02/04/2018

Duas surpresas e uma frustração na economia

 fonte: globo por joão borges a pesquisa focus divulgada nesta segunda-feira (2) pelo banco central consolida duas surpresas e um desapontamento relativos ao primeiro trimestre: inflação projetada para este ano cada vez mais baixa, juro abaixo do que se esperava e atividade econômica em ritmo mais lento do que se imaginava. a previsão para a inflação em 2018 está em 3,54%, depois de nove quedas consecutivas apontadas na pesquisa focus. a segunda surpresa foi dada pelo banco central, sinalizando com mais uma inesperada queda na taxa básica de juros para a reunião de maio do comitê de política monetária (copom). com isso, o mercado financeiro também reduziu sua previsão para a taxa de juros no final deste ano de 6,5% para 6,25%. inflação baixa e juro deveriam dar fôlego à economia. no entanto as previsões mais otimistas para o crescimento deste ano esfriaram. até o início de março, as projeções de crescimento vinham sendo revistas para cima. agora estão sendo revistas para baixo. na pesquisa focus desta semana cai de 2,89% para 2,84%. essa revisão para baixo está apoiada em dados da economia real que foram surgindo no decorrer do trimestre, com desempenho abaixo do esperado. na ata de sua última reunião, o copom dá sua leitura sobre o ritmo da atividade econômica: “um membro mencionou sinais de pequeno arrefecimento, mas outros ponderaram que essas oscilações são naturais no atual estágio do processo. todos concluíram que a recuperação da economia apresenta consistência.” a economia ainda não absorveu todo o impacto da redução da taxa básica de juros em andamento. o crédito, segundo previsões do banco central e de economistas do setor privado, vai se expandir ao longo do ano. o desemprego, ainda muito alto, vai diminuir ao longo de 2018. o processo eleitoral é o fator de incerteza mais evidente. mas ele deve afetar mais 2019 do que 2018. positiva ou negativamente.
02/04/2018

Mercado vê inflação mais baixa e crescimento menor do PIB em 2018

  previsão dos analistas dos bancos para inflação deste ano caiu de 3,57% para 3,54%. para o pib, estimativa de alta passou de 2,89% para 2,84%. fonte: por alexandro martello, g1, brasília os economistas das instituições financeiras passaram a prever uma inflação mais baixa e um crescimento menor do produto interno bruto (pib) em 2018, aponta relatório de mercado, também conhecido como "focus", divulgado pelo banco central nesta segunda-feira (2). o relatório é divulgado semanalmente pelo bc e sempre tem como base pesquisa feita com economistas na semana anterior à da divulgação. mais de 100 instituições financeiras são ouvidas. para a inflação de 2018, a previsão do mercado recuou de 3,57% para 3,54%. foi a nona queda seguida. o percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta central que o banco central precisa perseguir para a inflação neste ano, que é de 4,5%, mas está dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema, que considera que a meta terá sido cumprida pelo bc se o índice de preços ao consumidor amplo (ipca) ficar entre 3% e 6%. a meta de inflação é fixada pelo conselho monetário nacional (cmn). para alcançá-la, o banco central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (selic). para 2019, o mercado financeiro reduziu sua expectativa de inflação de 4,10% para 4,08%. foi o segundo recuo seguido deste indicador. a estimativa do mercado está em linha com a meta central do próximo ano e também dentro da banda do sistema de metas (entre 2,75% e 5,75%). pib e juros para o resultado do pib em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,89% para 2,84%. para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continua em 3%. o produto interno bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. em 2016, o pib teve uma retração de 3,5%. em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país. os analistas do mercado também reduziram, de 6,5% para 6,25%, a previsão para a taxa básica de juros da economia, a selic, ao final de 2018. atualmente, a taxa está em 6,5% ao ano. a redução na expectativa do mercado veio após o próprio banco central ter indicado que pode continuar reduzindo a taxa básica de juros nos próximos meses. para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a selic continuou em 8% ao ano. deste modo, os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem. câmbio, balança e investimentos na edição desta semana do relatório focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 ficou estável em r$ 3,30 por dólar. para o fechamento de 2019, subiu de r$ 3,39 para r$ 3,40 por dólar. a projeção do boletim focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, continuou em us$ 55 bilhões de resultado positivo. para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit permaneceu estável ao redor de us$ 45 bilhões. a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no brasil, em 2018, subiu de us$ 77,5 bilhões para us$ 80 bilhões. para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável em us$ 80 bilhões.
02/04/2018

Mercado de US$ 421 bilhões pede atenção das empresas: tecnologia precisa estar na estratégia

 fonte: dino em 2018, o gartner aponta que o mercado de tecnologia movimentará us$ 3,7 trilhões em investimentos. o número, que é 4,5% maior do que em 2017, será puxado pelos softwares corporativos, que terão crescimento de 9,5% este ano e 8,4% em 2019, somando um total de us$ 421 bilhões. dentre os sistemas, as aplicações de analytics, em especial no formato software as-a-service (saas), terão grande espaço. assim como a computação cognitiva e inteligência artificial (ia), que deve crescer 50% só no mercado brasileiro este ano, de acordo com a idc. números que vão em linha com as estratégias de gestão corporativa: o mesmo gartner afirma que, em 2018, 58% dos ceos terão como prioridade estratégias voltadas ao crescimento dos negócios, e isso terá a tecnologia como um dos pilares principais. setorialmente, os investimentos estarão por todos os lados: saúde, automotivo, varejo, mídia, agricultura, bancos, vigilância, games, educação, seguros, atendimento ao cliente e casas inteligentes serão só alguns dos segmentos que, conforme levantamento da frost & sullivan, se beneficiarão da aliança entre inteligência artificial e business analytics nos próximos anos. o estudo mostra que o crescimento voluptuoso dos dados, somado às funções analíticas cada vez mais apuradas das tecnologias de bi e ba e aos incrementos das “coisas conectadas”, por meio do engajamento da iot a cenários de objetos e até mesmo lugares inteligentes, criou um novo patamar no uso destas soluções para transformar a maneira como os setores citados, dentre outros, conduzirão suas estratégias comerciais e suas ações de relacionamento. por conseguinte, a integração entre tais ferramentas mexerá diretamente no incremento de suas receitas. do ponto de vista da f&s, a inteligência artificial está levando a análise avançada de dados a um patamar mais elevado junto às indústrias. se antes era possível imaginar os ambientes de negócio sendo analisados por modelos antigos, como planilhas e coletas/formatações manuais de informações e relatórios, agora este se torna um cenário de obsolescência extrema, trazendo a todos os seus usuários lentidão frente à concorrência. “e, nisso, ouso dizer que este impacto atua no todo. se a agricultura, por exemplo, deixa de usar as tecnologias de analytics e inteligência de negócios, muitos dados deixarão de ser analisados e aproveitados a favor da melhoria dos cultivos e, consequentemente, potenciais de produção de alimento e outros insumos agrícolas deixarão de ser entregues a um mercado cuja fome e avidez nutritiva só faz crescer”, afirma o ceo da bimachine, douglas scheibler. em outra análise, o executivo postula que se o segmento industrial não der o devido espaço às ferramentas-chave da transformação digital por meio dos dados, muitos processos convalescerão à mercê da perda de agilidade, incidindo em perda de produtividade e quantidade, o que se refletirá em um mercado suprido aquém de suas necessidades. “se aplicarmos análises como estas a cada setor citado pela f&s, poderemos facilmente detectar consequências parecidas. no final, a resultante será sempre uma economia ralentada pela não adesão à evolução óbvia e imperativa. uma sociedade retrógrada e mal suprida”, comenta o especialista. “um cenário que ninguém quer. um ambiente ao qual nem será possível chegar: o que há, hoje, de transgressão ao uso das tecnologias-chave para a transformação digital será em breve deixado para trás, assim como todos os seus protagonistas, e o mercado selecionará naturalmente os fornecedores adeptos dos sistemas e equipamentos mais ágeis em análise e uso de dados”, completa. já a cmo da bimachine, ana paula thesing, afirma que começar desde já a adotar tais avanços é um passo atrasado, visto que tais soluções estão consolidadas e gerando benefícios e cases pelo mundo há alguns anos, ainda que a quantidade e a intensidade sejam crescentes. “mas é um crescimento contínuo, que deixa para trás os que se isentam deste movimento, obrigando à decisão: bi, ba e ai ou perda de mercado”, destaca ela. os dados analisados têm como base o ponto principal de todas estas tecnologias e tendências: a informação. conforme as consultorias globais, é este item que determina as decisões, e são as soluções atreladas a ela que fazem de uma empresa um algoz ou uma presa em seu segmento de atuação. “olhando para o mercado, é preciso mais bi, mais ba, mais machine learning, mais ia, mais iot para ampliar ofertas inteligentes, bem direcionadas tanto do ponto de vista do lucro do fornecedor quanto do atendimento à necessidade do público”, afirma scheibler. “é preciso mais adoção destas tecnologias a favor de uma economia saudável e de uma sociedade disruptiva. é preciso mais empresas nesta linha de raciocínio para construir um mercado forte. só não é preciso mais tempo: o agora, em relação a tudo isto, já é atraso. bi, ba e ai são necessários para ontem”, finaliza ana paula.
02/04/2018

Confiança empresarial sobe 0,3 ponto em março e atinge 95 pontos, releva a FGV

 fonte: jornal do comércio   o índice de confiança empresarial (ice) subiu 0,3 ponto em março ante fevereiro, alcançando 95,0 pontos, informou nesta segunda-feira (2) a fundação getulio vargas (fgv). o resultado é o mais elevado desde abril de 2014, quando o indicador estava em 95,6 pontos. o indicador médio do primeiro trimestre ficou 2,8 pontos acima do resultado do trimestre anterior. na comparação com o mesmo trimestre de 2017, o avanço é de 11,5 pontos. "o resultado de março seguiu o padrão do mês anterior: variação discreta da confiança empresarial com melhora na percepção sobre a situação atual e estabilidade das expectativas. dadas as limitações a um avanço mais expressivo da confiança estabelecidas pelo ritmo ainda lento de recuperação da economia e pelos níveis ainda elevados de incerteza, a acomodação do índice em novo patamar por dois meses ainda pode ser lida de forma favorável. o índice deve retomar a tendência ascendente nos próximos meses", avaliou aloisio campelo junior, superintendente de estatísticas públicas do instituto brasileiro de economia da fgv (ibre/fgv), em nota oficial. o índice de confiança empresarial reúne os dados das sondagens da indústria de transformação, serviços, comércio e construção. o cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge). segundo a fgv, o objetivo é que ice permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica. em março, houve melhora em quase todos os setores, com exceção dos serviços, que recuaram 1,7 ponto no mês. a maior contribuição para a alta do índice empresarial foi da indústria (2,9 pontos), seguida pelo comércio (1,9 pontos). a confiança cresceu em 51% dos 49 segmentos pesquisados para compor o ice de março. a coleta do índice de confiança empresarial reuniu informações de 4.893 empresas dos quatro setores entre os dias 1º e 23 de março.  
02/04/2018

IPC-S sobe 0,17% em março com alta igual a de fevereiro, revela FGV

 fonte: jornal do comércio   o índice de preços ao consumidor - semanal (ipc-s) subiu 0,17% em março, a mesma variação apurada em fevereiro, conforme informou a fundação getulio vargas (fgv) nesta segunda-feira (2). com esse resultado, o indicador acumula avanço de 1,03% no ano e 2,76% em 12 meses, taxa mais baixa que a encontrada no mesmo período finalizado em fevereiro (3,07%). frente à terceira quadrissemana de março, o indicador acelerou da variação de 0,14% encontrada naquela oportunidade. nesta base de comparação, quatro das oito classes de despesas avançaram: habitação (0,17% para 0,27%), saúde e cuidados pessoais (0,34% para 0,42%), educação, leitura e recreação (-0,20% para -0,09%) e comunicação (-0,17% para -0,09%). o grupo de vestuário manteve a mesma taxa de variação apresentada na leitura anterior, de 0,57%. já os segmentos que registraram desaceleração entre a terceira e a quarta quadrissemana de março foram alimentação (0,01% para -0,02%), transportes (0,30% para 0,23%) e despesas diversas (0,08% para 0,05%). o avanço do ipc-s da terceira quadrissemana de março para a última leitura do mês (0,14% para 0,17%) teve como principal contribuição a alta do grupo habitação (0,17% para 0,27%), segundo a fgv. dentro do segmento, o principal destaque é tarifa de eletricidade residencial (0,91% para 1,19%), que sobe pressionada pelos reajustes em algumas distribuidoras. em fevereiro, o ipc-s também havia subido 0,17%. dentre os outros grupos que registraram aceleração entre a terceira e a quarta quadrissemana de março, a fgv destaca o comportamento de artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,27% para 0,24%) em saúde e cuidados pessoais; show musical (0,58% para 0,79%) no segmento de educação, leitura e recreação; e pacotes de telefonia fixa e internet (0,23% para 0,52%) em comunicação. por outro lado, alimentação voltou a recuar sob a influência do arrefecimento de hortaliças e legumes (1,82% para 0,39%). a gasolina (0,08% para -0,27%), por sua vez, foi o principal motivo para a desaceleração de transportes e o alívio em clínica veterinária (0,70% para 0,47%) contribuiu para o arrefecimento em despesas diversas (0,08% para 0,05%). em vestuário, que manteve a mesma taxa de variação (0,57%), o item roupas (0,75% para 0,82%) exerceu a principal pressão de alta, enquanto calçados (0,68% para 0,30%) contribuiu para baixo. segundo a fgv, entre os itens que mais contribuíram para a aceleração do indicador estão, além de energia elétrica, plano e seguro de saúde (que manteve a taxa de 0,95%), mamão papaia (14,81% para 27,16%), refeições em bares e restaurantes (0,30% para 0,36%) e tarifa de ônibus urbano (0,58% para 0,73%). já entre as maiores influências individuais de baixa estão, além de gasolina, passagem aérea (mesmo com a deflação menor, de -9,13% para -8,82%), frango em pedaços (-2,25% para -3,61%), carne moída (-2,10% para -3,00%) e tarifa de táxi (-1,74% para -2,01%).
02/04/2018

Ações de empresas menores voltam ao radar de investidores da Bolsa

 fonte: jornal do comércio   se fossem vendidas em um supermercado, elas ficariam no pé da prateleira, lá onde o cliente precisa se esforçar para ver o preço e conseguir ler o rótulo do produto. as chamadas small caps são ações de empresas com menor valor de mercado quando comparadas às de grande porte. e apesar de pouco famosas, menos negociadas e mais baratas, hoje elas estão nas recomendações de especialistas para quem topa assumir uma dose extra de risco em troca de uma chance de retorno ampliado daqui a três ou a quatro anos. para as corretoras e os analistas de investimento, esses ativos, que se habituaram a viver na sombra do mercado financeiro, devem ganhar espaço daqui para a frente - isso considerando que o ciclo de taxa básica de juros da economia se sustente nos patamares atuais (hoje, a selic está em 6,5% ao ano) e o bom momento da bolsa supere as incertezas do cenário político, permanecendo mais algum tempo no azul. "com o retorno da renda fixa em queda e a demanda crescente por renda variável, que encarece as ações mais líquidas, o aplicador começa a procurar papéis mais baratos e com bom potencial de retorno", explica o professor de pós-graduação da fipecafi nilton belz. o termo small caps é empregado pela b3, a bolsa de valores de são paulo, para designar as empresas com até r$ 10 bilhões em valor de mercado (o número de ações negociadas multiplicado pelo valor de cada uma delas). são papéis de baixa liquidez, justamente por não estarem nas mãos de muita gente. e, apesar do adjetivo small (pequena, em português), a categoria reúne nomes como a incorporadora cyrela, as companhias aéreas gol e azul e a fabricante de carrocerias marcopolo - empresas que, pela lógica, não podem ser qualificadas como de pequeno ou médio porte. "muitas empresas são grandes, de fato, mas têm poucas ações negociadas em bolsa e, por isso, estão classificadas como small caps", explica o gestor de carteiras luiz pardal. o analista afirma que o momento é favorável para esse tipo de ativo. segundo ele, todas as vezes em que o ibovespa, o índice com as ações mais relevantes da b3, vive um bom momento, o small, que é por sua vez o índice das ações de baixa liquidez, vem a reboque, com algum atraso no tempo. neste ano, o ibovespa acumula alta de 11,47%. já o small subiu 4,03% no período. "estou há 40 anos nesse mercado e há 40 anos é assim. em algum momento o ibovespa vai parar de crescer tanto e o small vai disparar e se aproximar", afirma. existem algumas explicações para que os dois índices andem lado a lado, mas em tempos distintos. a mais simples é que os investidores tendem primeiro a aportar recursos nas ações mais famosas para, depois, seguir em busca das menos conhecidas, ou seja, à procura de pechinchas. outra razão, mais sofisticada, envolve o porte das empresas e a capacidade de caixa de cada uma delas. uma companhia de r$ 100 bilhões tem mais facilidade para se adaptar a um revés, como a crise econômica que o país enfrentou nos últimos anos. já uma de empresa de r$ 100 milhões tem orçamento mais apertado e, geralmente, opera "no limite" de sua capacidade física. "simplificando, uma empresa com 1 mil funcionários e quatro fábricas pode dispensar 100 trabalhadores em uma crise e desativar uma das unidades. já uma empresa com três empregados não consegue reduzir despesas da mesma forma quando precisa", explica michael viriato, coordenador do laboratório de finanças do insper e também planejador financeiro pela planejar. justamente por isso, as small caps são consideradas um nível acima na esfera de risco do mercado de renda variável, que já é considerada arriscada por si só. "apesar de ser mais fácil uma empresa de r$ 50 milhões dobrar de tamanho do que uma de r$ 100 bilhões, a companhia de r$ 50 milhões pode se transformar em quase nada muito mais rapidamente do que a concorrente bilionária. essa lógica faz com que o mercado de small caps não seja para qualquer um", define o analista da xp investimentos marcos saravalle. "e mesmo a quem gosta de risco, eu recomendo alocar no máximo 10% do portfólio de investimentos nesse setor." apesar de, neste ano, ainda correr atrás da rentabilidade do ibovespa, o índice de small caps entrou no radar dos investidores em 2017, após uma rápida recuperação que acompanhou o bom humor do mercado nos meses anteriores à delação dos donos da jbs em maio. as ações de small caps resistiram na dianteira das aplicações ao longo de todo o ano e, hoje, considerando os últimos 12 meses, acumulam alta de 33,83%, frente os 31,06% do ibovespa. em uma simulação realizada por michael viriato, planejador financeiro pela instituição planejar, o aplicador que aportou r$ 100 em uma carteira de ações que replique o índice de small caps da b3 e outros r$ 100 em uma carteira de ibovespa no dia 30 de dezembro de 2015, chegou ao final do ano seguinte com r$ 138,94 no último indicador, contra r$ 130,27 nas ações de baixa liquidez do mercado. no último dia útil do próximo ano, 29 de dezembro de 2017, a situação já era distinta. o índice de small caps pagava ao aplicador r$ 194,92, contra r$ 176,25 do ibovespa, r$ 10,6% de diferença. "o crescimento das empresas pequenas é mais rápido no caso das grandes", diz o especialista.
02/04/2018

Faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro, mostra CNI

 fonte: jornal do comércio depois de dois meses consecutivos de queda, o faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, na série livre de influências sazonais, informou hoje (2) a confederação nacional da indústria (cni). na comparação com fevereiro de 2017, o faturamento real subiu 6,5% de acordo com os indicadores industriais. conforme a pesquisa, as horas trabalhadas na produção caíram 0,5% em fevereiro frente a janeiro, na série de dados dessazonalizados, interrompendo uma sequência de três resultados positivos. na comparação com fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção cresceram 1%. o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78%, praticamente o mesmo de janeiro (78,1%), e está 1,4 ponto percentual acima do registrado em fevereiro de 2017. segundo a cni, o levantamento mostra ainda que o emprego continua se recuperando. o indicador de emprego subiu 0,1% em fevereiro frente a janeiro na série livre de influências sazonais. em relação a fevereiro do ano passado, o emprego aumentou 0,5%. " a massa real de salários aumentou 1,2% e o rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,8% em fevereiro frente a janeiro na série dessazonalizada. na comparação com fevereiro de 2017, a massa real de salários subiu 3,4% e o rendimento médio real, 2,9% . depois de dois meses consecutivos de queda, o faturamento da indústria aumentou 0,5% em fevereiro na comparação com janeiro, na série livre de influências sazonais, informou hoje (2) a confederação nacional da indústria (cni). na comparação com fevereiro de 2017, o faturamento real subiu 6,5% de acordo com os indicadores industriais. conforme a pesquisa, as horas trabalhadas na produção caíram 0,5% em fevereiro frente a janeiro, na série de dados dessazonalizados, interrompendo uma sequência de três resultados positivos. na comparação com fevereiro do ano passado, as horas trabalhadas na produção cresceram 1%. o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 78%, praticamente o mesmo de janeiro (78,1%), e está 1,4 ponto percentual acima do registrado em fevereiro de 2017. segundo a cni, o levantamento mostra ainda que o emprego continua se recuperando. o indicador de emprego subiu 0,1% em fevereiro frente a janeiro na série livre de influências sazonais. em relação a fevereiro do ano passado, o emprego aumentou 0,5%. " a massa real de salários aumentou 1,2% e o rendimento médio real do trabalhador cresceu 1,8% em fevereiro frente a janeiro na série dessazonalizada. na comparação com fevereiro de 2017, a massa real de salários subiu 3,4% e o rendimento médio real, 2,9% .  
29/03/2018

Mulheres crescem em mercados majoritariamente masculinos

 fonte: isto é tenho dito aqui em textos anteriores que a empresa que não estiver atenta aos consumidores (as) antes excluídos do mercado ficará para trás, seja lá qual for sua atividade. recentemente tive contato com um mercado tradicionalmente dirigido, operado e direcionado para homens, mas a independência financeira feminina e a crescente presença das mulheres em cargos estratégicos tem mudado a face também do setor da previdência privada. ao entrevistar martin iglesias, especialista em investimentos do itaú unibanco, foi possível perceber o crescimento surpreendente de mulheres que contrataram planos de previdência privada em 2017, um aumento de 19,5% na comparação com o ano anterior. já em relação a 2015 o crescimento foi de 46%. destaque para a evolução do número entre as mulheres solteiras, que dobraram a sua participação no segmento em um período de apenas dois anos. mas vamos à entrevista, pois os números são surpreendentes até mesmo para um país como o brasil, onde as diferenças salariais entre homens e mulheres e entre brancos e negros ainda são gritantes. como o senhor vê a participação das mulheres no mercado de previdência? quando falamos em previdência privada observamos que a representatividade feminina vem crescendo nos últimos anos. por exemplo, no itaú unibanco, as mulheres já representam 41% dos planos contratados. o número de mulheres que aderiu aos planos de previdência em 2017 cresceu 19,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. considerando o período desde 2015, esse crescimento foi de 46%. uma das razões para esta boa notícia foi a evolução do número entre as mulheres solteiras, que dobraram a sua participação no segmento em um espaço de apenas dois anos. falando de forma geral, é possível observar diferenças no perfil de risco entre homens e mulheres? cada investidor tem o seu próprio perfil, independentemente de suas características físicas e sociais. conheço mulheres que são extremamente arrojadas na hora de investir e homens que não suportam nada além da renda fixa. no entanto, é possível observar algumas diferenças no âmbito geral. e quais são essas diferenças? os estudos que abordam a definição dos perfis de risco por gênero mostram que as mulheres tendem a ser mais conservadoras em relação a seus investimentos. de fato, as nossas clientes confirmam essa conclusão. até 2017, 94% delas eram identificadas como conservadoras ou moderadas, proporção que diminui para 87% quando se olha a carteira de preferência dos homens. as mulheres também estão mais atentas à administração do orçamento da casa e da poupança por serem as principais influenciadoras das decisões de consumo das famílias. mesmo sendo mais conservadoras, as mulheres estão dispostas a aceitar riscos? sim, as mulheres dão prioridade para decisões mais seguras a partir de escolhas calculadas que levam a um equilíbrio entre risco e retorno. durante os períodos de volatilidade, elas demonstram estar mais preparadas. apesar de mais propensas a lidar com o mercado financeiro, a participação das mulheres no mercado financeiro ainda é inferior a dos homens? na carteira dos segmentos itaú uniclass e itaú personnalité, por exemplo, 38% dos investimentos são feitos por mulheres. isso deve mudar nos próximos anos? nos últimos dois anos houve crescimento da participação de mulheres na corretora em investimentos de tesouraria, previdência, fundos e poupança. tudo isso é fruto das transformações sociais e econômicas e também do empoderamento feminino no mercado financeiro.
29/03/2018

Índice de Intenção de Financiamento cresceu no trimestre

 fonte: investimento e notícias em março, 21,5% dos consumidores paulistanos declararam que desejam adquirir algum produto com pagamento financiado ou parcelado nos próximos três meses, praticamente estável em relação a fevereiro – quando essa parcela era de 21,1%. é o que aponta a pesquisa de risco e intenção e endividamento (prie), elaborada mensalmente pela federação do comércio de bens, serviços e turismo do estado de são paulo (fecomerciosp). o índice de intenção de financiamento cresceu pouco mais de 10% no primeiro trimestre, ao passar de 39,8 pontos em janeiro, 43,8 em fevereiro e, agora, atinge 44 pontos em março. vale ressaltar que o resultado segue impactado pela alteração de uma das perguntas da pesquisa, ocorrida no mês de janeiro, com o objetivo de torná-la mais simples e objetiva, facilitando o entendimento do entrevistado. nesse sentido, a questão “nos próximos três meses você planeja pegar algum financiamento ou empréstimo para adquirir algum bem?” foi alterada para “nos próximos três meses você está pensando em comprar algum produto com pagamento parcelado ou financiamento?”. o índice de segurança de crédito, que mede a capacidade de pagamento de dívidas com base na posse de reservas financeiras, também ficou praticamente estável (-0,3%), ao passar de 80,6 pontos em fevereiro para 80,4 pontos em março. em relação ao mesmo mês de 2017, quando o indicador marcava 79 pontos, houve alta de 1,8%. entre os endividados, o índice saltou de 60,7 pontos em fevereiro para 62,6 pontos no mês atual, alta de 3,2%, e, em relação a março de 2017, houve crescimento de 1,4%. em relação aos não endividados, o índice apresentou queda mensal de 2,7%, passando de 104,4 para 101,6 pontos em março. em relação ao mesmo período do ano passado, porém, houve alta de 6,4% – quando o indicador marcava 95,5 pontos no mesmo mês de 2017. segundo a fecomerciosp, a segurança de crédito dos consumidores vem crescendo lentamente e, ainda que não tenha atingido o patamar ideal, há uma recuperação econômica em curso com a geração de novos empregos e renda. dessa forma, os bancos e instituições financeiras não devem avaliar a situação do endividado com base em um único fator – o de não haver reservas financeiras –, mas devem levar em consideração todas essas variáveis de retomada econômica para voltar a conceder o crédito. aplicações em março, 58,9% dos entrevistados declararam ter a poupança como principal modalidade de investimento, queda de 3,4 pontos porcentuais (p.p.) em relação a fevereiro e 0,7 p.p. inferior ao apurado em março do ano passado. apesar de ainda ser a aplicação preferida dos paulistanos, a poupança segue distante dos 80% já registrados.  para a entidade, a queda da popularidade da poupança só não foi maior porque, no momento, as aplicações vinculadas ao cdi estão tendo um desempenho esperado líquido próximo ao da poupança tradicional. ainda assim, as regras do governo para a poupança tendem a baixar o rendimento dessa aplicação para cerca de 5% ao ano. por outro lado, a parcela de entrevistados que declararam investir em ações foi de 4,7% em março, atingindo, assim, a maior proporção da série histórica, iniciada em junho de 2012. as aplicações em renda fixa e em previdência privada seguem em segundo e terceiro lugares, respectivamente, com 21,4% e 6,8% em março, contra 21,2% e 10,7% no mesmo mês de 2017. para a fecomerciosp, outras aplicações tendem a ser boas opções para os brasileiros. além das ações que estão em alta, modalidades como a previdência privada – que segue na esteira do tema reforma da previdência – e os fundos imobiliários também podem cair no gosto do investidor. essa é uma boa notícia, pois durante muitos anos o brasileiro basicamente só via a poupança como alternativa, principalmente para as classes de renda baixa e média. o horizonte de possibilidades está crescendo, o que é positivo, e se consolidará se houver manutenção das políticas econômicas tradicionais, estima a entidade.

Previdência Privada PGBL ou VGBL: qual a melhor opção para você?


09/01/2019

Com tantas discussões sobre o futuro da Previdência Social, muitas pessoas tem medo de pagar por algo que não sabem se irão receber futuramente. Ou ainda, há quem deseje o investir seu dinheiro para ter uma aposentadoria (extra) no futuro. Embora existam muitas outras opções de investimentos bem mais rentáveis, a Previdência Privada é uma boa opção para quem não quer se preocupar, e ao mesmo tempo, deseja investir. Entretanto, mesmo assim é preciso ter um conhecimento mínimo sobre o assunto. Ou seja, ao contratar um plano de Previdência Privada, você precisará decidir entre PGBL ou VGBL. E agora? Neste post, nós te ajudaremos a decidir!

Funcionamento da Previdência Privada

Basicamente, o cliente faz um contrato com o banco ou instituição financeira, o qual determina o tempo de pagamento e o valor a ser pago por mês. Assim, mensalmente uma quantia deve ser depositada em uma conta, pelo tempo determinado, caracterizando o período de investimento. Depois, o indivíduo passa a receber uma renda mensal, que é o período de benefício. A instituição financeira é responsável por aplicar seu dinheiro e cuidar dos rendimentos, e você, obviamente, paga uma taxa por esse serviço.

 

O que é o PGBL?

O Plano Gerador de Benefício Livre (conhecido pela sua sigla PGBL) é uma boa opção para quem declara imposto de renda no modo completo e paga tributações.  Basicamente, o cliente pagará à instituição a taxa de administração, que como dito anteriormente, é pelo trabalho de “cuidar” do seu investimento. Também paga-se ao corretor uma taxa de carregamento, mas ela pode estar isenta em alguns planos.

O resgate do seu investimento pode ser feito de uma vez só ou através de renda mensal. As tributações ocorrem durante o período de investimento e também no pagamento, sobre todo o valor investido e rendimentos. Pode-se deduzir do imposto de renda até 12% da renda bruta anual, e por isso, o plano só é vantajoso aos que declaram IR.

O que é VGBL?

O Vida Garantidor de Benefício Livre (conhecido pela sigla VGBL) é uma boa opção para quem não precisa declarar imposto de renda. Da mesma forma que no anterior, há um período de investimento, seguido do resgate. O que muda neste plano são as tributações! Diferentemente do PGBL, agora o investidor só paga encargos sobre o rendimento, e não mais sobre todo o valor investido.

Qual escolher?

Em resumo, pode-se dizer que o VGBL é uma excelente opção para quem deseja investir em previdência privada, e declara o imposto de renda na forma simples ou não precisa fazê-lo e é remunerado por lucro (isento) e pró-labore, por exemplo. Já para os que declaram o IR completo e pagam as tributações, a melhor escolha é o PGBL.  Além deste fator, é essencial conhecer a proposta da instituição financeira. Por exemplo, a tabela progressiva, cobrança de taxas, e outros pontos que irão influenciar em seu investimento!

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