14/05/2018

Taxas curta e média de juros têm viés de alta com cautela sobre dólar e pesquisa

 os juros futuros de curto e médio prazos mostram viés de alta, enquanto as taxas mais longas oscilavam perto da estabilidade na manhã desta segunda-feira (14) após abrirem com viés de baixa na esteira do dólar mais fraco ante o real. operadores de renda fixa dizem que o mercado adota certa cautela em semana de decisão do copom, que poderá cortar a taxa selic mais uma vez, em 0,25 ponto, para 6,25% ao ano, conforme apostas majoritárias dos economistas. a postura mais defensiva justifica-se pelo receio do impacto do dólar alto sobre a inflação e a política monetária e incertezas sobre a pesquisa mda de intenção de voto para presidente, encomendada pela confederação nacional do transporte (cnt), que será divulgada às 11h desta segunda. no câmbio, o dólar se ajusta em baixa ao início de oferta adicional e antecipada de swap cambial (9h30min), além da operação de rolagem do vencimento desses contratos em 1º de junho, no fim da manhã (das 11h30min às 11h40min). o viés de baixa do índice do dólar (dxy) nesta manhã no exterior em meio aos sinais mistos da moeda americana frente algumas divisas ligadas a commodities também pesam nessa precificação da taxa de câmbio. às 9h45min desta segunda-feira, o contrato de depósito interfinanceiro (di) para janeiro de 2019 estava a 6,3305%, de 6,315% no ajuste de sexta-feira (11). o di para janeiro de 2020 indicava 7,33%, de 7,29% no ajuste anterior. o para janeiro de 2021 estava a 8,37%, igual ao ajuste anterior. o di para janeiro de 2023 estava a 9,52%, ante 9,51% do ajuste de sexta-feira. no câmbio, o dólar à vista recuava 0,35% no horário acima, aos r$ 3,5877. o dólar futuro de junho caía 0,40%, aos r$ 3,5930.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627107-taxas-curta-e-media-de-juros-tem-vies-de-alta-com-cautela-sobre-dolar-e-pesquisa.html)
14/05/2018

Mercado reduz estimativa de crescimento do PIB de 2,70% para 2,51%

 o mercado financeiro reduziu novamente a estimativa para o crescimento da economia este ano. a projeção para a expansão do produto interno bruto (pib), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, agora passou de 2,70% para 2,51%. essa foi a segunda queda consecutiva. para 2019, a previsão permanece em 3%. as estimativas são do boletim focus, publicação divulgada às segundas-feiras pelo banco central (bc). o mercado financeiro reduziu também a projeção para a inflação, medida pelo índice nacional de preços ao consumidor amplo (ipca), de 3,49% para 3,45%, neste ano. para 2019, a estimativa foi ajustada de 4,03% para 4%. a estimativa está abaixo do centro da meta que é 4,5% este ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. para 2019, a meta é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75% para alcançar a meta, o banco central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a selic, atualmente em 6,50% ao ano. quando o comitê de política monetária (copom) do bc aumenta a selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. quando o copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. para cortar a selic, o bc precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. nesta semana, o copom realiza a terceira reunião do ano, com expectativa de que a selic tenha o último corte do atual ciclo de reduções. para o mercado financeiro, a selic será reduzida em 0,25 ponto percentual, indo para 6,25% ao ano, conforme indicado pelo bc, em março. em 2019, a expectativa é que a selic volte subir e encerre o período em 8% ao ano. para especialistas, a recente alta do dólar não deve fazer com que o bc mude a estratégia de reduzir a selic. na última sexta-feira (11), o dólar chegou a r$ 3,60, o maior valor em quase dois anos. na visão de economistas, o efeito da alta do dólar na inflação deve ser um pouco menor do que normalmente é observado porque a economia ainda está em recuperação. de acordo com analistas, a alta do dólar ocorre devido à expectativa de aumento mais intenso dos juros nos estados unidos, o que o que atrai dinheiro para economias avançadas, provocando a fuga de capitais financeiros de países emergentes, além das incertezas sobre as eleições no brasil e a crise na argentina, com pedido de empréstimo ao fundo monetário internacional (fmi). na última sexta-feira, para segurar a cotação da moeda americana, o bc anunciou ajustes nos leilões de swaps cambiais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, além de informar que fará oferta adicional de contratos de swap cambial. para as instituições financeiras consultadas pelo bc, o dólar deve encerrar 2018 em r$ 3,40. na semana passada, a estimativa era r$ 3,37. para o fim do próximo ano, a estimativa segue em r$ 3,40. jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627105-mercado-reduz-estimativa-de-crescimento-do-pib-de-2-70-para-2-51.html)  
14/05/2018

Cobre opera em baixa em Londres e Nova Iorque com avanço nos estoques da LME

 os futuros de cobre operam em baixa em londres e nova iorque nos negócios da manhã, influenciados por um avanço nos estoques da london metal exchange (lme). por volta das 8h10min (de brasília), o cobre para três meses negociado na lme caía 0,77%, a us$ 6.868,00 por tonelada. na comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de nova iorque (nymex), o cobre para entrega em julho recuava 1,03%, a us$ 3,0795 por libra-peso, às 8h34min (de brasília). após registrarem três quedas seguidas, os estoques de cobre na lme sinalizavam uma alta de 3,8% nesta segunda-feira, recuperando-se dos menores níveis desde o fim de janeiro, segundo nota de alastair munro, corretor da marex spectron. outros metais básicos na lme seguiam direções opostas, com o alumínio passando por um raro momento de tranquilidade após as fortes oscilações das últimas semanas. no horário indicado acima, o alumínio se mantinha estável, a us$ 2.274,50 por tonelada. na sexta-feira (11), a mineradora russa rusal - segundo maior produtor mundial de alumínio - divulgou seu balanço do primeiro trimestre, no qual cancelou projeções feitas antes da introdução pelos eua de sanções contra a empresa. ainda na lme, o zinco tinha queda de 1,26%, a us$ 3.054,00 por tonelada, o níquel subia 2,34%, a us$ 14.365,00 por tonelada, o estanho caía 0,14%, a us$ 20.970,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,94%, a us$ 2.370,00 por tonelada.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627093-cobre-opera-em-baixa-em-londres-e-nova-iorque-com-avanco-nos-estoques-da-lme.html)
14/05/2018

Bolsas da Ásia sobem com sinal de melhora na relação comercial entre EUA e China

 as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (14), lideradas por hong kong, após um tuíte do presidente donald trump sugerir um possível avanço nas relações comerciais entre eua e china. num gesto que surpreendeu pequim, trump afirmou ontem no twitter que está disposto a ajudar o fabricante chinês de smartphones e equipamentos de telecomunicações zte a "voltar aos negócios, rapidamente". as ações da zte estão suspensas em hong kong desde há cerca de um mês, quando a casa branca decidiu proibir a empresa de importar componentes dos eua por ter supostamente feito embarques ilegais de equipamentos para o irã e a coreia do norte. com a expectativa de que eua e china retomem negociações comerciais ao longo da semana, a iniciativa de trump foi vista por alguns analistas como uma concessão de washington. em hong kong, o índice hang seng subiu 1,35% hoje, a 31.541,08 pontos, impulsionada por outras empresas de tecnologia, como lenovo e tencent. na china continental, o xangai composto também ficou no azul, com alta de 0,34%, a 3.174,03 pontos, mas o shenzhen composto, que é formado principalmente por companhias de menor valor de mercado, teve leve baixa de 0,10%, a 1.823,25 pontos. em tóquio, o nikkei avançou 0,47%, a 22.865,86 pontos, o maior nível em três meses. o índice japonês foi impulsionado principalmente pela fabricante de cosméticos shiseido, que saltou 16% a nível recorde de preço, após divulgar resultados trimestrais no fim da semana passada. o balanço mostrou que a aposta da shiseido no mercado chinês está sendo muito bem-sucedida. em outras partes da ásia, o taiex subiu 0,86% em taiwan, a 10.952,39 pontos, ajudado por empresas ligadas a smartphones também na esteira do tuíte de trump, mas o sul-coreano kospi teve baixa marginal de 0,06% em seul, a 2.476,11 pontos, pressionado por seu maior componente, a samsung electronics (-2,3%), que é concorrente da chinesa zte. na oceania, a bolsa australiana fechou no maior nível desde 9 de janeiro, sustentada em boa parte por mineradoras. o s&p/asx 200 avançou 0,31% em sydney, a 6.135,30 pontos.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/05/economia/627083-bolsas-da-asia-sobem-com-sinal-de-melhora-na-relacao-comercial-entre-eua-e-china.html)  
09/05/2018

Os seguros de vida com o melhor custo-benefício, segundo a Proteste

 associação de consumidores avaliou 25 apólices, vendidas por oito empresas. veja o resultado fonte: exame por marília almeida são paulo – uma pesquisa da associação de consumidores proteste avaliou 25 apólices, vendidas por oito empresas, e concluiu que o melhor seguro de vida é o individual, da sompo seguros. já o seguro individual da sulamérica foi considerado a escolha certa para quem quer economizar na proteção, sem deixar de ter serviços satisfatórios. a pesquisa analisou coberturas básicas (invalidez permanente total por acidente e morte natural e acidental), além de dez coberturas adicionais: invalidez parcial por acidente, invalidez permanente por doença funcional, doenças graves, antecipação em caso de doenças terminais, assistência funeral individual e familiar, diária por internação hospitalar, câncer, morte do cônjuge e filhos, invalidez total por acidente do cônjuge e diárias por incapacidade temporária. a associação de consumidores constatou que as seguradoras oferecem uma gama grande de proteções na modalidade, que na maioria são semelhantes. a diferença entre eles está, em geral, no preço. uma apólice para um mesmo perfil de segurado sai a 106,18 reais na zurich e por 1.228,42 reais sompo. ou seja, uma diferença de 92%. portanto, vale pesquisar bastante e ficar atento às condições gerais de cada contrato. com relação a coberturas, todos contemplam morte natural e acidental do segurado, as chamadas coberturas básicas, que são obrigatórias. veja abaixo o resultado completo da pesquisa feita pela proteste: seguradora sompo (vida individual) porto seguro (vida individual) icatu (essencial vida) sulamerica (vida individual) mapfre (vida você multiflex) bradesco (vida mais segura) allianz (vida individual) zurich (vida flex) morte natural 100 100 100 100 100 100 100 100 morte acidental 100 100 100 100 100 100 100 100 invalidez permanente total por acidente 100 100 100 100 100 100 100 100 invalidez permanente parcial por acidente 100 100 100 100 100 – 100 100 invalidez permanente por doença funcional – – 100 100 – – 100 100 doenças graves 100 100 100 50 – –     antecipação em caso de doenças terminais – 100 – – 100 – – – assistência funeral individual 100 100 100 100 100 100 100   assistência funeral familiar 100 – 100 100 100 100 – 100 diária por internação hospitalar – – – – – – – – câncer – 100 – – – – 100 – morte do conjugê 100 – – 50 100 100 – – morte de filhos 100 – – – – – – – invalidez total por acidente do cônjuge – – – – – 100 – – diárias por incapacidade temporaria – 100 100 – – – – – nota 81,9 80,9 80,4 78,6 78,4 72,8 72,6 69,6 é importante ressaltar que a pesquisa é apenas um indicativo: vale checar cada contrato e escolher o seguro mais adequado à sua necessidade e com a consultoria de um profissional especializado. outras vantagens o principal objetivo da proteção é garantir que os beneficiários indicados no plano consigam reconstruir a vida sem a renda do titular. mas algumas proteções vão além e oferecem outros tipos de benefícios. veja também uma delas, voltada para profissionais liberais, oferece um valor diário em caso de incapacidade temporária, nos casos em que o titular não possa trabalhar, como forma de evitar um aperto financeiro. outros ainda dão descontos em farmácia e assistência residencial, entre outros benefícios. o que pesar na escolha o primeiro passo é definir o valor da cobertura. para isso, você deve estimar o período que você ou seus dependentes precisarão para se ajustar financeiramente. um casal sem filhos, por exemplo, pode precisar de sete anos para reconstruir a vida financeira sem o cônjuge. considerando que o casal tenha renda mensal de 5,5 mil reais, e um deles ganhe 3 mil reais, enquanto o outro 2,5 mil reais, se o primeiro contratar a proteção, deve fazer o seguinte cálculo: multiplicar 3 mil reais por 12 meses e por sete anos. resultado: precisará de uma cobertura de 252 mil reais. no caso de um casal com filhos, é necessário ponderar quanto tempo falta para que o filho termine os seus estudos. em média, isso ocorre em no máximo 10 anos. a conta então deve ser renda do segurado multiplicada por 12 meses e multiplicada por 10 anos. quanto maior for a cobertura, maior será a mensalidade a pagar. além disso, a idade e a profissão do segurado, o histórico familiar de doenças e o tabagismo influenciam no valor das parcelas e podem até impedir a contratação da proteção.
09/05/2018

Previdência Privada. Complementação de aposentadoria. Auxílio cesta-alimentação

  agravo interno nos embargos de declaração no recurso especial. fonte: stj agravo interno nos embargos de declaração no recurso especial. previdência privada. antecipação dos efeitos da tutela. complementação de aposentadoria. auxílio cesta-alimentação. provimento jurisdicional provisório. revogação. devolução dos valores recebidos a título de antecipação de tutela. possibilidade. precedentes do stj. súmula 83⁄stj. dupla conformidade. exceção admitida pela corte especial. requisitos da ressalva não preenchidos na espécie. agravo interno improvido. 1. a jurisprudência mais recente deste tribunal superior é no sentido de que "os valores de benefícios previdenciários complementares recebidos por força de tutela antecipada posteriormente revogada devem ser devolvidos, haja vista a reversibilidade da medida antecipatória, a ausência de boa-fé objetiva do beneficiário e a vedação do enriquecimento sem causa" (agrg no resp n.1.568.908⁄rs, relator o ministro ricardo villas bôas cueva, dje 1º⁄3⁄2016). 2. no caso em apreço, não há se falar em aplicação do princípio da dupla conformidade, pois não preenchidos os requisitos exigidos pela jurisprudência do superior tribunal de justiça.  3. agravo interno improvido. (stj - agint nos edcl no recurso especial nº 1.553.819 - rs (2015⁄0224349-0) - rel. ministro marco aurélio bellizze - dje. 17.04.2018)
09/05/2018

Com medo da aposentadoria? Tire 6 dúvidas sobre previdência privada

 a reforma da previdência ficará mesmo para o próximo governo do brasil. mas, uma coisa já é certa: será cada vez mais difícil contar apenas com o inss, que já acumula um déficit gigante e crescente. por isso, uma alternativa é a previdência privada. trata-se de uma modalidade de investimentos que, ao fim de determinado período, pode se transformar em renda para complementar o valor da aposentadoria pública, uma vez que o valor do inss é geralmente mais baixo do que a renda do período ativo. a principal diferença entre ambas não está nos rendimentos obtidos em cada um, e sim no benefício tributário. quais são os cuidados que se deve ter ao investir em uma previdência complementar? que benefícios cada tipo de plano oferece? confira seis tópicos que vão ajudar a esclarecer as principais dúvidas sobre o tema. 1) que tipos de previdência privada existem? as duas modalidades de previdência complementar oferecidas são o pgbl e o vgbl o pgbl (plano gerador de benefício livre) permite abater para a base de cálculo do imposto de renda até 12% da renda bruta tributável. ou seja, para quem ganha r$ 100 mil ao ano, é possível aplicar r$ 12 mil no pgbl e, na declaração do ir, ter esse valor deduzido, reduzindo o imposto a pagar ou aumentando a restituição. por outro lado, na hora de começar a resgatar, o imposto de renda incide sobre toda a aplicação, incluindo as contribuições e os rendimentos. já o vgbl (vida gerador de benefícios livres) não possui a vantagem de reduzir a base de cálculo do ir em até 12%, mas, em compensação, a incidência do imposto, quando ocorre o resgate, é somente sobre os rendimentos da aplicação, e não sobre todo o seu montante. segundo luiz garcia, líder da área de novos negócios da órama, plataforma de investimentos online, o pgbl é mais indicado para quem faz a declaração completa do ir, enquanto o vgbl serve melhor a quem faz a declaração simplificada ou é isento. ele destaca que o pgbl só é vantajoso para quem aplica até o limite de 12% previsto para dedução de ir. "qualquer outro investimento acima dessa parcela, ou para quem não tem renda tributada, tem que ser no vgbl", diz. garcia também lembra de uma vantagem importante de ambos os planos: a inexistência do "come-cotas", um desconto semestral que incide sobre os rendimentos em fundos tradicionais. "com a previdência complementar, se você deixar o dinheiro lá por dez anos, só vai ter 10% de imposto recolhido ao final, e não a cada semestre", afirma. 2) é possível resgatar o dinheiro a qualquer hora? os planos de previdência privada são investimentos de longo prazo, assim como tantos outros. a exemplo das demais aplicações com esse perfil, o resgate "antes da hora" - ou seja, em curto ou médio prazo - é viável, mas o imposto a ser pago pode ser relativamente alto. garcia diz que é fundamental estar atento ao regime de tributação na hora de escolher um plano. a regressiva, que reduz a alíquota de ir à medida do tempo que o investidor ficar no plano, é ideal para quem planeja deixar seu dinheiro aplicado por bastante tempo. nesse caso, se a pessoa fizer o resgate em até dois anos, a mordida do ir é de 35%, contra 10% para dez anos ou mais. já a tributação progressiva segue a mesma regra da tabela do imposto de renda para os salários, ou seja, quanto maior o valor, maior o imposto a ser pago, variando entre 0% e 27,5%. "pela tabela do ir, quem recebe pouco, paga pouco; na previdência privada é a mesma coisa, mas, neste caso, falamos de resgates: quanto maior o resgate, maior o imposto", afirma garcia. 3) planos de previdência privada são conservadores ou arrojados? existem planos de previdência privada direcionados para diferentes perfis de investidor. há alguns que têm seus recursos aplicados em opções conservadoras, como renda fixa, enquanto outros são mais arrojados, incluindo, por exemplo, ações. de acordo com luiz garcia, é possível, inclusive, formar uma carteira de planos de previdência, dividindo entre opções tradicionais e arrojadas, definindo a proporção de acordo com o perfil do investidor. "no caso da renda variável, como a previdência complementar é um investimento de longo prazo, é importante que a pessoa tenha paciência e aguente as oscilações do mercado", diz. 4) é possível ter mais de um plano de previdência privada? sim. essa alternativa é ideal para alguém que precise enfrentar uma mudança de cenário de investimento. se a pessoa possui um pgbl e um vgbl, por exemplo, ela pode investir até o limite de 12% da sua renda tributável anual por causa do pgbl e pode usar o vgbl para aplicar mais recursos, se for o caso. além disso, ter fundos com regimes de tributação diferentes também permite que o investidor realize resgates tanto no longo, quanto no curto prazo, caso ocorra a necessidade de utilizar os recursos para uma emergência. 5) existe uma contribuição mensal mínima a ser feita? não. o investidor pode interromper temporariamente os aportes nos seus planos de previdência complementar, caso ocorra uma diminuição na renda decorrente de demissão, por exemplo. mesmo se isso ocorrer, o investimento que continuar ativo não deixa de rentabilizar. além disso, aportes adicionais de diferentes valores podem ser feitos a qualquer momento, mesmo enquanto as contribuições mensais estiverem suspensas. isso pode ocorrer, digamos, caso o investidor receba uma renda extra inesperada. 6) por quantos anos eu devo aplicar na previdência privada? não existe um prazo definido para isso. cada investidor decide quando pretende parar de contribuir e fazer o resgate ou usufruir do benefício obtido ao fim do plano. luiz garcia recomenda que o investidor tenha definido os seus objetivos iniciais, antes de investir em uma previdência complementar. para ter uma ideia mais clara, garcia sugere a utilização de simuladores para planejar o valor a ser resgatado, os aportes mensais a serem feitos e o período total de contribuição. caso ocorram mudanças no cenário ao longo do tempo, é preciso rever essas metas. "se a pessoa havia calculado um benefício com base em uma contribuição de 30 anos, mas interrompeu os aportes por dez anos, é melhor arrumar outras formas para atingir seus objetivos, seja contribuindo por mais tempo, seja aumentando o valor dos aportes quando forem retomados".
09/05/2018

Portabilidade é melhor do que resgate

 muitos não sabem, mas não é só entre as empresas de telefonia que existe a chamada portabilidade. na previdência privada também é possível transferir o plano de uma instituição para outra. entre bancos e seguradoras e, também, para planos de previdência privada em fundos de pensão. volta e meia, pessoas descontentes com a rentabilidade de seus planos de previdência ou com as altas taxas cobradas pelo banco, me perguntam se devem resgatar o dinheiro. resposta: até podem, mas não devem. explico melhor. para quem quer continuar com previdência privada, a melhor opção é levar seu plano para outro banco ou para um fundo de pensão. isso leva 5 dias úteis. a vantagem da portabilidade é que o imposto de renda é zero, diferente de quando você resgata o dinheiro aplicado. não se deixe levar pelo cafezinho expresso que o gerente do banco oferece. ele é o mais caro do país, pois o banco vai descontá-lo da rentabilidade da aplicação do teu dinheiro. agora, importante: só dá para portar dinheiro na fase de contribuição, quando ainda não se aposentou, e entre pgbls e planos de previdência privada em fundos de pensão. já se o teu plano for um vgbl, só pode portar para outro vgbl. é que o pgbl e os planos de fundo de pensão têm tratamento tributário idêntico e, ambos, diferente de planos vgbl. dica importante: se você escolheu a tabela de imposto de renda regressiva quando fez o plano no primeiro banco, não dá para mudar para a progressiva quando portar o dinheiro. já o contrário é possível. e, olha, essa escolha é fundamental. pode significar uma economia enorme em termos de imposto. a reforma da previdência ficará mesmo para o próximo governo do brasil. mas, uma coisa já é certa: será cada vez mais difícil contar apenas com o inss, que já acumula um déficit gigante e crescente. por isso, uma alternativa é a previdência privada. trata-se de uma modalidade de investimentos que, ao fim de determinado período, pode se transformar em renda para complementar o valor da aposentadoria pública, uma vez que o valor do inss é geralmente mais baixo do que a renda do período ativo.
09/05/2018

Encontro reúne pensadores e profissionais para debaterem sobre a construção de melhores práticas de gestão em previdência privada

 qual o impacto das novas tecnologias, inovação necessária, participação dos jovens millennials,  desafios da gestão de ativos e o caminho mais adequado para sustentabilidade? o aumento da expectativa de vida: o que isso representa para a previdência social? como engajar os jovens num sistema de investimento de previdência que pensa e projeta a longo prazo e busca orientar à sustentabilidade de renda futura para as pessoas, quando o assunto para eles é o agora? como construir exemplos de previdência responsável, qualificação técnica e sustentabilidade financeira? qual a consequência destas atitudes nos próximos anos? essas e outras tantas questões estarão presentes durante o 9º encontro de previdência complementar – região sul – que tem como tema central os “desafios e oportunidades na construção de um futuro sustentável”. pelo viés de três eixos norteadores: futuro e inovação: um olhar para a sustentabilidade no nosso mercado, gestão de ativos: desafios e perspectivas, e governança, controle e reputação para a sustentabilidade, um grupo de experts no assunto se reúne nos dias 09 e 10 de maio, centro de eventos da fiergs, para colocar na pauta das organizações e do público, e abrir espaço para debater esses assuntos que cada vez mais inquietam a sociedade. o evento é realizado pela tchê previdência, que tem por vocação levar conhecimento para que se possa discutir e evoluir dentro da cultura de formação de renda e auxiliar no processo de mudanças necessárias para comportar um modelo de previdência sustentável para as futuras gerações. ​​considerada uma das principais pensadoras digitais no brasil, martha gabriel, referência em inovação, transformação e educação digital, é quem abre a primeira rodada de debates. autora de best sellers, entre eles: “você, eu e os robôs. pequeno manual do mundo digital” e finalista do prêmio jabuti, é também premiada palestrante keynote internacional, tendo realizado mais de 70 apresentações no exterior, além de 4 tedx. sob o título “tendência e inovação: como transformação tecnológica mudou a sociedade e impacta o nosso negócio”, a pensadora traz para o encontro a visão de mundo complexo e exponencial que se vive hoje, incerto e imprevisível, o que requer preparo para lidar com o inesperado e capacidade constante de mudança. segundo martha, esse contexto favorece o trabalho intelectual e quanto mais a economia se torna digital e automatizada, mais necessária passa a ser a atuação de humanos para trabalhar com as máquinas, dispondo de um pensamento crítico e exercendo trabalho intelectual. além disso, máquinas não possuem emoção, empatia e ética – características essenciais para a sustentabilidade e bem-estar de qualquer sociedade. a pensadora ainda enfatiza a ideia de que haverá no mundo “humanos digitais, não robóticos, que sejam emocionados, emocionantes, apaixonados e apaixonantes, educados, conectados e que consigam viver em harmonia com humanos e máquinas – contribuindo e extraindo o melhor que cada ser tem a oferecer: seja um ser biológico (carbono), artificial (silício) ou híbrido”. o encontro conta com a presença do coordenador geral do ibgc – instituto brasileiro de governança corporativa – capítulo sul, leonardo wengrover; do professor marco antonio dos santos martins, especialista em mercado de capitais; do diretor executivo da mirador atuarial, giancarlo g. germany; de glewerson caron, da fundação copel, do ceo da rsa talentos executivos, rubem souza; do subsecretário do regime de previdência complementar da secretaria de previdência do ministério da fazenda, paulo cesar dos santos, entre outros. já confirmada também a participação do diretor-presidente da abrapp, luís ricardo marcondes martins. é com este olhar atento às transformações sociais que o 9º encontro de previdência complementar – região sul tem como objetivo abrir o debate entre os fundos de pensão, patrocinadores e instituidores, ampliando a discussão sobre previdência complementar, disseminar conhecimento ao público elencando pontos de relevância, bem como incentivar a educação previdenciária. de acordo com a diretoria da tchê previdência, é necessário criar novas alternativas de previdência complementar como soluções que contribuam para a qualidade e sustentabilidade no apoio econômico e social, estimulando a formação de renda das próximas gerações e o desenvolvimento do país. é através da educação e da ideia de cultura de formação de renda a longo prazo, que cada cidadão é capaz de contribuir na construção de modelos sustentáveis e eficientes de previdência complementar. criada em 2012, a tchê previdência – associação rio-grandense de entidades fechadas de previdência complementar reúne dez entidades: fundação ceee, fundação banrisul, isbre, fundação corsan, indusprevi, fapers, danaprev, randonprev, rbsprev e oabprev-rs. 9º encontro de previdência complementar – região sul quando: dias 09 e 10 de maio, quarta e quinta, de 2018 onde: no centro de eventos da fiergs, em porto alegre – rs. informações acesse: www.encontrotcheprevidencia.com.br

Proposta da previdência concede aposentadoria básica de até 700 reais para todas as pessoas


08/02/2019
O governo estuda diferentes propostas de reforma da Previdência. Uma delas foi vazada nesta semana, mas não se sabe se será a definitiva. Duas outras ideias avaliadas pelo governo concedem a todas as pessoas que completem 65 anos o direito de ganhar uma aposentadoria básica, de até R$ 700, mesmo que nunca tenham contribuído para a Previdência. Mas como funcionaria na prática?
Hoje, a grande maioria dos trabalhadores não tem direito a nada caso seu tempo de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) seja inferior a 15 anos.

RENDA BÁSICA DO IDOSO

As propostas de uma “renda básica do idoso”, como têm sido chamadas, garantem um piso simbólico a todos, com valor um pouco inferior ao salário mínimo. Deixa de existir um período mínimo de contribuição: todos partem desse mesmo piso e, para cada ano contribuído, ganha-se um aumento proporcional na aposentadoria final a ser recebida, até o teto estipulado.
Por outro lado, as idades mínimas para se aposentar e o tempo de contribuição para chegar ao teto seriam maiores do que hoje. O teto (R$ 5.839 em 2019) também pode ficar mais baixo, sendo complementado por um regime de capitalização, sistema em que cada trabalhador faz uma espécie de poupança para a própria aposentadoria.

BENEFÍCIO MÍNIMO DE R$ 550 A R$ 698,60

Há duas propostas com o modelo de aposentadoria mínima: uma foi capitaneada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e o economista Paulo Tafner, e a outra é assinada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com as entidades de seguros e previdência privada FenaPrevi, Abrapp, CNSeg e ICSS.
Na proposta de Fraga e Tafner, a renda básica seria de 70% do salário mínimo (R$ 698,60 em 2019) e, na da Fipe, de R$ 550 em valores de hoje –equivalente a um quarto da renda média do país, atualmente próxima de R$ 2.200 por mês, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A proposta de Fraga pode ter algum peso porque ele participa de um conselho consultivo sobre Previdência criado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com participação de economistas independentes.

“BASTA PROVAR QUE ESTÁ VIVO”

“Basta ter 65 anos, ir ao INSS e provar que está vivo”, disse Tafner, que também é pesquisador da Fipe. Segundo ele, a aposentadoria básica ajuda a limpar distorções e injustiças. “A pessoa que chega aos 65 anos com 10 ou 13 anos de contribuição não recebe nada”, disse.
É uma situação, segundo ele, especialmente comum entre os mais pobres, que passam mais tempo na informalidade ou desempregados se comparados a pessoas com escolaridade e níveis de renda mais altos.

PARA GANHAR MAIS, É NECESSÁRIO CONTRIBUIR

“É um benefício não contributivo, universal e incondicional”, disse o economista Hélio Zylberstajn, coordenador da proposta de reforma da Previdência apresentada pela Fipe.
Mas ter o direito a um benefício sem precisar fazer nada não vai desestimular as pessoas a contribuir com a Previdência ao longo da vida? “É por isso que o valor é pequeno”, afirmou Zylberstajn, que é pesquisador da Fipe e professor da Faculdade de Economia da USP (Universidade de São Paulo). “Se a pessoa quer chegar aos 65 anos e viver com mais de R$ 550 por mês, ela vai ter que contribuir.”

RENDA MÍNIMA ENTRARIA NO LUGAR DO BPC

Atualmente, é o BPC (Benefício de Prestação Continuada) que cumpre, em parte, essa função: ele garante uma aposentadoria básica, no valor de um salário mínimo, a deficientes e idosos de baixa renda. Também não é necessário ter contribuído para ter direito ao benefício. Nas duas propostas, o BPC deixa de existir. Deficientes também têm direito a recebê-la, independentemente de contribuições.
A diferença é que, se por um lado, muito mais pessoas receberiam o benefício, por outro, ele seria menor. É essa redistribuição dos recursos que garante o benefício universal sem que o déficit da Previdência aumente.
Além disso, ambas as propostas garantem economias mais profundas em outras frentes do sistema, com idades mínimas maiores do que as atuais (iriam para 65 anos para homens e mulheres), regras menos generosas para pensões e benefícios mais rigorosos para servidores públicos e militares.

COMO SERIA A RENDA BÁSICA DO IDOSO:

Na proposta Fraga/Tafner:
  • Valor: R$ 698,60 (70% do salário mínimo de 2019)
  • Reajuste anual: Pela inflação
  • Quem teria direito: Qualquer pessoa acima dos 65 anos e deficientes
  • Válida a partir de quando: Para aqueles que se aposentarem a partir do ano em que a reforma entrar em vigor
  • Teto da aposentadoria: R$ 3.952,07, chegando a R$ 5.645,81 (em valores de 2018) com o regime de capitalização
  • Idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e mulheres
  • Tempo de contribuição para receber o teto: 40 anos (reduzido em até três anos para mulheres com filhos; quem tiver direito ao teto máximo e colaborar por mais de 40 anos, pode receber acima dos R$ 5.645,81 em proporção ao tempo extra de colaboração)
Na proposta da Fipe:
  • Valor: R$ 550 (em valores de 2018)
  • Reajuste anual: Pela inflação
  • Quem teria direito: Qualquer pessoa acima dos 65 anos e deficientes
  • Válida a partir de quando: Para nascidos a partir de 2005
  • Teto da aposentadoria: R$ 2.200 (em valores de 2018), podendo ser ampliado individualmente com o regime de capitalização, em proporção à renda recebida
  • Idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e mulheres
  • Tempo de contribuição para receber o teto: 40 anos (35 anos para mulheres com filhos)(As informações são do portal UOL)
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Fonte: Jornal Contábil

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