15/09/2015

Seguros sobre riscos digitais vão triplicar a US$7,5 bi até 2020, atraindo concorrentes, diz estudo

 londres (reuters) - o mercado de seguro cibernético vai triplicar em tamanho para 7,5 bilhões de dólares em prêmios anuais até 2020, mas isso poderá atrair competição de empresas como o google se o setor não agir rapidamente para desenvolver novos produtos, afirmou a consultora pwc em estudo. seguradoras e resseguradoras estão cobrando preços altos por cobertura cibernética, colocando um teto sobre as potenciais perdas, o que tem dissuadido companhias de comprarem apólices que envolvam riscos digitais, disse a consultora pwc em relatório. além disso, algumas seguradoras estão se mantendo fora do mercado, atentas aos riscos envolvidos. "se o setor demorar muito, há o risco de que uma empresa concorrente possa entrar e controlar o mercado com cortes agressivos de preços ou oferecendo termos muito mais favoráveis", disse a pwc. pessoas entre seus 20 e 30 anos estão mais propensas a confiarem em marcas como google e apple do que seguradoras convencionais, disse paul delbridge, sócio para a área de seguros da pwc, à reuters. "eu posso ver o google sendo muito criativo", disse delbridge. as companhias de tecnologia também podem estar melhor equipadas do que as seguradoras para precificar o risco cibernético, acrescentou. um relatório da semana passada divulgado pela seguradora alemã allianz afirmou que o mercado de seguro cibernético pode crescer para 20 bilhões de dólares até 2025. "existe uma tendência geral em direção a regimes com regras mais duras de proteção de dados, apoiada pela ameaça de multas significativas no evento de uma invasão (de dados)", disse nigel pearson, responsável pela área de seguros com cláusulas que cobrem riscos digitais na allianz global corporate & specialty. fonte: reuters
15/09/2015

Com os juros do cartão em alta, saiba como escolher o crédito mais adequado ao seu bolso

 escolha a linha de crédito mais adequada a você conforme o jornal folha de s.paulo, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo, ou seja, aquela fatura que o consumidor paga somente uma parcela, empurrando o saldo para os meses seguintes, bateu um recorde em agosto. a taxa subiu para 350% ao ano, maior nível desde março de 1999. esse acumulado reflete o aumento mensal de 13,03%, em julho, para 13,37%, em agosto. só para exemplificar, se uma fatura é de r$ 3.000,00, se não for paga integralmente, 30 dias depois já estará valendo r$ 3.401,10. essa medida reflete o péssimo momento pelo qual passa o país,com crise econômica, política e ética. desaceleração da indústria, aumento da taxa selic, determinada pelo copom (comitê de política monetária do banco a taxa de juros do cartão de crédito chegou a 350% em agosto. a maior desde 1999. central), inflação alta e aumento da taxa de desemprego. na prática, o aumento dos juros acontece por medo dos credores de ganhar calote dos consumidores. no entanto, não foi somente o cartão que acendeu a luz vermelha, no momento de comprar e pagar a fatura. outras cinco linhas de crédito também tiveram alta de juros, em agosto, em função da perspectiva do aumento da inadimplência no país. confira abaixo a taxa de juros para pessoa física, em agosto: juros no comércio - 5,30% cartão de crédito - 13,37% cheque especial - 10,14% financiamento de automóveis - 2,14% empréstimo pessoal (banco) - 4,15% empréstimo pessoal (financeira) - 7,72% taxa média - 7,14% diante desse cenário de juros estratosféricos, está na hora de ter mais critério para escolher a linha de crédito mais adequada ao seu bolso. então, quando usar: cheque especial - em casos de emergência, como doença na família, acidente, carro com defeito. alerta: por poucos dias cartão de crédito - vale usar sempre, porém com controle, para aproveitar os benefícios, como por exemplo, fazer milhagem para comprar passagens aéreas ou resgatar prêmios. alerta: evite o rotativo. se for inevitável, contrate um empréstimo pessoal - a taxa é menor - e pague o cartão. crédito pessoal - vale no caso de descontrole financeiro ou planejamento de longo prazo. alerta: não faça disso um hábito. os juros são menores, mas não é de graça. crédito consignado - é a opção com menor taxa. o valor das parcelas é deduzido diretamente da folha de pagamento da pessoa física. deve ser pago, em 72 meses, no máximo. o valor da taxa varia de acordo com o valor contratado, o tempo para ser pago e o banco ou financeira. alerta: sua empresa precisa ter convênio com algum. fonte: blasting news
15/09/2015

Grupo Aspecir na Semana Farroupilha

 o grupo aspecir veste as cores do rio grande do sul para comemorar com o povo gaúcho a tradição e a liberdade. também aproveita para parabenizar uma de suas empresas, genuinamente gaúcha, que comemora 102 anos no dia 20 de setembro. parabéns união seguradora, és forte, aguerrida e brava como todos os gaúchos, sempre oferecendo solução em seguros de vida em grupo.     
11/09/2015

Apesar da crise, vendas de seguros seguem disparando

 apesar da recessão econômica que cruza o país, o setor de seguros transita na contramão da crise. é o que revela os dados da superintendência de seguros privados (susep), que indica um crescimento de 12,4% no faturamento do segmento. apenas este ano, as cifras devem chegar ao patamar de r$ 364,81 bilhões, segundo a confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde complementar e capitalização (cnseg). no nordeste, o mercado de seguros disparou no número de vendas e alcançou a meta de 27,5%, se comparado ao mesmo período de 2014. já pernambuco registrou um crescimento de 6,9% no quantitativo de fidelização do mercado. uma série de fatores tem influenciado para o saldo positivo do segmento, como as necessidades dos clientes em garantir estabilidade familiar, além do maior número de informações sobre assistência pessoal. "o que contribui muito é a preocupação da população em épocas de crise quanto à dificuldade em repor o bem em caso de sinistro, o que as motiva a procurar proteção no mercado de seguros", avaliou o diretor comercial da seguralta, nilton dias. após ter dor de cabeça com o seguro da concessionária do veículo, o analista de frota de automóvel leonardo luís, 24 anos, não perdeu tempo e aderiu à garantia do automóvel e da residência na seguralta. embora a recessão financeira tenha apertado os cintos na redução de gastos, ele garantiu que a segurança é fundamental na rua. luís desembolsa pelo menos 15% do salário mensal para aderir à proteção. "todo carro que compro sempre saio com o seguro para não ficar à mercê da criminalidade, sequestro e roubo. não penso duas vezes para colocar seguro no meu carro", afirmou. com um faturamento médio de r$ 14 milhões apenas em 2014, a seguralta - referência em seguros em todo país - terá um incremento de 11%, em média, no próximo ano. "esperamos uma projeção de mais de r$ 170 milhões para 2015", acreditou dias. há três anos no comando da unidade em boa viagem, zona sul do recife, o franqueado hugo leite ressaltou que a crise econômica, os furtos de veículos e acidentes pessoais têm influenciado para a disparada do segmento. "todos esses fatores só têm ajudado, até porque não é um gasto, mas um investimento", frisou leite. seguro de vida, empresariais e automóveis são alguns dos serviços prestados pela empresa. no ano passado, a receita da marca local chegou ao topo de r$ 700 mil. até o fim de 2015, a unidade espera superar e obter um crescimento de r$ 1 milhão no faturamento. fonte: ne10 por rafael paranhos
11/09/2015

Câmara aprova aumento de impostos para seguradoras

 o plenário da câmara dos deputados acaba de aprovar, por 277 a favor e 77 contrários, o texto-base da medida provisória 675/15, que eleva de 15% para 20% a alíquota da contribuição sobre o lucro líquido (csll) de seguradoras, bancos e administradoras de cartões de crédito. na votação dos destaques não foi aprovada a proposta que excluiria desse aumento da alíquota as seguradoras que atuam no ramo de saúde suplementar. além disso, foi aprovada a emenda do deputado lucas vergilio (sd-go) garantindo para as cooperativas de crédito um aumento menor. assim, para esse segmento, em vez de 20%, a alíquota será de 17%. o aumento de impostos para seguradoras e bancos irá vigorar de 1º de setembro de 2015 e 31 de dezembro de 2018. após o fim do prazo, a alíquota voltará à atual, de 15%. já para cooperativas, o aumento começa a valer a partir de 1º de outubro deste ano, com a mesma data final. fonte: c q c s
11/09/2015

Retirada urgência de projeto que cria a Banrisul Corretora de Seguros

 o governo estadual procedeu a duas modificações quanto à tramitação no legislativo de iniciativas que fazem parte do ajuste fiscal gaúcho nessa sexta-feira (4), quando protocolou mais projetos de autoria do poder executivo na assembleia. o projeto de lei (pl) 2014/2015, que trata da revisão de benefícios fiscais, e o pl 208/2015, que autoriza o banrisul a criar estrutura societária para atuar no ramo de distribuição de seguros, previdência aberta e capitalização, tiveram regime de urgência retirada. no último dia 27, atendendo a deputados estaduais e entidades de diversos setores que manifestaram questionamentos em relação ao pl 300/2015, o estado também acatou a proposta de retirar o regime de urgência da matéria que prevê a extinção da fundação zoobotânica. de acordo com o secretário da casa civil, márcio biolchi, nesses três casos o governo atendeu às demandas de deputados e entidades por haver dúvidas em relação a pontos específicos dos projetos, necessitando mais tempo para análise. “acreditamos que o conjunto de medidas é complementar. cada projeto tem contribuições que se somam ao esforço de ajuste, mas estamos dialogando, recebendo sugestões e procedendo a revisões necessárias para garantir a avaliação correta de cada matéria”, disse. o sincor-rs está atento e atuante junto aos deputados estaduais, demonstrando o absurdo da tentativa do governador de criar mais uma estatal, na contramão da história. com uma mão acena que precisa privatizar instituições que vão muito bem obrigado e com a outra tenta justificar a criação de um novo elefante branco, este para empurrar seguros guela abaixo nos cidadãos correntistas do banrisul. fonte: sincor-rs informa
11/09/2015

Contratação de Seguro para Eventos pode ser obrigatória

 o projeto de lei complementar 1/15, que torna obrigatória a contratação de seguro de responsabilidade civil para eventos, foi aprovado pela comissão de desenvolvimento econômico, indústria e comércio. de autoria do deputado lucas vergílio (sd-go), o pl agora será analisado pelas comissões de finanças e tributação; e de constituição e justiça e de cidadania; e, em seguida, pelo plenário. caso seja aprovada, a proposta só permite o funcionamento de boates, cinemas, estádios, casas de shows, teatros e similares que tenham contratado o seguro de responsabilidade civil para os organizadores do evento. o conselho nacional de seguros privados decidirá sobre os valores mínimos e as coberturas a serem contratadas. de acordo com o texto, nos eventos com cobrança de ingressos, o organizador deverá contratar apólices coletivas de seguros de acidentes pessoais. nesse caso, a cobrança do produto poderá ser feita para cada espectador ou participante. entretanto, o ingresso deverá trazer o valor do capital segurado individual, número da apólice, número de registro e nome da corretora, além do nome e telefone da seguradora. o pl ainda institui as indenizações mínimas para o seguro de acidentes pessoais coletivos, por pessoa, sendo r$ 10 mil em caso de morte acidental, r$ 5 mil no caso de invalidez permanente e r$ 2 mil para despesas médicas, inclusive diárias hospitalares. fonte: sincor - sp
24/08/2015

Os próximos vinte anos

 a trajetória de crescimento do setor de seguros, nos últimos vinte anos, deve ser analisada não somente pelos indicadores de expansão de sua representação em relação ao produto interno bruto (pib) – a qual saltou de menos de 1% para 6% nesse período.  a expansão do mercado deve, acima de tudo, ser dimensionada pela sua capacidade de inovação na criação de produtos com total aderência às necessidades dos consumidores e de retorno à sociedade por meio das indenizações, benefícios e resgates pagos. o segmento de saúde suplementar, por exemplo, figura como um importante indicador desta evolução, por ser responsável, anualmente, pela realização de um milhão de procedimentos médico-hospitalares e odontológicos. ao longo das duas últimas décadas, as empresas seguradoras reforçaram o papel que desempenham em relação à segurança e proteção da sociedade e ao financiamento do estado e do setor privado, por meio da grande diversidade de produtos e serviços que oferecem.  os avanços do setor estão sempre muito ligados às dinâmicas do cenário contemporâneo mundial. os desafios impostos pela globalização, os novos meios de comunicação que transformaram as relações de consumo, as mudanças climáticas e os movimentos que emergem no cotidiano das grandes cidades estão entre os fatores que se impõem como agentes para a constante inovação das operações do mercado. aliado a isso, o brasil, como economia em franco processo de desenvolvimento, tem reforçado a sua imagem como celeiro de oportunidades para investidores de diversos segmentos da economia. a abertura do mercado de resseguro, em 2007, é uma das provas disso, pois atraiu para o país as maiores empresas que operam nesse segmento em termos mundiais. ganhamos em competitividade e passamos a operar com práticas internacionais. além da quebra do monopólio do resseguro, foram muitos os progressos de nossa indústria nos últimos vinte anos. as seguradoras avançaram na criação de produtos de previdência complementar aberta, lançaram o seguro viagem, o seguro garantia estendida, o seguro prestamista, ampliaram e diversificaram os serviços de assistência 24 horas, implementaram novos canais de diálogo com o consumidor e investiram em campanhas com linguagem mais leve e didática para disseminar a cultura de seguro no país.  no campo da sustentabilidade, tornaram-se ainda mais engajadas ao aderirem aos princípios da sustentabilidade em seguros (psi) e têm trabalhado, arduamente, para aprimorar suas operações, agilizando os processos e dinamizando o atendimento aos segurados. nesse sentido, é importante destacar também a atuação das ouvidorias, que já se consolidaram como um dos mais importantes canais para o atendimento às demandas dos segurados. o aumento da renda nas periferias, acima da média nacional, levou mais de 40 milhões de brasileiros ao mundo do consumo e, consequentemente, ampliou os horizontes para o crescimento do setor de seguros. o país se transformou e isso representa um desafio e uma oportunidade.  o brasileiro passou a entender que é por meio do seguro que ele protegerá suas conquistas. de nossa parte, ainda há muito a se caminhar para chegarmos à base da pirâmide e temos trabalhado, arduamente, nesse sentido. na lista de ações em desenvolvimento, a oferta de produtos para baixa renda, a conscientização da população por meio de campanhas de comunicação, a maior utilização dos meios eletrônicos remotos para a distribuição de produtos e a revisão dos processos para tornar o ciclo produtivo mais barato. igualmente relevante é a continuidade do programa de educação financeira, por meio de ações integradas com o poder público e entidades como a susep, a bovespa e a comissão de valores mobiliários (cvm), parceiros na estratégia nacional de educação financeira (enef), e a intensificação da oferta de seguros para as pequenas e médias empresas. diligentes e atentas aos sinais dos novos tempos, as empresas seguradoras sabem que todos os desafios aqui apresentados formam não somente uma base sólida, mas certamente se acentuarão no processo de construção das duas novas décadas. que venham os próximos vinte anos. fonte: r e v i s t a a p ó l i c e. * marco antonio rossi é presidente da confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização (cnseg).
21/08/2015

Plenário aprova prazo máximo de 30 dias para seguradoras pagarem indenização

  o prazo contará a partir da formalização, pelo segurado, do cumprimento das exigências estabelecidas em contrato o plenário da câmara dos deputados aprovou, nesta quinta-feira (20), o projeto de lei 2479/00, do deputado ricardo barros (pp-pr), que estipula o prazo máximo de 30 dias para as seguradoras pagarem indenização devida em razão de contrato de seguro. a matéria será enviada ao senado. de acordo com o substitutivo aprovado, da comissão de finanças e tributação, o prazo contará a partir da formalização, pelo segurado, do cumprimento das exigências estabelecidas em contrato e dependerá de prova de pagamento do prêmio devido antes da ocorrência do respectivo sinistro. justificativa técnica se a seguradora julgar que o segurado não cumpriu cláusulas da apólice que impeçam o pagamento da indenização, ela deve formalizar isso, mostrando razões e motivos de ordem técnica que justificam esta impossibilidade de efetuar o pagamento pedido. na hipótese de o caso ir parar na justiça e uma decisão judicial transitada em julgado for desfavorável à seguradora, o descumprimento do prazo de 30 dias provocará o pagamento de multa pecuniária de 10% dessa indenização corrigida monetariamente. prêmio fracionado se o valor do prêmio tiver sido fracionado e ocorrer perda total, real (quando há pessoas feridas ou mortas) ou construtiva (quando tem que reformar o bem), as prestações restantes deverão ser quitadas na ocasião do pagamento da indenização. todas as novas regras do projeto não serão aplicadas aos seguros cujas garantias de equilíbrio da apólice estejam a cargo de fundo público. as novas normas entram em vigor 90 dias após a data de publicação da futura lei. fonte: agência câmara notícias por eduardo íntegra da proposta: pl-2479/2000

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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