02/04/2018

Faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro, mostra CNI

 fonte: jornal do comércio depois de dois meses consecutivos de queda, o faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, na série livre de influências sazonais, informou hoje (2) a confederação nacional da indústria (cni). na comparação com fevereiro de 2017, o faturamento real subiu 6,5% de acordo com os indicadores industriais. conforme a pesquisa, as horas trabalhadas na produção caíram 0,5% em fevereiro frente a janeiro, na série de dados dessazonalizados, interrompendo uma sequência de três resultados positivos. na comparação com fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção cresceram 1%. o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78%, praticamente o mesmo de janeiro (78,1%), e está 1,4 ponto percentual acima do registrado em fevereiro de 2017. segundo a cni, o levantamento mostra ainda que o emprego continua se recuperando. o indicador de emprego subiu 0,1% em fevereiro frente a janeiro na série livre de influências sazonais. em relação a fevereiro do ano passado, o emprego aumentou 0,5%. " a massa real de salários aumentou 1,2% e o rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,8% em fevereiro frente a janeiro na série dessazonalizada. na comparação com fevereiro de 2017, a massa real de salários subiu 3,4% e o rendimento médio real, 2,9% . depois de dois meses consecutivos de queda, o faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, na série livre de influências sazonais, informou hoje (2) a confederação nacional da indústria (cni). na comparação com fevereiro de 2017, o faturamento real subiu 6,5% de acordo com os indicadores industriais. conforme a pesquisa, as horas trabalhadas na produção caíram 0,5% em fevereiro frente a janeiro, na série de dados dessazonalizados, interrompendo uma sequência de três resultados positivos. na comparação com fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção cresceram 1%. o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78%, praticamente o mesmo de janeiro (78,1%), e está 1,4 ponto percentual acima do registrado em fevereiro de 2017. segundo a cni, o levantamento mostra ainda que o emprego continua se recuperando. o indicador de emprego subiu 0,1% em fevereiro frente a janeiro na série livre de influências sazonais. em relação a fevereiro do ano passado, o emprego aumentou 0,5%. " a massa real de salários aumentou 1,2% e o rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,8% em fevereiro frente a janeiro na série dessazonalizada. na comparação com fevereiro de 2017, a massa real de salários subiu 3,4% e o rendimento médio real, 2,9% .  
29/03/2018

Mulheres crescem em mercados majoritariamente masculinos

 fonte: isto é tenho dito aqui em textos anteriores que a empresa que não estiver atenta aos consumidores (as) antes excluídos do mercado ficará para trás, seja lá qual for sua atividade. recentemente tive contato com um mercado tradicionalmente dirigido, operado e direcionado para homens, mas a independência financeira feminina e a crescente presença das mulheres em cargos estratégicos tem mudado a face também do setor da previdência privada. ao entrevistar martin iglesias, especialista em investimentos do itaú unibanco, foi possível perceber o crescimento surpreendente de mulheres que contrataram planos de previdência privada em 2017, um aumento de 19,5% na comparação com o ano anterior. já em relação a 2015 o crescimento foi de 46%. destaque para a evolução do número entre as mulheres solteiras, que dobraram a sua participação no segmento em um período de apenas dois anos. mas vamos à entrevista, pois os números são surpreendentes até mesmo para um país como o brasil, onde as diferenças salariais entre homens e mulheres e entre brancos e negros ainda são gritantes. como o senhor vê a participação das mulheres no mercado de previdência? quando falamos em previdência privada observamos que a representatividade feminina vem crescendo nos últimos anos. por exemplo, no itaú unibanco, as mulheres já representam 41% dos planos contratados. o número de mulheres que aderiu aos planos de previdência em 2017 cresceu 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. considerando o período desde 2015, esse crescimento foi de 46%. uma das razões para esta boa notícia foi a evolução do número entre as mulheres solteiras, que dobraram a sua participação no segmento em um espaço de apenas dois anos. falando de forma geral, é possível observar diferenças no perfil de risco entre homens e mulheres? cada investidor tem o seu próprio perfil, independentemente de suas características físicas e sociais. conheço mulheres que são extremamente arrojadas na hora de investir e homens que não suportam nada além da renda fixa. no entanto, é possível observar algumas diferenças no âmbito geral. e quais são essas diferenças? os estudos que abordam a definição dos perfis de risco por gênero mostram que as mulheres tendem a ser mais conservadoras em relação a seus investimentos. de fato, as nossas clientes confirmam essa conclusão. até 2017, 94% delas eram identificadas como conservadoras ou moderadas, proporção que diminui para 87% quando se olha a carteira de preferência dos homens. as mulheres também estão mais atentas à administração do orçamento da casa e da poupança por serem as principais influenciadoras das decisões de consumo das famílias. mesmo sendo mais conservadoras, as mulheres estão dispostas a aceitar riscos? sim, as mulheres dão prioridade para decisões mais seguras a partir de escolhas calculadas que levam a um equilíbrio entre risco e retorno. durante os períodos de volatilidade, elas demonstram estar mais preparadas. apesar de mais propensas a lidar com o mercado financeiro, a participação das mulheres no mercado financeiro ainda é inferior a dos homens? na carteira dos segmentos itaú uniclass e itaú personnalité, por exemplo, 38% dos investimentos são feitos por mulheres. isso deve mudar nos próximos anos? nos últimos dois anos houve crescimento da participação de mulheres na corretora em investimentos de tesouraria, previdência, fundos e poupança. tudo isso é fruto das transformações sociais e econômicas e também do empoderamento feminino no mercado financeiro.
29/03/2018

Índice de Intenção de Financiamento cresceu no trimestre

 fonte: investimento e notícias em março, 21,5% dos consumidores paulistanos declararam que desejam adquirir algum produto com pagamento financiado ou parcelado nos próximos três meses, praticamente estável em relação a fevereiro – quando essa parcela era de 21,1%. é o que aponta a pesquisa de risco e intenção e endividamento (prie), elaborada mensalmente pela federação do comércio de bens, serviços e turismo do estado de são paulo (fecomerciosp). o índice de intenção de financiamento cresceu pouco mais de 10% no primeiro trimestre, ao passar de 39,8 pontos em janeiro, 43,8 em fevereiro e, agora, atinge 44 pontos em março. vale ressaltar que o resultado segue impactado pela alteração de uma das perguntas da pesquisa, ocorrida no mês de janeiro, com o objetivo de torná-la mais simples e objetiva, facilitando o entendimento do entrevistado. nesse sentido, a questão “nos próximos três meses você planeja pegar algum financiamento ou empréstimo para adquirir algum bem?” foi alterada para “nos próximos três meses você está pensando em comprar algum produto com pagamento parcelado ou financiamento?”. o índice de segurança de crédito, que mede a capacidade de pagamento de dívidas com base na posse de reservas financeiras, também ficou praticamente estável (-0,3%), ao passar de 80,6 pontos em fevereiro para 80,4 pontos em março. em relação ao mesmo mês de 2017, quando o indicador marcava 79 pontos, houve alta de 1,8%. entre os endividados, o índice saltou de 60,7 pontos em fevereiro para 62,6 pontos no mês atual, alta de 3,2%, e, em relação a março de 2017, houve crescimento de 1,4%. em relação aos não endividados, o índice apresentou queda mensal de 2,7%, passando de 104,4 para 101,6 pontos em março. em relação ao mesmo período do ano passado, porém, houve alta de 6,4% – quando o indicador marcava 95,5 pontos no mesmo mês de 2017. segundo a fecomerciosp, a segurança de crédito dos consumidores vem crescendo lentamente e, ainda que não tenha atingido o patamar ideal, há uma recuperação econômica em curso com a geração de novos empregos e renda. dessa forma, os bancos e instituições financeiras não devem avaliar a situação do endividado com base em um único fator – o de não haver reservas financeiras –, mas devem levar em consideração todas essas variáveis de retomada econômica para voltar a conceder o crédito. aplicações em março, 58,9% dos entrevistados declararam ter a poupança como principal modalidade de investimento, queda de 3,4 pontos porcentuais (p.p.) em relação a fevereiro e 0,7 p.p. inferior ao apurado em março do ano passado. apesar de ainda ser a aplicação preferida dos paulistanos, a poupança segue distante dos 80% já registrados.  para a entidade, a queda da popularidade da poupança só não foi maior porque, no momento, as aplicações vinculadas ao cdi estão tendo um desempenho esperado líquido próximo ao da poupança tradicional. ainda assim, as regras do governo para a poupança tendem a baixar o rendimento dessa aplicação para cerca de 5% ao ano. por outro lado, a parcela de entrevistados que declararam investir em ações foi de 4,7% em março, atingindo, assim, a maior proporção da série histórica, iniciada em junho de 2012. as aplicações em renda fixa e em previdência privada seguem em segundo e terceiro lugares, respectivamente, com 21,4% e 6,8% em março, contra 21,2% e 10,7% no mesmo mês de 2017. para a fecomerciosp, outras aplicações tendem a ser boas opções para os brasileiros. além das ações que estão em alta, modalidades como a previdência privada – que segue na esteira do tema reforma da previdência – e os fundos imobiliários também podem cair no gosto do investidor. essa é uma boa notícia, pois durante muitos anos o brasileiro basicamente só via a poupança como alternativa, principalmente para as classes de renda baixa e média. o horizonte de possibilidades está crescendo, o que é positivo, e se consolidará se houver manutenção das políticas econômicas tradicionais, estima a entidade.
29/03/2018

Conheça mais sobre o novo conceito de aposentado do INSS em 2018

 fonte: mix vale os ajustes e a reforma na previdência social fizeram nascer um novo conceito de aposentado: mais jovem, que quer receber logo o que tem de direito, continuar trabalhando, investir o que vai ganhar e, claro, curtir a vida. o que mudou? aquela história de parar de trabalhar, descansar, ir para os aposentos, daí a palavra aposentadoria, é coisa do passado. os ajustes e a reforma na previdência social fizeram nascer um novo conceito de aposentado: mais jovem, que quer receber logo o que tem de direito, continuar trabalhando, investir o que vai ganhar e, claro, curtir a vida. no passado, as pessoas se aposentavam com valores altos. por isso tinham que pensar em apenas uma coisa: quando iriam se aposentar. o tempo passou e a preocupação aumentou por que os benefícios perderam o poder de compra e, além de quando iriam se aposentar, as pessoas tinham que pensar também em quanto iriam receber. agora piorou, além de quando e com quanto vão se aposentar, é preciso planejar como irão se aposentar. tem muita gente preferindo aposentar mais cedo, mesmo ganhando menos? tem muita gente preferindo aposentar mais cedo porque não quer correr o risco da mudança das regras da reforma da previdência. quem opta por isso pode até receber menos, porém por mais tempo. tem casos em que a pessoa empata e até pode ganhar. quais são as vantagens de ter esta aposentadoria precoce? isso tem que ser muito bem planejado. não é bom para todo mundo. para quem sabe o que está fazendo as vantagens são muitas. o aposentado pode sacar o saldo do fgts, bem como todos os depósitos mensais depois da aposentadoria, desde que continue trabalhando na mesma empresa. pedir empréstimos (consignado) com taxas menores é outro atrativo. o aposentado pode continuar trabalhando e ainda utilizar o dinheiro do benefício e investir na previdência privada. como alguém que está planejando a aposentadoria pode entrar neste grupo de pessoas com novo conceito de aposentadoria? a transição para a aposentadoria tem que ser muito bem planejada. o maior cuidado é saber a hora certa de pedir o benefício para aproveitar todas vantagens que a lei assegura. tem muita gente que já passou da hora de pedir o benefício e está perdendo dinheiro. como assim: ‘perdendo dinheiro’? aposentar antes ou depois do momento certo pode trazer prejuízo para o trabalhador. quem já pode se aposentar e não vai ter mais vantagens daqui para frente, está perdendo mês a mês a possibilidade de ganhar um dinheirinho que jamais será recuperado. e o pior é que além de não ganhar, pode estar pagando contribuições que não servirão para mais nada. mas todo cuidado é pouco, porque aposentar antes pode significar a possibilidade de ter um benefício maior. diagnóstico previdenciário é preciso ter em mente que para pensar no futuro o contribuinte tem que acertar tudo o que já aconteceu no passado. cada dia trabalhado, cada mês contribuído, cada ano incorporado tem que estar tudo documentado para não perder nenhum centavo. o que fazer no momento que antecede a aposentadoria? antes de fazer cálculo de quando vai se aposentar e planejar as contribuições futuras até chegar o dia da aposentadoria, o trabalhador tem que saber quanto tempo de serviço possui. dica: comece agora fazendo seu cálculo em um dos aplicativos gratuitos da internet. clique aqui e confira um dos serviços disponíveis. no passado, as pessoas se aposentavam com valores altos. por isso tinham que pensar em apenas uma coisa: quando iriam se aposentar. o tempo passou e a preocupação aumentou por que os benefícios perderam o poder de compra e, além de quando iriam se aposentar, as pessoas tinham que pensar também em quanto iriam receber. agora piorou, além de quando e com quanto vão se aposentar, é preciso planejar como irão se aposentar. tem muita gente preferindo aposentar mais cedo, mesmo ganhando menos? tem muita gente preferindo aposentar mais cedo porque não quer correr o risco da mudança das regras da reforma da previdência. quem opta por isso pode até receber menos, porém por mais tempo. tem casos em que a pessoa empata e até pode ganhar. quais são as vantagens de ter esta aposentadoria precoce? isso tem que ser muito bem planejado. não é bom para todo mundo. para quem sabe o que está fazendo as vantagens são muitas. o aposentado pode sacar o saldo do fgts, bem como todos os depósitos mensais depois da aposentadoria, desde que continue trabalhando na mesma empresa. pedir empréstimos (consignado) com taxas menores é outro atrativo. o aposentado pode continuar trabalhando e ainda utilizar o dinheiro do benefício e investir na previdência privada. como alguém que está planejando a aposentadoria pode entrar neste grupo de pessoas com novo conceito de aposentadoria? a transição para a aposentadoria tem que ser muito bem planejada. o maior cuidado é saber a hora certa de pedir o benefício para aproveitar todas vantagens que a lei assegura. tem muita gente que já passou da hora de pedir o benefício e está perdendo dinheiro. como assim: ‘perdendo dinheiro’? aposentar antes ou depois do momento certo pode trazer prejuízo para o trabalhador. quem já pode se aposentar e não vai ter mais vantagens daqui para frente, está perdendo mês a mês a possibilidade de ganhar um dinheirinho que jamais será recuperado. e o pior é que além de não ganhar, pode estar pagando contribuições que não servirão para mais nada. mas todo cuidado é pouco, porque aposentar antes pode significar a possibilidade de ter um benefício maior. diagnóstico previdenciário é preciso ter em mente que para pensar no futuro o contribuinte tem que acertar tudo o que já aconteceu no passado. cada dia trabalhado, cada mês contribuído, cada ano incorporado tem que estar tudo documentado para não perder nenhum centavo. o que fazer no momento que antecede a aposentadoria? antes de fazer cálculo de quando vai se aposentar e planejar as contribuições futuras até chegar o dia da aposentadoria, o trabalhador tem que saber quanto tempo de serviço possui. dica: comece agora fazendo seu cálculo em um dos aplicativos gratuitos da internet. clique aqui e confira um dos serviços disponíveis.
29/03/2018

Proporção de aplicadores que declararam investir em ações atingiu o maior valor desde junho de 2012

 fonte: portal nacional de seguros por  clarisse ferreira pesquisa da fecomerciosp aponta ainda que, em março, o índice de intenção de financiamento do consumidor paulistano registrou estabilidade em março, 21,5% dos consumidores paulistanos declararam que desejam adquirir algum produto com pagamento financiado ou parcelado nos próximos três meses, praticamente estável em relação a fevereiro – quando essa parcela era de 21,1%. é o que aponta a pesquisa de risco e intenção e endividamento (prie), elaborada mensalmente pela federação do comércio de bens, serviços e turismo do estado de são paulo (fecomerciosp). o índice de intenção de financiamento cresceu pouco mais de 10% no primeiro trimestre, ao passar de 39,8 pontos em janeiro, 43,8 em fevereiro e, agora, atinge 44 pontos em março. vale ressaltar que o resultado segue impactado pela alteração de uma das perguntas da pesquisa, ocorrida no mês de janeiro, com o objetivo de torná-la mais simples e objetiva, facilitando o entendimento do entrevistado. nesse sentido, a questão “nos próximos três meses você planeja pegar algum financiamento ou empréstimo para adquirir algum bem?” foi alterada para “nos próximos três meses você está pensando em comprar algum produto com pagamento parcelado ou financiamento?”. o índice de segurança de crédito, que mede a capacidade de pagamento de dívidas com base na posse de reservas financeiras, também ficou praticamente estável (-0,3%), ao passar de 80,6 pontos em fevereiro para 80,4 pontos em março. em relação ao mesmo mês de 2017, quando o indicador marcava 79 pontos, houve alta de 1,8%. entre os endividados, o índice saltou de 60,7 pontos em fevereiro para 62,6 pontos no mês atual, alta de 3,2%, e, em relação a março de 2017, houve crescimento de 1,4%. em relação aos não endividados, o índice apresentou queda mensal de 2,7%, passando de 104,4 para 101,6 pontos em março. em relação ao mesmo período do ano passado, porém, houve alta de 6,4% – quando o indicador marcava 95,5 pontos no mesmo mês de 2017. segundo a fecomerciosp, a segurança de crédito dos consumidores vem crescendo lentamente e, ainda que não tenha atingido o patamar ideal, há uma recuperação econômica em curso com a geração de novos empregos e renda. dessa forma, os bancos e instituições financeiras não devem avaliar a situação do endividado com base em um único fator – o de não haver reservas financeiras –, mas devem levar em consideração todas essas variáveis de retomada econômica para voltar a conceder o crédito. aplicações em março, 58,9% dos entrevistados declararam ter a poupança como principal modalidade de investimento, queda de 3,4 pontos porcentuais (p.p.) em relação a fevereiro e 0,7 p.p. inferior ao apurado em março do ano passado. apesar de ainda ser a aplicação preferida dos paulistanos, a poupança segue distante dos 80% já registrados. para a entidade, a queda da popularidade da poupança só não foi maior porque, no momento, as aplicações vinculadas ao cdi estão tendo um desempenho esperado líquido próximo ao da poupança tradicional. ainda assim, as regras do governo para a poupança tendem a baixar o rendimento dessa aplicação para cerca de 5% ao ano. por outro lado, a parcela de entrevistados que declararam investir em ações foi de 4,7% em março, atingindo, assim, a maior proporção da série histórica, iniciada em junho de 2012. as aplicações em renda fixa e em previdência privada seguem em segundo e terceiro lugares, respectivamente, com 21,4% e 6,8% em março, contra 21,2% e 10,7% no mesmo mês de 2017. para a fecomerciosp, outras aplicações tendem a ser boas opções para os brasileiros. além das ações que estão em alta, modalidades como a previdência privada – que segue na esteira do tema reforma da previdência – e os fundos imobiliários também podem cair no gosto do investidor. essa é uma boa notícia, pois durante muitos anos o brasileiro basicamente só via a poupança como alternativa, principalmente para as classes de renda baixa e média. o horizonte de possibilidades está crescendo, o que é positivo, e se consolidará se houver manutenção das políticas econômicas tradicionais, estima a entidade.
29/03/2018

Relatório aponta quais as tecnologias que devem gerar maior impacto no setor segurador nos próximos três anos

 fonte: cnseg big data, segurança cibernética, blockchain e inteligência artificial estão entre elas big data, segurança cibernética, blockchain e inteligência artificial estão entre as principais tendências tecnológicas que têm motivado seguradoras e resseguradoras de todo o mundo a investirem em insurtechs. o relatório infosys digital, da consultoria infosys, apontou que o big data, para percepção e compartilhamento de carteiras; a segurança cibernética, para proteção e conformidade de dados, e a inteligência artificial (ia), para subscrição e automação, são as tecnologias que devem gerar maior impacto no setor nos próximos três anos. as seguradoras e resseguradoras também recorrem à internet das coisas para ampliar os horizontes da ciência atuarial, medindo e mitigando riscos e fraudes por meio da utilização de sensores automotivos, rastreadores de fitness vestíveis e outros dispositivos telemáticos. o combate às fraudes e o gerenciamento de riscos de conformidade também contarão, cada vez mais, com o apoio da inteligência artificial que, por meio de algorítimos, consegue identificar padrões de dados em solicitações de seguro. já a tecnologia blockchain, que já está em uso em alguns contratos inteligentes entre seguradoras e segurados, poderá vir a se tornar a maneira padrão de registrar contratos de seguro. algumas seguradoras internacionais têm se unido em consórcios para pesquisas nessa área. a blockchain insurance industry initiative (b3i) é um desses consórcios, desenvolvendo um protótipo de blockchain exclusivo para os mercados segurador e ressegurador, encontrando-se atualmente em fase de testes, devendo entrar em funcionamento em 2019. o uso aprimorado de big data também está permitindo que as seguradoras aprimorem os perfis de seus clientes, além de contribuir para a proteção desses dados. embora a maioria dos entrevistados tenha citado investimento em segurança cibernética e gamification, menos de 20% dos executivos do setor de seguros acreditam que estão preparados para um ataque cibernético. o relatório afirma que “com o rápido crescimento do mercado de seguro cibernético, que deve chegar a 14 bilhões até 2022, as seguradoras precisam aperfeiçoar rapidamente seus modelos de avaliação de risco e precificação nesta nova área para aproveitar as oportunidades”.
29/03/2018

Eleições causam troca de comando na economia. O que isso significa?

  economistas notam que a escolha de nomes de perfil técnico, como eduardo guardia para a fazenda, procuram preservar a área de turbulências   fonte: exame por joão pedro caleiro são paulo – a economia brasileira está prestes a sofrer uma mudança importante de comando por causa das eleições. henrique meirelles, atual ministro da fazenda, deixará o cargo na próxima semana para se filiar ao mdb e tentar ser candidato a presidente. no seu lugar deve entrar eduardo guardia, secretário-executivo da fazenda desde junho de 2016 e uma espécie de vice de meirelles até agora. ele é considerado um nome de perfil técnico e sua escolha teria sido parte de um acordo entre temer e meirelles para que o ministro se filiasse ao mdb. “é uma excelente escolha. é um profissional muito experiente que provou seu conservadorismo fiscal, uma vantagem nas circunstâncias atuais em que a consolidação fiscal continua no topo da agenda”, diz alberto ramos, economista-chefe para américa latina do goldman sachs. guardia bateu de frente, nos últimos meses, com os aliados do presidente ao buscar restringir as vantagens concedidas aos partidos aliados, principalmente nas negociações dos cinco refis (parcelamento de débitos tributários). ele assumirá uma economia em franca aceleração, com previsão de crescimento um pouco abaixo dos 3% em 2018, mas com desemprego que resiste em altos patamares. outra mudança ocorre no banco nacional de desenvolvimento econômico e social (bndes) com a saída do atual presidente paulo rabello de castro, filiado ao psc e que também vai tentar a presidência. o banco passará a ser comandado de forma interina por ricardo ramos, funcionário do banco desde 1993 e que dirige desde junho de 2016 a área de acompanhamento do mercado de capitais. economistas notam que a escolha de nomes já ligados à burocracia dos órgãos mostram a intenção de preservar a área de sobressaltos. “já era esperado que fossem indicações de perfil técnico. como já está no preço que a reforma da previdência fica para 2019, não havia a necessidade de indicar um político para costurar a aprovação no congresso”, diz alex agostini, economista-chefe da austin ratings. as mudanças também não devem mexer muito com o mercado financeiro, já que não trazem surpresas e não indicam mudanças relevantes. “é provável que pelo menos até o final do ano a política econômica esteja resguardada. isso é extremamente positivo em um momento em que a política começa a trazer turbulência e risco eleitoral crescente”, diz sérgio vale, economista-chefe da mb associados. apesar de ser considerado um nome técnico, a carreira de guardia indica ligação histórica com o psdb. ele foi secretário do tesouro em 2002, último ano do governo fernando henrique cardoso, e secretário de fazenda do estado de são paulo entre 2003 e 2006, no governo geraldo alckmin. também tem passagem no setor privado: entre 2013 e 2016, foi diretor executivo na bm&fbovespa. seu principal desafio no comando da fazenda será levar adiante a agenda de 15 medidas anunciada como prioritária pelo governo no final de fevereiro. os projetos de maior impacto são também os mais complexos de serem aprovados, como o fim da desoneração da folha de pagamento para a maior parte dos setores e a privatização da eletrobras.
29/03/2018

Estudo destaca reformas para incluir mulheres na economia mundial

  relatório mulheres, empresas e o direito 2018, que monitora 189 países, lançado nesta quinta pelo banco mundial fonte: exame oito países da américa latina fizeram reformas jurídicas nos últimos dois anos com o objetivo de ampliar a inclusão das mulheres na economia. a maioria delas expandiu benefícios como licença-maternidade, como ocorreu na colômbia, em el salvador, no paraguai e na república dominicana. no panamá, a licença-paternidade de três dias foi introduzida. os dados são do relatório mulheres, empresas e o direito 2018, que monitora 189 países e foi lançado hoje (29) pelo banco mundial. na colômbia, por exemplo, o relatório cita que a justiça reviu uma legislação que restringia o trabalho de mulheres no setor de mineração e em áreas consideradas perigosas. já o equador igualou os direitos de propriedade entre os gêneros – até então, decisões do marido prevaleciam sobre as da esposa em caso de discordância quanto à administração dos bens. o relatório identificou áreas em que houve avanço, como uso da propriedade e acesso às instituições, já que a maior parte das economias não diferencia homens e mulheres em interações públicas como registro de negócios, abertura de conta bancária ou obtenção de documento de identidade. no entanto, os dados revelados hoje também destacam lacunas com relação a leis que promovam acesso a crédito e a emprego e que protejam mulheres contra a violência doméstica e o assédio sexual em lugares públicos. excluindo-se as economias de alta renda dos países da organização para cooperaçao e desenvolvimento econômico (ocde), os países da américa latina são os que menos impõem restrições ao emprego de mulheres em todos os setores da economia. “quanto mais as mulheres conseguirem realizar plenamente o seu potencial econômico como trabalhadoras e proprietárias de negócios, maiores serão os benefícios para as economias e sociedades da região”, disse rita ramalho, gerente sênior do grupo de indicadores globais do banco mundial, que produz o relatório. brasil o relatório do banco mundial afirma que políticas de regulamentação de posse de propriedade e que permitam posse conjunta de bens por um casal ajudam a promover a inserção das mulheres na economia, já que, tendo bens em seu nome, a mulher pode tomar crédito no sistema financeiro com maior facilidade. nesse aspecto, o documento destaca positivamente as políticas adotadas pelo brasil e outros países, como vietnã, áfrica do sul e espanha. outros pontos em que o relatório analisa o brasil incluem o fato de que, no país, mulheres podem se aposentar antes dos homens. no mundo, o documento cita apenas outras doze economias, entre elas irã e paquistão, em que isso é possível. o brasil também é citado entre os países que oferecem pré-escola gratuita e obrigatória para crianças acima de quatro anos, o que, segundo o banco mundial, permite que os pais possam trabalhar com maior liberdade. segundo o relatório, a população feminina no brasil é de mais de 105 milhões de pessoas, e as mulheres representam 43% do mercado de trabalho no país. se comparado com países de produto interno bruto (pib) por paridade de poder de compra per capita similares, como china e colômbia, a participação quantitativa percentual da mulher é semelhante, em torno de 43% a 44%. porém na china, por exemplo, diferentemente do brasil, mulheres sofrem mais restrições do que homens para trabalhar em ocupações consideradas perigosas ou moralmente inadequadas. também no caso chinês, as mães não têm seus trabalhos garantidos após a licença-maternidade, e os custos com creche não podem ser usados para dedução de impostos, o que também não ocorre na colômbia. mundo governos de 65 países adotaram medidas para melhorar a inclusão de mulheres na economia, com a aprovação de 87 reformas legislativas ao longo dos últimos dois anos, segundo o relatório. “nenhuma economia pode crescer todo seu potencial a não ser que mulheres e homens participem dela em sua totalidade”, disse a chefe-executiva do banco mundial kristalina georgieva. “ainda assim, em mais da metade do mundo, mulheres são impedidas de trabalhar em determinados empregos por causa do seu gênero”, afirmou. o relatório também mostra que elas continuam a encontrar barreiras que as impedem de conseguir melhores empregos e de tornarem-se empresárias, como acesso restrito a crédito ou controle sobre propriedade adquirida durante o casamento. em 104 países, mulheres são proibidas de trabalhar à noite em determinados tipos de empregos, como manufatura, construção, energia, agricultura, água e transporte. isso afeta negativamente as escolhas de mais de 2,7 bilhões de mulheres.
29/03/2018

BC abre consulta sobre operações de crédito para partes relacionadas

  consulta trata das operações cujos tomadores sejam diretores, membros dos conselhos e respectivos parentes, bem como empresas ligadas às instituições por eduardo rodrigues, do estadão conteúdo brasília – o banco central editou nesta quinta-feira, 29, a consulta pública nº 64/2018, sobre a proposta de resolução a respeito da realização de operações de crédito com partes relacionadas por instituições financeiras e por sociedades de arrendamento mercantil. a consulta trata das operações cujos tomadores sejam diretores, membros dos conselhos e respectivos parentes, bem como empresas ligadas às instituições. a resolução irá regulamentar a lei 13.506, de novembro de ano passado, que permitiu a realização de operações de crédito com partes relacionadas, desde que em condições compatíveis com as de mercado. “a proposta define as operações de crédito abrangidas pela norma, os limites e as condições aplicáveis às operações com partes relacionadas. adicionalmente, são estabelecidos procedimentos de transparência e de controle dessas operações a serem adotados pelas instituições financeiras”, afirmou o bc em nota. as sugestões e comentários poderão ser enviados ao bc até o dia 13 de abril.

O acordão da Previdência


12/04/2019

Como uma espécie de Davos à brasileira, o 18º Fórum do LIDE reuniu, de forma inédita, governadores, parlamentares, empresários e o Executivo para fecharem questão em torno de mudanças na aposentadoria, no maior pacto federativo já visto sobre o tema. Agora é possível que a Reforma saia de uma vez do papel

O ministro Paulo Guedes e o presidente da Câmara Rodrigo Maia tocam instrumentos diferentes na sinfonia do poder, mas nada impede que atuem na mesma orquestra quando a partitura interessa a todos. No caso, a tão decantada e ainda aguardada Reforma da Previdência. Semanas a fio, de uns tempos para cá, os dois estão compondo, afinados, a banda de articulações que tenta a aprovação da proposta, ainda no primeiro semestre se tudo correr bem. Marcam quase todos os dias conversas fechadas nos gabinetes do Parlamento e do ministério para acertar pontos ainda pendentes. Seguem juntos para conversas com as bancadas dos partidos e com públicos e plateias os mais variados. Tratam de ajustes pontuais no texto e no calhamaço de estatísticas para chegar ao número mágico pretendido de uma economia na casa de R$ 1 trilhão em dez anos.
E trocam elogios mútuos quando se referem à disposição do interlocutor para aceitar sugestões. Viraram, por assim dizer, verso e emenda do mesmo refrão. Na semana passada, os dois e mais o presidente do Senado David Alcolumbre – que também dá corda à cantilena da Reforma – além de portentos empresariais, ministros, congressistas e seis governadores se reuniram em um encontro tão representativo como inequívoco na demonstração de força e sintonia em torno do tema. Na 18º edição do Fórum Empresarial do LIDE, dessa vez realizado em Campos do Jordão, interior de São Paulo – com um formato e dinâmica que lembram em muito as conferências globais de Davos -, todos pareciam sinceramente ávidos por enfrentar o impossível para chegar lá (ou, pelo menos, o aparentemente impossível, dado que sai governo, entra governo, ninguém consegue emplacar a ideia) com uma espécie de bloco coeso de apoio, integrado por camadas de diversos setores comprometidos com a retomada econômica. Foi um ponto de inflexão importante nessa trajetória de idas e vindas daquela que é, de fato, a principal pauta lançada sobre as mesas de deputados e senadores neste ano. Até aqui não havia ocorrido ainda uma reunião tão ampla e diversificada de agentes envolvidos com a reforma. Na batuta da mobilização, o governador de São Paulo, João Doria, funcionou ali como uma espécie de intermediador de interesses, sem tomar lados, uma vez que o intuito geral era o de fechar a agenda comum pelo engajamento para ajudar no rito da aprovação. “Não há mais o que esperar, o Brasil precisa o quanto antes dessa reforma, o recado ficou claro e vamos trabalhar em conjunto por ela. Articulem-se, sejamos todos ativos nessa direção”, convocou Doria, que há quase duas décadas idealizou os fóruns anuais (ainda organizados pelo grupo que leva o seu nome e do qual se desligou desde que entrou para a política, deixando a direção a cargo de uma banca de profissionais). De uns tempos para cá, no comando da máquina paulista, Doria procurou ser uma espécie de fiador de entendimentos nesse sentido, se esforçando como poucos para reunir, inclusive na própria casa, vários dos personagens da complexa negociação. Foi assim na semana passada quando recepcionou o vice-presidente General Mourão e sugeriu alguns encontros entre ele e os governadores dos demais Estados para ouvir as necessidades de cada um, e ao receber também o presidente do Supremo Tribunal, Dias Toffoli, que reagiu entusiasmado ao convite: “estou há 10 anos no STF e nunca ninguém me chamou para uma conversa como essa e o senhor faz isso justo no momento mais decisivo do País”, disse ao anfitrião. No ponto alto das rodadas de tratativas que entabulou pela reforma, Doria resolveu falar a respeito tanto com o presidente Bolsonaro como com o deputado Maia para aparar arestas, tal qual um bombeiro que percebe a fumaça a tempo de controlar o incêndio. É um trabalho de diplomacia que vem fazendo a diferença. No Fórum de Campos, ele dobrou a aposta. Lá, de certa forma, estavam colocados inúmeros papeis estratégicos disponíveis a cada um dos participantes para o sarau de negociações. Para quem viu de fora foi possível alimentar razoável otimismo sobre a costura de saídas para o impasse previdenciário. Basta compreender a função dos protagonistas daqueles tête-à-tête e a dimensão de um encontro como o de Campos, quando esses senhores reservaram o final de semana para juntos debater e firmar denominadores comuns.
“Não há mais o que esperar. O Brasil precisa o quanto antes dessa reforma” João Doria, governador de São Paulo
Existiam diferenças? Claro. Incontornáveis? O desenrolar do evento acabou demonstrando que não. Lado a lado, sem intermediários, os participantes acabaram por fechar convergências em vários aspectos. E isso fez toda diferença na evolução dos ânimos quanto à entrega ao País de uma reforma verdadeiramente eficaz. O clima de hostilidade de outras ocasiões foi superado e análises consistentes sobre crise fiscal, reorientação de receitas e passos complementares na área das privatizações e do ajuste no Sistema “S” pontificaram sem maiores resistências. Os governadores, por exemplo, estão muitos deles em situações calamitosas de caixa. Não sabem como seguir um ano sequer a mais com o atual quadro de vinculações orçamentárias para a rubrica das pensões, bem mais salgadas no campo da atividade pública se comparadas às da iniciativa privada. Deram ali esse testemunho e reforçaram a carga de pressão sobre os representantes do Legislativo presentes. Prefeitos, deputados e senadores que foram ao Fórum, dentre os quais Antonio Carlos Magalhães Neto, de Salvador, e Nelson Marchezan, de Porto Alegre, repisaram o alerta da inanição dramática de verbas nas respectivas regiões para bancar o compromisso. Cada uma das vozes serviu de caixa de ressonância direta sobre os feitores da costura do projeto, dispostos de maneira genuína a escutar e ajustar excessos.
Ministros como o responsável pela pasta da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, trouxeram sua contribuição mostrando os esforços em andamento para a recomposição de receitas. Freitas listou um balanço de leilões que repassaram, dentre outras estruturas, inúmeros terminais portuários, ferroviários e aeroportos. No total, em 60 dias, 23 ativos mudaram de mãos, do Estado para a iniciativa privada, gerando resultados bilionários que vão ajudar no resgate da saúde financeira da União. Longe dali, até a ala militar, através dos generais Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança, e Eduardo Villas Bôas, ex-comandante-geral do Exército, saíram em busca de apoio para as mudanças nas aposentadorias e serviram de promotores do tema em convescote no final de semana com um grupo de governadores liderados por Ronaldo Caiado, de Goiás. Caiado esteve ainda no pelotão dos participantes do Fórum.

Um pacto federativo

Mas vamos nos ater aos principais protagonistas dessa espécie de pacto federativo que ocorreu durante as rodadas de Campos – e não se pode chamar de outra coisa uma sinalização conjunta de ideias em torno da Reforma. Maia e Guedes exerceram no encontro a condição de maestros da pacificação. Por mais que opositores e críticos do Governo tentem desmerecer o escopo do projeto, a dupla de seus defensores tem acertado não apenas no diagnóstico da crise como na receita para saná-la. Tal qual padarias mal administradas, o Tesouro Nacional mergulhou há muito tempo no vermelho e já teria ido à falência se estivesse no ramo comercial – principalmente devido aos desembolsos descomunais que realiza para arcar com a Previdência, na casa dos R$ 720 bilhões ao ano. Os arautos da reforma estão juntos conversando com os interlocutores para demonstrar por A mais B que o único jeito de consertar a situação e evitar o desfecho trágico passa por uma reformulação completa do sistema de gastos sob essa rubrica. “Tenho a minha absoluta tranquilidade, fora dos ruídos aqui e ali, quanto à dinâmica maior dos eventos. Para mim é claro que a continuar nessa marcha estaremos indo para a desordem da forma mais organizada que já vi”, alertou Guedes ainda na sexta-feira 05 a uma plateia de atentos ouvintes. “As pessoas estão irritadas e ansiosas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas”, reforçou Maia. Os dois estão pedindo ao Congresso celeridade. Essa é uma providência habitualmente perseguida pelos governantes, mas a missão de cobrá-la e negociá-la foi tão mal recebida pelo mandatário que ambos decidiram tomar a frente do processo. Diga-se de passagem que os brasileiros acompanham desde o início, com certa sofreguidão, o desenrolar dos acordos. Em um primeiro momento majoritariamente contra a perda de benefícios perceberam que seriam os principais prejudicados, ou no mínimo seus filhos, pela falta de uma solução estrutural. A história revelou que, a rigor, a curva de contribuintes e de beneficiários se inverteu dramaticamente com o avanço da população idosa – fenômeno que, por aqui, assumiu contornos de calamidade na equação. O resultado a que se chegou, com risco de calote generalizado dos pagamentos em até três ou quatro anos, pode ter contribuído para a mudança dos humores da população a favor de um ajuste. Pesquisa da XP Investimentos divulgada recentemente mostrou que 65% dos entrevistados se colocam agora a favor da reforma. O aval serviu de senha para que o ministro Guedes tomasse novo fôlego após o bombardeio de ataques que sofreu da bancada do atraso na Câmara. Ah, as contradições da democracia! Se há 15 dias Guedes perdeu a paciência com um auditório dominado por arrivistas que o exauriram em seis horas de depoimento, nas apresentações de Campos, logo após, ele teve que seguidamente interromper as mesmas explicações em virtude dos aplausos de convertidos, inebriados com a clareza dos argumentos. Dois públicos, duas reações absolutamente distintas. A soma das sessões lhe dá ainda assim um quórum altamente favorável à cruzada que empreende. De Posto Ypiranga a “tchutchuca”, Tigrão ou czar da economia, Guedes conheceu todos os mimosos epítetos com que o brindaram na trajetória de andarilho atrás de votos pela Previdência, mas segue indiferente, talvez porque costuma colocar a causa acima dos contratempos. Disse isso em Campos: “vou me irritar com o que? Tem uma minoria que fica batendo bumbo, problema deles.
“As pessoas estão ansiosas e irritadas porque vivemos uma crise há quase cinco anos e precisamos da reforma para mudar esse estado de coisas” Rodrigo Maia, presidente da Câmara
A minha expectativa da classe política é a melhor possível, a construtividade do Maia, do Doria e de muitos outros reforça a minha convicção de não recuar. Sem recuo e sem rendição”, estabeleceu o ministro. Seu companheiro de batalha, Rodrigo Maia, que compartilha da mesma fama de pavio curto, sempre com uma resposta na ponta da língua, tem um pé cautelosamente atrás e o outro lado a lado com o de Guedes. “Perdi a condição de cumprir um papel de articulador porque fui mal compreendido, mas se a gente quer reformar o Estado precisamos agora de um pacto onde a Previdência é o primeiro item”, afirma. Maia tem surpreendido positivamente como um autêntico embaixador da reforma no Congresso. Até Guedes reconhece isso. Com seu estilo carrancudo, parrudo, mas competente em todos os sentidos, o presidente da Câmara virou o fiador do projeto, mesmo que o presidente Bolsonaro inicialmente não o tenha enxergado assim. Já no segundo mandato, com assento cativo no comando da Câmara pelos próximos dois anos, não há mais dúvidas de que ele participará das decisões-chaves do que mudar e do que manter na estrutura da proposta (leia quadro) e, aos interlocutores, Maia vem enviando sinais de que não se furtará da missão de harmonizar a Casa, buscando uma solução que elimine os privilégios em qualquer direção: dos servidores públicos aos militares. É aí que a coisa pode pegar. No Executivo se coloca como assunto fechado o tratamento diferenciado para a caserna, com um regime especial de Previdência.
“A gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada” André Esteves, presidente do BTG Pactual
O Congresso discorda e Maia precisará atuar como apaziguador. Guedes, de sua parte, tem um tom mais incisivo sobre o assunto. Disse na Comissão de Constituição e Justiça, dias antes, que cabe aos parlamentares a coragem de mudar ou não o modelo sugerido para os aposentados de farda. No íntimo ele torce pela revisão para reforçar as chances da economia na casa do trilhão. Sempre preciso na exposição dos motivos, Guedes não arreda pé do ouvido do presidente e atende quando pode demandas como a dos militares. Nesse pormenor, no entanto, ele foi menos enfático – talvez por não estar plenamente a favor – e assim deixou de transmitir explicações convincentes na defesa da categoria. O mesmo não aconteceu quando o item abordado foi o esquema de “capitalização” para as gerações futuras que entrarão daqui por diante no sistema. Com essa via Guedes advoga que serão criados milhares de empregos rápidos em virtude da “desoneração dramática” (expressão dele) dos encargos trabalhistas. Bolsonaro mostra resistência, parlamentares idem, governadores como Doria e Eduardo Leite (RS) apoiam e Guedes se equilibra insistindo na alternativa. De todo modo, o ministro tem se consagrado como referência quando se fala do lado bom do Governo.
Com o seu estilo surpreendente, brilhante e obstinado virou o estrategista-chefe do acordo em andamento. E ainda bem que está sendo bem-sucedido na empreitada. Desenho estatístico de um País que caminha a fortes solavancos, os índices de aposentadoria por aqui dizem respeito a uma velha tragédia nacional – a de não se preparar para o envelhecimento da população. As estatísticas indicam que ocorreu em curtíssimo espaço de tempo aquilo que muitas pessoas temiam: o risco da insolvência do sistema, que se tornou inviável há alguns anos e que agora consome boa parte do orçamento federal. Como pontua Guedes, devido aos estouros bilionários desse modelo os brasileiros ficaram literalmente atolados. “Carimbamos os recursos, vinculamos os gastos e assim reconstruímos uma Europa por ano para ficar no mesmo lugar. R$ 4 trilhões de receita equivale a um Plano Marshall por ano”. O economista se refere ao valor do PIB e o compara ao plano de ajuda financeira das nações destruídas pela II Grande Guerra. Os desembolsos realizados atualmente sangram quase três quartos das receitas públicas disponíveis. Em bom português: não sobra nada, ou quase nada, para o resto. Com uma escalada vertiginosa e ininterrupta do problema. Em sua infelicidade burocrática, o Brasil está enredado numa armadilha da qual precisa se livrar urgentemente.
Os empresários que desembarcaram em peso no foro estão unanimemente convencidos de que não há outra saída que não a da reforma já. “quantas vezes vimos essa discussão ser colocada à mesa e adiada por falta de disposição política? Agora o quadro parece diferente”, disse o presidente da MAN, líder na produção de caminhões no Brasil, Roberto Cortes. “O que temos de notar é que há no momento uma vontade geral na busca por convergência sobre a questão”, endossou o presidente da gigante nacional do aço CSN, Benjamin Steinbruch. “A Reforma garante a solvência do estado brasileiro no futuro, sem isso entramos numa sociedade à beira da falência”, pontuou Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco.

Vozes em Uníssono

Nessa ala que responde pela produção e, na prática, é quem faz a roda girar para os resultados auspiciosos do Produto Interno Bruto, não foram poucas, nem isoladas, as vozes pedindo a solução urgente. Engrossaram o coro personagens como Michael Klein, que construiu a rede varejista Casas Bahia e no momento dedica-se ao setor de aviação, José Luiz Gandini, da Kia Motors e dirigente da associação de importadores de veículos, Claudio Lottenberg, que preside a líder de planos de saúde Amil e Manfredo Rübens, presidente da gigante química Basf. Ali, naqueles dias de agitação sectária que tomou a aprazível cidadezinha de Campos, com ares de recanto europeu, eram ao menos 700 CEOs, financistas e executivos de grandes conglomerados batendo ponto e empenhando aval na composição da Previdência. “Potencialmente, pelo que tratamos aqui, a gente pode enveredar já pelo caminho certo da reforma porque a convicção de sua importância nunca foi tão acentuada”, convocou o fundador e presidente do conselho do BTG Pactual, André Esteves. O Chairman do LIDE, Luiz Fernando Furlan, definiu em uma parábola o que considera como uma fase de transição: “Se queremos pular para um novo Brasil, esse é o caminho”. Do contrário, como pontua o governador Doria, qualquer impulso de retomada estará comprometido. “Sem a reforma, estados, municípios e o próprio Governo Federal entrarão em um caos, com a falta de recursos para o pagamento de serviços básicos de saúde, educação e segurança entre outros”. É melhor não arriscar.

“A Reforma garante a solvência do estado no futuro. Sem isso, entramos numa sociedade à beira da falência” Luiz Carlos Trabuco, Bradesco

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