07/04/2016

Aportes à previdência aberta sobem 24,3% em janeiro, diz FenaPrevi

 os aportes a planos previdenciários abertos (que incluem os pgbls e os vgbls) somaram r$ 6,3 bilhões em janeiro, crescimento de 24,3% frente ao mesmo mês do ano anterior. os aportes a planos previdenciários abertos (que incluem os pgbls e os vgbls) somaram r$ 6,3 bilhões em janeiro, crescimento de 24,3% frente ao mesmo mês do ano anterior. a captação líquida no primeiro mês do ano, diferença entre captação e resgates, registrou saldo positivo de r$ 1,7 bilhão, ante r$ 1,5 bilhão em janeiro de 2015, segundo informou a federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), que representa 69 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. "mesmo com a economia em situação difícil, os participantes do sistema seguem fazendo reservas para a aposentadoria, o que mostra que a previdência complementar aberta segue ocupando papel de destaque no investimento de longo prazo dos brasileiros", diz em nota o presidente da fenaprevi, edson franco. segundo a fenaprevi, o sistema registrou em janeiro um total de 85.516 pessoas já usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios por morte e por invalidez, e pensões por morte e por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário. no período, foram contabilizados um total de 12.271.620 pessoas com planos contratados, sendo que deste total 9.241.272 são individuais (já computados os planos para menores) e 3.030.348 empresariais. os planos individuais foram os que mais receberam recursos no primeiro mês do ano. no total, foram investidos r$ 5,5 bilhões, frente a r$ 4,3 bilhões registrados em janeiro de 2015. os planos para menores, por sua vez, acumularam r$ 152,5 milhões, alta de 15% em relação ao mesmo mês do ano anterior (r$ 132,6 milhões). os recursos destinados a planos empresariais avançaram 6,7% no mês e somaram r$ 627 milhões em contribuições em janeiro. o vgbl (indicado para quem não tem como se beneficiar da dedutibilidade fiscal prevista no formulário completo do imposto de renda pessoa física), recebeu contribuições de r$ 5,7 bilhões em janeiro. o pgbl (indicado para quem tem como se beneficiar da dedutibilidade do ir) registrou r$ 558 milhões. os planos tradicionais, por sua vez, anotaram r$ 63 milhões. fonte: estadão
07/04/2016

Investidores aplicam mais em previdência privada aberta

 os aportes a planos abertos de caráter previdenciário (que incluem os pgbls e os vgbls) somaram r$ 6,3 bilhões no primeiro mês do ano, registrando crescimento de 24,3% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram aplicados r$ 5,1 bilhões. no mês de janeiro, a captação líquida, diferença entre captação e resgates, por sua vez, registrou saldo positivo de r$ 1,7 bilhão. no mesmo mês do ano anterior o saldo foi de r$ 1,5 bilhão. os dados são da fenaprevi (federação nacional de previdência privada e vida), que representa 69 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. “mesmo com a economia em situação difícil, os participantes do sistema seguem fazendo reservas para a aposentadoria, o que mostra que a previdência complementar aberta segue ocupando papel de destaque no investimento de longo prazo dos brasileiros”, diz edson franco, presidente da fenaprevi. os dados do balanço da fenaprevi mostram também que o sistema registrou em janeiro um total de 85.516 pessoas já usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário. no período, foram contabilizados um total de 12.271.620 pessoas com planos contratados, sendo que deste total 9.241.272 são pessoas com planos individuais (já computados os planos para menores) e 3.030.348 pessoas com planos empresariais. resultado por tipo de plano os planos individuais foram os que mais receberam recursos no primeiro mês do ano. no total, foram investidos r$ 5,5 bilhões, enquanto que no ano anterior foram registrados r$ 4,3 bilhões. os planos para menores, por sua vez, acumularam r$ 152,5 milhões, alta de 15% em relação ao mesmo mês do ano anterior (r$ 132,6 milhões). os recursos destinados a planos empresariais também avançaram e somaram r$ 627 milhões em contribuições em janeiro de 2016, representando crescimento de 6,7% em relação aos r$ 588 milhões arrecadados em janeiro de 2015. na análise por modalidade de plano, o vgbl (indicado para quem não tem como se beneficiar da dedutibilidade fiscal prevista no formulário completo de i.r.p.f.), recebeu contribuições de r$ 5,7 bilhões em janeiro de 2016. o pgbl (modalidade de plano indicada para quem tem como se beneficiar da dedutibilidade prevista no formulário completo de i.r.p.f.) registrou r$ 558 milhões. os planos tradicionais, por sua vez, registraram r$ 63 milhões. o tratamento fiscal a opção por planos de caráter previdenciário deve considerar e priorizar uma visão de longo prazo, dada a tributação diferenciada para o poupador. no pgbl, modalidade de plano indicada para quem declara o imposto de renda (ir) pelo formulário completo, o poupador pode deduzir anualmente da base de cálculo do tributo, o valor total das contribuições efetuadas a planos de previdência complementar, durante o exercício social, até o limite de 12% da sua renda bruta, reduzindo o imposto a pagar ou, até mesmo, podendo ter direito à restituição. é o chamado diferimento fiscal, ou seja, o pagamento do ir devido sobre esses recursos, acrescidos dos rendimentos auferidos, é realizado apenas no momento do resgate total ou parcial, ou do recebimento do benefício. para usufruir da dedução, o participante da previdência complementar aberta tem de estar contribuindo para a previdência oficial, inclusive no caso do titular, com mais de 16 anos, ser dependente de quem faz a declaração. já no vgbl, modalidade de plano indicada para quem declara o imposto de renda pelo formulário simplificado, para quem se encontra na faixa de isenção do ir, ou para quem já atingiu o limite de dedução previsto para a previdência complementar (12% da renda bruta), não é possível deduzir da base de cálculo do ir os valores dos aportes realizados ao plano. no entanto, no momento do resgate ou do recebimento do benefício, o ir incide apenas sobre o valor dos rendimentos auferidos, e não sobre o valor total do resgate ou do benefício recebido, como ocorre no pgbl. de acordo com o presidente da fenaprevi, é importante destacar que, para ambas as modalidades de planos (pgbl e vgbl), não há cobrança do imposto de renda a cada seis meses, sobre os rendimentos obtidos, como ocorre em alguns tipos de aplicações. outra característica do pgbl e do vgbl é a possibilidade do poupador optar pelo regime de alíquotas progressivas ou de alíquotas regressivas do imposto de renda, significando, neste último caso, que, quanto mais tempo os recursos permanecerem aplicados, menor será a alíquota do imposto de renda incidente. fonte: investimentos e notícias por nicole ongaratto
07/04/2016

Índice de Confiança do Setor de Seguros cresce 10,2% em março

 rio - o índice de confiança do setor de seguros (icss) avançou 10,2% em março, de acordo com pesquisa da federação nacional dos corretores de seguros privados e de resseguros, de capitalização, de previdência privada, das empresas corretoras de seguros e de resseguros (fenacor). o icss ultrapassou o patamar de 70 pontos pela primeira vez desde julho de 2015, a 73,9. apesar do avanço, o índice ainda é considerado muito baixo, pois é inferior a 100 pontos, patamar mínimo para indicar confiança no setor. das empresas consultadas, 72% das seguradoras; 66% das corretoras e 54% das resseguradoras esperam um crescimento da economia pior ou muito pior, no brasil, pelos próximos seis meses. apenas as resseguradoras ouvidas na pesquisa da fenacor se mostraram positivas com relação à rentabilidade no período: 62%. as seguradoras esperam melhora (54%) e, em sentido contrário, 60% das corretoras indicam que o cenário pode piorar no período. já com relação ao faturamento, 52% das seguradoras; 52% das corretoras e 62% das resseguradoras esperam a manutenção ou melhora dos índices nos próximos seis meses. tal resultado é superior ao registrado em fevereiro: 46%, 50% e 54%, respectivamente. — março foi um mês agitado na política nacional. a expectativa da definição de impasses políticos no país em um futuro próximo pode ter influenciado as respostas de algumas companhias do setor — aponta o presidente da fenacor, armando vergilio. segundo a federação, o setor aguarda definições da economia da política nacional para marcar a retomada de suas expectativas positivas. nos últimos seis meses, o cenário foi de pequenas oscilações e queda. para calcular o índice, a entidade entrevista executivos de mais de 100 companhias do setor a fim de avaliar a expectativa e o grau de confiança dos empresários diante do cenário econômico. as empresas avaliam a situação em uma escala de 0 a 200 para a confiança na economia, rentabilidade e faturamento. fonte: extra - globo
29/03/2016

Cerimônia de outorga da Medalha Cidade de Porto Alegre

 na noite da segunda-feira (28), em cerimônia ocorrida no teatro renascença em porto alegre, o presidente do grupo aspecir seguros e previdência, milton machado, recebeu a medalha cidade de porto alegre. a medalha premia pessoas ou entidades que tenham se distinguido por relevantes serviços prestados em prol do cultural, social ou econômico da cidade.
28/03/2016

Milton Machado recebe medalha Cidade de Porto Alegre

 instituída pelo decreto municipal 6.202, de 25 de novembro de 1977, a medalha “cidade de porto alegre” já homenageou importantes personalidades, como o jornalista alberto andré, um dos fundadores da ari (associação rio-grandense de imprensa). concebida pelo artista plástico nelson jungbluth, a medalha traz em sua arte motivos ligados aos valores da pessoa e da natureza. a medalha premia pessoas ou entidades que tenham se distinguido por relevantes serviços prestados em prol do cultural, social ou econômico da cidade. na edição deste ano, a lista de homenageados tem 30 nomes, entre os quais o do senhor milton machado, diretor presidente do grupo aspecir. um exemplo dessas pessoas que caminham em direção ao futuro sempre com o objetivo de crescimento, não apenas individual, mas da comunidade onde vive. brasileiro nascido em são jerônimo, casado com terezinha oliveira machado, pai de júlio e daniellen iniciou sua caminhada profissional no montepio cooperativista do brasil, hoje unimed seguradora s.a. foi conselheiro, presidente do conselho e diretor presidente de gebemil, atual mbm seguradora s. a. passou pela família bandeirante previdência privada nos cargos de conselheiro, diretor executivo e diretor presidente. assim como na acvat previdência privada, sucv união de previdência e união de previdência s/a. diretor da anapp associação nacional da previdência privada, hoje fenaprevi – federação nacional de previdência privada e vida, presidente do sindepp/rs-sindicato das entidades de previdência privada no estado do rio grande do sul, vice-presidente do sinapp-sindicato nacional das entidades abertas de previdência complementar, milton machado é hoje diretor presidente do grupo aspecir. composto por empresas como aspecir previdência, união seguradora s/a, futuro previdência, acvat e socicred, o grupo aspecir tem como prioridade previdência, seguros e assistência financeira. milton machado também é sócio gerente da milpar participações ltda, através da qual é gestor do esporte clube são josé. onde oferece, através da disciplina do esporte, a oportunidade de jovens vislumbrarem um futuro de sucesso. a cerimônia de entrega da medalha “cidade de porto alegre”, faz parte das comemorações da semana de porto alegre e ocorre hoje, dia 28 de março, às 20h, no teatro renascença (av. érico veríssimo, 307).
28/03/2016

Segurada da União recebe prêmio de capitalização

 a união seguradora, empresa do grupo aspecir, oferece além do seguro de vida um plano de capitalização vida flex. o segurado optando por este plano, concorre todos os sábados através da extração da loteria federal a uma premiação. a felizarda desta vez foi a senhora adriana de barcellos serra. o cheque foi entregue pelas mãos do diretor comercial da união seguradora, joão lock, na tarde desta segunda-feira, 28 de março. presentes ao evento, representando a união seguradora, estavam antônio nazario coutinho da área técnica e joão carlos lock, diretor comercial. a premiada senhora adriana de barcellos serra, o gerente de negócios do servicoop, cristiano costa, o diretor da benefícios maurício junqueira e o diretor jurídico da servicoop andre luiz meira.
02/03/2016

Setor de seguros reduz faturamento, mas deve crescer 9% Em 2016

 a edição de fevereiro da carta de conjuntura do setor de seguros, publicação mensal assinada pelo sincor-sp (sindicato dos corretores de seguros no estado de são paulo), com um mapeamento da indústria de seguros, fechou os dados referentes ao ano de 2015. o resultado, como as edições anteriores antecipavam, é uma redução no faturamento do setor, que, sem contabilizar previdência privada e saúde suplementar, cresceu 5% em 2015, em termos nominais. trata-se de valor bem abaixo do exercício anterior, que registrou variação positiva de 10%. a projeção para 2016, contudo, é de crescimento de 9%. esse valor tem como lastro a dinâmica da própria economia, o histórico do setor e, sobretudo, o perfil de solidez e desenvolvimento que sempre caracterizou a indústria de seguros. para o presidente do sincor-sp, alexandre camillo, se os números da economia apontam para um cenário adverso que deve se prolongar por mais um ou dois anos, em contrapartida os corretores de seguros têm dado provas incontestes de sua capacidade de reação e resiliência. “os corretores de seguros têm plena consciência da necessidade de buscar novos nichos e rever custos, além de reinventar os negócios com base em diretrizes de retorno e sustentabilidade”, afirma. fonte:  sincor sp
02/03/2016

Lideranças do mercado de seguros debatem, em evento na Bahia, futuro do setor à luz dos cenários econômico e político do país

 o 21º encontro de líderes do mercado segurador reuniu executivos, especialistas e autoridades, com o propósito de refletir sobre perspectivas, desafios e oportunidades para os mercados de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização os desafios trazidos pelos avanços tecnológicos, a necessidade de inovação em produtos e serviços adequados às necessidades atuais dos consumidores, o surgimento das novas epidemias e os avanços nas questões regulatórias diante do atual cenário social, político e econômico do país estiveram entre os principais temas debatidos durante o 21º. encontro de líderes do mercado segurador, realizado na praia do forte, na bahia, nos últimos dias 25, 26 e 27 de fevereiro. para o presidente da confederação nacional de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização (cnseg), marcio coriolano, o objetivo do evento foi propor, não somente reflexões, mas também ações efetivas voltadas para a manutenção do desenvolvimento sustentado do setor nas próximas décadas. no primeiro dia de evento, durante o painel “o horizonte do brasil no século xxi”, a jornalista miriam leitão enfatizou que, diante de tanta imprevisibilidade nas rápidas mudanças do século 21, o momento é adequado para falarmos do futuro. para ela, esta é a hora de pensar no futuro. “quanto mais rápido soubermos para onde vamos, mais rápido chegaremos lá. pensar no futuro nos faz avaliar riscos e isso reduz as chances de fracasso e aumenta as chances de permanecer no sucesso”, afirmou. segundo ela, o brasil está prisioneiro do imediato. o presente virou um redemoinho que suga e o impede de crescer, avaliou. entre as mudanças do século 21, miriam destaca o perfil demográfico, o clima, que traz muitas catástrofes, e a tecnologia. “são temas que todos devem pensar, principalmente vocês que fazem parte do mercado segurador”, sugeriu. a palestrante destacou que toda e qualquer crise terá uma saída democrática, em razão de tudo que já foi construído. o brasil acertou muito ao longo das décadas, sempre construindo consensos. uma luta de duas décadas, com a conquista da democracia em 1985, a estabilização do real em 1994 e, em 2004, com a inclusão social.”, diz. “democracia, estabilidade e inclusão. foi isso que escolhemos e construímos. agora, estamos em busca do quarto consenso, mesmo no meio desta confusão que nos machuca e dói, mas que é parte da reconstrução”, comentou. já o painel “inovação – uma perspectiva para o mercado” abordou as influências das transformações tecnológicas no cotidiano do mercado segurador, sobretudo em relação à maneira como as empresas se relacionam com o consumidor. a vice-presidente do instituto americano de pesquisa gartner, belkis toledo, afirmou que, para continuarem relevantes, as seguradoras precisam “quebrar os modelos tradicionais de negócio”, contando com líderes que enxerguem a necessidade de mudança e estejam preparados e dispostos a isso. mesmo porque, se não o fizerem, outros o farão, como se evidencia ao observar os us$ 2,1 bilhões já investidos em startups de tecnologia da área de seguros. também integrante do painel, o advogado e jornalista, ronaldo lemos, lembrou que quando a internet surgiu, servia para conectar computadores. posteriormente, passou a conectar pessoas, como nas redes sociais. agora, entramos na era da internet das coisas, ou seja, da conexão de todo e qualquer objeto utilizado pelo homem. o mercado de seguros, a seu ver, precisa levar em consideração esse mudança de cenário para saber aproveitar bem as oportunidades trazidas pelas novas tecnologias. a última palestra do dia, proferida pelo presidente da sensedia, kleber bacilli, e mediada por alexandre leal, superintendente executivo técnico da cnseg, tratou sobre “ecossistemas digitais” e os impactos que as novas tecnologias têm nas empresas de todos os ramos, mesmo as maiores e mais ricas. no mundo das instituições financeiras, por exemplo, observou kleber, o que se vê é que estão sendo desafiados por pequenas startups desconhecidas que se tornam gigantes com o desenvolvimento de aplicativo que faça parte da “jornada digital da sociedade”. para se manterem relevantes, as empresas precisam ser mais ágeis e possuir um sistema de governança mais simplificado para lidar com projetos inovadores. “é preciso ser diferenciado e fazer a oferta no local certo, na hora certa e de forma totalmente personalizada”, concluiu bacilli. no segundo dia de palestras, o painel “pensando o futuro do seguro” apresentou as perspectivas para o setor diante dos desafios que se impõem nos cenários de defesa do consumidor, regulatório e da crescente judicialização dos conflitos entre empresas e segurados. a secretária da secretaria nacional do consumidor (senacon), juliana pereira, afirmou que é preciso trazer para a pauta a questão da resolução dos conflitos e a interação com outros agentes públicos, no caso, os órgãos reguladores. ela destacou que a senacon vem desenvolvendo diálogo permanente com a agência nacional de saúde suplementar (ans) e com a superintendência de seguros privados (susep), o que não ocorria tempos atrás. “se partirmos do pressuposto de que o órgão tem que dar respostas muito rápidas e precisas para os consumidores, nós conseguimos projetar o futuro da seguinte maneira: estabelecendo a formação de consensos e a resolução de problemas. temos que sair da superfície das questões. consenso e oportunidade. há uma oportunidade. o momento é de se despir dos preconceitos e buscar a melhor alternativa para a sociedade, encontrando um equilíbrio entre as duas partes”, enfatizou. o diretor-presidente da ans, josé carlos abrahão, que também compôs o painel, enfatizou que o principal objetivo do órgão regulador é aumentar o acesso dos beneficiários ao sistema, proporcionando uma atenção de qualidade, segura, com atendimento humanizado e sempre primando pela sustentabilidade, sobretudo a assistencial. “isso tudo com regulação e com princípios de governança e transparência, que tragam segurança jurídica para a sociedade como um todo. temos regulação já determinada, direitos do consumidor que foram adquiridos e devem ser respeitados. mas também temos que nos preparar para o diálogo. o diálogo é fundamental e temos que buscar a construção de um sistema que nos traga melhores de condições de atendimento, sempre atento ã questão tecnologia e da relação médico-paciente.” durante o mesmo painel, o superintendente da susep, roberto westenberger, ressaltou que, no curto prazo, o objetivo da autoridade do mercado segurador é a garantia da sua estabilidade de gestão. no cenário de médio prazo, disse ele, a prioridade é a criação de uma diretoria de conduta de mercado dentro da autarquia e, a longo prazo, prevê a existência do que ele chamou de “duas avenidas”: uma é a da tecnologia da informação (ti) como elemento auxiliar da atuação regulatória, conjugando demandas vindas de órgãos de defesa do consumidor e dos tribunais, por exemplo. a outra é, por meio da prática do big data, ter uma eficácia maior do controle regulatório. ainda no painel “pensando o futuro do seguro”, o ministro do superior tribunal de justiça, ricardo villas bôas cueva, destacou que a grande promessa, com impacto direto no seguro, é o novo código de processo civil. “o código traz um novo paradigma, que é o chamado ‘tribunal multiportas’. a ideia é que, com ele, se tragam questões efetivas e não meramente formais, privilegiando a mediação e a conciliação entre as partes, que passarão a ser obrigatórias. a conciliação passará a ser aplicada nas relações de consumo simples. a mediação, para as situações mais complexas. a promessa é de que se caminhe para desjudicialização, não somente em questão às relações com o mercado de seguros, mas com outros mercados também”, explicou. marcio coriolano, também integrante do painel, afirmou que o setor de seguros sente os efeitos da crise de forma retardada. o ciclo econômico se abate sobre as atividades que o seguro protege e as ondas vão se produzindo ao longo do tempo. “o país vem enfrentando uma crise recessiva há mais de dois anos, mas, em 2015, os efeitos passaram a ser sentidos pelo mercado. na saúde suplementar, 2015 foi o primeiro ano em que se observou um decréscimo no número de beneficiários, pois, como grande parte das empresas busca cobertura para seus empregados, com o aumento do desemprego, houve uma redução do numero de beneficiários.” para coriolano, o setor é resiliente, não só porque responde tardiamente aos ciclos, mas devido à preferência das pessoas pela proteção. e é exatamente este o momento de maior fragilidade do cidadão, quando se vê com incertezas, com insegurança, fora, ainda, a redução de renda. “eu já fui regulador e sei que o setor sempre foi palco de conflitos. primeiro, porque não existia esse ‘empoderamento’ do consumidor como há hoje. segundo, porque seguro é mesmo algo complexo”, afirmou coriolano. com o crescimento da renda no brasil, como nunca visto anteriormente, o consumidor passou a ter mais condições de exercer sua cidadania. agora, como lembrou o presidente da cnseg, tudo está “virando de cabeça para baixo novamente”, por força do enfraquecimento dos três pilares da economia: produto, renda e emprego. “e é exatamente nesse momento em que o consumidor mais precisa de proteção. e proteger o consumidor é proteger quem fornece o serviço”. marcio defende que precisamos ter uma regulação para momentos de crise, que proporcione melhores condições para quem provêm os serviços. “não é uma crítica, mas uma constatação: a regulação é muito baseada em estrutura. quando se regula o detalhe do detalhe, isso é o que trava”, concluiu. após o painel que pensou o futuro, o presente urgente foi tratado no painel sobre epidemias, particularmente sobre a epidemia do zika vírus, que alarma todo o mundo, contando com a participação do subsecretário da subsecretaria de vigilância em saúde do estado do rio de janeiro, alexandre chieppe, do médico e comentarista da globonews, luiz fernando correia. mediadora do debate, a presidente da federação de saúde suplementar (fenasaúde), solange beatriz palheiro mendes, norteou as discussões ao questionar os palestrantes sobre pontos importantes acerca do tema como a existência de kits de testes suficientes para suprir a demanda do país, o preparo dos laboratórios e se já estão claras as indicações para o exame do zika vírus. “e o cenário não é nada animador”, segundo chieppe, que afirmou vivermos uma emergência de saúde pública de interesse internacional, com possibilidade de pandemia. e entre os elementos agravantes estão a concentração de pessoas em áreas urbanas e até o aquecimento global, que amplia a área da presença do mosquito. outro grande aliado da doença, com capacidade de gerar grandes impactos, não só de saúde, mas também financeiros, é a desinformação. como exemplo, luiz fernando correia citou o caso dos testes de zika, que são muito caros e nem sempre alcançam os resultados desejados. entretanto, entre outros fatores, devido à pressão popular, as operadoras de planos de saúde deverão passar a ser obrigadas a oferecer o exame, enquanto esse recurso poderia ser melhor aplicado de outra forma. complementando a fala de luiz fernando, o subsecretário disse que “vivemos uma epidemia de testes e dengue, mas nem todos sabem, por exemplo, que o exame só pode dar positivo após o 7º dia de infecção e, eventualmente, necessita ser feito diversas vezes no mesmo paciente”. o último painel do 21º encontro de lideres teve a participação do cientista político fernando schuler, do economista gustavo franco, do presidente da fenaprevi, edson franco, do jornalista dony de nuccio e do ministro do supremo tribunal federal, luís roberto barroso, debatendo o atual cenário político e econômico, considerado por todos como, no mínimo, desafiador, e, no curto prazo, o quadro negativo da economia tende a seguir em razão da ausência de instrumentos na área fiscal que gerem mudanças céleres. por outro lado, o pessimismo deve se agravar pelos próximos meses, principalmente pela alta do desemprego. “esse movimento de desemprego está apenas começando”, alertou loyola. já no médio e longo prazo, a crise colocou em evidência as limitações estruturais sérias do país, como a baixa produtividade, os gargalos na infraestrutura e o custo de previdência. já, para o cientista político do insper, fernando schuler, o quadro político é ainda pior que o econômico, pois não há consenso de uma única agenda para o país. “uma das saídas é renovar a geração de líderes. atrair novos talentos. e para isso é preciso uma reforma política”, enfatizou. o ministro do supremo tribunal federal, luiz roberto barroso, concorda, citando que nas turmas acadêmicas onde leciona, nunca vê um aluno talentoso dizendo que pretende seguir carreira política. “estamos vivendo um momento difícil. temos crises política, econômica e de ética relevantes. esse conjunto leva a uma sensação devastadora de que não vamos sair do lugar”, disse o ministro. para ele, entretanto, que acredita que a cultura de tolerância com a corrupção está acabando, o desalento não terá sido em vão se estivermos construindo um país melhor. “na minha vida adoto dois princípios. enquanto não vier a bonança, faço o melhor que posso dentro do que me cabe, cumprindo o meu papel e sendo bom e correto, mesmo quando ninguém estiver olhando”, finalizou. sobre a cnseg a confederação nacional das empresas de seguros gerais, previdência privada e vida, saúde suplementar e capitalização (cnseg) elevou, em 2008, ao status de confederação a fenaseg (federação nacional das empresas de seguros privados e de capitalização. a cnseg conta em sua formação com a federação nacional de seguros gerais (fenseg), a federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), a federação nacional de saúde suplementar (fenasaúde), e a federação nacional de capitalização (fenacap). a entidade representa o mercado perante o governo federal, a sociedade em geral e as entidades nacionais e internacionais. fonte:  cnseg
29/02/2016

Susep edita normas para seguradoras, resseguradoras e previdência complementar

 a superintendência de seguros privados (susep) publicou nesta segunda-feira, 29, no diário oficial da união (dou) quatro circulares voltados para o setor. a circular 526/2016 estabelece, entre outros, procedimentos relacionados com a instrução de processos de eleição, nomeação, destituição e renúncia de cargos em órgãos estatutários ou contratuais das sociedades seguradoras, de capitalização, resseguradoras locais, escritório de representação de resseguradores admitidos, entidades abertas de previdência complementar e corretoras de resseguros. a circular 527/2016 fixa procedimentos para obtenção de autorização prévia para instalação de escritório de representação, cadastramento, atualização cadastral e demais alterações de resseguradores admitidos e eventuais. os outros dois atos disciplinam aspectos sobre a autorização para funcionamento e alterações do controle societário das empresas. a circular 528/2016 traz procedimentos relacionados com a instrução de processos de autorização para funcionamento, alterações do controle societário, reorganização societária, aquisição ou expansão de participação qualificada, transferência de sede, entre outros, das corretoras de resseguros. já a circular 529/2016 define procedimentos relacionados com a constituição, autorização para funcionamento, alterações de controle societário, reorganização societária, aquisição ou expansão de participação qualificada, instalação, alteração ou encerramento de dependências e representações, cancelamento da autorização para funcionamento, aumento e redução do capital social e modificação do estatuto social, em todas as suas espécies, das sociedades seguradoras, de capitalização, resseguradoras locais e entidades abertas de previdência complementar (eapc). fonte: diário do grande abc

Tribunal de Contas identifica "deficiências" na privatização das seguradoras da Caixa


08/02/2019
Alienação da Fidelidade, Multicare e Cares decidida pelo anterior Governo "não se revela vantajosa para o interesse público" a "médio prazo". Tribunal critica falta de independência e processo de venda.
A alienação apresenta "deficiências" no que diz respeito à "independência" na avaliação do valor das seguradoras, "não se revela vantajosa para o interesse público" a médio prazo e "não foi eficiente". Estas são as três principais conclusões do relatório do Tribunal de Contas à alienação das três seguradoras do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), a Fidelidade, a Multicare e a Cares, pelo anterior Governo à Longrun, do grupo chinês Fosun.

A auditoria, a que o PÚBLICO teve acesso, critica a opção de venda das seguradoras, por vários motivos. O primeiro diz respeito ao processo. Lembra o Tribunal que "entre a avaliação das seguradoras e a alienação foram realizadas operações prévias (redução de capital e distribuição de dividendos) que tornaram as empresas mais acessíveis e atractivas para o mercado". Contudo, para o Tribunal, há várias "deficiências nesta parte do processo". "Enferma de deficiências quanto à garantia de independência na avaliação das seguradoras, à indefinição do caderno de encargos, ao défice de fundamentação para a escolha da modalidade de venda e à alteração dos critérios de avaliação na fase de apreciação das propostas vinculativas", lê-se no relatório.
No que à independência diz respeito, em causa está o facto de a avaliação das seguradoras ter sido feita pela Caixa BI, do Grupo Caixa. Diz o relatório que esse facto "suscita óbvias reservas sobre o requisito de independência legalmente exigido ao avaliador, face às empresas avaliadas e ao seu accionista". Como resultado, a avaliação foi feita apenas tendo em conta um cenário desactualizado (anterior à redução de capital de 2013), não tendo sido revisto antes do fim do processo, e não tendo sido fornecidos ao Grupo Caixa "elementos pertinentes" para que fosse possível "verificar os valores apresentados nas avaliações em causa". 
Tendo em conta essas limitações, "a melhor expectativa do Grupo Caixa resultante das avaliações era alienar a totalidade das participações sociais das três seguradoras por 1,7 mil milhões".

Além dos resultados, o Tribunal lembra que estas empresas tiveram uma "valorização importante dos seus activos imobiliários" que podiam ter contribuído para a "necessidade de recapitalizar o Grupo Caixa em 2017".
Ainda no que diz respeito aos resultados, para o Tribunal, esta alienação também "não foi eficiente", uma vez que o processo "foi realizado em contexto e oportunidade adversos à maximização do seu resultado, sem estar suportado por uma avaliação de custo e benefício, em consequência da decisão do Estado (o accionista do Grupo Caixa) motivada por compromissos internacionais".
Sobre a decisão, o relatório do Tribunal de Contas lembra, nas suas conclusões, que houve um "estudo preliminar" da JP Morgan pedido pela CGD a "desaconselhar" a venda naquela altura, sugerindo o seu adiamento, uma vez que "as condições de mercado" limitavam "o interesse de eventuais compradores". 

Além deste estudo, a decisão não foi unânime no Conselho de Administração da CGD "quanto à oportunidade e à modalidade de venda". No documento, é citada parte de duas actas do conselho de administração, de 30 de Outubro de 2012 e de 14 de Dezembro do mesmo ano, que mostram que não havia consensos "tendo sido defendido que a mesma apenas deveria ocorrer se necessário e quando as condições de mercado assegurassem uma operação favorável à CGD".

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