17/09/2018

Previdência: um dia você vai precisar dela

 tudo o que você precisa saber sobre aposentadoria, reforma da previdência social e previdência privada. tire suas dúvidas sobre o inss com renato follador! herança para evitar disputas judiciais e gastos dos herdeiros, muitos pais têm adotado a “doação com reserva de usufruto”. essa é a forma legal pela qual o proprietário pode transmitir, em vida, a propriedade de um bem para outra pessoa, mas mantendo o direito de usá-lo e administrá-lo até morrer. ocorre que, se o doador fizer doações a quem não tenha direito, ou seja, a um herdeiro que não seja legal, os prejudicados podem contestar depois. também, ao fazer a doação, o doador deverá pagar o imposto de transmissão causa mortis e doações (itcmd), o que é uma despesa para a qual pode não estar preparado. um pai me perguntou qual seria a alternativa. olha, na previdência privada, quem tem um plano já define, no momento da inscrição, a quem e em qual percentual vai deixar sua poupança previdenciária, em caso de seu falecimento. deixa o dinheiro para quem quiser e não necessariamente para quem é herdeiro legal. isso não pode ser contestado. é lei. esse dinheiro não entra em inventário e economiza tempo e gasto com advogados e impostos no caso de sua destinação. no mês seguinte pode ser resgatado ou recebido como renda pelo beneficiário. voltando à doação com reserva de usufruto, se o dono do imóvel não precisa de dinheiro para viver na velhice, perfeito. agora, para quem é proprietário e passa necessidades com uma aposentadoria minguada da previdência social, uma sugestão: não deixe nada para ninguém. use o imóvel para melhorar a aposentadoria, hipotecando-o na hora em que se aposentar. depois da morte, o imóvel fica com o banco. fonte: tribuna por renato follador
17/09/2018

Mercado segurador cresce apesar da instabilidade política

 o ano de 2018 iniciou-se com previsões otimistas em relação ao crescimento da economia brasileira. os índices, entretanto, caíram de 2,5% para 1,5%. de acordo com francisco galiza, consultor de economia, a instabilidade política é um dos principais motivos para a queda. “há uma incerteza grande, que atinge todos os setores econômicos e isso acaba diminuindo investimentos e consumos”, explica. o mercado de capitalização, após dois anos seguidos de queda de receita, demonstra possível recuperação. o setor de seguros, sem o vgbl e saúde, também pode esperar por crescimento até o final do ano. “como um todo, o que a gente pode dizer do mercado de seguros, ele tem conseguido, apesar de todas as dificuldades, crescer acima da inflação”, conclui galiza. fonte: revista apólice
17/09/2018

Primeira turma do Programa Recomeço, desenvolvido pela Seguradora Líder, conclui qualificação

 no dia 04 de setembro, a seguradora líder promoveu uma solenidade, no rio de janeiro, para marcar o término da qualificação da primeira turma do curso-piloto de qualificação do programa recomeço, que tem como objetivo oferecer aos beneficiários do seguro dpvat a oportunidade do retorno ao mercado de trabalho. a primeira turma teve 17 participantes que, nesta ocasião, receberam uma carta de reconhecimento e foram homenageados pela diretoria da seguradora líder e por professores e integrantes da escola nacional de seguros (ens), parceira na execução desta turma-piloto. para o professor andré peres, que acompanhou a turma durante toda a capacitação, iniciativas como o programa recomeço tem o potencial de mudar vidas. segundo ele, é por meio das histórias dos alunos que se aprende que a solução está dentro de cada um. “diariamente, estamos cercados por boas ideias, mas partir para a ação é o grande diferencial e vimos isso através do programa recomeço. a iniciativa da seguradora líder motiva outras empresas a fazer parte dessa história”, completou. o diretor-presidente da seguradora líder, ismar tôrres, destacou em seu discurso de abertura no evento a importância deste marco para todo o programa recomeço. “a qualificação destes alunos é um grande passo e motivo de orgulho para todos nós. nossa expectativa é que outras turmas de qualificação aconteçam em outros estados e que o programa contribua para tornar o mercado de trabalho mais inclusivo”, afirmou. tôrres revelou, ainda, que mais de 19 empresas já cadastraram suas vagas no portal recomeço, que pode ser acessado pelo endereço: renatrudes costa, de 62 anos, uma das alunas do curso, ficou emocionada ao compartilhar suas expectativas. “desde o início, quando recebi a ligação para participar do projeto, comecei a acreditar que, de fato, conseguiria voltar ao mercado de trabalho. o curso foi, de fato, um recomeço. hoje, posso afirmar que voltei a sonhar”, destacou. a qualificação da primeira turma começou no dia 6 de agosto e contou com parceria da escola nacional de seguros. durante 84 horas, os 17 alunos selecionados tiveram aulas sobre temas como atendimento ao cliente; conceitos básicos de seguros; língua portuguesa; orientação profissional; matemática financeira; rotinas administrativas e informática básica. fonte: cqcs
17/09/2018

Transparência nas licitações: seguradoras apoiam

 o estadão informa que o instituto observ pretende criar uma plataforma online, aberta, que concentre os documentos das licitações de obras, traduza os requisitos do projeto e monitore os editais públicos. o projeto brasileiro teve sua primeira apresentação pública em washington ontem. em uma sala que acomodaria 30 pessoas no brazil institute do think tank wilson center, cerca de 50 curiosos acompanharam a apresentação. o projeto é tocado pelo instituto ethos, a empresa de tecnologia jusbrasil, a consultoria de estratégia global albright stonebridge group e o escritório de advocacia barros pimentel, que pretendem criar até novembro o instituto. fundações com verba para investir em combate à corrupção e empresas de diversos setores, como seguradoras, demonstraram interesse em financiar o projeto. fonte: sonho seguro
17/09/2018

Seguros: vendas estagnadas no acumulado do ano, até julho

 até julho deste ano, as vendas de seguros ficaram estáveis em relação ao mesmo período de 2017. isso significa dizer zero de crescimento. se considerarmos a inflação, de 4,48% acumulada nos últimos doze meses considerando julho passado, a crise chegou ao setor e os números mostram que as vendas estão encolhendo. dados analisados pela consultoria siscorp, com base nos dados estatísticos divulgados pela superintendência de seguros privados (susep), revelam que a arrecadação do setor totalizou r$ 117 bilhões, de janeiro a julho deste ano, considerando-se seguros gerais, de vida e vgbl (sem capitalização, pgbl e saúde). o vgbl, que por anos puxou o crescimento do setor, segue amargando queda de 7% no acumulado dos sete primeiros meses do ano. dpvat também recua 23%, decorrente da redução do preço do seguro determinada pelo conselho nacional de seguros privados (cnsp). já riscos especiais, que contempla seguros sofisticados como de petróleo e nucleares, exibe alta de 108% no período analisado, para r$ 468 milhões. segundo a corretora jlt, esse incremento vem do otimismo com a retomada do segmento de óleo e gás com o anúncio do lucro de r$ 6,9 bilhões da petrobras e também pela arrecadação recorde na 15ª rodada de licitações da agência nacional do petróleo (anp). vale ressaltar também a carteira de automóveis, que depois de quedas sucessivas, segue há três meses sinalizando melhora e exibe avanço de 5% até julho, para r$ 20,5 bilhões. microsseguros, que ainda não rompeu a barreira dos r$ 100 milhões em prêmios, registrou avanço de 47%. outra novidade, além das vendas menores, é o braço segurador do banco do brasil, que assumiu a liderança do ranking elaborado pela siscorp, mesmo com queda de 13% na arrecadação comparado a julho de 2017, com receitas de r$ 22,4 bilhões nos sete meses deste ano. o bradesco vem em segundo, com r$ 20 bilhões. em ambos, o vgbl tem uma grande participação: 77% e 64%, respectivamente. caixa, prudential, icatu, sulamérica e liberty registraram no período os maiores índices de crescimento. o avanço da caixa vem youse, a plataforma digital que se tornou uma das maiores anunciantes do setor no ano passado. em jantar realizado com corretores em são paulo nesta semana, a prudential divulgou alta de 23% na totalidade de prêmios de seguros de vida individual no primeiro semestre ante um ano, rompendo a marca de r$ 1 bilhão. a icatu cresceu 18% em seguro de vida, enquanto o mercado apresentou crescimento de 12% no primeiro semestre de 2018. a sulamérica registrou crescimento de 75% no volume de prêmios em novas contratações do seguro personalizado para lojas de cosméticos e perfumarias no acumulado do primeiro semestre de 2018, em comparação ao ano anterior. o setor de institutos de beleza e estética (salões, esmalterias, espaços de depilação etc.), que também conta com um seguro personalizado da sulamérica, igualmente apresentou aumento de prêmio em contratações novas, ficando na casa de 25% no período acumulado de 2018 contra 2017. “a personalização de produtos conforme as demandas dos clientes é uma estratégia da companhia que evidencia o trabalho constante de ouvir e atender diferentes perfis de negócio. o avanço dos números para estes segmentos mostra que estamos no caminho certo, sempre de olho nas tendências do mercado”, avalia o vice-presidente de auto e massificados da sulamérica, eduardo dal ri. “este comportamento também demonstra maturidade por parte destes setores, em franco crescimento no país, já que contratar um seguro significa reconhecer a importância de proteger o patrimônio”, completa. a liberty tem comemorado a venda do seguro sob medida para automóveis, comercializado pela nova marca aliro. as soluções da nova marca foram criadas para pessoas que buscam serviços mais simplificados e acessíveis: por isso o nome aliro, que significa acesso em esperanto, conhecida língua criada para comunicação internacional, informa a companhia. apesar das vendas menores, o lucro do seguro segue avançando. analistas citam que boa parte do aumento do lucro vem de seguradoras que inovam em produtos, melhoram a comunicação com consumidores, que estimulam os corretores a venderem produtos antes fora do portfólio e também pelo uso de tecnologia, que traz ganhos com eficiência, redução de fraudes e de desperdício de tempo e de recursos financeiros. fonte: sonho seguro
17/09/2018

IBC-Br sobe 0,57% em julho ante junho, com ajuste, revela BC

 o índice de atividade econômica do banco central (ibc-br) teve alta de 0,57% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou a instituição nesta segunda-feira (17). a elevação ocorre depois de avanço de 3,42% em junho (dado já revisado), em movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. o índice de atividade calculado pelo bc passou de 138,17 pontos para 138,96 pontos na série dessazonalizada de junho para julho. este é o maior patamar para o ibc-br com ajuste desde outubro de 2015 (139,05 pontos). a atividade em maio havia sido prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o brasil, verificada nas últimas semanas do mês. em junho, o movimento arrefeceu e a atividade voltou a acelerar. agora, em julho, mais uma vez, o indicador apresentou alta, embora em ritmo menor que o do mês anterior. o aumento do ibc-br ficou acima do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo broadcast projeções, que esperavam resultado entre queda de 0,67% e avanço de 0,50% (mediana positiva de 0,10%). na comparação entre os meses de julho de 2018 e julho de 2017, houve alta de 2,56% na série sem ajustes sazonais. esta série encerrou com o ibc-br em 142,19 pontos em julho, ante 138,64 pontos de julho do ano passado. o indicador de julho de 2018 ante o mesmo mês de 2017 veio dentro do intervalo das projeções, mas mostrou desempenho acima do apontado pela mediana (1,75%) de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo broadcast projeções (0,80% a 2,90% de intervalo). o patamar de 142,19 pontos é o melhor para meses de julho desde 2015 (143,63 pontos). conhecido como uma espécie de "prévia do bc para o pib", o ibc-br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. a previsão atual do bc para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/09/648741-ibc-br-sobe-0-57-em-julho-ante-junho-com-ajuste-revela-bc.html)  
17/09/2018

Mercado projeta crescimento do PIB ainda menor em 2018

 a projeção de crescimento do produto interno bruto (pib) neste ano caiu pela quarta vez consecutiva, de 1,40% para 1,36%, conforme o relatório de mercado focus, divulgado nesta segunda-feira (17), pelo banco central. há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,49%. para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do pib de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás. para o ipca, o mercado aponta leve recuo da estimativa, prevendo a a mediana do índice de alta de 4,05% para elevação de 4,09%. há um mês, estava em 4,15%. no câmbio, as apostas indicam alta neste ano e em 2019. a mediana das expectativas passou de r$ 3,80 para r$ 3,83, ante os r$ 3,70 verificados há um mês. em relação à selic, taxa básica de juros, o mercado espera a manutenção em 6,5% ano ano. no fim de julho, o bc reduziu sua projeção para o pib em 2018, de 2,6% para 1,6%. a instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. no fim de agosto, foi a vez de o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informar que o pib cresceu apenas 0,2% no segundo trimestre, em função dos efeitos da greve dos caminhoneiros ocorrida em maio e junho. no primeiro semestre, a alta acumulada foi de 1,0%. no relatório focus desta segunda, a projeção para a produção industrial de 2018, porém, subiu de alta de 2,26% para elevação de 2,67%. há um mês, estava em 2,73%. no caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial foi de 2,82% para 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas antes. a pesquisa focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2018 foi de 54,20% para 54,32%. há um mês, estava em 54,25%. para 2019, a expectativa passou de 57,60% para 57,75%, ante os 57,70% de um mês atrás. os economistas consultados pelo focus alteraram a previsão para a inflação em setembro de 2018, de 0,24% para 0,25%. um mês antes, o porcentual projetado estava em 0,22%. para outubro, a projeção subiu de 0,30% para 0,31% e, para novembro, permaneceu em 0,30%. há um mês, os porcentuais eram de 0,29% e 0,30%, respectivamente. no focus agora divulgado, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,89% para 3,90% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,67%. o relatório de mercado focus indicou alta na projeção para os preços administrados em 2018. a mediana das previsões do mercado financeiro para o indicador este ano passou de avanço de 7,20% para alta de 7,30%. para 2019, a mediana se manteve em elevação de 4,80%. há um mês, o mercado projetava aumento de 7,10% para os preços administrados neste ano e elevação de 4,73% no próximo ano. as projeções atuais do bc para os preços administrados, no cenário de mercado, indicam elevações de 7,2% em 2018 e 4,6% em 2019. estes porcentuais foram informados no último relatório trimestral de inflação (rti), divulgado em junho.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/09/648745-mercado-projeta-crescimento-do-pib-ainda-menor-em-2018.html)
14/09/2018

União Seguradora comemora 105 anos.

 o grupo aspecir esteve no piquete da rede pampa, dia 13, para homenagear a união seguradora que comemora 105 anos no dia 20 de setembro. como uma típica gaúcha, a empresa festejou com um excelente churrasco e uma boa prosa ao lado de amigos, colaboradores e parceiros. para milton machado, o segredo da longevidade é o trabalho feito com simplicidade e dignidade, uma equipe de confiança e a parceria dos corretores. “vida longa à união seguradora!” presentes ao evento: o presidente milton machado, o diretor júlio machado, carlos alfredo radanovitsck, maurício farias, joão lock, antônio coutinho, marco rocha, ilton manique, samantha valle, sérgio sokal, thiago lopes estevem, renata ribeiro, patrícia schoffen, elizângela canello, raquel chaves coutinho, janete roque coronel, deise darski, regina simões e rita stalbaum santos.   
12/09/2018

Seguro DPVAT: de janeiro a julho, Seguradora Líder identificou mais de 6,7 mil pedidos indevidos

 a seguradora líder continua obtendo resultados expressivos no combate às fraudes contra o seguro dpvat. de janeiro a julho, foram identificados 6.727 pedidos indevidos de indenização, o que representa uma excepcional média de cerca de 32 fraudes evitadas a cada dia. de acordo com a seguradora líder, do total, 23,6% se concentraram no ceará, estado que aparece em primeiro lugar no ranking brasileiro de fraudes ao seguro dpvat, seguido por são paulo e pernambuco, onde foram identificados 23% e 6,7% dos pedidos indevidos, respectivamente. vale destacar o apoio da sociedade no combate às fraudes, o que se reflete no número expressivo de 243 denúncias realizadas no canal de denúncias no site da seguradora líder de janeiro a julho. desde o início da operação no site, em 2011, já foram recebidas 3.126 denúncias. os números apurados foram comemorados pelo diretor-presidente da seguradora líder, ismar tôrres, para quem a atuação no combate às fraudes é um importante instrumento de proteção para que o seguro dpvat continue atendendo a quem de fato tem direito ao benefício. “os números do nosso intenso combate às fraudes ilustram que a atuação firme da companhia tem garantido que o seguro seja pago a quem é de direito. continuamos contando com a colaboração de toda a sociedade para denunciar casos suspeitos através dos canais gratuitos disponibilizados pela seguradora líder, como o canal de denúncias”, afirmou o executivo. outro ponto a destacar é que, de janeiro a julho, as iniciativas proativas da seguradora líder de encaminhamento de notícias-crime para os órgãos competentes já resultaram em 30 sentenças condenatórias; 46 condenados; 22 cancelamentos, suspensões ou cassações de registros em órgãos de classe e 18 prisões em todo o brasil. a seguradora líder esclarece que qualquer pessoa pode denunciar casos suspeitos relacionados à indenização do seguro dpvat. as denúncias podem ser feitas por meio do 0800 022 12 05 ou no canal de denúncias, disponível através do link: https://www.seguradoralider.com.br/contato/denuncia-de-fraudes. as ligações são gratuitas e, em nenhum dos dois canais, é necessário se identificar. fonte: cqcs

Proposta da previdência concede aposentadoria básica de até 700 reais para todas as pessoas


08/02/2019
O governo estuda diferentes propostas de reforma da Previdência. Uma delas foi vazada nesta semana, mas não se sabe se será a definitiva. Duas outras ideias avaliadas pelo governo concedem a todas as pessoas que completem 65 anos o direito de ganhar uma aposentadoria básica, de até R$ 700, mesmo que nunca tenham contribuído para a Previdência. Mas como funcionaria na prática?
Hoje, a grande maioria dos trabalhadores não tem direito a nada caso seu tempo de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) seja inferior a 15 anos.

RENDA BÁSICA DO IDOSO

As propostas de uma “renda básica do idoso”, como têm sido chamadas, garantem um piso simbólico a todos, com valor um pouco inferior ao salário mínimo. Deixa de existir um período mínimo de contribuição: todos partem desse mesmo piso e, para cada ano contribuído, ganha-se um aumento proporcional na aposentadoria final a ser recebida, até o teto estipulado.
Por outro lado, as idades mínimas para se aposentar e o tempo de contribuição para chegar ao teto seriam maiores do que hoje. O teto (R$ 5.839 em 2019) também pode ficar mais baixo, sendo complementado por um regime de capitalização, sistema em que cada trabalhador faz uma espécie de poupança para a própria aposentadoria.

BENEFÍCIO MÍNIMO DE R$ 550 A R$ 698,60

Há duas propostas com o modelo de aposentadoria mínima: uma foi capitaneada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e o economista Paulo Tafner, e a outra é assinada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com as entidades de seguros e previdência privada FenaPrevi, Abrapp, CNSeg e ICSS.
Na proposta de Fraga e Tafner, a renda básica seria de 70% do salário mínimo (R$ 698,60 em 2019) e, na da Fipe, de R$ 550 em valores de hoje –equivalente a um quarto da renda média do país, atualmente próxima de R$ 2.200 por mês, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A proposta de Fraga pode ter algum peso porque ele participa de um conselho consultivo sobre Previdência criado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com participação de economistas independentes.

“BASTA PROVAR QUE ESTÁ VIVO”

“Basta ter 65 anos, ir ao INSS e provar que está vivo”, disse Tafner, que também é pesquisador da Fipe. Segundo ele, a aposentadoria básica ajuda a limpar distorções e injustiças. “A pessoa que chega aos 65 anos com 10 ou 13 anos de contribuição não recebe nada”, disse.
É uma situação, segundo ele, especialmente comum entre os mais pobres, que passam mais tempo na informalidade ou desempregados se comparados a pessoas com escolaridade e níveis de renda mais altos.

PARA GANHAR MAIS, É NECESSÁRIO CONTRIBUIR

“É um benefício não contributivo, universal e incondicional”, disse o economista Hélio Zylberstajn, coordenador da proposta de reforma da Previdência apresentada pela Fipe.
Mas ter o direito a um benefício sem precisar fazer nada não vai desestimular as pessoas a contribuir com a Previdência ao longo da vida? “É por isso que o valor é pequeno”, afirmou Zylberstajn, que é pesquisador da Fipe e professor da Faculdade de Economia da USP (Universidade de São Paulo). “Se a pessoa quer chegar aos 65 anos e viver com mais de R$ 550 por mês, ela vai ter que contribuir.”

RENDA MÍNIMA ENTRARIA NO LUGAR DO BPC

Atualmente, é o BPC (Benefício de Prestação Continuada) que cumpre, em parte, essa função: ele garante uma aposentadoria básica, no valor de um salário mínimo, a deficientes e idosos de baixa renda. Também não é necessário ter contribuído para ter direito ao benefício. Nas duas propostas, o BPC deixa de existir. Deficientes também têm direito a recebê-la, independentemente de contribuições.
A diferença é que, se por um lado, muito mais pessoas receberiam o benefício, por outro, ele seria menor. É essa redistribuição dos recursos que garante o benefício universal sem que o déficit da Previdência aumente.
Além disso, ambas as propostas garantem economias mais profundas em outras frentes do sistema, com idades mínimas maiores do que as atuais (iriam para 65 anos para homens e mulheres), regras menos generosas para pensões e benefícios mais rigorosos para servidores públicos e militares.

COMO SERIA A RENDA BÁSICA DO IDOSO:

Na proposta Fraga/Tafner:
  • Valor: R$ 698,60 (70% do salário mínimo de 2019)
  • Reajuste anual: Pela inflação
  • Quem teria direito: Qualquer pessoa acima dos 65 anos e deficientes
  • Válida a partir de quando: Para aqueles que se aposentarem a partir do ano em que a reforma entrar em vigor
  • Teto da aposentadoria: R$ 3.952,07, chegando a R$ 5.645,81 (em valores de 2018) com o regime de capitalização
  • Idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e mulheres
  • Tempo de contribuição para receber o teto: 40 anos (reduzido em até três anos para mulheres com filhos; quem tiver direito ao teto máximo e colaborar por mais de 40 anos, pode receber acima dos R$ 5.645,81 em proporção ao tempo extra de colaboração)
Na proposta da Fipe:
  • Valor: R$ 550 (em valores de 2018)
  • Reajuste anual: Pela inflação
  • Quem teria direito: Qualquer pessoa acima dos 65 anos e deficientes
  • Válida a partir de quando: Para nascidos a partir de 2005
  • Teto da aposentadoria: R$ 2.200 (em valores de 2018), podendo ser ampliado individualmente com o regime de capitalização, em proporção à renda recebida
  • Idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e mulheres
  • Tempo de contribuição para receber o teto: 40 anos (35 anos para mulheres com filhos)(As informações são do portal UOL)
Dica extra: Compreenda e realize os procedimentos do INSS para usufruir dos benefícios da previdência social.
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Fonte: Jornal Contábil

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