01/06/2018

CNseg realiza pesquisa para atualizar os temas que constarão no próximo Relatório de Sustentabilidade

 objetivo é avaliar a percepção sobre o desempenho do setor em temas selecionados a partir dos princípios para sustentabilidade em seguros. a cnseg está produzindo uma pesquisa junto a públicos de interesse do setor de seguros para a revisão de sua matriz de materialidade, que são os temas prioritários que constarão no próximo relatório de sustentabilidade da confederação. o resultado da pesquisa ajudará a traçar um diagnóstico da percepção de reguladores, clientes e fornecedores, entre outros públicos de interesse, sobre o desempenho do setor em relação a temas selecionados a partir dos princípios para sustentabilidade em seguros (psi), que tem a cnseg como uma de suas signatárias. a partir desse diagnóstico, serão formulados os indicadores a serem coletados junto às associadas da cnseg, que serão posteriormente consolidados e divulgados na forma do relatório de sustentabilidade do setor de seguros referente a 2017. fonte: cnseg
28/05/2018

Susep estabelece novas regras para o seguro de RC de automóveis

 a susep estabeleceu novas regras para o envio de informações de convênios estabelecidos com seguradoras estrangeiras referentes aos seguros carta verde (responsabilidade civil do proprietário e/ou condutor de veículos terrestres em viagem internacional, por danos causados a pessoas ou objetos não transportados), carta azul (responsabilidade civil do transportador rodoviário em viagem internacional, por danos causados a pessoas ou coisas, transportadas ou não, à exceção da carga transportada) e rctr-vi-c (responsabilidade civil do transportador rodoviário em viagem internacional, por danos causados à carga transportada). de acordo com a circular 570/18, publicado nesta quinta-feira (24 de maio) no diário oficial da união, passa a se obrigatório o envio, pelas seguradoras brasileiras, de informações referentes aos convênios estabelecidos com seguradoras estrangeiras para operação daqueles seguros. as seguradoras brasileiras poderão ser representadas por empresas estrangerias, quando tiverem celebrado convênio mútuo, no âmbito do atit (acordo sobre transporte internacional terrestre) ou do mercosul, em caso de sinistro com veículo brasileiro, ocorrido em seus respectivos países, amparado pelos seguros carta azul, rctr-vi-c (atit) e/ou carta verde (mercosul), contratados em seguradora brasileira. já as companhias estrangeiras podem ser representadas por seguradoras brasileiras no caso de sinistro com veículo estrangeiro, ocorrido em território nacional. além disso, as companhias brasileiras deverão atribuir, a um de seus diretores, a responsabilidade de estabelecer e supervisionar esses convênios. essa responsabilidade poderá ser exercida cumulativamente com outras atribuições executivas. a partir de agora, todas as seguradoras brasileiras que comercializam os seguros mencionados na norma, assim como aquelas que sejam representantes de seguradoras estrangeiras no âmbito nacional, devem registrar, através do site da susep, as seguintes informações de representantes e representadas, referentes aos convênios estabelecidos entre seguradoras: razão social; tipo de seguro; país de estabelecimento; número de registro (equivalente ao cnpj); número do convênio; data de início do convênio; data de término do convênio; endereço; telefone; e site. essa obrigatoriedade se aplica quando as seguradoras brasileiras forem apenas representantes, ou apenas representadas, ou se enquadrem nas duas possibilidades. as seguradoras deverão encaminhar as informações de que trata essa circular no prazo de 30 dias. fonte: cqcs
28/05/2018

Seguros e educação financeira estão diretamente ligados

 o seguro como elemento de educação financeira e seu impacto na sociedade. com esse intuito, associação nacional de seguros e previdência (ansp) e associação internacional de direito de seguros (aida brasil) promoveram um debate sobre o assunto durante a 5ª semana nacional de educação financeira, no último dia 15 de maio. “contamos com a parceria da ansp para desenvolver a educação no mercado de seguros com o objetivo de fortalecer o entendimento e a utilização dos produtos de seguro para a sociedade”, explica inaldo bezerra, presidente da aida no brasil. o debate expôs temas como novas tecnologias, mediação e conciliação como medidas de educação e economia social, gamificação e lições de economia e a relação entre educação de seguros e financeira. “a promoção da discussão de qualquer tema referente à educação, e especialmente à educação financeira, é parte central da nossa razão de existir, bem com a parceria com entidades como a aida”, reforça joão marcelo, presidente da ansp. para márcia cicarelli, uma das expositoras e diretora de cátedras da ansp, o evento “é fundamental para que se consiga ter no mercado de seguros essa conscientização de que o seguro se insere dentro de algo maior”. a iniciativa foi organizada por ana rita petraroli, coordenadora da cátedra de seguros inclusivos da ansp, e vivien lys, presidente do grupo nacional de trabalho solução de conflitos da aida. “o conhecimento, por todos, de seus direitos e obrigações, tende, inclusive, a reduzir a litigiosidade no mercado de seguros”, finaliza vivien. fonte: jrs comunicação
28/05/2018

Agenda SINDSEGRS junho e julho de 2018

 04/06 – 9:00 – reunião diretoria 21/06 – 12:00 – almoço do mercado segurador presença do superintendente da susep – sr. joaquim mendanha 28/06 – 14:00 – palestra irfs 17 02/07 – 9:00 – reunião diretoria 6 e 7 – encontro de presidentes e executivos dos sindsegs 26/07 – 12:00 – almoço do mercado segurador presença do presidente do conselho de administração da mongeral aegon seguros e previdência – sr. nilton molina
28/05/2018

Produção de seguros em Portugal cresceu 6% no primeiro trimestre

 a produção global de seguro direto em portugal das seguradoras sob supervisão da asf aumentou 6% no primeiro trimestre deste ano face a igual período em 2017, superando os três mil milhões de euros. a produção global de seguro direto das empresas de seguros sob supervisão da autoridade de supervisão de seguros e fundos de pensões (asf) registrou um crescimento de 6% no primeiro trimestre deste ano em termos homólogos, atingindo um valor ligeiramente acima dos três mil milhões de euros. os dados foram revelados esta quarta-feira na comissão parlamentar de orçamento e finanças pelo presidente da asf, josé almança, que não mencionou os valores exatos. o responsável referiu ainda que no ramo vida o crescimento da produção foi de 5,3%, para mais de 1,8 mil milhões de euros, destacando que os planos de poupança e reforma (ppr) cresceram 28% e representam cerca de 40% da produção do ramo vida. o ramo não vida apresentou uma subida de 7,2%, para cerca de 1,2 mil milhões de euros, destacando-se a modalidade acidentes de trabalho, com uma subida de 11,6%. os custos com sinistros apresentaram uma descida global de 8,6%, para cerca de 2,35 mil milhões de euros, com uma queda de 10,7% no ramo vida e de 2,7% no ramo não vida. fonte: jornal de negócios – portugal
28/05/2018

Planejar para crescer

 o planejamento de carreira permite o desenvolvimento de habilidades específicas requeridas para determinados cargos e facilita a visualização de quais cursos e certificados são necessários não há quem não queira subir na carreira e desbravar novos desafios. a aspiração por crescimento é saudável e extremamente benéfica, mas o caminho até o cargo sonhado deve ser trilhado com cuidado e planejamento. segundo a coach profissional patrícia araujo, ceo da propat, o primeiro passo é definir com precisão o objetivo de carreira: “é necessário que o profissional determine o que é importante para ele e o que ele efetivamente deseja: aumento de salário, posição de maior destaque, um novo cargo na mesma empresa, migrar para outra companhia ou até mesmo mudar de profissão”, explica. identificando as metas e desafios profissionais, é possível planejar o passo a passo da ascensão de carreira, como a participação em cursos e seminários e a conquista de certificações, entre outros itens que possam ser requeridos pelo empregador na hora em que aparecer a oportunidade de ouro. em seguida, deve-se mapear as competências e habilidades requeridas pelo cargo almejado. “é muito comum a pessoa querer uma vaga determinada, mas não estar preparada para aquela missão, mesmo sendo um excelente funcionário. para cada cargo, há características específicas que o profissional deve ter. como nem todo mundo nasce com essas habilidades, é preciso desenvolvê-las”, destaca patrícia. além das competências específicas, há também aquelas que hoje são muito valorizadas pelo mercado, independentemente da área de atuação. trabalhar em equipe, saber se comunicar, saber negociar, lidar com as diferenças, ter autonomia e capacidade de decisão, ser criativo, ousado e inovador, saber ouvir, focar em resultados, motivar e engajar, ser resiliente e saber lidar com o inesperado e com as incertezas em um ambiente cada vez mais dinâmico são apenas algumas das novas habilidades demandadas. “para se firmar no mercado e, principalmente, para crescer, é preciso dominar competências emocionais e comportamentais que vão além do currículo”, reforça a ceo da propat. patrícia também recomenda que o profissional faça uma autoanálise, para identificar quais competências já domina e, sobretudo, conhecer suas limitações. “é muito importante ressaltar aquilo que se tem de positivo, mas é fundamental melhorar naquilo em que não se é bom e desenvolver as habilidades deficitárias”, orienta patrícia araujo.
28/05/2018

Mercado reduz expectativa de alta do PIB de 2,50% para 2,37% em 2018

 o mercado financeiro reduziu suas projeções para o produto interno bruto (pib) em 2018. a expectativa de alta para o pib este ano foi de 2,50% para 2,37% no relatório de mercado focus divulgado nesta segunda-feira (28). há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,75%. para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do pib de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás. no dia 16 de maio, o banco central divulgou os dados de seu índice de atividade (ibc-br) referente a março. o indicador cedeu 0,74% em relação a fevereiro, na série com ajuste sazonal. no primeiro trimestre, houve uma queda de 0,86% ante o mesmo período do ano passado, na série sem ajuste sazonal. a projeção do bc, já passível de atualização, é de alta de 2,6% para o pib em 2018. o ministério da fazenda ainda trabalha com um porcentual de 3,0%. a mediana do ipca - índice oficial da inflação - para 2018 foi de 3,50% para 3,60%, elevando a expectativa. há um mês, o ipca estava em 3,49%. já a projeção para o índice em 2019 passou de 4,01% para 4,00%. quatro semanas atrás, estava em 4,03%. em abril, o ipca subiu 0,22%, abaixo do que era esperado pelo mercado. no acumulado do ano, o índice de preços avançou 0,92%. o câmbio no fim deste ano passou de r$ 3,43 para r$ 3,48, ante os r$ 3,35 verificados há um mês. já o câmbio médio no ano passou de r$ 3,45 para r$ 3,46, ante r$ 3,34 de um mês atrás. para 2019, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de r$ 3,45 para r$ 3,47, ante r$ 3,40 de quatro pesquisas atrás. já a expectativa para o câmbio médio no próximo ano seguiu em r$ 3,40, ante r$ 3,37 de um mês atrás. o mercado projeta que a selic este ano passa de 6,25% ao ano para 6,50% ao ano. há um mês, estava em 6,25%. já a projeção para a selic em 2019 permaneceu em 8,00% ao ano, valor igual ao verificado há quatro semanas. na semana passada, o comitê de política monetária (copom) publicou a ata de seu último encontro, quando a selic foi mantida em 6,50% ao ano, contrariando a maioria dos economistas do mercado. no relatório focus desta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2018 seguiu indicando alta de 3,80%. há um mês, estava em 4,28%. no caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes. a pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2018 seguiu em 55,00%. há um mês, estava no mesmo patamar. para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, também igual ao verificado um mês atrás.   balança comercial os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2018 na pesquisa focus. a estimativa de superávit comercial passou de us$ 56,10 bilhões para us$ 57,15 bilhões. um mês atrás, a previsão estava em us$ 56,10 bilhões. para 2019, a estimativa de superávit foi de us$ 47,63 bilhões para us$ 49,80 bilhões, ante us$ 45,00 bilhões de um mês antes. na estimativa mais recente do bc, o saldo positivo de 2018 ficará em us$ 56 bilhões. no caso da conta corrente, as previsões contidas no focus para 2018 foram de déficit de us$ 25,08 bilhões para resultado negativo de us$ 23,50 bilhões, ante us$ 25,00 bilhões de quatro semanas antes. para 2019, a projeção de rombo passou de us$ 38,05 bilhões para us$ 38,40 bilhões. um mês atrás, o rombo projetado para o próximo ano era de us$ 38,58 bilhões. para os analistas consultados semanalmente pelo bc, o ingresso de investimento direto no país (idp) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário, tanto em 2018 quanto em 2019. a mediana das previsões para o idp em 2018 seguiu em us$ 75,00 bilhões, igual a um mês atrás. para 2019, a expectativa está em us$ 80,00 bilhões, mesmo valor de uma semana e um mês antes.   jornal do comércio (http://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/05/economia/629809-mercado-reduz-expectativa-de-alta-do-pib-de-2-50-para-2-37-em-2018.html)  
28/05/2018

Volatilidade externa e economia em ritmo lento afetam mercado de capitais

 a expectativa em relação à mudança da política monetária nos estados unidos aumentou a seletividade dos investidores em relação aos seus investimentos, sobretudo nos mercados emergentes. somado a isso, a recuperação da economia brasileira em ritmo muito mais lento do que o esperado e o cenário eleitoral incerto também contribuem para a maior cautela na escolha dos ativos pelo investidor. os efeitos desse cenário já são vistos no mercado de capitais brasileiro. neste ano, das emissões de ações no "pipeline" (jargão do mercado financeiro para negócios em fase de preparação), algumas não tiveram sucesso, evidenciando a seletividade dos investidores. entre elas, blau farmacêutica, ri happy e grupo dass. outras desistiram ao sondar o mercado, como jhsf malls e centauro, por exemplo. em relação a emissões externas, a light e a usina coruripe aguardam momento mais propício para emitirem. a disparada do dólar no mundo e a alta de juros nos estados unidos já estão criando ambiente "menos amigável" aos emergentes, mas os investidores vão seguir buscando boas oportunidades de retorno, embora possam exigir maiores prêmios, por conta do maior risco cambial nos emergentes, avalia o instituto internacional de finanças (iif), formado pelos 500 maiores bancos do mundo. "agora, o mercado está 10 vezes mais seletivo. os investidores não vão comprar qualquer 'case', mas de empresas com fundamento, que tenham base de crescimento, do setor", diz o vice-presidente executivo do itaú bba, alberto fernandes. segundo ele, uma possível mudança da política monetária nos estados unidos tem afetado todos os emergentes e desviado a atenção dos investidores. o aumento do nervosismo dos mercados começou nas últimas semanas, com a elevação da aposta de que a alta de juros nos eua pode ter um ritmo maior do que previsto inicialmente. com isso, o dólar vem se valorizando em relação a outras moedas e criando um ambiente menos favorável para a entrada de fluxo de capital nos emergentes. a mudança do cenário no exterior está fazendo os investidores a fazerem um rebalanceamento de suas carteiras, ressalta o economista-chefe da gestora western asset, adauto lima. a elevação de juros nos estados unidos aumenta a atratividade dos títulos daquele país, muito mais seguros. nos emergentes, brasil e méxico passarão por eleições muito disputadas que ajudam a elevar o quadro de incerteza. nesse ambiente, o apetite dos estrangeiros em relação aos ativos brasileiros segue firme, mas a seletividade dá o tom, destaca renato ejnisman, diretor executivo do bradesco. "não será qualquer nome que irá a mercado e não a qualquer preço", diz o executivo. "a empresa que passar por essa 'régua' vai encontrar demanda", afirma. por conta da atual volatilidade da moeda, ejnisman pondera que algumas ofertas podem demorar pouco mais para ir ao mercado. mesmo com esse cenário e pelo ano eleitoral, a atividade dos bancos de investimentos segue aquecida, comenta o responsável pelo banco de investimento do bank of america merrill lynch, hans lin. "o nível está bom para um ano de eleição. o que está afetando neste momento são fatores externos e ainda uma recuperação da economia brasileira mais lenta do que o esperado", afirma. as eleições locais devem começar a ganhar a cena a partir do fim de julho, afirma lin. segundo ele, a expectativa é de uma janela aberta para emissão de ações em julho e já há, inclusive, uma fila de cerca de seis empresas se preparando para estrearem no mercado, segundo apurou o broadcast, serviço de notícias em tempo real do grupo estado. apesar do cenário menos favorável, as empresas brasileiras tiveram sucesso ao longo dos últimos meses para acessarem o mercado. as grandes companhias, por exemplo, conseguiram aproveitar e trocar dívida cara por mais barata acessando o mercado externo, lembra o responsável pelo banco de investimento do morgan stanley no brasil, alessandro zema. "as grandes empresas não estão com a corda no pescoço e têm o luxo de poder esperar (uma normalização). a fase de necessidade já passou", afirma o executivo. já aquelas que ainda precisam realizar o "liability management" (gestão de ativos e passivos da empresa) poderão esperar para realizar em um melhor momento. apesar do impacto ser mais imediato nas captações externas, o mesmo movimento é observado no mercado de renda variável. "o apetite externo é muito seletivo e não serão todas as histórias que virão a mercado que funcionarão, mas o sucesso das últimas três emissões do mercado de ações (notredame, hapvida e banco inter) mostrou claramente que o mercado está disposto a realizar investimentos", salienta zema.   jornal do comércio (http://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/05/economia/629867-volatilidade-externa-e-economia-em-ritmo-lento-afetam-mercado-de-capitais.html)
28/05/2018

Petrobras reduz preço da gasolina em 2,84% e diesel permanece com mesmo valor

 a petrobras anunciou que, com o reajuste que entrará em vigor na terça-feira (29), o preço médio do litro da gasolina a sem tributo nas refinarias será de r$ 1,9526, com queda de 2,84% em relação à média atual de r$ 2,0096. já o preço médio nacional do litro do diesel a permanece em r$ 2,1016. para tentar pôr fim à greve, o presidente michel temer cedeu e reduziu em r$ 0,46 o valor do diesel, com corte em tributos como a cide e o pis/cofins. foi garantido também o congelamento do preço do diesel por 60 dias. depois disso, o reajuste será mensal, de 30 em 30 dias. o governo publicou, em edição extra do diário oficial da união, as três medidas provisórias (mps) para atender a novos pedidos dos caminhoneiros.   jornal do comércio (http://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/2018/05/economia/629829-petrobras-reduz-preco-da-gasolina-em-2-84-e-diesel-permanece-com-mesmo-valor.html)

Proposta da previdência concede aposentadoria básica de até 700 reais para todas as pessoas


08/02/2019
O governo estuda diferentes propostas de reforma da Previdência. Uma delas foi vazada nesta semana, mas não se sabe se será a definitiva. Duas outras ideias avaliadas pelo governo concedem a todas as pessoas que completem 65 anos o direito de ganhar uma aposentadoria básica, de até R$ 700, mesmo que nunca tenham contribuído para a Previdência. Mas como funcionaria na prática?
Hoje, a grande maioria dos trabalhadores não tem direito a nada caso seu tempo de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) seja inferior a 15 anos.

RENDA BÁSICA DO IDOSO

As propostas de uma “renda básica do idoso”, como têm sido chamadas, garantem um piso simbólico a todos, com valor um pouco inferior ao salário mínimo. Deixa de existir um período mínimo de contribuição: todos partem desse mesmo piso e, para cada ano contribuído, ganha-se um aumento proporcional na aposentadoria final a ser recebida, até o teto estipulado.
Por outro lado, as idades mínimas para se aposentar e o tempo de contribuição para chegar ao teto seriam maiores do que hoje. O teto (R$ 5.839 em 2019) também pode ficar mais baixo, sendo complementado por um regime de capitalização, sistema em que cada trabalhador faz uma espécie de poupança para a própria aposentadoria.

BENEFÍCIO MÍNIMO DE R$ 550 A R$ 698,60

Há duas propostas com o modelo de aposentadoria mínima: uma foi capitaneada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e o economista Paulo Tafner, e a outra é assinada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com as entidades de seguros e previdência privada FenaPrevi, Abrapp, CNSeg e ICSS.
Na proposta de Fraga e Tafner, a renda básica seria de 70% do salário mínimo (R$ 698,60 em 2019) e, na da Fipe, de R$ 550 em valores de hoje –equivalente a um quarto da renda média do país, atualmente próxima de R$ 2.200 por mês, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A proposta de Fraga pode ter algum peso porque ele participa de um conselho consultivo sobre Previdência criado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com participação de economistas independentes.

“BASTA PROVAR QUE ESTÁ VIVO”

“Basta ter 65 anos, ir ao INSS e provar que está vivo”, disse Tafner, que também é pesquisador da Fipe. Segundo ele, a aposentadoria básica ajuda a limpar distorções e injustiças. “A pessoa que chega aos 65 anos com 10 ou 13 anos de contribuição não recebe nada”, disse.
É uma situação, segundo ele, especialmente comum entre os mais pobres, que passam mais tempo na informalidade ou desempregados se comparados a pessoas com escolaridade e níveis de renda mais altos.

PARA GANHAR MAIS, É NECESSÁRIO CONTRIBUIR

“É um benefício não contributivo, universal e incondicional”, disse o economista Hélio Zylberstajn, coordenador da proposta de reforma da Previdência apresentada pela Fipe.
Mas ter o direito a um benefício sem precisar fazer nada não vai desestimular as pessoas a contribuir com a Previdência ao longo da vida? “É por isso que o valor é pequeno”, afirmou Zylberstajn, que é pesquisador da Fipe e professor da Faculdade de Economia da USP (Universidade de São Paulo). “Se a pessoa quer chegar aos 65 anos e viver com mais de R$ 550 por mês, ela vai ter que contribuir.”

RENDA MÍNIMA ENTRARIA NO LUGAR DO BPC

Atualmente, é o BPC (Benefício de Prestação Continuada) que cumpre, em parte, essa função: ele garante uma aposentadoria básica, no valor de um salário mínimo, a deficientes e idosos de baixa renda. Também não é necessário ter contribuído para ter direito ao benefício. Nas duas propostas, o BPC deixa de existir. Deficientes também têm direito a recebê-la, independentemente de contribuições.
A diferença é que, se por um lado, muito mais pessoas receberiam o benefício, por outro, ele seria menor. É essa redistribuição dos recursos que garante o benefício universal sem que o déficit da Previdência aumente.
Além disso, ambas as propostas garantem economias mais profundas em outras frentes do sistema, com idades mínimas maiores do que as atuais (iriam para 65 anos para homens e mulheres), regras menos generosas para pensões e benefícios mais rigorosos para servidores públicos e militares.

COMO SERIA A RENDA BÁSICA DO IDOSO:

Na proposta Fraga/Tafner:
  • Valor: R$ 698,60 (70% do salário mínimo de 2019)
  • Reajuste anual: Pela inflação
  • Quem teria direito: Qualquer pessoa acima dos 65 anos e deficientes
  • Válida a partir de quando: Para aqueles que se aposentarem a partir do ano em que a reforma entrar em vigor
  • Teto da aposentadoria: R$ 3.952,07, chegando a R$ 5.645,81 (em valores de 2018) com o regime de capitalização
  • Idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e mulheres
  • Tempo de contribuição para receber o teto: 40 anos (reduzido em até três anos para mulheres com filhos; quem tiver direito ao teto máximo e colaborar por mais de 40 anos, pode receber acima dos R$ 5.645,81 em proporção ao tempo extra de colaboração)
Na proposta da Fipe:
  • Valor: R$ 550 (em valores de 2018)
  • Reajuste anual: Pela inflação
  • Quem teria direito: Qualquer pessoa acima dos 65 anos e deficientes
  • Válida a partir de quando: Para nascidos a partir de 2005
  • Teto da aposentadoria: R$ 2.200 (em valores de 2018), podendo ser ampliado individualmente com o regime de capitalização, em proporção à renda recebida
  • Idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e mulheres
  • Tempo de contribuição para receber o teto: 40 anos (35 anos para mulheres com filhos)(As informações são do portal UOL)
Dica extra: Compreenda e realize os procedimentos do INSS para usufruir dos benefícios da previdência social.
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Fonte: Jornal Contábil

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