07/01/2019

Mercado de capitalização projeta um crescimento entre 7% e 8% em 2019

 impulsionado pela formalização do novo marco regulatório do setor, a expectativa é de que mais produtos e clientes tragam essa alta, que chega a ser 3 pontos percentuais do previsto para 2018. a federação nacional de capitalização (fenacap) projeta uma alta de até 8% do mercado em 2019. a expectativa é de que a retomada da economia, somada à implementação do marco regulatório do setor em abril, puxe resultados melhores do que os vistos até agora. de acordo com o diretor executivo da fenacap, carlos alberto corrêa, a projeção para um crescimento mais significativo neste ano parte dos possíveis reflexos trazidos pelo novo marco regulatório no mercado, que passa a vigorar ao final de abril. os últimos dados da federação, por exemplo, apontam para uma alta de 3% no consolidado de janeiro a novembro de 2018 ante igual período de 2017, de r$ 18,634 bilhões para um total de r$ 19,211 bilhões. a projeção de crescimento médio no ano como um todo também fica em torno dessa porcentagem. “na teoria o mercado já incluía as modalidades de garantia e filantropia trazidas pelo novo marco em outras linhas. mas com essa nova vigência, novos produtos tendem a aparecer e a expectativa é de que o crescimento de 2019 fique entre 7% e 8%, no cenário mais otimista”, afirma corrêa. enquanto as grandes seguradoras já estudam novos produtos para abranger as modalidades entrantes, no entanto, os destaques esperados para este ano ainda estão com os planos considerados “carros-chefe” das companhias. para o superintendente de negócios de capitalização da sulamérica, natanael castro, apesar de o marco ter sido um fator importante para o mercado de capitalização, as apostas da seguradora ainda estão no plano de garantia de aluguel. o crescimento desse produto na empresa, segundo o executivo foi de 13% até setembro e deve continuar acima dos dois dígitos na média anual. “estamos estudando e bastante atentos com as novidades e oportunidades que o marco regulatório traz, mas sem dúvida alguma o nosso foco continuará sendo a garantia de aluguel o produto de incentivo que oferecemos ao mercado segurador”, completa o superintendente da sulamérica. de acordo com ele, esses destaques se dão também pela volta da economia e dos diversos setores que influenciam o mercado, como o imobiliário, por exemplo. “aumentamos as parcerias com imobiliárias em 20% em 2018 e o contexto de retomada do país são bem interessantes”, acrescenta. para o superintendente executivo da área de proteção e capitalização do santander, luciano benício, o principal destaque em 2019 será o produto de pagamento mensal, impulsionado por ações promocionais feitas pelo banco. “estamos dispostos a apertar um pouco a nossa margem por um produto que cause barulho e seja popular entre os clientes, como é o caso da promoção que fizemos para capitalização em março de 2018”, afirma o executivo, mas destaca que já existem ideias dentro do banco para tratar dos novos produtos trazidos pelo marco.“ o pagamento mensal continua sendo nosso carro-chefe, mas já temos algumas ideias do que acreditamos sobre as novas modalidades que podem nos dar frutos”, comenta. o gerente executivo de clientes e produtos da brasilcap, josé antônio maia piñeiro, porém, reforça o desafio de implementação que o mercado ainda tem pela frente. “ construir a formalização de aprovação dos produtos e toda a adequação dos portfólios até o prazo limite será o grande desafio. mas esperamos resultados de forma imediata após a implementação”, conclui. resultados em termos de resgates, a fenacap registrou uma queda de 3,6% no acumulado do ano até novembro frente ao mesmo intervalo de 2017, saindo de r$ 16,377 bilhões para um total de r$ 15,781 bilhões. as reservas técnicas somaram r$ 29,510 bilhões no período ante os r$ 28,956 bilhões anteriores (+1,9%) e os sorteios pagos de janeiro a novembro de 2018 ficaram em torno de r$ 985,7 milhões (-1,5%). fonte: dci
07/01/2019

Susep vai mudar normas para combate aos crimes de “lavagem”

 a susep colocou em consulta pública minuta de circular que altera as regras para os controles internos específicos para a prevenção e combate dos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores, ou os crimes que com eles possam relacionar-se. a proposta também trata do acompanhamento das operações realizadas, incluindo com pessoas “politicamente expostas”, bem como a prevenção e coibição do financiamento ao terrorismo. os interessados poderão encaminhar suas sugestões até o final de janeiro, por meio de mensagem eletrônica dirigida ao endereço cgcof.rj@susep.gov.br. o texto da minuta está disponível no site da susep. fonte: cqcs
07/01/2019

Dólar segue fraco com petróleo forte, negociação comercial e Powell no radar

 o mercado de câmbio iniciou a sessão doméstica com o dólar perto da estabilidade mas, por volta das 9h50min, um viés de baixa frente o real predominava. esse ajuste de baixa da moeda americana representa a sexta queda seguida, após o dólar ter acumulado perdas de 5,21% nas últimas cinco sessões. o dólar ante o real caiu de r$ 3,9226 no fechamento do dia 26 de dezembro para r$ 3,7181 no final do último dia 4 de janeiro, precificando a fraqueza externa da divisa dos estados unidos e expectativas sobre reformas, principalmente a da previdência, pelo novo governo brasileiro. às 9h51min desta segunda-feira, o dólar à vista caía 0,20%, aos r$ 3,7105. o dólar futuro para fevereiro recuava 0,15% neste mesmo horário, aos r$ 3,7160. lá fora, o dólar segue em baixa ante seus pares principais e algumas dividas de países emergentes ligados a commodities. pesam os ganhos das commodities, sobretudo a alta superior a 2% do petróleo. o cenário também é de espera dos desdobramentos das negociações comerciais entre os estados unidos e a china e também do governo americano com o congresso em torno da construção de um muro na fronteira com o méxico. nesse domingo (6), o presidente donal trump sugeriu a possibilidade de construção de um muro de aço em vez de concreto na região. ecoa ainda a fala suave do presidente do federal reserve, jerome powell, em relação à economia americana em 2019, que reduziu temores de recessão nos estados unidos e sobre o ciclo de aperto monetário no país. no radar estão ainda o presidente jair bolsonaro e o ministro da economia, paulo guedes, que participam da cerimônia de posse dos novos presidentes do banco do brasil, rubem novaes; do bndes, joaquim levy; e da caixa econômica federal, pedro guimarães, às 11h. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/664347-dolar-segue-fraco-com-petroleo-forte-negociacao-comercial-e-powell-no-radar.html)
07/01/2019

Bolsas asiáticas sobem após rali em Nova Iorque e antes de conversas entre EUA e China

 as bolsas asiáticas tiveram valorização generalizada e robusta nos negócios desta segunda-feira (7), após um rali em nova iorque no fim da semana passada que veio na esteira de dados econômicos animadores dos eua e comentários favoráveis do presidente do federal reserve (fed, o banco central americano), jerome powell. nessa sexta-feira (4), os últimos números sobre criação de empregos nos eua surpreenderam positivamente. apesar disso, powell disse que o forte desempenho do mercado de trabalho americano não gera pressão inflacionária. powell também se mostrou otimista com a economia dos eua e foi enfático ao dizer que o fed será paciente no aperto de sua política monetária. como resultado, os principais índices acionários de nova iorque saltaram entre 3,3% e 4,3% naquele dia. investidores na ásia também aguardam uma nova rodada do diálogo comercial entre eua e china. entre nestas segunda e terça-feira , uma delegação dos eua liderada pelo vice-representante de comércio, jeffrey d. gerrish, conversará com autoridades chinesas sobre as divergências comerciais entre as duas maiores economia do mundo durante reuniões em pequim. nos pregões chineses, o destaque nesta segunda foi do índice shenzhen composto, que é formado por startups de menor valor de mercado e subiu 1,71%, a 1.301,41 pontos, seu maior patamar em duas semanas. já o mais relevante xangai composto apresentou ganho mais contido, de 0,72%, a 2.533,09 pontos. também no fim da semana passada, o pboc - como é conhecido o banco central chinês - anunciou uma redução de 1 ponto porcentual no compulsório bancário. o corte será implementado em duas etapas de 50 pontos-base, nos próximos dias 15 e 25. em outras partes da região asiática, o japonês nikkei avançou 2,44% nesta segunda-feira em tóquio, a 20.038,97 pontos, embora o iene tenha se fortalecido ante o dólar durante a madrugada, enquanto o hang seng subiu 0,82% em hong kong, a 25.835,70 pontos, o sul-coreano kospi teve alta de 1,34% em seul, a 2.037,10 pontos, e o taiex registrou ganho de 2,21% em taiwan, a 9.590,30 pontos. na oceania, a bolsa australiana foi igualmente beneficiada pelo rali em wall street e o índice s&p/asx 200 terminou a sessão com alta de 1,14% em sydney, a 5.683,20 pontos, graças ao forte desempenho de ações de petrolíferas e mineradoras. fonte: jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/664342-bolsas-asiaticas-sobem-apos-rali-em-nova-iorque-e-antes-de-conversas-entre-eua-e-china.html)
07/01/2019

Mercado mantém expectativa de inflação em 4,01% e dólar a R$ 3,80

 divulgado hoje, em brasília, o boletim focus do banco central projeta a inflação anual oficial do país - medida pelo ipca - em 4,01% e o câmbio em r$ 3,80. os dois indicadores são os mesmos apontados há uma semana. já as expectativas de crescimento econômico tiveram ligeira redução: de 2,55% para 2,53%. na comparação das últimas semanas, as projeções de inflação, dólar e crescimento da economia seguem estáveis. para o próximo ano, analistas ouvidos pelos focus continuam prevendo inflação de 4% em 2020 e 3,75% em 2021. para 2010, as projeções indicam dólar a r$ 3,80 e a r$ 3,85 em 2022. nos dois anos, a estimativa é de que a alta do produto interno bruto - pib (a soma de todas as riquezas produzidas pelo país) fique em 2,5%. para este mês de janeiro, a previsão é de que inflação se mantenha em 0,37% e, em fevereiro, 0,44% - os mesmos percentuais assinalados na semana passada. houve, no entanto, expectativa de alta da inflação acumulada nos últimos 12 meses: de 3,87% vislumbrados há uma semana para 3,96% no boletim de hoje. a consulta do banco central - feita semanalmente a analistas econômicos - também aponta estabilidade da taxa de câmbio em janeiro e fevereiro (dólar na faixa dos r$ 3,80). jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/664351-mercado-mantem-expectativa-de-inflacao-em-4-01-e-dolar-a-r-3-80.html)
04/01/2019

#RetrospectivaDPVAT: Fique por dentro das principais iniciativas de 2018

 um ano é cheio de acontecimentos e aqui na seguradora líder não foi diferente. promovemos uma série de iniciativas com o objetivo de trazer os mais de 208 milhões de brasileiros para cada vez mais pertinho da gente. e, para te contar mais sobre o nosso 2018, vamos te levar para a uma viagem pelos principais marcos desse ano. chegou a hora de #retrospectivadpvat aqui no blog viver seguro no trânsito! digiponta, digitalização nos pontos de atendimento começamos o ano com o pé direito com o digiponta, projeto de digitalização da documentação para dar entrada no pedido de indenização já nos pontos de atendimento, como seguradoras consorciadas e corretores parceiros. com o objetivo de otimizar o atendimento aos beneficiários, o processo de digitalização reduz o tempo de processamento dos pedidos, além de permitir redução de custos administrativos. bem legal, não é? internalização das revisões de perícia médica nos casos de invalidez permanente até então realizadas em parceria com prestadoras de serviços externa, as atividades de revisão de perícia médica, análise e aprovação de pagamentos associados à cobertura por invalidez permanente, que correspondem a mais de 70% das indenizações pagas, foram internalizadas. uma equipe da seguradora líder passou a responder pela análise de todo o processo, de ponta a ponta, permitindo o aprimoramento dos prazos de pagamento e garantindo indenizações ainda mais justas. quer saber mais sobre os resultados desse processo? entre no site: https://www.seguradoralider.com.br/pages/newsletter-detalhe.aspx?cid=157 recomeço o ano de 2018 também foi marcado pelo lançamento do programa recomeço, galera! iniciativa pioneira da seguradora líder, que tem como missão dar apoio na ressocialização e recolocação de beneficiários do seguro dpvat no mercado de trabalho, o programa já obteve menção honrosa da associação brasileira das relações empresa cliente (abrarec) e foi um dos finalistas do prêmio de inovação em seguros 2018, promovido pela confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização (cnseg). acesse o site da iniciativa e ficar de olho nas vagas e notícias. https://www.seguradoralider.com.br/recomeco/paginas/home.aspx fonte: viver seguro no trânsito
04/01/2019

Lucro das seguradoras avança para R$ 13,3 bi até novembro de 2018

 mesmo com a queda da taxa básica de juros da economia (selic), que remunera quase a totalidade das reservas técnicas das seguradoras, o lucro líquido do mercado segurador entre janeiro e novembro deste ano avançou para r$ 13,2 bilhões, segundo dados publicados pela superintendência de seguros privados (susep) analisados pela consultoria siscorp. no mesmo período do ano anterior o ganho registrado foi de r$ 12 bilhões. a bradesco seguros lidera o ranking com ganho de r$ 4,6 bilhões no período analisado. a mapfre lidera a perda, com prejuízo de r$ 442 milhões. confira: https://www.sonhoseguro.com.br/wp-content/uploads/2018/12/whatsapp-image-2018-12-27-at-08.56.28.jpeg fonte: sonho seguro
04/01/2019

Conjuntura CNseg

 a conjuntura cnseg é uma análise mensal do estado dos segmentos de seguros de danos e responsabilidades, coberturas de pessoas, saúde suplementar e capitalização com o objetivo de examinar aspectos econômicos, políticos e sociais que podem exercer influência sobre o mercado segurador brasileiro. em meses de referência de fechamento de trimestre, essa publicação reúne também os destaques dos segmentos, a atualização das projeções de arrecadação, os boxes informativos estatístico, jurídico e regulatório e o acompanhamento da produção acadêmica em seguros. conjuntura nº1 ano 1 – novembro 2018 (susep: set; ans: 2º tri) seções versão completa:  http://cnseg.org.br/cnseg/publicacoes/conjuntura-cnseg/detalhes-8a8aa89f66f8c1c401678a196719299a.html http://cnseg.org.br/lumis/portal/file/filedownload.jsp?fileid=8a8aa89f66f8c1c4016789ddd2ef3275 conjuntura nº2 ano 1 – dezembro 2018 (susep: out; ans: 2º tri) seções versão completa: http://cnseg.org.br/cnseg/publicacoes/conjuntura-cnseg/detalhes-8a8aa89f67c75e3c0167c76665232186.html   http://cnseg.org.br/lumis/portal/file/filedownload.jsp?fileid=8a8aa89f67c75e3c0167c76650a9204a fonte: cnseg
04/01/2019

O Mercado de Seguros precisa mudar. Se isso acontecer, será incrível!

  sou absolutamente contra saudosismos. o que não funciona deve acabar para dar lugar ao novo e melhor. nunca me apeguei ao que não funciona porque tenho claro que precisamos de transformação para avançar. e quando falo de mudanças no mercado de seguros não é apenas de estrutura, de relações, mas também de pessoas. tem muita gente sem qualificação e que não faz nenhum esforço para melhorar. o setor nunca será grande se continuarmos exigindo pouco de quem faz parte dele. é hora de dar um salto do ruim para o ótimo e quem não tomar iniciativa para que isso aconteça, corre o risco de desaparecer ou ficar cada vez menor e passará por dificuldades. precisamos ser pragmáticos e objetivos. devemos ser mais profissionais. temos parar de fingir que fazemos planejamentos e realmente fazê-los e executar. planejamento sem ação, sem métricas de avaliação, sem avaliação constante e sem correção não serve para nada. estamos chegando ao final de mais um ano onde o nosso mercado andou de lado. além de não crescer, diminuiu nos ramos onde a maioria dos corretores opera, como o seguro de automóvel. alguns falarão que é a crise econômica, e concordo até certo ponto, e digo isso porque o número de emplacamentos de veículos aumentou 14% em 2018 se confrontarmos com 2018 e o prêmio líquido emitido da carteira empatou. mesmo com os reajustes de preços em função da piora da sinistralidade, não avançamos. a frota segurada diminuiu. nunca passamos de 20% de itens circulantes segurados. sabemos que 80% dos itens segurados tem idade de até 5 anos. o veículo envelhece, perde seu valor e o custo do seguro não vai na mesma proporção. em algumas situações, até aumenta. e não adianta vir com o papo simplista de que temos que diversificar porque não é fácil. os corretores não querem depender apenas do seguro de automóvel, mas temos um problema cultural em que as seguradoras também têm a sua parcela de culpa. sempre falo nas palestras e repito: gostaria de ver alguns executivos de seguradoras no lugar dos corretores por seis meses para ver os resultados. falar é mole. estar atrás de uma marca forte e com um salário alto no final do mês é confortável demais. aí talvez entre a questão de mudança de pessoas. temos um sistema cansado com cabeças pouco inovadoras que focam o resultado acima de tudo (e não estou dizendo que isso é 100% negativo) e que acabam deixando de lado o crescimento. a produção troca de mãos a cada ano. não cresce em momentos difíceis porque todos ficam entrincheirados esperando a alta da selic para arriscar um pouquinho e se garantirem nos resultado financeiro para compensar o operacional. os últimos 4 anos foram terríveis para diversos setores, não foi diferente para os corretores de seguros. os corretores pequenos e médios sofrem desde o final de 2014 em função da crise econômica e há muito tempo pela indiferença do nosso sistema e de algumas seguradoras que são insensíveis a nossa realidade. no rio de janeiro a situação ainda é mais grave, em função da dependência histórica do petróleo, seguidos governos que saquearam o estado, o maior percentual de desempregados, aumento da sinistralidade no produto automóvel e associações de proteção veicular. estou no mercado de seguros há 28 anos, durante 21 anos como segurador, e não vi durante todo esse tempo nada que pudesse citar como exemplo de algo que realmente tenha sido feito para ajudar os corretores a se qualificarem. o que vejo é um sistema travado, que investe a “verba institucional” em “ensino” para dizer que algo foi feito e que se agarram aos modelos engessados e que não se importa com quem é responsável por diariamente buscar negócios, entregar nas seguradoras e ser remunerado apenas por suas vendas. parece não saber que ainda somos responsáveis por 80% da distribuição e somos quem coloca o dinheiro que paga salários e bônus dos funcionários das seguradoras. na minha caminhada de 1 ano e 8 meses como diretor de ensino do sincor rj (sindicato dos corretores de seguros do estado do rio de janeiro) e com o relacionamento mais próximo que tenho tido com as seguradoras devido a função que estou desempenhando, tenho percebido o quanto poucas seguradoras (e executivos) se interessam realmente pelos corretores pequenos e médios e querem ajudar. a maioria, não todas e todos, não está nem aí e quando falamos em qualificar corretores que não possuem recursos e que tem dificuldades em investir em treinamento de seus (poucos) funcionários. em 17/11/2017 escrevi um artigo sobre as seguradoras terem descolado da realidade dos corretores e não saberem mais quais as nossas necessidades com ações e treinamentos que não nos interessam (https://panoramaseguro.com.br/mercado/as-seguradoras-precisam-conhecer-os-corretores-de-verdade/) e logo em seguida, 24/11/2017, mais um sobre as seguradoras terem um papel fundamental na qualificação dos corretores (https://panoramaseguro.com.br/seguros-gerais/e-preciso-mudar-a-relacao-entre-seguradoras-e-corretores-para-avancarmos-na-qualificaca/) e não estarem ajudando como poderiam e deveriam. adiantou alguma coisa? acho que não. e aqui estou eu escrevendo novamente porque acho que agora caminhamos de verdade para algum tipo de mudança e precisamos buscar uma reversão na deterioração no relacionamento entre corretores e seguradoras que vem se agravando nos últimos 10 anos. temos um mercado excessivamente concentrado onde as 10 principais seguradoras tem 80% da produção do mercado. temos uma penetração no pib pífia de mais ou menos 3,5% e que os dirigentes do mercado dizem que é 6% para esconder a ineficiência dos órgãos que representam o sistema. pessoas comandam empresas e instituições e por isso comecei o texto dizendo que uma transformação do nosso mercado passa pela mudança de quem está aí há muito tempo e “não quer largar o osso”. e isso não é apenas em seguradoras, mas também em corretoras e todas as instituições e entidades que fazem parte do nosso sistema. espero que o novo governo realmente execute mudanças no nosso sistema e que abra o setor financeiro e de seguros para a concorrência. em uma última apresentação sobre o setor de seguros no brasil em material do ministério da fazenda, dois slides mostram que nosso mercado é pequeno comparados a outros países e ineficiente devido as altas margens de retorno sobre patrimônio líquido que as seguradoras. enquanto a margem média no mundo é de 8% aqui no brasil é de 24% pelos últimos dados disponíveis. parece que temos algo errado e para o mercado crescer, precisamos mudar. apenas para ilustrar e guardadas as devidas proporções, nos eua temos 12 mil bancos e cooperativas de créditos e 3,7 mil seguradoras. os eua tem por volta de 340 milhões de habitantes e no brasil temos 210 milhões. não existe um número preciso sobre corretores, agentes e produtores no mercado de seguros nos eua porque cada estado americano possui regras próprias para conceder licenças, mas enquanto aqui temos 60 mil corretores ativos habilitados, lá o número de pessoas envolvidas nas vendas é de aproximadamente 5 milhões de pessoas, de acordo com o último levantamento em 2016. é óbvio que a abertura do mercado financeiro com a entrada de novos bancos e fintechs e de seguros com novas seguradoras e agentes, também irá impactar os corretores de seguros. não é mais possível em um país como o brasil que 64% da população nunca tenha sido abordada por um corretor de seguros e a culpa disso não é só nossa (corretores). o “velho” precisa ser varrido. falo de seguradoras que não são parceiras de verdade e executivos de companhias que querem impor aos corretores planejamentos que interessam apenas a eles. os corretores precisam saber o que é melhor para o seu negócio da mesma forma que a seguradoras sabem o que é melhor para elas. nem sempre o que funciona para elas é o que serve para nós. em função de nosso tamanho e falta de dinheiro para investir, precisamos cada vez ter mais foco no que realmente nos traz resultados. um sistema de seguros aberto será um teste para seguradoras, seus executivos e também para os corretores. muito se tem falado em inovação e tecnologia e hoje 95% dos corretores não tem acesso a nenhum tipo de melhorias que possam ser implantadas nas suas operações. interessa corretores mais preparados e melhores? mudança gera dor para todos e quem estiver mais preparado irá sobreviver e ter um mercado muito mais promissor. se posso dar um conselho para os corretores é: qualifiquem-se. não esperem que carreguem vocês no colo até uma sala de aula. não dependam apenas dos treinamentos das seguradoras. nós precisamos assumir o protagonismo na nossa educação e nos consolidarmos como canal de distribuição. sermos muito melhores que somos hoje e respeitados por isso. sem estratégia e planejamento não saímos do lugar. canso de falar isso nas palestras e nos cursos e acabo sendo cansativo porque parece que a maioria dos corretores ainda não entenderam que estamos de verdade em um processo de transformação que irá se acelerar a partir de 2019. o mundo mudou e não será diferente aqui. com certeza que daqui três ou cinco anos os corretores de seguros que estiverem no mercado encontrarão a medida certa de se relacionar com as seguradoras e tenho esperança que as companhias entendam que parceria é muito mais que café da manhã, salgadinhos e cerveja. os corretores precisam de parceria de verdade e de ajuda para se desenvolverem. não estou falando de muletas, mas de gerentes comerciais que cheguem nas corretoras com mais do que “tem algum problema para resolver?”. esperamos muito mais que isso de uma seguradora. é hora de amadurecermos relações e fazermos negócios. perguntem: “onde temos oportunidades de crescermos juntos?” ou “em que podemos ajudar para melhorar a sua operação?”. as respostas serão surpreendentes. não estou generalizando. generalizar é sempre uma demonstração de radicalismo e não é a intenção do texto. temos seguradoras que demonstram boa vontade e alguns executivos que mesmo com as restrições impostas, tentam ajudar os corretores, mas é notório que é cada um por si e ponto final. e um último recado para um diretor de uma seguradora que me falou que não vale a pena o esforço que eu faço pelos corretores pequenos através da diretoria de ensino do sincor rj e também na kuantta: eu não vou parar! fonte: portal nacional de seguros por arley boullosa

Tribunal de Contas identifica "deficiências" na privatização das seguradoras da Caixa


08/02/2019
Alienação da Fidelidade, Multicare e Cares decidida pelo anterior Governo "não se revela vantajosa para o interesse público" a "médio prazo". Tribunal critica falta de independência e processo de venda.
A alienação apresenta "deficiências" no que diz respeito à "independência" na avaliação do valor das seguradoras, "não se revela vantajosa para o interesse público" a médio prazo e "não foi eficiente". Estas são as três principais conclusões do relatório do Tribunal de Contas à alienação das três seguradoras do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), a Fidelidade, a Multicare e a Cares, pelo anterior Governo à Longrun, do grupo chinês Fosun.

A auditoria, a que o PÚBLICO teve acesso, critica a opção de venda das seguradoras, por vários motivos. O primeiro diz respeito ao processo. Lembra o Tribunal que "entre a avaliação das seguradoras e a alienação foram realizadas operações prévias (redução de capital e distribuição de dividendos) que tornaram as empresas mais acessíveis e atractivas para o mercado". Contudo, para o Tribunal, há várias "deficiências nesta parte do processo". "Enferma de deficiências quanto à garantia de independência na avaliação das seguradoras, à indefinição do caderno de encargos, ao défice de fundamentação para a escolha da modalidade de venda e à alteração dos critérios de avaliação na fase de apreciação das propostas vinculativas", lê-se no relatório.
No que à independência diz respeito, em causa está o facto de a avaliação das seguradoras ter sido feita pela Caixa BI, do Grupo Caixa. Diz o relatório que esse facto "suscita óbvias reservas sobre o requisito de independência legalmente exigido ao avaliador, face às empresas avaliadas e ao seu accionista". Como resultado, a avaliação foi feita apenas tendo em conta um cenário desactualizado (anterior à redução de capital de 2013), não tendo sido revisto antes do fim do processo, e não tendo sido fornecidos ao Grupo Caixa "elementos pertinentes" para que fosse possível "verificar os valores apresentados nas avaliações em causa". 
Tendo em conta essas limitações, "a melhor expectativa do Grupo Caixa resultante das avaliações era alienar a totalidade das participações sociais das três seguradoras por 1,7 mil milhões".

Além dos resultados, o Tribunal lembra que estas empresas tiveram uma "valorização importante dos seus activos imobiliários" que podiam ter contribuído para a "necessidade de recapitalizar o Grupo Caixa em 2017".
Ainda no que diz respeito aos resultados, para o Tribunal, esta alienação também "não foi eficiente", uma vez que o processo "foi realizado em contexto e oportunidade adversos à maximização do seu resultado, sem estar suportado por uma avaliação de custo e benefício, em consequência da decisão do Estado (o accionista do Grupo Caixa) motivada por compromissos internacionais".
Sobre a decisão, o relatório do Tribunal de Contas lembra, nas suas conclusões, que houve um "estudo preliminar" da JP Morgan pedido pela CGD a "desaconselhar" a venda naquela altura, sugerindo o seu adiamento, uma vez que "as condições de mercado" limitavam "o interesse de eventuais compradores". 

Além deste estudo, a decisão não foi unânime no Conselho de Administração da CGD "quanto à oportunidade e à modalidade de venda". No documento, é citada parte de duas actas do conselho de administração, de 30 de Outubro de 2012 e de 14 de Dezembro do mesmo ano, que mostram que não havia consensos "tendo sido defendido que a mesma apenas deveria ocorrer se necessário e quando as condições de mercado assegurassem uma operação favorável à CGD".

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

News

Receba nossas novidades

LIGUE

+55 51 3228-1999

Ouvidoria
0800 703 1989
E-mail: ouvidoria@sinapp.org.br

Atendimento ao Deficiente Auditivo e de Fala através da TSPC-CAS – Central de
Atendimento a Deficientes Auditivos ou de Fala -
0800 200 0819 E-mail: sac.especial.auditivo.fala@sinapp.org.br

Atendimento ao
Deficiente Visual
0800-703-1989