20/04/2018

Expectativa de inflação dos consumidores tem menor nível desde 2007, diz FGV

 a pesquisa que aponta a expectativa dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes recuou em abril e ficou em 5,0%. a redução foi de 0,3 ponto percentual em relação a março. é o menor nível do índice desde agosto de 2007, quando a mediana ficou em 4,9%. na comparação com abril de 2017, houve queda de 2,5 pontos percentuais. o indicador foi divulgado nesta sexta-feira (20) pelo instituto brasileiro de economia da fundação getulio vargas (ibre/fgv). o economista do instituto pedro costa ferreira explica que essa queda reflete o momento de estabilidade da inflação no país. "a queda na expectativa de inflação dos consumidores está em linha com o que foi previsto em meses anteriores e reflete o momento de estabilidade da inflação. para os próximos meses, espera-se que o indicador de expectativa de inflação continue caindo, refletindo o bom momento do nível geral de preços da economia." do total de consumidores ouvidos na pesquisa, 47,1% projetaram valores dentro dos limites da meta de inflação de 4,5% estabelecida pelo conselho monetário nacional para este ano com a tolerância de 1,5 ponto percentual, o índice ficaria entre 3% e 6% para esses entrevistados. para 26,4% dos entrevistados o índice ficaria entre o limite inferior e a meta, que foi o intervalo mais citado. a proporção dos que indicaram inflação abaixo do limite inferior permaneceu estável, em 23,5%. pelas faixas de renda, as famílias com renda acima de r$ 9.600,00 foram as únicas que mantiveram a previsão sem recuos, com índice de 4% pelo quarto mês seguido. a maior queda ocorreu na faixa com renda familiar até r$ 2.100,00, com redução da expectativa de inflação de 6,4% em março para 5,8% em abril. a sondagem do consumidor da fgv faz uma coleta mensal de informações com mais de 2,1 mil brasileiros em porto alegre, são paulo, rio de janeiro, belo horizonte, salvador, brasília e recife. o quesito expectativa de inflação é respondido por cerca de 1,5 mil entrevistados, com uma resposta livre, sem nenhum valor sugerido. addthis sharing buttons share to facebookshare to twittershare to linkedinshare to e-mailshare to imprimir comentar | corrigir | compartilhar comentários seja o primeiro a comentar esta notícia hoje no jc para folhear modo texto assine já ios android capa leia também ipca-15 registra alta de 0,21% em abril, revela ibge ipca-15 registra alta de 0,21% em abril, revela ibge crescimento está de volta no brasil, diz diretora do fmi crescimento está de volta no brasil, diz diretora do fmi presidente do bc diz que ninguém se beneficia de guerra comercial entre china e eua presidente do bc diz que ninguém se beneficia de guerra comercial entre china e eua confiança da indústria cai 0,7 e atinge 101,1 pontos em abril, diz prévia da fgv confiança da indústria cai 0,7 e atinge 101,1 pontos em abril, diz prévia da fgv capinha cadastre seu e-mail no formulário abaixo para começar a receber a newsletter diária. fonte: jornal do comércio – agência brasil
20/04/2018

Confiança do consumidor sobe em abril, mas segue em nível muito baixo, diz CNI

 o índice nacional de expectativa do consumidor (inec), medido pela confederação nacional da indústria (cni), subiu apenas 0,3% em abril em relação a março, ficando em 102,2 pontos. o aumento é fraco e ainda deixa o indicador abaixo da média histórica da pesquisa, que é de 107,9 pontos. os dados foram divulgadas na manhã desta quarta-feira (25). para a cni, o resultado de abril demonstra que a confiança do brasileiro ainda é insuficiente para reativar o consumo. "há quase dois anos, o índice está oscilando em um patamar muito baixo. com isso, as pessoas têm pouca disposição para fazer compras, o que limita o crescimento do consumo e da economia como um todo", avalia o economista da cni marcelo azevedo. segundo o estudo, o inec está, desde junho de 2016, variando dentro da faixa de 100 e 105 pontos, com duas exceções, a última delas em setembro de 2017, quando o índice foi a 98,5 pontos. nos meses seguintes, até abril de 2018, o índice mostra três variações mensais positivas e quatro negativas - e acumula alta de apenas 3,8% no período. a leve recuperação registrada em abril, de acordo com a entidade, se deve a uma melhora nas expectativas do consumidor diante da inflação, do emprego e da renda pessoal nos próximos seis meses. "os índices de expectativa de inflação, desemprego e própria renda registram crescimento de mais de 2% na comparação com março. ou seja, revela que os consumidores esperam menor inflação e desemprego, e aumento de sua renda", cita o levantamento. apesar disso, o componente que avalia a expectativa quanto ao endividamento piorou, com queda de 3,4% em relação a edição anterior da pesquisa, indicando aumento das dívidas das famílias. o consumidor também vê uma piora na situação econômica, com recuos no índice de situação financeira e de compras de bens de uso doméstico de maior valor, como móveis e eletrodomésticos. os recuos nesses índices foram de -0,8% e -0,4%, respectivamente. a cni explica que o inec é um indicador que ajuda a antecipar variações na atividade econômica. "consumidores pouco confiantes tendem a diminuir as compras. com a redução do consumo, aumentam as dificuldades de recuperação da economia", reforça. o inec é elaborado em parceria com o ibope e esta edição do estudo ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre 12 e 16 de abril.   jornal do comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2018/04/economia/623973-confianca-do-consumidor-sobe-em-abril-mas-segue-em-nivel-muito-baixo-diz-cni.html)
18/04/2018

Seguros para indústria estendem proteção de empresa para funcionários

 empresas buscam segurança nas apólices que as protegem de imprevistos que possam trazer grandes prejuízos. o setor de seguros no brasil está em constante expansão. com o reaquecimento da economia, diversas empresas buscam mais segurança ao contratar apólices que preveem a proteção contra roubo, incêndio e outros imprevistos que possam trazer grandes prejuízos. “está cada vez mais claro para representantes da indústria a necessidade de se precaver”, ressalta antoine maleh, diretor da corretora tailor insurance. “os prejuízos oriundos de incêndios, roubos ou acidentes, seja em relação à mercadoria, ao patrimônio ou até mesmo aos funcionários, podem gerar situações de difícil saída para as empresas, tornando o seguro empresarial a ferramenta mais eficaz para a proteção patrimonial garantindo perdas e saúde financeira”, acrescenta. entre os itens assegurados estão despesas fixas, lucros cessantes, perda de aluguel, deterioração de mercadorias, proteção contra equipamentos nomeados, eletrônicos e portáteis, roubo de valores em trânsito, assim como casos de tumultos, greves, atos dolosos e manifestações. se um armazém frigorífico, por exemplo, tiver suas atividades interrompidas por uma falha elétrica ocasionando em mercadoria estragada, o seguro ajuda a cobrir os prejuízos em relação aos produtos e equipamentos que foram danificados. crise deixou indústria mais cautelosa a instabilidade da economia brasileira nos últimos anos deixou empresários mais atentos aos riscos de perder dinheiro. os momentos de crise são conhecidos pela mudança de comportamento, visando mais segurança e estabilidade para desenvolver suas atividades até mesmo nos momentos mais incertos. “a crise que chegou ao brasil nos últimos anos fez com que muitos empresários buscassem medidas para evitar o prejuízo”, afirma maleh. “por isso a modalidade de ter um seguro que atende as principais necessidades das pessoas jurídicas se tornou mais popular”, continua o executivo. ou seja, se antes o seguro era considerado uma medida preventiva, atualmente ele é visto pelos empresários como uma medida necessária para garantir a existência saudável do empreendimento. para encontrar a melhor opção de seguro para a sua empresa, é importante pensar em quais são as suas necessidades. ao buscar por uma apólice, devem ser analisadas as vantagens e as coberturas previstas em contrato. afinal, o seguro para empresas não se trata apenas de proteger o patrimônio, mas também todos os trabalhadores envolvidos. porém, não são todas as empresas que conseguem contratar um seguro. diversas delas, com atividades de maior risco para as seguradoras, enfrentam dificuldades na aceitação precisando assim de uma ajuda especializada na hora da contratação. fonte: revista apólice
18/04/2018

Consumidores preferem canais tradicionais para aquisição de seguros

 um estudo do centro de pesquisa e economia do seguro (cpes) revela que os canais digitais que comercializam seguro ainda não foram capazes de deslanchar as vendas. o levantamento, realizado por miro cequinel, professor da escola nacional de seguros (funenseg), que mostra que a internet é a principal porta de entrada do consumidor para cotação e comparação de preços, mas não para o fechamento de negócios. além disso, o seguro é o produto com maior índice de rejeição na compra online. segundo pesquisa do serviço de proteção ao crédito, o setor aparece em última colocação na lista de itens compráveis online, com 6% de aceitação entre os consumidores. fonte: comunicação sincor-sp
18/04/2018

Provedora de dados e analytics investe no mercado brasileiro de seguros

 a lexisnexis risk solutions, provedora global de dados, analytics e insights de mercado, está investindo no mercado brasileiro de seguros com a contratação de profissionais, recursos e tecnologia. a empresa não revela os valores, mas em 2017, fixou presença local, com um novo escritório em são paulo, para atender à demanda por melhores dados e analytics por parte das seguradoras de automóveis e de saúde, além de aumentar a sua operação global. localmente, a empresa trabalha em parceria com as principais seguradoras de veículos, permitindo precificação e subscrição mais precisos por meio do uso da telemetria. o investimento no brasil contará com contratações de especialistas, inclusive profissionais do setor de seguro de automóveis e de saúde, cientistas de dados e gestores de tecnologia que conduzirão no país a operação de uma plataforma de tecnologia de processamento de dados de alta performance. a disciplina de tecnologia da lexisnexis foca na gestão digital para todos os negócios, compliance de dados e processos de segurança de nível mundial. além disso, a empresa fornecerá serviços inovadores de analytics. o investimento acelerara ainda mais os planos de oferta de informações mais apuradas sobre riscos originadas tanto dos dados fornecidos pelas seguradoras como por fontes terceirizadas. fonte: ti inside
18/04/2018

Corretor deve ficar atento a detalhes na previdência privada

 o corretor de seguros que pretende diversificar sua carteira de negócios e apostar no potencial da previdência complementar deve ficar atento a algumas características desse produto. como alerta a susep em seu site, há questões relevantes a se observar, incluindo o fato de a possibilidade de resgate não estar disponível em alguns planos. “o resgate consiste na restituição do montante acumulado na provisão matemática de benefícios a conceder constituída, devendo ser observado o regime financeiro (repartição / capitalização) adotado na estruturação do plano de previdência complementar aberta”, orienta a autarquia. outro ponto importante é o prazo legal de 30 dias, após o recebimento de todos os documentos solicitados para o início do pagamento do benefício. além disso, o corretor deve orientar seus clientes sobre os planos de previdência complementar aberta que podem ser utilizados para a redução na base de cálculo do imposto de renda. de acordo com a susep, podem ser utilizados para essa finalidade os planos de renda por sobrevivência, pensão por morte e renda por invalidez. “mas lembre-se que a dedução das contribuições só poderá ser até 12% de sua renda bruta”, adverte a autarquia. a susep lembra ainda que, se o participante omitir uma doença que saiba ser portador antes da contratação do plano de previdência e não tenha mencionado na proposta de inscrição ou na declaração pessoal de saúde fornecida à entidade ou seguradora, esta poderá negar o pagamento do benefício contratado “sem a devolução das contribuições já pagas”. o corretor deve ainda explicar ao cliente que, nos planos de previdência complementar aberta, é prevista cláusula de atualização monetária, sendo o indexador e a periodicidade previstos no regulamento. além da atualização, no regulamento dos planos por idade ou faixa etária contratados está previsto o reajuste técnico em decorrência da mudança da idade (planos de pecúlio, pensão e invalidez estruturados no regime financeiro de repartição). já para os planos de renda por sobrevivência, estruturados na modalidade de benefício definido, o aumento da contribuição acima do indexador previsto no plano será em decorrência da repactuação. fonte: cqcs
18/04/2018

Conheça os 7 pecados que levam ao endividamento e à inadimplência

 grande parcela da população brasileira se encontra endividada ou inadimplente, ocasionando problemas que vão muito além do dinheiro, envolvendo até mesmo relações familiares e saúde. esse crescimento, com certeza tem muito em relação à crise política e financeira que passamos, todavia, outras questões também são geradoras desse problema. repare que, mesmo antes desse período de dificuldades, a quantidade de endividados e inadimplentes já era alta. enfim, existem outros fatores que geram essa situação e, para melhor entendimento, decidi detalhar os sete principais pecados que levam as pessoas a se tornarem inadimplentes: falta de educação financeira: sem possuir educação financeira, as pessoas não conhecem sobre a importância do dinheiro e as formas corretas de utilizá-lo, então, ficam a um passo das dívidas. isso acontece com a maior parte da população, pois nem os pais e nem as escolas ensinam isso para as crianças e adolescentes e depois que crescem, ficam expostos a sociedade de consumo, na qual esse tipo de informação não é interessante. o caminho para sair desta situação é buscar cursos e livros sobre o tema. também é fundamental a preocupação com as crianças, ensinando de forma lúdica e solicitando a inserção deste nas escolas. falta de planejamento: as pessoas não sabem para onde vai o dinheiro que recebem e não possuem controle. isso é reflexo direto do pecado anterior, as pessoas ganham e gastam sem controle nenhum ou com um controle superficial, não se dando conta que o descontrole financeiro não acontece nos grandes gastos, mas sim nos pequenos. para evitar que isso ocorra, o correto é o preenchimento de uma caderneta diária de todos os gastos, que chamamos de apontamento, e realizar uma planilha mensal por três meses, conhecendo, assim, os seus verdadeiros números. marketing e publicidade: a suscetibilidade às ferramentas de marketing e publicidade faz com que as pessoas comprem o que elas não precisam. isso acontece diariamente por meio de ações expostas na televisão, nas ruas, no trabalho. as mensagens são muitas e as pessoas passam a acreditar que parte do que é oferecido é realmente necessário. o caminho para evitar esse problema é não comprar por impulso; o ideal é se questionar se realmente precisa desse produto, qual a função que terá em sua vida, etc. também é interessante deixar a compra para outro dia, quando terá refletido sobre se quer realmente o produto. crédito fácil: buscar ferramentas de crédito fácil, como empréstimos, crediários, financiamentos, limite do cheque especial ou pagar o mínimo de cartão de crédito já é uma forma de endividamento. o mercado oferece milhares de produtos de fácil acesso, contudo, os juros cobrados são abusivos e fazem com que a inadimplênciase torne alta. assim, a solução é evitar esses meios. no caso de cartão de crédito, o ideal é ter só um e, em caso de descontrole, até mesmo eliminar. também é interessante não ter limite de cheque especial e evitar os empréstimos e crediários. parcelamentos: ao parcelar as compras, as pessoas não percebem que já estão se endividando. para piorar, muitas vezes, o consumidor esquece de colocar esses valores no orçamento, o que pode comprometer seriamente as finanças. um parcelamento, na verdade, é uma forma de crédito, pois você está usando um dinheiro que não possui para comprar um produto. caso seja fundamental parcelar, deverá constar no orçamento mensal da pessoa, que sempre que receber seus rendimentos, separará parte do valor para pagar essa dívida. também é interessante ter uma poupança paralela, para que, em caso de imprevistos, tenha como arcar com esses valores. falta de sonhos: não ter objetivo para o dinheiro causa inadimplência. se a pessoa não tem determinado o objetivo para o dinheiro, gastará de forma irresponsável, levando ao endividamento. isso ocorre muito pela falta de capacidade das pessoas de sonharem, vivendo apenas o presente. para sair deste problema, é recomendável fazer um exercício simples, refletir sobre quais são realmente os seus sonhos, o que se quer para o futuro. tendo isso estabelecido, deve cotar os valores e determinar parte de seu dinheiro, quando recebê-lo para esse fim. com isso em mente, será muito mais difícil cair nas armadilhas do consumismo e crédito fácil. necessidade de status social: acreditar que consumir é importante para ser aceito socialmente faz com que as pessoas comprem sem ter condições. isso porque acreditam que possuir alguma coisa é o que fará a diferença para os outros, e não o que ela realmente é. isso é um valor errado de que ter produtos é sinônimo de felicidade. o consumo dessa maneira irá apenas suprir a dificuldade de relacionamento interpessoal. a solução para esta questão é ter objetivos claros e perceber que é muito mais importante ter conteúdo do que ter produto. ao citar esses sete erros que levam à inadimplência, não quer dizer que não existam outros, mas acredito que esses sejam vitais para que uma pessoa ou família se atentem. quem investe em seus conhecimentos, tem maior chance de se dar bem na vida e, quem tem a educação financeira como um dos requisitos básicos para se viver bem, certamente, poderá desfrutar muito melhor desta vida. enfim, vamos todos investir em nossa saúde financeira para dar sustentabilidade às nossas principais saúdes: física, mental e espiritual. fonte: segs por paulo ucelli reinaldo domingos, educador financeiro, presidente da associação brasileira de educadores financeiros (abefin) e autor de diversas obras sobre o tema dentre as quais o best-seller terapia financeira.
18/04/2018

Os riscos e as garantias vão mudando

 neste mercado, que tem potencial pra dobrar de tamanho nos próximos cinco anos, alguns seguros que eram quase desconhecidos há pouco tempo, têm se tornado alvos da demanda dos segurados. não tem jeito. todo ano, em algum momento do mês de março, chove torrencialmente na cidade de são paulo. até agora, este risco era parcialmente segurado, através da carteira de seguros de veículos, que há muito tempo dá cobertura para os danos causados pela água na garantia compreensiva. poucos, pouquíssimos imóveis têm garantia para o mesmo risco, mas, de outro lado, uma vasta gama de garantias para outros riscos de origem climática e que podem ocorrer com as chuvas de março estão disponíveis nos pacotes residenciais e empresariais. sua contratação depende da vontade dos segurados, que, curiosamente, na imensa maioria das vezes, deixam de contratá-las. a explicação é simples: o brasileiro não tem o hábito de contratar seguros e isso faz com que a penetração do produto ainda seja muito baixa, principalmente nas classes mais baixas da população. nada que o tempo e a experiência não mudem. é o que estamos começando a ver. a demanda por seguros deve crescer bastante ao longo dos próximos anos. e isso deve acontecer porque o brasileiro está mais consciente da necessidade de proteger seu patrimônio e sua capacidade a atuação. ninguém afeito ao setor tem dúvida de que o mercado pode dobrar de tamanho em cinco anos, bastando para isso que o país continue a crescer, mesmo em ritmo lento. o que nem todo mundo esperava é o que está acontecendo neste momento e que deve pautar os próximos anos. o setor assiste a uma mudança na demanda por seguros. produtos que até agora eram os mais desejados estão se recuperando em ritmo lento, enquanto outras coberturas, muitas inéditas até há pouco tempo, vão sendo alvo da demanda dos segurados. entre as notícias que vão sendo publicadas, é muito mais comum se ler a respeito dos seguros de garantia em geral do que sobre os seguros de incêndio. não faz muitos anos, os seguros de garantia eram o ambiente ideal para especialistas e segurados com demandas específicas. não se falava deles e, quando entravam na pauta, o desconhecimento de seus mecanismos, bastante diversos dos procedimentos adotados pelos seguros mais tradicionais, levavam a sérios problemas de compreensão sobre o que estava sendo segurado e como o seguro funciona. da mesma forma, seguros para riscos cibernéticos eram assunto completamente estranho à realidade o brasileiro. todavia, a rotina implacável do mundo moderno mudou esta percepção e atualmente pouca gente não se interessa em saber o que é, como funciona e para o que servem os seguros para riscos cibernéticos. e muitos descobrem que precisam deste seguro porque seus negócios e responsabilidades estão seriamente ameaçados por ações de criminosos com acesso aos respectivos computadores e bancos de dados. os riscos de responsabilidade civil já são relativamente conhecidos, mas ainda não ocupam o espaço que deveriam ter dentro do faturamento do setor. os diversos riscos ainda não estão completamente claros ou, pelo menos, a ameaça que representam ainda não foi completamente compreendida. responsabilidade civil vai da quebra da vidraça do vizinho por uma bola chutada sem direção aos riscos sofisticadíssimos, e quase incomensuráveis, possíveis de serem causados ao meio ambiente, muitas vezes por pequenos acidentes que não chamam a atenção. é o caso de gotinhas que pingam durante décadas, uma a uma, lentamente, desapercebidas, poluindo o solo e os mananciais próximos. também é o caso de um acidente como o da samarco, em minas gerias. e é o caso de uma cirurgia mal realizada, ou um prazo perdido por um escritório de advocacia. mas qual o dano máximo que uma falha numa rede social pode causar a terceiros? na década de 1980, grandes companhias europeias e norte-americanas já tinham seguros de responsabilidade civil com mais de cem bilhões de dólares de capital agregado. o cenário é amplo e tem espaço de sobra para quem quiser aprender, se profissionalizar e trabalhar bem. seguradores e corretores estão diante de um momento único. é pegar ou pegar. fonte: estadão l antonio penteado
18/04/2018

8 em cada 10 brasileiros não se preparam para aposentadoria, diz pesquisa do SPC Brasil e CNDL

  orçamento apertado é principal justificativa; 7 em cada 10 entrevistados afirmam ter uma meta de guardar dinheiro para a aposentadoria. pesquisa realizada pelo serviço de proteção ao crédito (spc brasil) e pela confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl) mostra que 8 em cada 10 brasileiros (78%) admitem que não estão se preparando para a hora de se aposentar. a estimativa das entidades é de que cerca de 104,7 milhões de adultos acima de 18 anos estão nessa situação. apenas 19% têm se preparado, percentual que aumenta para 25% entre os homens, 26% entre os mais velhos e 30% nas classes a e b. entre os principais motivos estão o hábito de planejar a vida a longo prazo (35%) e o exemplo de pessoas que não se prepararam e por isso tiveram problemas financeiros após a aposentadoria (29%). destaques da pesquisa: estimativa é de que 104,7 milhões de adultos não se prepararam; orçamento apertado é principal justificativa; média do valor reservado para a aposentadoria é de r$ 371; brasileiros pretendem se aposentar aos 61 anos. justificativas para adiamento entre os que não se preparam para a aposentadoria, 47% afirmam que não sobra dinheiro no orçamento e 22% alegam que estão desempregados. outros 19% já começaram a guardar dinheiro com esse objetivo, porém, não conseguiram continuar devido a problemas financeiros. e 15% têm outros planos e prioridades. já entre os que começaram a se preparar, mas pararam de guardar dinheiro, os principais motivos foram os problemas financeiros (36%), desemprego (35%) e imprevistos pessoais e/ou familiares (29%). entre estes entrevistados, 22% ainda têm o dinheiro, enquanto 77% já não têm mais – o dinheiro foi utilizado principalmente para pagamento de dívidas (52%), tratamento de saúde (17%) e compras (13%). a maioria dos que pararam de guardar dinheiro para a aposentadoria pretende voltar (92%), no entanto, 52% ainda não tem uma data definida para isso. para parte dos entrevistados que têm outros planos que não englobam reserva para aposentadoria, 56% priorizam a compra da casa própria, 44% os estudos e 27% a compra de um carro. meios para se preparar sete em cada dez entrevistados (77%) afirmam ter uma meta de guardar dinheiro para a aposentadoria. entre eles, 91% estão conseguindo manter essa meta de reservar uma quantia todo mês. já entre os que poupam dinheiro para aposentadoria de forma ativa, 69% guardam dinheiro mensalmente, 18% a cada 2 ou 3 meses e 5% aproximadamente 3 vezes ao ano – já 6% não têm frequência certa. em média, o valor reservado, independentemente da frequência de reserva, é de r$ 371,38. atualmente, o valor médio total aplicado e destinado a aposentadoria é de r$ 20.726,76. os meios mais comuns para se preparar para a aposentadoria são a poupança (39%), inss pago pela empresa (30%) e inss pago por conta própria (23%). entre os que se preparam para a aposentadoria, 87% dizem que possuem o hábito de fazer reserva financeira para outras finalidades além da aposentadoria, sendo que 49% têm dinheiro guardado para imprevistos e 29% para fazer viagens. cerca de 28% dizem saber qual o valor que terão disponível ao se aposentar e 33% acreditam que o valor que está economizando será suficiente para a aposentadoria no futuro. quatro em cada dez (43%) consideram que o valor que poupam para a aposentadoria aumentou nos últimos dois anos, 41% que ele permaneceu o mesmo e apenas 10% que ele diminuiu. 61 anos é idade média para se aposentar de acordo com o levantamento, a idade média em que os entrevistados começaram a poupar para a aposentadoria é 28 anos. em média, os entrevistados pretendem parar de trabalhar e se aposentar aos 61 anos. entretanto, outros 21% pretendem continuar trabalhando de forma integral ou parcial, principalmente porque querem se manter ativos (60%) ou por gostarem do seu trabalho (18%). já entre os que pretendem parar de trabalhar quando se aposentarem, 60% pretendem ter um período de transição até a aposentadoria. as principais atividades planejadas para o período da aposentadoria são viajar (60%), passar mais tempo com os amigos e a família (50%) e ter novos passatempos (42%). previdência privada a pesquisa também identificou como os brasileiros entendem a importância dos planos de previdência privada como complemento financeiro ou alternativa ao sistema previdenciário público ao qual todo trabalhador brasileiro tem direito (inss). considerando apenas os 12% dos entrevistados que se preparam para aposentadoria através de um plano de previdência privada da empresa onde trabalham, 61% receberam uma proposta direta da própria empresa, acharam interessante e resolveram fazer. outros 39% ficaram sabendo que a empresa tinha o plano e solicitaram a adesão. no caso dessas pessoas, 72% possuem um plano de coparticipação com o empregador, que paga uma parte do plano e desconta a outra na folha de pagamento, enquanto para 28% não há contribuição da empresa, pagando integralmente o plano, porém com um valor abaixo do praticado no mercado. o valor médio de contribuição é de r$ 191,28 mensais, sendo que 38% contribuem com até r$ 150,00. a contribuição ao plano de previdência privada representa, em média, 5,48% do salário. fonte: g1

Proposta da previdência concede aposentadoria básica de até 700 reais para todas as pessoas


08/02/2019
O governo estuda diferentes propostas de reforma da Previdência. Uma delas foi vazada nesta semana, mas não se sabe se será a definitiva. Duas outras ideias avaliadas pelo governo concedem a todas as pessoas que completem 65 anos o direito de ganhar uma aposentadoria básica, de até R$ 700, mesmo que nunca tenham contribuído para a Previdência. Mas como funcionaria na prática?
Hoje, a grande maioria dos trabalhadores não tem direito a nada caso seu tempo de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) seja inferior a 15 anos.

RENDA BÁSICA DO IDOSO

As propostas de uma “renda básica do idoso”, como têm sido chamadas, garantem um piso simbólico a todos, com valor um pouco inferior ao salário mínimo. Deixa de existir um período mínimo de contribuição: todos partem desse mesmo piso e, para cada ano contribuído, ganha-se um aumento proporcional na aposentadoria final a ser recebida, até o teto estipulado.
Por outro lado, as idades mínimas para se aposentar e o tempo de contribuição para chegar ao teto seriam maiores do que hoje. O teto (R$ 5.839 em 2019) também pode ficar mais baixo, sendo complementado por um regime de capitalização, sistema em que cada trabalhador faz uma espécie de poupança para a própria aposentadoria.

BENEFÍCIO MÍNIMO DE R$ 550 A R$ 698,60

Há duas propostas com o modelo de aposentadoria mínima: uma foi capitaneada pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e o economista Paulo Tafner, e a outra é assinada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com as entidades de seguros e previdência privada FenaPrevi, Abrapp, CNSeg e ICSS.
Na proposta de Fraga e Tafner, a renda básica seria de 70% do salário mínimo (R$ 698,60 em 2019) e, na da Fipe, de R$ 550 em valores de hoje –equivalente a um quarto da renda média do país, atualmente próxima de R$ 2.200 por mês, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A proposta de Fraga pode ter algum peso porque ele participa de um conselho consultivo sobre Previdência criado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, com participação de economistas independentes.

“BASTA PROVAR QUE ESTÁ VIVO”

“Basta ter 65 anos, ir ao INSS e provar que está vivo”, disse Tafner, que também é pesquisador da Fipe. Segundo ele, a aposentadoria básica ajuda a limpar distorções e injustiças. “A pessoa que chega aos 65 anos com 10 ou 13 anos de contribuição não recebe nada”, disse.
É uma situação, segundo ele, especialmente comum entre os mais pobres, que passam mais tempo na informalidade ou desempregados se comparados a pessoas com escolaridade e níveis de renda mais altos.

PARA GANHAR MAIS, É NECESSÁRIO CONTRIBUIR

“É um benefício não contributivo, universal e incondicional”, disse o economista Hélio Zylberstajn, coordenador da proposta de reforma da Previdência apresentada pela Fipe.
Mas ter o direito a um benefício sem precisar fazer nada não vai desestimular as pessoas a contribuir com a Previdência ao longo da vida? “É por isso que o valor é pequeno”, afirmou Zylberstajn, que é pesquisador da Fipe e professor da Faculdade de Economia da USP (Universidade de São Paulo). “Se a pessoa quer chegar aos 65 anos e viver com mais de R$ 550 por mês, ela vai ter que contribuir.”

RENDA MÍNIMA ENTRARIA NO LUGAR DO BPC

Atualmente, é o BPC (Benefício de Prestação Continuada) que cumpre, em parte, essa função: ele garante uma aposentadoria básica, no valor de um salário mínimo, a deficientes e idosos de baixa renda. Também não é necessário ter contribuído para ter direito ao benefício. Nas duas propostas, o BPC deixa de existir. Deficientes também têm direito a recebê-la, independentemente de contribuições.
A diferença é que, se por um lado, muito mais pessoas receberiam o benefício, por outro, ele seria menor. É essa redistribuição dos recursos que garante o benefício universal sem que o déficit da Previdência aumente.
Além disso, ambas as propostas garantem economias mais profundas em outras frentes do sistema, com idades mínimas maiores do que as atuais (iriam para 65 anos para homens e mulheres), regras menos generosas para pensões e benefícios mais rigorosos para servidores públicos e militares.

COMO SERIA A RENDA BÁSICA DO IDOSO:

Na proposta Fraga/Tafner:
  • Valor: R$ 698,60 (70% do salário mínimo de 2019)
  • Reajuste anual: Pela inflação
  • Quem teria direito: Qualquer pessoa acima dos 65 anos e deficientes
  • Válida a partir de quando: Para aqueles que se aposentarem a partir do ano em que a reforma entrar em vigor
  • Teto da aposentadoria: R$ 3.952,07, chegando a R$ 5.645,81 (em valores de 2018) com o regime de capitalização
  • Idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e mulheres
  • Tempo de contribuição para receber o teto: 40 anos (reduzido em até três anos para mulheres com filhos; quem tiver direito ao teto máximo e colaborar por mais de 40 anos, pode receber acima dos R$ 5.645,81 em proporção ao tempo extra de colaboração)
Na proposta da Fipe:
  • Valor: R$ 550 (em valores de 2018)
  • Reajuste anual: Pela inflação
  • Quem teria direito: Qualquer pessoa acima dos 65 anos e deficientes
  • Válida a partir de quando: Para nascidos a partir de 2005
  • Teto da aposentadoria: R$ 2.200 (em valores de 2018), podendo ser ampliado individualmente com o regime de capitalização, em proporção à renda recebida
  • Idade mínima para aposentar: 65 anos para homens e mulheres
  • Tempo de contribuição para receber o teto: 40 anos (35 anos para mulheres com filhos)(As informações são do portal UOL)
Dica extra: Compreenda e realize os procedimentos do INSS para usufruir dos benefícios da previdência social.
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Fonte: Jornal Contábil

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