16/07/2018

Incerteza marcará bolsa no segundo semestre

 a primeira metade de 2018 não foi das melhores para o mercado de capitais no brasil. mesmo abrindo o ano com bons desempenhos, a valorização dos papéis se derreteu até o fim de junho, quando o ibovespa, índice que reúne as principais ações vendidas na bolsa brasileira, acumulava queda de 4,76%. parte do terreno vem sendo recuperado em julho (a alta no mês, até a sexta-feira passada, é de 5,27%), mas as perspectivas para o resto do ano são incertas. o motivo é o período eleitoral que, para analistas, determinará o futuro da bolsa - e a deixará bastante instável. "quem tem mais perfil de renda fixa e entrar agora na bolsa pensando em curto prazo, acho que não vai ter estômago para isso", argumenta o analista-chefe da geral investimentos, carlos müller. o cenário mais provável, projeta, é o de dias com altas significativas alternados com quedas expressivas, pouco confortável a quem não é acostumado ao risco. o determinante é a proximidade das eleições, prato cheio para especulações. mesmo que presente nas expectativas do mercado há mais tempo, agora é que o quadro começará a se desenhar de verdade, primeiro com a definição dos candidatos até meados de agosto, depois com a campanha e o pleito em si. sempre em busca de antever os resultados, investidores tendem a reagir a qualquer sinal, seja pesquisa, seja declarações dos candidatos à presidência. "a bolsa pode reagir bem se os candidatos vistos como pró-mercado despontarem, pode ter um rali. mas o contrário também é verdadeiro, e pode cair bastante", acrescenta valter bianchi filho, diretor de investimentos da fundamenta. a preferência dos investidores, segundo ele, é por quem defenda a continuidade de processos de reforma, e movimentos que deem força a esses candidatos tendem a gerar alta nos preços dos papéis. fatores externos, a princípio, são vistos em segundo plano para o restante do ano. associados à deterioração nas perspectivas de crescimento da economia com ápice na greve dos caminhoneiros, guerra comercial entre estados unidos e china e a corrida contra moedas de países emergentes ajudaram a derrubar a bolsa em maio e junho. para o segundo semestre, já não assustam tanto, pelo menos para os últimos meses. "devemos ter ainda a persistência dos fatores externos negativos, com uma chance de melhora mais para a fase final do ano", projeta leandro ruschel, sócio da l&s. novas altas dos juros nos eua, por exemplo, já estariam precificadas. "o mercado financeiro já trabalha com mais duas altas neste ano, já sabe dessa informação. o impacto mais forte será se isso mudar", defende o diretor de renda variável da monte bravo, bruno madruga, argumentando que, se na prática ocorrer só uma elevação, o mercado brasileiro pode sofrer repercussões positivas. bianchi acrescenta que a guerra comercial pode passar a jogar a favor do brasil, caso a china substitua as suas importações dos eua por produtos de outros países, como o nosso. mesmo assim, a sugestão é de cautela para quem tiver um perfil mais conservador, ou a busca por fundos de investimento. para quem é mais afeito ao risco, há oportunidades de valorização no médio e longo prazo. uma das apostas recai sobre ações dos bancos, que puxaram a queda em maio e junho. "é um setor em que as ações recuaram muito forte nos últimos meses, e dificilmente terá uma mudança drástica nos fundamentos dessas empresas", comenta o analista da rico investimentos, roberto indech, que vê a queda como "injustificada". müller destaca que pode jogar a favor da bolsa o fato de as ações estarem baratas ao investidor estrangeiro. o ibovespa ainda está longe de sua máxima de 88 mil pontos em fevereiro, e a valorização do dólar ainda torna os papéis mais baratos na conversão. bianchi lembra que muitos estrangeiros se desfizeram das ações após a saída de pedro parente da petrobras. "se entenderem que a política não vai interferir de novo, voltam em peso. ainda é um ativo barato para o estrangeiro", argumenta. para os conservadores, recomendação é ter cautela a sugestão dos analistas para quem investe no mercado de capitais é de cautela para quem tiver um perfil mais conservador, ou a busca, por exemplo, por fundos de investimento. para quem é mais afeito ao risco, porém, há oportunidades de valorização no médio e longo prazo. uma das apostas dos analistas recai sobre ações do mercado bancário, que puxaram a queda nos meses de maio e junho. “é um setor em que as ações recuaram muito forte nos últimos meses, e dificilmente terá uma mudança drástica nos fundamentos dessas empresas”, comenta o analista da rico investimentos, roberto indech, que vê a queda como “injustificada”. o analista-chefe da geral investimentos, carlos müller, também defende que há outro fator que pode jogar a favor da bolsa brasileira que é o fato de as ações estarem baratas ao investidor estrangeiro. não apenas o ibovespa ainda está longe de sua máxima, os 88 mil pontos atingidos em fevereiro, como a valorização do dólar ainda torna os papeis mais baratos na conversão. “além disso, nossas empresas melhoraram resultados, a dívida está mais barata, não são as mesmas empresas de 2010. isso abre oportunidade”, afirma o analista da geral. valter bianchi filho, diretor de investimentos da fundamenta, concorda, lembrando que muitos estrangeiros se desfizeram das ações após a saída de pedro parente da petrobras. “se entenderem que a política não vai interferir de novo, voltam em peso. ainda é um ativo barato para o estrangeiro”, argumenta.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/638244-incerteza-marcara-bolsa-no-segundo-semestre.html)
16/07/2018

BC aponta queda de 3,34% no IBC-Br em maio, que é prévia do PIB

 após subir 0,50% em abril (dado já revisado), a economia brasileira registrou forte retração em maio de 2018, sob impacto da greve dos caminhoneiros. o índice de atividade econômica do banco central (ibc-br) caiu 3,34% em maio ante abril na série com ajuste sazonal, informou nesta segunda-feira (16) o banco central (bc). o índice de atividade calculado pelo bc passou de 138,01 pontos para 133,40 pontos na série dessazonalizada entre os dois meses. este é o menor patamar para o ibc-br com ajuste desde dezembro de 2016 (132,87 pontos). a atividade em maio foi bastante prejudicada pela paralisação dos caminhoneiros em todo o brasil, verificada nas últimas semanas do mês. na comparação entre os meses de maio de 2018 e maio de 2017, houve baixa de 2,90% na série sem ajustes sazonais. esta série encerrou com o ibc-br em 132,82 pontos em maio, ante 136,78 pontos de maio do ano passado. o indicador de maio de 2018 ante o mesmo mês de 2017 mostrou desempenho próximo do apontado pela mediana (-3,00%) das previsões de analistas do mercado financeiro ouvidos pelo projeções broadcast (-3,80% a -1,41% de intervalo). o patamar de 132,82 pontos é o pior para meses de maio desde 2009 (124,41 pontos). o ibc-br acumulou alta de 0,73% em 2018 até maio, informou o banco central. o porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais. pela mesma série, o ibc-br apresenta alta de 1,13% nos 12 meses encerrados em maio. conhecido como uma espécie de "prévia do bc para o pib", o ibc-br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. a previsão atual do bc para a atividade doméstica em 2018 é de avanço de 1,6%. o porcentual, informado pelo bc no fim de junho, é o mesmo considerado pelo ministério da fazenda.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/638443-bc-aponta-queda-de-3-34-no-ibc-br-em-maio-que-e-previa-do-pib.html)  
13/07/2018

União Seguradora está no VI SEMAAT

 a união seguradora, empresa do grupo aspecir, está no mercado há 105 anos e acredita em eventos que proporcionam conhecimento, atualização e debates. sendo assim está apoiando o vi semaat, seminário aiamu de administração tributária municipal. o evento, de caráter científico, visa a enriquecer o debate relacionado a temas polêmicos no que tange às administrações tributárias municipais, colaborando para o aprimoramento da arrecadação tributária, de forma a garantir os recursos necessários para o investimento nas demandas sociais, sem desequilíbrios econômicos. o vi semaat será realizado no centro de eventos da associação dos auditores-fiscais da receita municipal de porto alegre – aiamu, nos dias oito e nove de agosto de 2018. e, embora com foco na região sul, trata de temas de abrangência nacional e contará com a participação de representantes dos principais municípios do país. a união seguradora parabeniza a aiamu pela iniciativa e excelente coordenação desse magnífico evento. a inscrição inclui acesso a todas às oficinas, palestras, material do evento, certificado e coffee-break. informações: (51) 3226-2364 – aiamu@aiamu.com.br
13/07/2018

Especialista explica porque os brasileiros não têm o hábito de poupar dinheiro

 quando o assunto é poupar dinheiro, os brasileiros não se saem muito bem, inclusive aqueles que tem uma maior renda. isso é o que revela o indicador mensal de reserva financeira do serviço de proteção de crédito (sps brasil) e da confederação nacional de dirigentes lojistas (cndl). “no brasil, a população tem por hábito pagar contas e dívidas, fazer as compras no supermercado e outras necessárias. caso sobre dinheiro, pode ser que a pessoa poupe uma quantia. no entanto, guardar dinheiro não é algo que está enraizado na cultura do país”, explica thiago silva, fundador da maway global investments. o hábito de não guardar dinheiro pode estar ligado à questões históricas e econômicas do brasil, que sofreu uma colonização de exploração, cujas riquezas eram exploradas e enviadas ao país colonizador. neste período, havia uma dependência muito grande do estado. já num passado recente, a população brasileira sofreu com inúmeras crises financeiras, trocas de moeda e hiperinflação. houve um tempo em que o preço das mercadorias eram reajustados diariamente, e isso fazia com que as pessoas tivessem de fazer escolhas imediatas e gastar dinheiro praticamente todos os dias, afinal, ninguém sabia como seria no dia seguinte. todas essas situações criavam um cenário de falta de previsibilidade, tornando as pessoas mais cautelosas em relação a comprometer sua renda. no começo dos anos 1990, a implantação do plano real trouxe uma melhora significativa a este cenário. “ter uma moeda forte proporcionou muito mais previsibilidade à população, especialmente aos poupadores. entretanto, ainda há muitas crenças enraizadas nos brasileiros, como a de que o estado vai, de alguma forma, prover e resolver todas as necessidades da população. a falta de educação financeira é outro fator que também contribui para o hábito de não poupar”, diz silva. no entanto, este cenário está passando por mudanças. no último ano, pesquisas e indicadores revelaram que cada vez mais os brasileiros estão buscando investir com propósitos de longo prazo. parte disso se deve à preocupação com o futuro, especialmente após às reformas trabalhista e da previdência. muitas pessoas estão buscando nos planos de previdência privada a segurança que já não sentem no sistema previdenciário brasileiro. “creio que esta é uma tendência que só tende a crescer. afinal, em 2009, os fundos de previdência privada aberta receberam contribuições de 39 bilhões de reais. já em 2017, foi de 115 bilhões de reais”, finaliza o especialista em finanças. fonte: eshoje
13/07/2018

Novas regras nos seguros vão ser positivas para os consumidores

 o novo regime de distribuição de seguros vai trazer vantagens para os consumidores. a seguir pablo forero: “não há qualquer intenção de transformar o bpi numa sucursal” mais vistas work-computer-1185637_1280 mercado de trabalho profissão a profissão. estes são os salários esperados em portugal fotogaleria estes 9 países vão ficar mais pobres até 2022. surpreenda-se com os nomes coreia do sul economia mundial estes países vão mandar no mundo em 2050 negócios 12 empresas famosas que desapareceram ou falharam de forma 'estrondosa' as regras para a distribuição de seguros vão mudar e o novo regime deverá trazer vantagens para os consumidores. isto apesar de ainda existirem dúvidas jurídicas sobre alguns pontos do projeto de lei para a venda de seguros. foram as principais conclusões das jornadas sobre o novo regime de distribuição de seguros, realizadas esta quinta-feira na faculdade de direito da universidade de lisboa. a iniciativa contou com a presença de professores de direito e de responsáveis de seguradoras portuguesas. a visão mais consensual foi de que o novo regime irá beneficiar os consumidores já que pretende travar a venda inadequada de seguros. apesar disso, houve um ponto da legislação que motivou a oposição tanto de juristas como de líderes das seguradoras: a forma como a lei define os poderes de representação de agentes e mediadores de seguros. considerou-se que a atribuição desses poderes não é clara. também a categorização das seguradoras como distribuidores motivou discordância por parte de alguns responsáveis do setor. as jornadas sobre o novo regime de distribuição de seguros resultaram de um protocolo assinado esta quinta-feira entre a associação portuguesa de seguradores, o instituto de direito privado da faculdade de direito da universidade de lisboa e o instituto de direito bancário da bolsa e dos seguros, da universidade de coimbra. o objetivo é aprofundar o estudo, o desenvolvimento da investigação e a divulgação do conhecimento técnico-científico sobre temas de direito dos seguros. no âmbito do protocolo ficou ainda o compromisso de criar um prémio para o melhor estudo ou trabalho de investigação na área do direito dos seguros, a realizar em cada uma das escolas.
13/07/2018

Seguro Prestamista teve crescimento de 25,1% nos cinco primeiros meses de 2018

 os ramos elementares mantém seu protagonismo diante da análise dos números do setor segurador referentes a maio de 2018, como afirmou o presidente da cnseg, marcio coriolano, em seu editorial na edição de julho de 2018 da publicação. entretanto, foi o ramo prestamista que apresentou o maior crescimento, de 25,1% nos cinco primeiros meses de 2018, potencializado pela expansão do crédito, conforme explicado por coriolano, que também apontou para o fortalecimento das provisões técnicas em 2018, que alcançaram a cifra de r$ 939,4 bilhões. o economista da escola nacional de seguros lauro faria, por sua vez, destacou, em sua análise conjuntural, a desaceleração da arrecadação em prêmios e contribuições do setor segurador regulado pela susep em maio, comparado com abril. além disso, nos primeiros cinco meses de 2018, as despesas administrativas das seguradoras reguladas pela susep cresceram 5,9% ante igual período de 2017, contribuindo para a queda de 14,4% do resultado financeiro. ainda assim, o resultado patrimonial cresceu (15,7%), bem como as receitas, permitindo que o lucro líquido agregado das empresas do setor crescesse 6,7%. fonte: cnseg via sindsegsc
13/07/2018

Presidente do Sindseg-RS esclarece questões apontadas pela CPI no RS

 na última quarta-feira (4), foi aprovado o relatório final da cpi da assembleia legislativa do rio grande do sul que apura supostas práticas ilegais por parte de seguradoras. o parecer sugere o indiciamento de três oficinas de porto alegre e de oito companhias: ****** seguros, bradesco seguros, azul seguros, sulamérica, banco do brasil seguro auto, liberty seguros, mitsui sumitomo seguros e caixa seguros. em entrevista exclusiva ao cqcs, o presidente do sindseg-rs, guacir bueno, enfatiza que a cpi até o momento não comprovou nenhum ato de abuso ou desrespeito ao consumidor por parte das seguradoras. segundo o dirigente, as oitivas de integrantes da susep e da secretaria estadual da fazenda evidenciaram que “as denúncias feitas até aqui não encontram amparo na realidade”. “é de interesse do setor de seguros colaborar para a correta elucidação dos fatos apurados, com foco no interesse do consumidor e do respeito à legislação”, destaca bueno. o presidente do sindseg-rs lembra que os contratos de seguros são regidos pelo princípio da boa-fé e que a atuação das seguradoras se traduz no respeito ao consumidor, na observância da legislação e na transparência dos serviços prestados. “esses são requisitos fundamentais nas relações com os segurados, que pressupõem lealdade e confiança recíprocas. o setor de seguros é um dos mais regulados do país, com fiscalização permanente das autoridades públicas, como a susep”, afirma. guacir bueno ressalta ainda que empresas de seguros nunca se opuseram a depor na cpi que investiga supostas irregularidades no mercado e revela que foi ao gabinete do deputado ênio bacci antes da instalação da cpi e se colocou à disposição para esclarecer eventuais dúvidas do parlamentar. “sabe-se, extra-oficialmente, de que de um total de mais de 120 veículos vistoriados, foram encontradas supostas irregularidades em menos de 10 casos. digo supostas, pois as ‘irregularidades’ apontadas seriam, a utilização de peças fabricadas, na sua grande maioria, pelo mesmo fabricante; e o código de defesa do consumidor permite a utilização de peças genuínas e originais”, explica. o dirigente ressalta que as seguradoras estão autorizadas, por lei, a comercializarem veículos salvados e indenizados, através de leiloeiros oficiais, e que veículos cuja perda seja considerada de grande monta são leiloados apenas na forma de sucata, conforme determina a legislação. “possíveis aquisições de salvados por malfeitores preocupam em muito as companhias, mas não é função das seguradoras legislar ou fiscalizar a prática de leilões”, diz, completando em seguida: “o poder e função de polícia deve ser exercido única e exclusivamente pelos órgãos competentes do estado e a função das seguradoras é repor o bem segurado em caso de sinistro, e trabalhar para que o fundo comum, composto pelo prêmio pago por cada segurado, utilizado para pagamento das indenizações, seja preservado e bem administrado”. fonte: cqcs por ivan netto
13/07/2018

Indústria de materiais de construção tem queda de 4,7% nas vendas de junho

 impactadas pela paralisação dos caminhoneiros, as vendas da indústria de materiais de construção no país caíram 4,7% em junho frente ao mesmo mês do ano passado. agora, o setor acumula uma retração de 0,4% no primeiro semestre e uma leve alta de apenas 0,1% nos últimos 12 meses. os dados foram divulgados pela associação brasileira da indústria de materiais de construção (abramat). a associação também revisou os números das vendas de maio, passando de alta de 3,5% para queda de 9,0% na comparação anual. como a pesquisa é feita a partir de pesquisas de campo e dados governamentais, que são divulgados em períodos diferentes, ela ainda não havia captado completamente os efeitos da crise naquele mês. apesar dos resultados negativos nos últimos meses, a abramat ainda espera uma expansão de 1,5% das vendas em 2018 ante 2017. "nesse momento, não vamos revisar nossas projeções porque seguimos acreditando na sinalização de crescimento", pondera o presidente da instituição, rodrigo navarro. o executivo salienta que, embora seja provável que ocorra uma variação inferior a 1,5% no ano, o mais importante para o setor é que está mantida a expectativa de uma inflexão, com expectativa de alta no faturamento após três anos consecutivos de queda. as baixas chegaram a 3,2% em 2017, 13,5% em 2016 e 7,2% em 2015. "acredito que veremos uma inflexão nos índices, passando de negativos para positivos, ainda que pequenos", estima. segundo navarro, a indústria de construção tem sido puxada pelas vendas de materiais no varejo para pequenas obras e reformas domésticas, onde a demanda deve permanecer estável. ele observa que boa parte da população adiou as obras durante o auge da crise, mas a postergação chegou ao limite. "não é possível adiar os cuidados com a casa por tempo indeterminado." além disso, a indústria espera, daqui para frente, o início de um novo ciclo de obras de empreendimentos residenciais e comerciais que foram lançados nos últimos trimestres. "nós vimos crescimento dos lançamentos, e uma parte disso se transformará em canteiros de obras a partir deste semestre", prevê navarro. já os projetos de infraestrutura, que têm grande porte e são grandes demandantes de materiais, só devem voltar a ganhar tração em meados de 2019, estima o presidente da abramat. "só depois da posse do novo governo e a definição das prioridades orçamentárias essas obras devem ser retomadas. o problema é que ainda não vimos os pré-candidatos se manifestarem sobre isso", diz. em relação ao emprego da indústria de materiais de construção, houve recuo de 0,9% em junho frente ao mesmo mês de 2017. no ano, houve baixa de 1,2% no nível de emprego do setor e, em 12 meses, retração de 2,3%.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/638227-industria-de-materiais-de-construcao-tem-queda-de-4-7-nas-vendas-de-junho.html)
13/07/2018

Dólar sobe com exterior e Eletrobras no radar

 o dólar sobe ante o real nesta sexta-feira (13) influenciado pela valorização externa da divisa americana. os agentes de câmbio precificam ainda a suspensão dos leilões de todas as distribuidoras da eletrobras, anunciada pela justiça federal do rio, após o fechamento dos mercados na quinta-feira (12). essa decisão apaga expectativas de aumento no curto prazo dos ingressos de fluxo financeiro de investidores estrangeiros, que poderiam participar desses leilões, disse um operador de uma corretora de câmbio. às 9h20min, o dólar à vista subia 0,30%, aos r$ 3,8944. o dólar futuro de agosto estava em alta de 0,28%, aos r$ 3,9015. no exterior, a moeda americana sobe ante seus pares principais e moedas emergentes ligadas a commodities, após o forte superávit comercial da china com os estados unidos no primeiro semestre gerar expectativas de um reforço no protecionismo norte-americano. a china informou que teve superávit comercial de us$ 41,61 bilhões em junho, após registrar superávit de us$ 24,92 bilhões em maio, segundo a administração geral de alfândega. economistas ouvidos pelo wall street journal previam superávit de us$ 26 bilhões. as exportações da china para os estados unidos tiveram crescimento de 13,6% no primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período de 2017, para us$ 133,76 bilhões. o commerzbank prevê que esses dados apontam para um cenário de tensão entre washington e pequim, e "sem dúvida aumentarão as chances de novas tarifas dos eua serem impostas aos produtos chineses". a moeda americana sobe também após o presidente do federal reserve (fed) jerome powell, ter defendido na quinta o gradualismo na elevação das taxas de juros. powell disse que a economia global e, principalmente, a americana está indo "muito bem" e que, caso o fed mova os juros muito rapidamente, o banco central poderia provocar uma recessão econômica em solo americano. os juros dos treasuries respondem em baixa em meio ao aumento da demanda. mais cedo, o índice do dólar dxy - que mensura a moeda americana ante outras seis divisas fortes - atingiu o maior nível em duas semanas, impulsionado principalmente pela queda acentuada da libra. em entrevista ao the sun, o presidente dos eua, donald trump, disse que um plano "suave" de saída do reino unido da união europeia "mataria" qualquer acordo comercial possível com os eua. na máxima do dia, o dxy subiu 0,4%, a 95,241. além disso, o euro opera com fraqueza, após a comparação anual da inflação ao consumidor dos eua, divulgada na quinta-feria, alimentar expectativas de mais duas altas de juros nos eua. no mercado de moedas emergentes, a queda das commodities ajuda ainda a amparar o dólar em relação a praticamente todas as principais divisas emergentes. uma exceção é a queda frente à lira turca, influenciada por declarações do novo ministro de finanças da turquia, berat albayrak, de que vai se esforçar para diminuir a inflação no país. em 12 meses computados até junho, a inflação ao consumidor da turquia foi de 15,39%. parte deste aumento é atribuído à aceleração do dólar ante a lira turca, uma das moedas mais afetadas pela valorização global da divisa americana.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2018/07/638203-dolar-sobe-com-exterior-e-eletrobras-no-radar.html)

Tribunal de Contas identifica "deficiências" na privatização das seguradoras da Caixa


08/02/2019
Alienação da Fidelidade, Multicare e Cares decidida pelo anterior Governo "não se revela vantajosa para o interesse público" a "médio prazo". Tribunal critica falta de independência e processo de venda.
A alienação apresenta "deficiências" no que diz respeito à "independência" na avaliação do valor das seguradoras, "não se revela vantajosa para o interesse público" a médio prazo e "não foi eficiente". Estas são as três principais conclusões do relatório do Tribunal de Contas à alienação das três seguradoras do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), a Fidelidade, a Multicare e a Cares, pelo anterior Governo à Longrun, do grupo chinês Fosun.

A auditoria, a que o PÚBLICO teve acesso, critica a opção de venda das seguradoras, por vários motivos. O primeiro diz respeito ao processo. Lembra o Tribunal que "entre a avaliação das seguradoras e a alienação foram realizadas operações prévias (redução de capital e distribuição de dividendos) que tornaram as empresas mais acessíveis e atractivas para o mercado". Contudo, para o Tribunal, há várias "deficiências nesta parte do processo". "Enferma de deficiências quanto à garantia de independência na avaliação das seguradoras, à indefinição do caderno de encargos, ao défice de fundamentação para a escolha da modalidade de venda e à alteração dos critérios de avaliação na fase de apreciação das propostas vinculativas", lê-se no relatório.
No que à independência diz respeito, em causa está o facto de a avaliação das seguradoras ter sido feita pela Caixa BI, do Grupo Caixa. Diz o relatório que esse facto "suscita óbvias reservas sobre o requisito de independência legalmente exigido ao avaliador, face às empresas avaliadas e ao seu accionista". Como resultado, a avaliação foi feita apenas tendo em conta um cenário desactualizado (anterior à redução de capital de 2013), não tendo sido revisto antes do fim do processo, e não tendo sido fornecidos ao Grupo Caixa "elementos pertinentes" para que fosse possível "verificar os valores apresentados nas avaliações em causa". 
Tendo em conta essas limitações, "a melhor expectativa do Grupo Caixa resultante das avaliações era alienar a totalidade das participações sociais das três seguradoras por 1,7 mil milhões".

Além dos resultados, o Tribunal lembra que estas empresas tiveram uma "valorização importante dos seus activos imobiliários" que podiam ter contribuído para a "necessidade de recapitalizar o Grupo Caixa em 2017".
Ainda no que diz respeito aos resultados, para o Tribunal, esta alienação também "não foi eficiente", uma vez que o processo "foi realizado em contexto e oportunidade adversos à maximização do seu resultado, sem estar suportado por uma avaliação de custo e benefício, em consequência da decisão do Estado (o accionista do Grupo Caixa) motivada por compromissos internacionais".
Sobre a decisão, o relatório do Tribunal de Contas lembra, nas suas conclusões, que houve um "estudo preliminar" da JP Morgan pedido pela CGD a "desaconselhar" a venda naquela altura, sugerindo o seu adiamento, uma vez que "as condições de mercado" limitavam "o interesse de eventuais compradores". 

Além deste estudo, a decisão não foi unânime no Conselho de Administração da CGD "quanto à oportunidade e à modalidade de venda". No documento, é citada parte de duas actas do conselho de administração, de 30 de Outubro de 2012 e de 14 de Dezembro do mesmo ano, que mostram que não havia consensos "tendo sido defendido que a mesma apenas deveria ocorrer se necessário e quando as condições de mercado assegurassem uma operação favorável à CGD".

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