-opera-em-alta-recuperando-se-apos-queda-na-semana-passada.html)  

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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