03/04/2018

Banco Central pode interromper cortes de juros em breve para avaliar resultados, diz Ilan

 fonte: folhapress – jornal do comércio   a taxa de juros ainda deverá sofrer um corte no próximo encontro do copom, mas há uma perspectiva de que essa queda seja interrompida por algumas reuniões para avaliar com mais calma os impactos de longo prazo da redução, afirmou o presidente do banco central, ilan goldfajn, nesta terça-feira (3). "se as condições permanecerem, imaginamos como mais provável uma nova redução da taxa de juros para garantir uma trajetória em direção às metas. mas, olhando para o futuro, achamos que pode haver uma interrupção da queda, uma pausa de algumas reuniões, para avaliar defasagens", disse ele, em um evento do banco bradesco, em são paulo. para ele, os estímulos da redução da selic e de incentivos aos investimentos levam algum tempo para fazerem efeito, o que gera uma incerteza sobre seu impacto. "pode levar seis meses, nove meses. mas essa estimativa pode ser mais curta, mais longa, e só vai descobrir isso no futuro. há uma incerteza. achamos que vai precisar um tempo, uma pausa de algumas reuniões, para observar essas defasagens", completou. na última reunião do copom, em 22 de março, o bc cortou a taxa a 6,5% ao ano e surpreendeu ao sinalizar mais uma redução. a inflação medida pelo ipca ficou em 2,86% nos 12 meses até fevereiro. a taxa está bastante abaixo da meta definida para este ano. "temos riscos dos dois lados: de ficar abaixo do que se imagina, e de ficar acima. mesmo com a recuperação da economia, pode ser que [a inflação] fique baixa, e caberá ao banco central agir para que fique dentro da meta." o maior risco, diz ele, é uma interrupção das reformas, especialmente se esta for complementada por uma mudança no cenário internacional, cuja recuperação atual é favorável ao brasil, segundo goldfajn. banco central pode interromper cortes de juros em breve para avaliar resultados, diz ilan folhapress a taxa de juros ainda deverá sofrer um corte no próximo encontro do copom, mas há uma perspectiva de que essa queda seja interrompida por algumas reuniões para avaliar com mais calma os impactos de longo prazo da redução, afirmou o presidente do banco central, ilan goldfajn, nesta terça-feira (3). "se as condições permanecerem, imaginamos como mais provável uma nova redução da taxa de juros para garantir uma trajetória em direção às metas. mas, olhando para o futuro, achamos que pode haver uma interrupção da queda, uma pausa de algumas reuniões, para avaliar defasagens", disse ele, em um evento do banco bradesco, em são paulo. para ele, os estímulos da redução da selic e de incentivos aos investimentos levam algum tempo para fazerem efeito, o que gera uma incerteza sobre seu impacto. "pode levar seis meses, nove meses. mas essa estimativa pode ser mais curta, mais longa, e só vai descobrir isso no futuro. há uma incerteza. achamos que vai precisar um tempo, uma pausa de algumas reuniões, para observar essas defasagens", completou. na última reunião do copom, em 22 de março, o bc cortou a taxa a 6,5% ao ano e surpreendeu ao sinalizar mais uma redução. a inflação medida pelo ipca ficou em 2,86% nos 12 meses até fevereiro. a taxa está bastante abaixo da meta definida para este ano. "temos riscos dos dois lados: de ficar abaixo do que se imagina, e de ficar acima. mesmo com a recuperação da economia, pode ser que [a inflação] fique baixa, e caberá ao banco central agir para que fique dentro da meta." o maior risco, diz ele, é uma interrupção das reformas, especialmente se esta for complementada por uma mudança no cenário internacional, cuja recuperação atual é favorável ao brasil, segundo goldfajn.
02/04/2018

Mercado prevê inflação menor e juros mais baixos em 2018

 relatório focus, divulgado pelo banco central, nesta segunda-feira, 2, reduz previsão de inflação de 3,57% para 3,54% e juros em 6,25% ao ano fonte: fabrício de castro, o estado de s.paulo os economistas do mercado financeiro reduziram pela nona semana consecutiva a previsão para a inflação de 2018. além disso, especialistas acreditam que a taxa selic deva encerrar o ano em 6,25% e que o crescimento do pib também deve ser menor que o esperado. o relatório de mercado focus, divulgado nesta segunda-feira, 2, pelo banco central (bc), mostra que a previsão para o índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca) este ano caiu de 3,57% para 3,54%. há um mês, estava em 3,70%. já a projeção para o índice em 2019 caiu de 4,10% para 4,08%. quatro semanas atrás, estava em 4,24%.  a expectativa de alta para o pib este ano caiu de 2,89% para 2,84%. há quatro semanas, a estimativa era de um crescimento de 2,90%. para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do pib de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.  parte inferior do formulário   analistas do mercado financeiro esperam por um corte de 0,25 ponto porcentual da selic (a taxa básica de juros) em maio, de 6,50% para 6,25% ao ano. depois disso, de acordo com o  relatório focus, a projeção é de que a selic permaneça em 6,25% ao ano até fevereiro de 2019, quando a taxa subiria a 6,50% ao ano. este aumento marcaria o início de um novo ciclo, desta vez de alta para os juros básicos.  inflação. com as quedas seguidas, a projeção dos economistas para a inflação em 2018 caminha em direção ao piso da meta deste ano, cujo centro é em 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%). tanto na ata da última reunião do comitê de política monetária (copom) quanto no relatório trimestral de inflação (rti), divulgados na semana passada, o bc projetou o ipca em 3,8% ao fim de 2018 e em 4,1% ao fim de 2019, considerando o cenário de mercado. a projeção do igp-di de 2018 passou de 4,37% para 4,40%. há um mês, estava em 4,31%. no caso de 2019, o igp-di projetado seguiu em 4,27%, ante 4,25% quatro semanas antes. calculados pela fundação getulio vargas (fgv), os índices gerais de preços (igps) são bastante afetados pelo desempenho do dólar e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas. outro índice, o igp-m, que é referência para o reajuste dos contratos de aluguel, foi de 4,37% para 4,51% nas projeções dos analistas para 2018. quatro levantamentos antes, estava em 4,22%. para 2019, a projeção passou de 4,38% para 4,30%, ante 4,40% quatro semanas atrás. ainda houve previsão de ligeira desaceleração dos preços administrados em 2018. o mercado financeiro para o indicador este ano foi de 4,90% para 4,80%. para 2019, a mediana seguiu em 4,50%. há um mês, o mercado projetava aumento de 4,94% para os preços administrados neste ano e elevação de 4,50% no próximo ano.
02/04/2018

Duas surpresas e uma frustração na economia

 fonte: globo por joão borges a pesquisa focus divulgada nesta segunda-feira (2) pelo banco central consolida duas surpresas e um desapontamento relativos ao primeiro trimestre: inflação projetada para este ano cada vez mais baixa, juro abaixo do que se esperava e atividade econômica em ritmo mais lento do que se imaginava. a previsão para a inflação em 2018 está em 3,54%, depois de nove quedas consecutivas apontadas na pesquisa focus. a segunda surpresa foi dada pelo banco central, sinalizando com mais uma inesperada queda na taxa básica de juros para a reunião de maio do comitê de política monetária (copom). com isso, o mercado financeiro também reduziu sua previsão para a taxa de juros no final deste ano de 6,5% para 6,25%. inflação baixa e juro deveriam dar fôlego à economia. no entanto as previsões mais otimistas para o crescimento deste ano esfriaram. até o início de março, as projeções de crescimento vinham sendo revistas para cima. agora estão sendo revistas para baixo. na pesquisa focus desta semana cai de 2,89% para 2,84%. essa revisão para baixo está apoiada em dados da economia real que foram surgindo no decorrer do trimestre, com desempenho abaixo do esperado. na ata de sua última reunião, o copom dá sua leitura sobre o ritmo da atividade econômica: “um membro mencionou sinais de pequeno arrefecimento, mas outros ponderaram que essas oscilações são naturais no atual estágio do processo. todos concluíram que a recuperação da economia apresenta consistência.” a economia ainda não absorveu todo o impacto da redução da taxa básica de juros em andamento. o crédito, segundo previsões do banco central e de economistas do setor privado, vai se expandir ao longo do ano. o desemprego, ainda muito alto, vai diminuir ao longo de 2018. o processo eleitoral é o fator de incerteza mais evidente. mas ele deve afetar mais 2019 do que 2018. positiva ou negativamente.
02/04/2018

Mercado vê inflação mais baixa e crescimento menor do PIB em 2018

  previsão dos analistas dos bancos para inflação deste ano caiu de 3,57% para 3,54%. para o pib, estimativa de alta passou de 2,89% para 2,84%. fonte: por alexandro martello, g1, brasília os economistas das instituições financeiras passaram a prever uma inflação mais baixa e um crescimento menor do produto interno bruto (pib) em 2018, aponta relatório de mercado, também conhecido como "focus", divulgado pelo banco central nesta segunda-feira (2). o relatório é divulgado semanalmente pelo bc e sempre tem como base pesquisa feita com economistas na semana anterior à da divulgação. mais de 100 instituições financeiras são ouvidas. para a inflação de 2018, a previsão do mercado recuou de 3,57% para 3,54%. foi a nona queda seguida. o percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o banco central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%, mas está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo bc se o índice de preços ao consumidor amplo (ipca) ficar entre 3% e 6%. a meta de inflação é fixada pelo conselho monetário nacional (cmn). para alcançá-la, o banco central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (selic). para 2019, o mercado financeiro reduziu sua expectativa de inflação de 4,10% para 4,08%. foi o segundo recuo seguido deste indicador. a estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%). pib e juros para o resultado do pib em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,89% para 2,84%. para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%. o produto interno bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. em 2016, o pib teve uma retração de 3,5%. em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país. os analistas do mercado também reduziram, de 6,5% para 6,25%, a previsão para a taxa básica de juros da economia, a selic, ao final de 2018. atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano. a redução na expectativa do mercado veio após o próprio banco central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a selic continuou em 8% ao ano. deste modo, os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem. câmbio, balança e investimentos na edição desta semana do relatório focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em r$ 3,30 por dólar. para o fechamento de 2019, subiu de r$ 3,39 para r$ 3,40 por dólar. a projeção do boletim focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, continuou em us$ 55 bilhões de resultado positivo. para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável ao redor de us$ 45 bilhões. a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no brasil, em 2018, subiu de us$ 77,5 bilhões para us$ 80 bilhões. para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em us$ 80 bilhões.
02/04/2018

Mercado de US$ 421 bilhões pede atenção das empresas: tecnologia precisa estar na estratégia

 fonte: dino em 2018, o gartner aponta que o mercado de tecnologia movimentará us$ 3,7 trilhões em investimentos. o número, que é 4,5% maior do que em 2017, será puxado pelos softwares corporativos, que terão crescimento de 9,5% este ano e 8,4% em 2019, somando um total de us$ 421 bilhões. dentre os sistemas, as aplicações de analytics, em especial no formato software as-a-service (saas), terão grande espaço. assim como a computação cognitiva e inteligência artificial (ia), que deve crescer 50% só no mercado brasileiro este ano, de acordo com a idc. números que vão em linha com as estratégias de gestão corporativa: o mesmo gartner afirma que, em 2018, 58% dos ceos terão como prioridade estratégias voltadas ao crescimento dos negócios, e isso terá a tecnologia como um dos pilares principais. setorialmente, os investimentos estarão por todos os lados: saúde, automotivo, varejo, mídia, agricultura, bancos, vigilância, games, educação, seguros, atendimento ao cliente e casas inteligentes serão só alguns dos segmentos que, conforme levantamento da frost & sullivan, se beneficiarão da aliança entre inteligência artificial e business analytics nos próximos anos. o estudo mostra que o crescimento voluptuoso dos dados, somado às funções analíticas cada vez mais apuradas das tecnologias de bi e ba e aos incrementos das “coisas conectadas”, por meio do engajamento da iot a cenários de objetos e até mesmo lugares inteligentes, criou um novo patamar no uso destas soluções para transformar a maneira como os setores citados, dentre outros, conduzirão suas estratégias comerciais e suas ações de relacionamento. por conseguinte, a integração entre tais ferramentas mexerá diretamente no incremento de suas receitas. do ponto de vista da f&s, a inteligência artificial está levando a análise avançada de dados a um patamar mais elevado junto às indústrias. se antes era possível imaginar os ambientes de negócio sendo analisados por modelos antigos, como planilhas e coletas/formatações manuais de informações e relatórios, agora este se torna um cenário de obsolescência extrema, trazendo a todos os seus usuários lentidão frente à concorrência. “e, nisso, ouso dizer que este impacto atua no todo. se a agricultura, por exemplo, deixa de usar as tecnologias de analytics e inteligência de negócios, muitos dados deixarão de ser analisados e aproveitados a favor da melhoria dos cultivos e, consequentemente, potenciais de produção de alimento e outros insumos agrícolas deixarão de ser entregues a um mercado cuja fome e avidez nutritiva só faz crescer”, afirma o ceo da bimachine, douglas scheibler. em outra análise, o executivo postula que se o segmento industrial não der o devido espaço às ferramentas-chave da transformação digital por meio dos dados, muitos processos convalescerão à mercê da perda de agilidade, incidindo em perda de produtividade e quantidade, o que se refletirá em um mercado suprido aquém de suas necessidades. “se aplicarmos análises como estas a cada setor citado pela f&s, poderemos facilmente detectar consequências parecidas. no final, a resultante será sempre uma economia ralentada pela não adesão à evolução óbvia e imperativa. uma sociedade retrógrada e mal suprida”, comenta o especialista. “um cenário que ninguém quer. um ambiente ao qual nem será possível chegar: o que há, hoje, de transgressão ao uso das tecnologias-chave para a transformação digital será em breve deixado para trás, assim como todos os seus protagonistas, e o mercado selecionará naturalmente os fornecedores adeptos dos sistemas e equipamentos mais ágeis em análise e uso de dados”, completa. já a cmo da bimachine, ana paula thesing, afirma que começar desde já a adotar tais avanços é um passo atrasado, visto que tais soluções estão consolidadas e gerando benefícios e cases pelo mundo há alguns anos, ainda que a quantidade e a intensidade sejam crescentes. “mas é um crescimento contínuo, que deixa para trás os que se isentam deste movimento, obrigando à decisão: bi, ba e ai ou perda de mercado”, destaca ela. os dados analisados têm como base o ponto principal de todas estas tecnologias e tendências: a informação. conforme as consultorias globais, é este item que determina as decisões, e são as soluções atreladas a ela que fazem de uma empresa um algoz ou uma presa em seu segmento de atuação. “olhando para o mercado, é preciso mais bi, mais ba, mais machine learning, mais ia, mais iot para ampliar ofertas inteligentes, bem direcionadas tanto do ponto de vista do lucro do fornecedor quanto do atendimento à necessidade do público”, afirma scheibler. “é preciso mais adoção destas tecnologias a favor de uma economia saudável e de uma sociedade disruptiva. é preciso mais empresas nesta linha de raciocínio para construir um mercado forte. só não é preciso mais tempo: o agora, em relação a tudo isto, já é atraso. bi, ba e ai são necessários para ontem”, finaliza ana paula.
02/04/2018

Confiança empresarial sobe 0,3 ponto em março e atinge 95 pontos, releva a FGV

 fonte: jornal do comércio   o índice de confiança empresarial (ice) subiu 0,3 ponto em março ante fevereiro, alcançando 95,0 pontos, informou nesta segunda-feira (2) a fundação getulio vargas (fgv). o resultado é o mais elevado desde abril de 2014, quando o indicador estava em 95,6 pontos. o indicador médio do primeiro trimestre ficou 2,8 pontos acima do resultado do trimestre anterior. na comparação com o mesmo trimestre de 2017, o avanço é de 11,5 pontos. "o resultado de março seguiu o padrão do mês anterior: variação discreta da confiança empresarial com melhora na percepção sobre a situação atual e estabilidade das expectativas. dadas as limitações a um avanço mais expressivo da confiança estabelecidas pelo ritmo ainda lento de recuperação da economia e pelos níveis ainda elevados de incerteza, a acomodação do índice em novo patamar por dois meses ainda pode ser lida de forma favorável. o índice deve retomar a tendência ascendente nos próximos meses", avaliou aloisio campelo junior, superintendente de estatísticas públicas do instituto brasileiro de economia da fgv (ibre/fgv), em nota oficial. o índice de confiança empresarial reúne os dados das sondagens da indústria de transformação, serviços, comércio e construção. o cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge). segundo a fgv, o objetivo é que ice permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica. em março, houve melhora em quase todos os setores, com exceção dos serviços, que recuaram 1,7 ponto no mês. a maior contribuição para a alta do índice empresarial foi da indústria (2,9 pontos), seguida pelo comércio (1,9 pontos). a confiança cresceu em 51% dos 49 segmentos pesquisados para compor o ice de março. a coleta do índice de confiança empresarial reuniu informações de 4.893 empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 23 de março.  
02/04/2018

IPC-S sobe 0,17% em março com alta igual a de fevereiro, revela FGV

 fonte: jornal do comércio   o índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) subiu 0,17% em março, a mesma variação apurada em fevereiro, conforme informou a fundação getulio vargas (fgv) nesta segunda-feira (2). com esse resultado, o indicador acumula avanço de 1,03% no ano e 2,76% em 12 meses, taxa mais baixa que a encontrada no mesmo período finalizado em fevereiro (3,07%). frente à terceira quadrissemana de março, o indicador acelerou da variação de 0,14% encontrada naquela oportunidade. nesta base de comparação, quatro das oito classes de despesas avançaram: habitação (0,17% para 0,27%), saúde e cuidados pessoais (0,34% para 0,42%), educação, leitura e recreação (-0,20% para -0,09%) e comunicação (-0,17% para -0,09%). o grupo de vestuário manteve a mesma taxa de variação apresentada na leitura anterior, de 0,57%. já os segmentos que registraram desaceleração entre a terceira e a quarta quadrissemana de março foram alimentação (0,01% para -0,02%), transportes (0,30% para 0,23%) e despesas diversas (0,08% para 0,05%). o avanço do ipc-s da terceira quadrissemana de março para a última leitura do mês (0,14% para 0,17%) teve como principal contribuição a alta do grupo habitação (0,17% para 0,27%), segundo a fgv. dentro do segmento, o principal destaque é tarifa de eletricidade residencial (0,91% para 1,19%), que sobe pressionada pelos reajustes em algumas distribuidoras. em fevereiro, o ipc-s também havia subido 0,17%. dentre os outros grupos que registraram aceleração entre a terceira e a quarta quadrissemana de março, a fgv destaca o comportamento de artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,27% para 0,24%) em saúde e cuidados pessoais; show musical (0,58% para 0,79%) no segmento de educação, leitura e recreação; e pacotes de telefonia fixa e internet (0,23% para 0,52%) em comunicação. por outro lado, alimentação voltou a recuar sob a influência do arrefecimento de hortaliças e legumes (1,82% para 0,39%). a gasolina (0,08% para -0,27%), por sua vez, foi o principal motivo para a desaceleração de transportes e o alívio em clínica veterinária (0,70% para 0,47%) contribuiu para o arrefecimento em despesas diversas (0,08% para 0,05%). em vestuário, que manteve a mesma taxa de variação (0,57%), o item roupas (0,75% para 0,82%) exerceu a principal pressão de alta, enquanto calçados (0,68% para 0,30%) contribuiu para baixo. segundo a fgv, entre os itens que mais contribuíram para a aceleração do indicador estão, além de energia elétrica, plano e seguro de saúde (que manteve a taxa de 0,95%), mamão papaia (14,81% para 27,16%), refeições em bares e restaurantes (0,30% para 0,36%) e tarifa de ônibus urbano (0,58% para 0,73%). já entre as maiores influências individuais de baixa estão, além de gasolina, passagem aérea (mesmo com a deflação menor, de -9,13% para -8,82%), frango em pedaços (-2,25% para -3,61%), carne moída (-2,10% para -3,00%) e tarifa de táxi (-1,74% para -2,01%).
02/04/2018

Ações de empresas menores voltam ao radar de investidores da Bolsa

 fonte: jornal do comércio   se fossem vendidas em um supermercado, elas ficariam no pé da prateleira, lá onde o cliente precisa se esforçar para ver o preço e conseguir ler o rótulo do produto. as chamadas small caps são ações de empresas com menor valor de mercado quando comparadas às de grande porte. e apesar de pouco famosas, menos negociadas e mais baratas, hoje elas estão nas recomendações de especialistas para quem topa assumir uma dose extra de risco em troca de uma chance de retorno ampliado daqui a três ou a quatro anos. para as corretoras e os analistas de investimento, esses ativos, que se habituaram a viver na sombra do mercado financeiro, devem ganhar espaço daqui para a frente - isso considerando que o ciclo de taxa básica de juros da economia se sustente nos patamares atuais (hoje, a selic está em 6,5% ao ano) e o bom momento da bolsa supere as incertezas do cenário político, permanecendo mais algum tempo no azul. "com o retorno da renda fixa em queda e a demanda crescente por renda variável, que encarece as ações mais líquidas, o aplicador começa a procurar papéis mais baratos e com bom potencial de retorno", explica o professor de pós-graduação da fipecafi nilton belz. o termo small caps é empregado pela b3, a bolsa de valores de são paulo, para designar as empresas com até r$ 10 bilhões em valor de mercado (o número de ações negociadas multiplicado pelo valor de cada uma delas). são papéis de baixa liquidez, justamente por não estarem nas mãos de muita gente. e, apesar do adjetivo small (pequena, em português), a categoria reúne nomes como a incorporadora cyrela, as companhias aéreas gol e azul e a fabricante de carrocerias marcopolo - empresas que, pela lógica, não podem ser qualificadas como de pequeno ou médio porte. "muitas empresas são grandes, de fato, mas têm poucas ações negociadas em bolsa e, por isso, estão classificadas como small caps", explica o gestor de carteiras luiz pardal. o analista afirma que o momento é favorável para esse tipo de ativo. segundo ele, todas as vezes em que o ibovespa, o índice com as ações mais relevantes da b3, vive um bom momento, o small, que é por sua vez o índice das ações de baixa liquidez, vem a reboque, com algum atraso no tempo. neste ano, o ibovespa acumula alta de 11,47%. já o small subiu 4,03% no período. "estou há 40 anos nesse mercado e há 40 anos é assim. em algum momento o ibovespa vai parar de crescer tanto e o small vai disparar e se aproximar", afirma. existem algumas explicações para que os dois índices andem lado a lado, mas em tempos distintos. a mais simples é que os investidores tendem primeiro a aportar recursos nas ações mais famosas para, depois, seguir em busca das menos conhecidas, ou seja, à procura de pechinchas. outra razão, mais sofisticada, envolve o porte das empresas e a capacidade de caixa de cada uma delas. uma companhia de r$ 100 bilhões tem mais facilidade para se adaptar a um revés, como a crise econômica que o país enfrentou nos últimos anos. já uma de empresa de r$ 100 milhões tem orçamento mais apertado e, geralmente, opera "no limite" de sua capacidade física. "simplificando, uma empresa com 1 mil funcionários e quatro fábricas pode dispensar 100 trabalhadores em uma crise e desativar uma das unidades. já uma empresa com três empregados não consegue reduzir despesas da mesma forma quando precisa", explica michael viriato, coordenador do laboratório de finanças do insper e também planejador financeiro pela planejar. justamente por isso, as small caps são consideradas um nível acima na esfera de risco do mercado de renda variável, que já é considerada arriscada por si só. "apesar de ser mais fácil uma empresa de r$ 50 milhões dobrar de tamanho do que uma de r$ 100 bilhões, a companhia de r$ 50 milhões pode se transformar em quase nada muito mais rapidamente do que a concorrente bilionária. essa lógica faz com que o mercado de small caps não seja para qualquer um", define o analista da xp investimentos marcos saravalle. "e mesmo a quem gosta de risco, eu recomendo alocar no máximo 10% do portfólio de investimentos nesse setor." apesar de, neste ano, ainda correr atrás da rentabilidade do ibovespa, o índice de small caps entrou no radar dos investidores em 2017, após uma rápida recuperação que acompanhou o bom humor do mercado nos meses anteriores à delação dos donos da jbs em maio. as ações de small caps resistiram na dianteira das aplicações ao longo de todo o ano e, hoje, considerando os últimos 12 meses, acumulam alta de 33,83%, frente os 31,06% do ibovespa. em uma simulação realizada por michael viriato, planejador financeiro pela instituição planejar, o aplicador que aportou r$ 100 em uma carteira de ações que replique o índice de small caps da b3 e outros r$ 100 em uma carteira de ibovespa no dia 30 de dezembro de 2015, chegou ao final do ano seguinte com r$ 138,94 no último indicador, contra r$ 130,27 nas ações de baixa liquidez do mercado. no último dia útil do próximo ano, 29 de dezembro de 2017, a situação já era distinta. o índice de small caps pagava ao aplicador r$ 194,92, contra r$ 176,25 do ibovespa, r$ 10,6% de diferença. "o crescimento das empresas pequenas é mais rápido no caso das grandes", diz o especialista.
02/04/2018

Faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro, mostra CNI

 fonte: jornal do comércio depois de dois meses consecutivos de queda, o faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, na série livre de influências sazonais, informou hoje (2) a confederação nacional da indústria (cni). na comparação com fevereiro de 2017, o faturamento real subiu 6,5% de acordo com os indicadores industriais. conforme a pesquisa, as horas trabalhadas na produção caíram 0,5% em fevereiro frente a janeiro, na série de dados dessazonalizados, interrompendo uma sequência de três resultados positivos. na comparação com fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção cresceram 1%. o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78%, praticamente o mesmo de janeiro (78,1%), e está 1,4 ponto percentual acima do registrado em fevereiro de 2017. segundo a cni, o levantamento mostra ainda que o emprego continua se recuperando. o indicador de emprego subiu 0,1% em fevereiro frente a janeiro na série livre de influências sazonais. em relação a fevereiro do ano passado, o emprego aumentou 0,5%. " a massa real de salários aumentou 1,2% e o rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,8% em fevereiro frente a janeiro na série dessazonalizada. na comparação com fevereiro de 2017, a massa real de salários subiu 3,4% e o rendimento médio real, 2,9% . depois de dois meses consecutivos de queda, o faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, na série livre de influências sazonais, informou hoje (2) a confederação nacional da indústria (cni). na comparação com fevereiro de 2017, o faturamento real subiu 6,5% de acordo com os indicadores industriais. conforme a pesquisa, as horas trabalhadas na produção caíram 0,5% em fevereiro frente a janeiro, na série de dados dessazonalizados, interrompendo uma sequência de três resultados positivos. na comparação com fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção cresceram 1%. o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78%, praticamente o mesmo de janeiro (78,1%), e está 1,4 ponto percentual acima do registrado em fevereiro de 2017. segundo a cni, o levantamento mostra ainda que o emprego continua se recuperando. o indicador de emprego subiu 0,1% em fevereiro frente a janeiro na série livre de influências sazonais. em relação a fevereiro do ano passado, o emprego aumentou 0,5%. " a massa real de salários aumentou 1,2% e o rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,8% em fevereiro frente a janeiro na série dessazonalizada. na comparação com fevereiro de 2017, a massa real de salários subiu 3,4% e o rendimento médio real, 2,9% .  

Planejamento da aposentadoria: muito além da reforma


08/02/2019
Com a intensificação do debate em torno da reforma da Previdência Social, as incertezas ainda são muitas e informações se mostram desencontradas. Um ponto é certo, essa reforma é imprescindível e quanto mais tempo for postergada, mais draconiana será.

Para os que questionam essa necessidade, é importante reforçar que não é fruto de um modelo de governo liberal, como o atual. O tema já é debatido há muito tempo, sendo que foi posta em pauta pelo governo do PT e no de transição do MDB.

Assim, o fato não é se haverá a reforma, mas, sim, como será essa reforma. O modelo previdenciário brasileiro se mostra insustentável e se não houver mudanças a situação poderá ser ainda pior para as futuras gerações.
O que muitos se esquecem é que, independentemente do que aconteça nos próximos meses, o mais importante é pensar no plano B, ou seja, uma previdência privada, uma vez que essa quantia, que já se mostra insuficiente hoje, provavelmente ficará menor ainda com todas as mudanças previstas.

Se organizar e poupar dinheiro para garantir um futuro mais sustentável financeiramente é uma preocupação de poucos, onde os olhares ficam voltados apenas para o aumento de renda atual e é por isso que a educação financeira vem de encontro a esse movimento, para que não importando a idade sempre há tempo para se planejar.

Além da expectativa de vida do brasileiro ter aumentado, com a reforma a aposentadoria integral pode ficar mais difícil de ser alcançada, portanto é um claro sinal de que os trabalhadores irão se aposentar cada vez mais tarde. Não quero entrar no mérito se a reforma é boa ou não, mas sim auxiliar os trabalhadores para que possam agir da melhor forma diante das mudanças e prevenir o desequilíbrio das finanças no futuro.
Pensando de forma prática, a primeira medida a ser tomada é pensar em qual padrão de vida pretende ter após a aposentadoria, ou seja, ter um número do quanto pretende ganhar mensalmente para não depender da ajuda de parentes ou terceiros, algo muito comum de acontecer com milhões de aposentados.

Para que esse objetivo seja alcançado, a quantia guardada deve ser o dobro do valor que deseja receber, utilizando 50% para viver da forma que planejou e os outros 50% deixar reservado para potencializar os ganhos com juros mensais.

Veja a educação financeira como o único caminho para desfrutar de uma aposentadoria mais saudável financeiramente, algo que pode parecer difícil atualmente, mas que é perfeitamente possível se ser alcançado, já que estamos falando da mudança de hábitos e comportamentos e que podem começar hoje mesmo, deixando um pouco de lado essa grande preocupação com o que será feito pelo governo atual e muito provavelmente dos próximos.

Fonte: *Reinaldo Domingos, PHD em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira e autor de Terapia Financeira, de Mesada não é só dinheiro e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil

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