27/07/2017

Susep recebe escritório da A2ii

 o brasil, por meio da superintendência de seguros privados (susep), no rio de janeiro, foi escolhido para sediar o primeiro escritório regional da iniciativa de acesso a seguros (a2ii, na sigla em inglês) para a américa latina. a escolha indica a importância do mercado brasileiro de seguros no cenário global e aproxima a susep e outros órgãos supervisores regionais da associação internacional de supervisores de seguro (iais, na sigla em inglês). segundo o superintendente da susep, joaquim mendanha de ataídes, a iniciativa corrobora a necessidade de troca de experiências em prol da expansão do mercado. “é fundamental que haja sinergia entre os órgãos supervisores”, pontuou, ressaltando que a agenda de capacitação e de difusão dos seguros inclusivos da a2ii vai ao encontro das diretrizes da autarquia. para ocupar o cargo de coordenadora regional para a américa latina, a a2ii escolheu a ex-servidora da susep, regina simões, que acumula mais de 20 anos de experiência nas áreas de regulação de produtos e canais de distribuição. “a susep volta a desempenhar um papel importante na história da a2ii, pois em 2009 deu suporte a sua criação e, hoje, ao sediar o seu escritório regional, ajuda a promover as suas atividades na américa latina. sinto-me privilegiada por participar desses dois momentos, agora como membro da equipe da a2ii”, informou. lançada à ocasião da reunião anual da iais no rio de janeiro em outubro de 2009, a a2ii é o braço da iais para inclusão financeira e promoção dos seguros inclusivos. sua missão é inspirar e apoiar os órgãos supervisores de seguros com estudos e treinamentos para a expansão do mercado de seguros de forma responsável, principalmente em relação às camadas menos favorecidas da população. fonte: susep
27/07/2017

Tendências no mercado de seguros com IOT

 internet das coisas leva o setor para a transformação digital há uma grande questão que paira no mercado de seguros: como a iot- sigla em inglês para internet das coisas – influenciará o setor? a questão em voga é que a internet das coisas já aponta grandes mudanças e uma delas, talvez a maior, é a transformação digital das seguradoras, das corretoras de seguros e dos prestadores de serviços, que deverão saber como atuar com um consumidor mais informado com o uso constante da internet. no brasil, há algumas tendências que já podem ser observadas, como o uso de nuvem pelas seguradoras para arquivar informações das ferramentas online utilizadas pelo cliente, aplicativos que medem como o segurado conduz seu carro, quais suas rotinas de saúde e bem-estar, distância percorrida pelo automóvel, sem contar com as ditas “seguradoras online” que já conseguem ter uma plataforma online que dispõe ao cliente a escolha de seus riscos e formas de pagamento, e assim, concluir a contratação de uma apólice – sem entrar aqui no mérito da legalização dessas plataformas digitais. um novo estudo realizado no brasil pela consultoria capgemini, em parceria com o massachusetts institute of technology (mit), com 27 seguradoras, analisa especificamente o setor de seguros, que está diante de mudanças significativas com o recente surgimento das insurtechs e de novas tecnologias como a blockchain, mostrando que é um setor às portas da disrupção. o mercado segurador tem sido tipicamente burocrático e conservador no uso de tecnologias de ponta. no entanto, a velocidade exponencial da revolução tecnológica e o crescente empoderamento dos consumidores, cada vez mais exigentes por experiência de interação e engajamento flexíveis e dinâmicos, têm exigido das seguradoras novas formas de oferecer produtos e serviços por meio de tecnologias digitais. segundo o estudo, embora 70% das seguradoras estejam investindo em transformação digital para trazer eficiência e consistência em seus canais digitais, 33% ainda não buscam personalizar a experiência de seus clientes finais. a pesquisa enfatiza a importância de tornar digital e multicanal o atendimento ao consumidor, uma prioridade para acompanhar as mudanças atuais e futuras. as mídias sociais estão sendo usadas para atendimento ao cliente (52%); para monitorar reputação da marca (48%); e para promover produtos e serviços (49%), mas ainda são poucas as empresas que as utilizam para concretizar vendas. apenas 15% das empresas entrevistadas utilizam esses meios para vendas diretas ao consumidor. entre os canais mais utilizados estão internet (86%), mídias sociais (77%) e serviços móveis (70%). apenas 44% utilizam dispositivos incorporados em produtos, para se preparar para a era da internet das coisas (iot). “possuir informações atualizadas e em tempo real pode fazer toda a diferença para uma seguradora oferecer o serviço adequado e na hora certa. um exemplo é o caso de um casal que acabou de ter um filho. esse seria, por exemplo, o momento ideal para ofertar um seguro de vida ou um plano de previdência. outra excelente oportunidade para as seguradoras está na integração com outras cadeias de valor, gerando novos ecossistemas, como é o caso do aplicativo para celulares que conecta motorista a passageiros para um serviço de transporte similar ao táxi, que oferece aos motoristas conveniados a possibilidade de contratar seguro para seus passageiros”, explica carlos mazon, coo da capgemini no brasil. de acordo com o levantamento da capgemini, a análise de dados (analytics) está sendo empregada no setor de seguros, principalmente para otimizar as atividades de marketing e formação de preços. em segundo lugar, para obter marketing personalizado e qualificação de prospecções de vendas. no entanto, quando a análise de dados é adotada, é possível colher melhorias em todas as áreas. considerando a posição positiva e negativa de uso dos dados para cada finalidade, 52% usam a análise dos dados para direcionar o marketing de forma mais eficaz, 48% usam para otimizar preço, 41% para qualificar as potenciais leads de vendas e 41% para personalizar comunicação de marketing. os canais móveis são um importante método de comunicação para as empresas, mas seu uso ainda é discreto no setor de seguros. eles estão sendo usados, principalmente, para promover produtos e prestar atendimento ao cliente. no entanto, somente um terço das empresas (33%) afirmou utilizar esses canais de forma significativa ou ampla. das 27 empresas analisadas e pesquisadas, 60% delas concordaram totalmente (com nota 6 ou 7) que seus altos executivos enxergam da mesma forma a necessidade de os negócios mudarem a partir do uso de tecnologias digitais. outros pontos de vista semelhantes foram observados em relação a como essa maneira de pensar é a mesma em todas as divisões do negócio e entre os gerentes de nível médio. isso é um dado importante, já que mais da metade das seguradoras (52%) acredita que as tecnologias digitais mudarão radicalmente a sua maneira tradicional de fazer negócios. no entanto, menos da metade entende que os executivos seniores e a média gerência compartilham da mesma visão e, ainda, que seja premissa comum a todas as estruturas organizacionais internas. e somente um terço das empresas concorda totalmente (33%) que dispõe de um roteiro digital detalhado para a transformação, sugerindo que os planos e as medidas ainda se encontram em estágio de desenvolvimento e refinamento. tendências da transformação digital para marcelo biasoli, head de estratégia corporativa, marketing e clientes da seguros sura, esse é o principal momento de transformação desde a revolução industrial e isso é tangibilizado por dois fatores, o primeiro é o acesso a informação e o segundo, a tecnologia. “e quando falamos de tecnologia, é importante levarmos em conta que há 6,4 bilhões de dispositivos conectados em 2016, que deve atingir 20 bilhões em 2020. em relação a investimentos de empresas em pessoas em hardware de iot foram us$ 230 bilhões em 2016, em 2020 pode atingir us$ 3 trilhões. isso significa que há uma mudança no mercado considerável e será uma das principais nos próximos anos”, comentou o executivo na abertura da trilha de seguros, do ciab febraban, em junho. carlos mazon, coo da capgemini no brasil, enfatiza que há 10 principais tendências de transformação que a internet traz para a sociedade, conforme estudo da companhia. “inteligência artificial, novos modelos de distribuição, novos canais de comunicação com o cliente, novos produtos da economia compartilhada, utilização massiva de mobile, análise de dados, internet das coisas, serviços de valor agregado, blockchain e simulação da realidade virtual”. uma delas que pode ser utilizada no mercado de seguros é a inteligência artificial, que tem como foco principal a automação do processo. “tem sido usada para análise no ‘backoffice’, para saber quais os processos que podem ser automatizados, como a checagem de danos que poderia ser feita por um drone, onde o software faz todo o reconhecimento e a extensão do sinistro com muito mais precisão em uma área de tragédia”, explica carlos mazon, também durante palestra no ciab. segundo ele, “essa é ainda uma área pouco utilizada, mas que aparece como uma das tendências globais”. a tecnologia também traz a utilização de novos canais de distribuição, o que é um ponto importante para o mercado de seguros. “com a utilização de mapeamento de geolocalização de onde está e onde frequenta o seu cliente, por exemplo, pode identificar novos canais de distribuição e ter oportunidade de vendas compostas com outras linhas de negócios”, completa mazon. outro exemplo citado por ele de como a nova utilização da internet e o conceito da iot pode transformar o mercado de seguros é a utilização de ferramentas digitais no seguro de vida. “um smartwatch (relógio digital), pode ser utilizado para capturar dados diários e atuais, que muitas vezes somente foram capturados no início no contrato”. e essa transformação digital é infinita e já há no mercado ferramentas que atuam no ramo de automóvel, por exemplo. “há um aplicativo para fazer a comunicação do sinistro, o acompanhamento do processo e outras funções. existe um hiato sobre o que está acontecendo com o automóvel, então esse aplicativo diz o que foi reparado, o que está em processo, trazendo assim informação para o segurado”, conta o diretor executivo da provider, eduardo nunes, que cria e formata soluções para implantar dentro da própria plataforma da companhia seguradora. porém, há outras soluções com o mesmo propósito, como a renovação em um clique. “a ideia é criar uma conexão entre o segurado, segurador e corretor que facilite o processo e mais rapidamente conclui o negócio”, completa wilson menezes, diretor da companhia. desafios das tendências com essas tendências que a internet das coisas traz surgem também alguns desafios. um exemplo foi contado por marcelo blay, ceo da minuto seguros, durante o ciab. “quando abrimos a minuto não foi tentar montar uma corretora online, porque eu já tinha experiência em seguro e por isso, plena convicção que o cliente não compraria 100% online. montamos com uma visão de que o cliente quer comprar do jeito que ele bem entender e temos que estar preparados para atendê-lo por chat, e-mail, whatsapp, telefone e até presencialmente”, contou ele. segundo ele, “80% dos consumidores online brasileiros compram seguro de automóvel e 20% de outros ramos. houve um pouco de sonho no início e as seguradoras imaginavam que conseguiríamos vender os demais produtos que os outros canais não vendiam, mas as pessoas compram aquilo que já compravam antes”. para ele, o grande segredo do negócio online é não vender online. “os processos acabam tendo interação humana, porque nosso produto tem uma termologia desconhecida. as pessoas têm dificuldade de preencher o questionário de avaliação de risco, por exemplo, por mais que coloquemos de maneira fácil, elas abandonam o processo”. para blay, essa intervenção humana se dá ainda para que o consumidor de seguros não compre um produto errado. “com essa facilidade de pesquisar preços, o cliente quer procurar o mais barato e acaba comprando errado, e isso prejudica a imagem de todo o mercado, principalmente quando há um sinistro”. um dos desafios levantados por ele, “é que as seguradoras têm uma série de processos burocráticos, antigos, travados que podemos aplicar a tecnologia para resolver esse negócio, tanto que eu tenho pessoas específicas que trabalham em tecnologia”. outro problema, segundo ele, “é que a susep continua exigindo assinatura de proposta, mas o cliente não quer assinar, dizendo que tem um e-mail com um ‘de acordo’, o que já demonstrou interesse de fechar negócio”. blay também comenta que outro desafio do mercado “é que cada seguradora chama o carro de um jeito, então, ficamos com medo de não colocar o nome correto e isso ser usado para não pagar o sinistro no futuro”. cultura do seguro: um entrave evidente a disseminação do seguro é cada vez mais importante para que o setor cresça e, principalmente, transforme-se digitalmente. “quando falamos de canais digitais, para vender seguros ou não, há um componente crítico que está vinculado com a cultura, o nível de educação das pessoas, a capacidade de absorver naturalmente o consumo de tecnologia para resolver as necessidades básicas”, comenta o vice-presidente de indústrias estratégicas da sap américa latina e caribe, tonatiuh barradas. cristiano barbieri, da sul américa, enfatiza que a cultura é um dos principais desafios do setor. “nós somos empresas sólidas e tradicionais, que têm alguma dificuldade de andar rápido, de entender que a transformação chegou e o que estamos vivendo no mundo digital é totalmente ligado à experimentação, por isso, empresas que não conseguem experimentar não conseguem fazer transformação digital, projetos pequenos e, assim, não transformarão sua capacidade de inovação nunca”. e completa: “iot, inteligência artificial, blockchain, todos esses são projetos que as empresas precisam aprender a identificar um nicho com experimentação vindo de um projeto pequeno, quando consegue fazer isso em escala, o problema cultura passa a ser bem tratado”. o futuro com as tendências para carlos eduardo mazon, coo da capgemini no brasil, a maioria dos segurados tem disposição em aceitar novas tecnologias do mercado. “55% têm tendência natural em aceitar novas tecnologias de primeira mão, o que no passado era uma resistência muito grande”, e completa: “outro fato importante, é que 41% dos brasileiros não têm medo de andar com carro sem motorista, por exemplo, 49% não têm medo de colocar os dados de sua residência à disposição da seguradora através de sensores e 43% não têm problema nenhum de disponibilizar os dados de seus dispositivos, se isso trouxer algum benefício financeiro”. tonatiuh barradas acredita que a indústria do seguro é a que mais sentirá o impacto dos sistemas a partir do uso da iot. “por causa da mudança e transformação da forma que as seguradoras efetuarão os cálculos, participarão dos sinistros e como responderão efetivamente para um incidente”. o mais relevante de toda essa transformação digital que a internet das coisas trará ao mercado de seguros é saber que há aceitação dessas tendências pelos clientes. “há hoje saúde, carro, casa conectados, tudo o que pode ser assegurado estará conectado”. o tema digital não é uma opção, mas uma realidade, “sucesso dos canais digitais no mercado segurador não depende da tecnologia, mas de cada um de nós”, enfatiza barradas. fonte: revista cobertura
06/12/2016

Cresce a procura por planos de previdência privada no Brasil

  captação líquida dos fundos de previdência teve saldo de mais de r$ 25,6 bilhões de reais, o que representa uma alta de 7,64% em relação a 2015. fonte: jornal o globo por flávia jannuzzi em meio à discussão sobre a reforma da previdência, cada vez mais brasileiros recorrem aos planos privados, de olho na aposentadoria. todo mês o desconto vem ali no contracheque: 5% do salário. de pouco em pouco, a economia da noemi vai crescendo. hoje ela está com 34 anos, mas, de olho no futuro, começou, há 10 meses, um plano de previdência privada. muita gente teve a mesma ideia que a noemi: fazer um esforço, poupar dinheiro durante a vida para ter uma renda melhor quando parar de trabalhar. hoje mais de 12 milhões de brasileiros têm planos de previdência privada. "hoje nós somos seis trabalhadores para cada inativo. daqui a 20 e poucos anos, 30 anos estourando, nós teremos dois trabalhadores para cada inativo. ou seja, dois trabalhadores terão que gerar renda para ele, para os seus filhos e para sustentar os idosos. é insustentável", explica o economista paulo tafner. essa pode ser uma das explicações para que, no primeiro semestre, os planos privados de previdência tenham acumulado r$ 52 bilhões, 13% a mais do que nos seis primeiros meses de 2015. os dados são da fenaprevi, federação que representa 70 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. entrou mais dinheiro em fundos de previdência privada do que saiu. a captação líquida, que é a diferença entre depósitos e resgates, foi positiva, com saldo de mais de r$ 25,6 bilhões de reais, o que representa uma alta de 7,64% comparando com o mesmo período de 2015, quando as transações ficaram em r$ 23,8 bilhões.
06/09/2016

Índice de Confiança do Setor de Seguros tem alta de 62,2% no ano

  resultado reforça o otimismo do empresariado em relação ao cenário econômico e ao ambiente de negócios do brasil o índice de confiança do setor de seguros (icss) – um dos principais termômetros do mercado – fechou os primeiros oito meses do ano com alta acumulada de 62,2%. em agosto, o índice marcou 108,8 pontos, o que não acontecia desde 2014. foi o sétimo mês de alta consecutiva, segundo levantamento da federação nacional dos corretores de seguros (fenacor). o resultado reforça o otimismo do empresariado em relação ao cenário econômico e ao ambiente de negócios do brasil. “o icss de agosto confirma a expectativa de recuperação da economia, apesar da crise prolongada. os próprios dados da susep relativos ao primeiro semestre do ano são bons. com arrecadação total de r$ 113,9 bilhões, o mercado de seguros caminha para a retomada do crescimento. outros indicadores seguem essa tendência, como o índice de confiança de serviços (ics), da fundação getúlio vargas (fgv), que teve sua sexta alta no ano”, destaca o presidente da fenacor, armando vergilio. os resultados do icss são calculados a partir de pesquisa realizada pela fenacor com 100 grandes empresas do setor, que indicam percentuais de 0 a 200 para a confiança na economia, rentabilidade e faturamento. também foram apurados outros três indicadores: icss (de confiança do setor de seguros no brasil), icer (índice de confiança e expectativas das resseguradoras) e icgc (índice de confiança das grandes corretoras). a pesquisa da fenacor também apura a expectativa das empresas em relação ao crescimento da economia pelos próximos seis meses. todos os três segmentos do mercado (seguradoras, corretoras e resseguradoras) registraram alta dos seus índices de confiança: 90%, 92% e 83%, respectivamente. quanto ao faturamento, 88% das corretoras; 80% das seguradoras e 92% das resseguradoras esperam um cenário mais favorável nos próximos seis meses. na análise da rentabilidade, o otimismo segue em alta: 80% das corretoras; 75% das seguradoras e 75% das resseguradoras confiam na manutenção ou melhora dos índices atuais. o setor de seguros é responsável por 6% do produto interno bruto (pib). é uma indústria que emprega mais de 40 mil pessoas, abriga cerca de 90 mil corretores e reúne 112 companhias seguradoras em todo o país. em 2015, movimentou r$ 350 bilhões em volume de prêmios (considerando resseguros e a saúde suplementar), crescendo 11,6%, o que mostra sua força na economia nacional. fonte: lupa comunicação
06/09/2016

Entenda o que são fundos de pensão

 trabalhador que investe pode ter renda complementar à aposentadoria. pf deflagrou operação que investiga irregularidades em 4 grandes fundos. fonte: g1, em são paulo nesta segunda-feira (5), foi deflagrada pela polícia federal uma operação que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. os desvios são estimados em pelo menos r$ 8 bilhões. leia mais sobre a operação aqui. entenda como funcionam os fundos de pensão o que são? os fundos de pensão são uma opção de investimento para possibilitar uma aposentadoria complementar ao trabalhador. os valores dos benefícios são aplicados pela entidade que administra o fundo, com base em cálculos atuariais. são permitidas somente aos empregados de uma empresa e aos servidores da união, dos estados, do distrito federal e dos municípios e também aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial.? quando o dinheiro pode ser sacado? quando o trabalhador sai da empresa ou é demitido. quais são os tipos de planos oferecidos? há três opções: benefício definido, contribuição definida e contribuição variável. o plano de benefício definido consiste em calcular previamente os valores a serem recebidos na aposentadoria a partir de operações atuariais. as contribuições podem ser ajustadas para garantir o pagamento dos benefícios. já no segundo plano, o valor do benefício complementar é estabelecido apenas no momento da sua concessão, com base no saldo acumulado resultante das contribuições feitas ao plano e da rentabilidade das aplicações durante a fase em que foram feitas as contribuições. a contribuição variável tem características dos dois planos acima. o mais comum é aquele em que os benefícios programados, na fase de acumulação ou na fase da atividade, tenham características de contas individuais e na fase de inatividade tenham características de rendas vitalícias. podem também oferecer para os casos de benefícios de riscos (aqueles não previsíveis como morte, invalidez, doença ou reclusão) um benefício definido. qual é a rentabilidade? de acordo com balanço mais recente da associação brasileira das entidades fechadas de previdência complementar (abrapp), a rentabilidade média do setor estimada no primeiro trimestre foi de 5,24%, o melhor desempenho trimestral desde o quarto trimestre de 2010. qual é o maior fundo? o maior fundo de pensão patrocinado por empresas privadas do país, com 15 patrocinadoras, é o funcesp. sua rentabilidade foi de 10,7% de janeiro a abril, mais que o dobro da meta atuarial, de 5,2% para o período. quais apresentam déficit? funcef, petros, postalis gerem alguns dos 108 fundos que apresentaram déficit no ano passado, segundo a abrapp. quais são os riscos para quem investe nos fundos? o maior risco é o fundo não fazer o pagamento do benefício. quem fiscaliza as instituições? as instituições que trabalham com planos de previdência aberta são fiscalizadas pela superintendência de seguros privados (susep), do ministério da fazenda.
15/07/2016

ASPECIR comemora 79 anos

 a aspecir previdência comemora junto com seus colaboradores 79 anos no dia 17 de julho. para celebrar a data foi oferecido um café da manhã nesta sexta-feira, 15 de julho, no hotel continental. a confraternização é uma preparação para a festa de 80 anos prevista para julho de 2017. sempre contando com a colaboração e dedicação de um quadro de 70 profissionais qualificados, a aspecir previdência faz história sobre bases sólidas e independência econômica. oferece previdência privada tradicional, pecúlio por morte qualquer causa e assistência financeira. hoje tem sobre sua administração a carteira da luterprev, além de empresas como a união seguradora, futuro previdência e socicred. aspecir previdência a certeza de um futuro tranquilo.
13/07/2016

Indenizações pagas por seguros crescem 12%

 apesar da crise, as indenizações pagas aos usuários de seguros de pessoas, em todo o país, somaram r$ 725 milhões, em maio, ou seja, 12% acima dos r$ 647 milhões no mesmo mês do ano passado. este tipo de apólice inclui seguros de vida, de acidentes pessoais, de viagem e educacional, entre outras modalidades de proteção, e movimentou, no mês de maio, r$ 2,65 bilhões em prêmios (valor pago pelos segurados para a contratação de coberturas para seus riscos pessoais), com alta de 6,85%, na comparação com o mesmo período de 2015. de acordo com a federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), algumas modalidades de proteção tiveram resultados mais expressivos, como o seguro educacional. a modalidade registrou alta de 148,1% em relação a maio de 2015, no volume de prêmios, e movimentou r$ 6,7 milhões. — o mercado vinha perdendo clientes, mas se estabilizou. em toda crise, o setor de seguros apresenta o chamado crescimento de medo ou de risco, que é quando as pessoas tentam se proteger mais para evitar imprevistos — justificou o presidente do sindicato dos corretores de seguro (sincor-rj), henrique brandão. as seguradoras também perceberam mudanças no comportamento do consumidor. — nós registramos nos últimos meses que 12,5% de nossos clientes pagaram após a data de vencimento. este percentual antes era de 8%. outros usuários também decidiram trocar de planos assistênciais, preferindo aqueles mais baratos — afirmou pedro bulcão, presidente da sinaf seguros. fonte: jornal extra
13/07/2016

Aplicações em previdência privada aberta cresceram 12,64% em maio

 novas contribuições acumularam r$ 9,8 bi no período. saldo positivo da captação líquida foi de r$ 5,4 bi os aportes a planos abertos de caráter previdenciário (que incluem os pgbls e os vgbls) somaram r$ 9,8 bilhões em maio, registrando crescimento de 12,64% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando os aportes foram de r$ 8,8 bilhões. a captação líquida (diferença entre depósitos e resgates) no mês foi positiva em r$ 5,4 bilhões, em comparação à captação líquida de r$ 5 bilhões de maio de 2015. os dados são da fenaprevi, que representa 70 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. os dados do balanço mostram também que o sistema registrou em maio 84.160 pessoas já usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário. no mês, foram contabilizadas 12.431.124 pessoas com planos contratados. do total, 9.356.137 são pessoas com planos individuais (já computados os planos para menores) e 3.074.987 pessoas com planos empresariais. resultado por tipo de plano (individual, menor e empresarial) os planos individuais foram os que mais receberam recursos em maio. no total, foram investidos r$ 9 bilhões. do volume de contribuições aos planos individuais, r$ 163,5 milhões foram investimentos em planos para menores. os recursos destinados a planos empresariais, por sua vez, totalizaram r$ 767,9 milhões em contribuições em maio de 2016. na análise por modalidade de plano, o vgbl (indicado para quem não tem como se beneficiar da dedutibilidade fiscal prevista no formulário completo de i.r.p.f.), recebeu contribuições de r$ 9 bilhões em maio. o pgbl (modalidade de plano indicada para quem tem como se beneficiar da dedutibilidade prevista no formulário completo de i.r.p.f.) registrou r$ 669 milhões. os planos tradicionais de acumulação registraram r$ 65,6 milhões. resultado no acumulado de janeiro a maio no acumulado os aportes aos planos somaram r$ 40,3 bilhões, 10,7% superior na comparação com os r$ 36,4 bilhões somados de janeiro a maio de 2015. a captação líquida no período foi positiva em r$ 18,3 bilhões (+1,67%), em comparação à captação líquida de r$ 18 bilhões registrada no mesmo período do ano anterior. os planos individuais foram os que mais receberam recursos no período. no total, foram investidos r$ 36,9 bilhões. do volume de contribuições aos planos individuais, r$ 792,6 milhões foram investimentos em planos para menores. já os recursos destinados a planos empresariais somaram r$ 3,4 bilhões em contribuições. na análise por modalidade de plano, o vgbl o recebeu contribuições de r$ 36,8 bilhões. já o pgbl registrou r$ 3,1 bilhões. os planos tradicionais de acumulação, por sua vez, registraram r$ 333,1 milhões de janeiro a maio de 2016. fonte: cnseg
13/07/2016

Aprovada MP que libera uso do 'FGTS' na garantia de empréstimo consignado

  medida provisória também regulamenta pagamento de indenizações para acidentes com embarcações fonte: agência câmara o plenário da câmara dos deputados aprovou nesta terça-feira (12) a medida provisória 719/16, que permite aos trabalhadores da iniciativa privada oferecerem aos bancos, como garantia do empréstimo consignado em folha, parte dos recursos de sua conta vinculada do fundo de garantia do tempo de serviço (fgts) e da multa rescisória. a matéria, que perde a vigência em julho, será enviada para o senado. pelo texto, a garantia poderá ser sobre até 10% do saldo individual da conta e sobre até 100% da multa paga pelo empregador em caso de demissão sem justa causa, despedida por culpa recíproca ou força maior. de qualquer maneira, esse tipo de garantia somente poderá ser acionada pelo banco se ocorrer um desses casos de demissão. para isso, a mp cria uma exceção à regra que proíbe o penhor da conta vinculada do fgts, prevista na lei do fundo. segundo o governo, as taxas de juros médias do crédito consignado têm se situado entre 25% e 30% ao ano no setor público e para os aposentados. entretanto, devido à alta rotatividade (43,4%) do setor privado, as taxas são em torno de 41%. com o novo tipo de garantia, o objetivo é melhorar essas taxas. um acordo entre a maior parte dos partidos permitiu a aprovação do texto original enviado pelo governo da presidente afastada dilma rousseff em detrimento do projeto de lei de conversão aprovado na comissão mista. regulamentação para a norma da mp surtir efeito, o conselho curador do fgts precisa definir o número máximo de parcelas e a taxa mínima mensal de juros a ser cobrada pelas instituições nas operações de crédito consignado. já a caixa econômica federal, operadora do fgts, precisa definir os procedimentos operacionais necessários ao cumprimento da nova regra. seguro de embarcações outro ponto tratado pela mp é a reformulação do pagamento de indenizações para acidentes com embarcações que não pagaram o seguro obrigatório ou que não foram identificadas no sinistro. antigamente, indenizações nesses casos eram pagas com recursos do fundo de indenizações especiais (fie-dpem), mas, a partir dos anos 2000, a lei 9.932/99 transferiu atribuições do instituto de resseguros (irb-brasil) para a superintendência de seguros privados (susep). a susep então determinou às seguradoras que ofereciam seguro para embarcações a assinatura de um convênio entre elas para que respondessem solidariamente por essas indenizações, mas isso nunca foi feito. a partir de então, as pessoas têm recorrido à justiça com ganho de causa para receber indenizações nos acidentes com embarcações sem seguro ou não identificadas. no início do ano, apenas a bradesco seguros oferecia seguro a embarcações. novo fundo com a mp 719/16, a indenização por morte ou por invalidez permanente ou as despesas de assistência médica e suplementares serão pagas por um fundo privado a ser constituído, administrado, gerido e representado pela agência brasileira gestora de fundos garantidores e garantias s.a. (abgf), empresa estatal que garante outros seguros, como os de exportações. o novo fundo da abgf pagará indenizações nos casos de sinistros causados exclusivamente por embarcações não identificadas ou que estejam inadimplentes quanto ao pagamento do seguro obrigatório para embarcações (dpem). esse fundo será formado por uma parte dos prêmios arrecadados com o dpem, pelo resultado das aplicações financeiras dos seus recursos e por outras fontes definidas pelo conselho nacional de seguros privados (cnsp). seu patrimônio será separado da abgf e não contará com qualquer tipo de garantia ou aval por parte do poder público. minuta de resolução no início de abril, o cnsp colocou em consulta pública uma minuta de resolução para disciplinar as novas regras. segundo essa minuta, os avisos de sinistros decorrentes de embarcações não identificadas ou inadimplentes serão endereçados, regulados e pagos pelas seguradoras que operem o seguro dpem. o ressarcimento, neste caso, será limitado ao valor da indenização acrescido de 1% a título de despesas com sinistros administrativos. e a abgf poderá recolher adicionalmente 0,5% dos valores ressarcidos a título de despesas com a operação de análise e ressarcimento às seguradoras. a minuta prevê ainda que a remuneração devida à administradora do fundo será de 2% ao ano de seu patrimônio. além disso, o texto estipula que, comprovado o pagamento da indenização, a seguradora poderá, mediante ação própria, de rito sumaríssimo, requerer o ressarcimento do responsável quando a embarcação for inadimplente. também se for constatada irregularidade na utilização da embarcação adimplente, a seguradora que pagar a indenização poderá requerer o ressarcimento do segurado. a minuta ainda não virou resolução. regularização já antecipando falta de oferta de seguros para embarcações, o governo incluiu na mp dispositivo que permite o registro, a emissão de termo de vistoria ou de certificado de regularização para embarcações mesmo sem seguro caso a susep informe às autoridades competentes sobre a inexistência, no mercado, de seguradora que ofereça o dpem. imóveis em pagamento a possibilidade de dar imóveis como pagamento de dívidas perante a união também é regulada pela medida provisória 719/16, que altera artigo da recente lei 13.259/16, de março deste ano. o código tributário nacional (ctn) prevê a dação em pagamento de imóveis, a critério do credor. a lei modificada previa uma avaliação judicial do bem. já a mp reforça que os imóveis devem estar livres e desembaraçados de ônus e que o contribuinte terá de desistir de ações nas quais discuta o débito, devendo ainda arcar com as custas judiciais e os honorários advocatícios. as micro e pequenas empresas participantes do simples nacional não terão direito ao pagamento com imóveis, pois seu regime implica a aglutinação de impostos federais, estaduais e municipais em um único valor e seria mais difícil para a união se desfazer rapidamente do imóvel para repassar valores aos outros entes federados.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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