28/09/2018

Plano VGBL é porta de entrada na previdência

  fundos dominam a indústria, mas especialistas ressaltam que é preciso cuidado na escolha da tributação fiel. sérgio dortas tem um vgbl há 15 anos: “tenho três filhos, todos com vgbl. e meus seis netos logo terão seus planos também” concentrando mais de 90% de uma indústria cujo patrimônio já chega a r$ 775,6 bilhões, o plano vida gerador de benefício livre (vgbl) é a porta de entrada dos brasileiros que decidem poupar por conta própria para a aposentadoria. apesar de não contar com o benefício das deduções tributárias como o pgbl, o vgbl atende a certos perfis de investidores e também ajuda no planejamento tributário. em geral, o vgbl é indicado para quem é isento de imposto de renda (ir) ou faz sua declaração anual pelo modelo simplificado. dessa forma, costuma ser a escolha de jovens profissionais ou pessoas sem dependentes. isso porque, diferentemente do pgbl, os aportes realizados no vgbl não podem ser descontados da renda sobre a qual incidirá o ir. por outro lado, no momento de resgatar os recursos acumulados, o ir incide apenas sobre o dinheiro que rendeu, não sobre a contribuições dos participantes. — no fundo, o vgbl acaba sendo muito parecido com um fundo de investimento tradicional, no qual também não se pode deduzir do ir, que incide sobre os rendimentos — aponta luis felipe maciel, diretor regional da mongeral aegon. mas o vgbl também tem benefícios tributários que não são encontrados nos fundos de investimento. assim como o pgbl, ele não sofre a mordida do ir semestral, o chamado “come-cotas”, que captura 15% do rendimento de fundos de investimento tradicionais em maio e novembro. a longo prazo, segundo especialistas, a diferença de rentabilidade acumulada pode ser significativa. além disso, o vgbl é uma ferramenta para aqueles que já esgotaram o diferimento tributário proporcionado pelo pgbl. afinal, só é possível usar na declaração do ir investimentos em pgbl que somem no máximo 12% da renda bruta anual do contribuinte. — depois de atingir esse limite, o cliente que quiser poupar mais para a velhice pode abrir um fundo vgbl, para continuar contribuindo — observa flávio lemos, sócio da trader brasil investimentos. depois de optar entre vgbl ou pgbl, exige-se do participante uma outra escolha, de consequência tributária: a qual tabela de cobrança de impostos sua previdência privada será submetida? elas são duas, a regressiva e a progressiva. indústria em expansão de acordo com especialistas, a tabela regressiva é ideal para quem está disposto a investir por muito tempo. isso porque a alíquota cai gradualmente ao longo do tempo em que o dinheiro está aplicado. por essa tabela, quem resgata em menos de dois anos, por exemplo, paga 35%, alíquota que chega a ser superior aos 27,5% sobre a renda cobrados no topo da tabela de ir. quem fica mais de dez anos, no entanto, paga imposto de apenas 10%. já a tabela progressiva segue as alíquotas de ir que valem para os salários e é indicada àqueles que podem ter de sacar os recursos a curto prazo ou que sabem que terão no futuro um benefício mensal de valor baixo. — a questão da tabela de tributação, progressiva ou regressiva, tem de ser decidida visando ao prazo. como regra geral, se você vai deixar o dinheiro aplicado por mais de sete anos e meio, oito anos, a regressiva é muito vantajosa — explica marcelo wagner, diretor financeiro da brasilprev. — já a tabela progressiva é indicada para quem tiver dúvidas sobre a necessidade de resgatar o investimento a curto prazo ou se, lá na frente, a pessoa for resgatar valores sobre os quais incidam alíquotas baixas de imposto de renda. na previdência privada, o cliente tem total liberdade para transferir seus recursos para outro plano sem pagar taxas ou impostos, sendo também possível migrar da tabela progressiva para a regressiva. o contrário, no entanto, é vedado. por isso, a escolha da tabela deve ser feita de forma consciente, alertam os especialistas. mas a escolha do tipo de plano tem consequências ainda mais perenes: não é permitido mudar de vgbl para pgbl, nem vice-versa. desproporcionalmente maiores que os pgbl, são os planos vgbl que têm puxado o crescimento da indústria de previdência privada. segundo números da associação brasileira das entidades dos mercados financeiro e de capitais (anbima), só este ano os fundos de previdência captaram r$ 13,5 bilhões junto a seus participantes. a previdência privada já corresponde a 17,3% de todo o patrimônio aplicado em fundos de investimentos no país. o crescimento tem sido puxado pelas discussões sobre a reforma da previdência e pelo fato de o segmento ainda ser considerado jovem, havendo ocorrência limitada de saques aos fundos hoje. mudança de mentalidade e os planos vgbl têm aumentado sua fatia na indústria. entre janeiro e maio, de acordo com a federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), os vgbl atraíram 91,3% dos prêmios e contribuições da indústria, contra 87,6% em 2013. uma mudança geracional no que diz respeito à educação financeira também estimula o apetite pela previdência. — meu pai se arrepende de não ter feito um plano de previdência. se ele tivesse feito lá atrás, hoje teria acesso a uma segunda renda. por isso, não quis perder tempo e fiz meu plano logo após sair da faculdade — conta a dentista ana luiza rega, de 26 anos. — sou autônoma, então essa é uma forma de investimento que encontrei para ter uma garantia no futuro. ela destina, hoje, 10% de sua renda mensal a um fundo vgbl. quando abriu o fundo, sequer declarava ir, o que justificou sua escolha pelo vgbl. e quem foi previdente lá atrás transmite com maior facilidade o planejamento às próximas gerações. — as minhas duas grandes seguranças são os investimentos em imóveis e em vgbl, mas só neste último eu tenho liquidez, podendo resgatar o dinheiro a qualquer momento. tenho três filhos, todos com vgbl. e meus seis netos logo terão seus planos também — garante sérgio dortas, de 67 anos, que tem um vgbl há 15.   fonte: adriana lorete / agência o globo leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/plano-vgbl-porta-de-entrada-na-previdencia-23105260#ixzz5spute8nn stest
28/09/2018

Como negociar ao contratar um plano de previdência?

  os cuidados que é preciso tomar para fazer a melhor escolha não ceda a pressões os bancos costumam ter metas para vender planos de previdência privada. por isso, é comum que exista uma pressão para que o cliente contrate um. a primeira recomendação é não ceder, explica ione amorim, economista do instituto brasileiro de defesa do consumidor (idec). considere sua idade idade, apetite por risco, capacidade de poupar. tudo isso deve ser considerado na hora de assinar. “há casos absurdos de consumidor de 70 anos que foi orientado a contratar um título de previdência privada, por exemplo”, relata ione. outro erro é estar atento a quando começar a usufruir do benefício. “tem gente que faz previdência privada com tabela regressiva de dez anos. a pessoa vai acabar pagando imposto maior, porque provavelmente vai tirar o dinheiro muito antes disso”, diz a assessora financeira daniela casabona. raios x do plano contratado um fundo de previdência rende de acordo com as aplicações que a instituição gestora escolhe. saber que escolhas são essas é fundamental, explica mauro calil, especialista em investimentos do banco ourinvest e fundador da academia do dinheiro: “tem que pegar a lâmina desse plano de previdência e verificar o que tem lá dentro e qual é a rentabilidade”. simulação não é garantia calil acrescenta que é importante levar em consideração que as simulações feitas por bancos na hora de oferecer um plano de previdência podem não se confirmar. como o investimento é de longo prazo, muitas das variáveis podem mudar ao longo do tempo, como a taxa de juros. para se ter uma ideia, só nos últimos dois anos, a selic, taxa básica da economia, caiu de 14,25% para 6,5% ao ano, o que influencia, por exemplo, investimentos em renda fixa. “o ideal é a pessoa montar sua carteira de investimentos e revisá-la uma vez por ano”, orienta calil. o banco é a melhor escolha? daniela casabona lista uma série de razões para considerar outras opções de investimentos em geral, não só em previdência. para quem quer diversificar, ela lembra que há, por exemplo, menor variedade de produtos financeiros à disposição nessas instituições. vale, portanto, considerar outras instituições para investir, como corretoras de seguros. compare opções é comum que instituições financeiras ofereçam ferramentas e simuladores. vale comparar condições antes de escolher. ione, do idec, lembra que o processo para desistir de um plano é burocrático, e é improvável alegar que não havia conhecimento sobre as condições. “se não está entendendo, não aceite”, afirma. leia mais: https://oglobo.globo.com/economia/como-negociar-ao-contratar-um-plano de-previdencia-23105448#ixzz5spvbbxex
28/09/2018

Assistência digital de Seguradora chega ao Google Assistente e oferece vários serviços exclusivos

 para promover melhorias, é necessário fazer investimentos. a bradesco seguros, então, chega ao google assistente através da bia (bradesco inteligência artificial), oferecendo uma gama de serviços exclusivos para segurados. no segmento do seguro auto, em caso de batida de carro, panes (seca, elétrica ou mecânica), troca de pneu ou ajuda com chaveiro, o usuário poderá solicitar o serviço por mensagem de voz ou escrita. é só dizer “falar com bia do bradesco”, que será dado início ao atendimento. a assistente digital da seguradora foi concretizada em 2017 para clientes do banco, pois integra um projeto do grupo bradesco que tem como objetivo melhorar a experiência do usuário com o que existe de mais moderno em inteligência artificial. atualmente, bia responde perguntas tanto escritas quanto faladas e possui, em média, 74 mil usuários por dia, somando quase 44 milhões de interações. o sistema responde aproximadamente 5.500 perguntas por hora sobre 82 tipos diferentes de serviços do banco e da seguradora. fruto disso, os usuários têm 85% de satisfação. o presidente do grupo bradesco, vinicius albernaz, comenta sobre o fato de serem pioneiros: “fomos a primeira seguradora a investir em inteligência artificial e esta é uma tendência mundial, que facilita o dia a dia das pessoas, trazendo agilidade e comodidade”, destaca. “a inovação é prioridade na bradesco seguros e, por isso, queremos ser úteis para oferecer a melhor experiência para os nossos clientes em todos os momentos”, acrescenta. já fabio coelho, presidente do google brasil, comenta a importância da inteligência artificial na vida das pessoas: “além de trazer toda a ajuda da busca e de nossos outros serviços, o google assistente permite que as pessoas interajam com empresas importantes em sua vida de forma mais natural. é exatamente o que bradesco seguros oferece aqui: um serviço que faz sentido para o seu negócio e seus clientes, usando o poder da tecnologia para tornar os processos mais rápidos, simples e fáceis”. fonte: cqcs | yan passos
28/09/2018

Parcelamento é opção para evitar exclusão do Simples

 a receita federal divulgou ontem (17.9.2018), em seu site, que notificou mais de 700.000 empresas optantes pelo simples nacional de seus débitos previdenciários e não previdenciários com a secretaria da receita federal do brasil (rfb) e com a procuradoria-geral da fazenda nacional (pgfn). a contar da data de ciência da exclusão o contribuinte terá um prazo de 30 dias para a regularização da totalidade dos débitos à vista, em parcelas ou por compensação. a comunicação de exclusão pode ser acessado pelo portal do simples nacional ou pelo atendimento virtual (e-cac), no sítio da receita federal, mediante certificado digital ou código de acesso. observe-se que, como os débitos com exigibilidade suspensa não motivam a exclusão do simples nacional, aqueles débitos incluídos no pert-sn não constarão na citação da exclusão. a pessoa jurídica que regularizar a totalidade dos débitos dentro desse prazo terá a sua exclusão do simples nacional automaticamente tornada sem efeito, ou seja, o contribuinte continuará no simples nacional não havendo necessidade de comparecer às unidades da receita federal para adotar qualquer procedimento adicional. aqueles que não regularizarem a totalidade de seus débitos no prazo de 30 dias contados da ciência serão excluídos do simples nacional com efeitos a partir do dia 1/1/2019. fonte: contábeis
28/09/2018

Entenda quando começa o prazo para seguradora declinar proposta

 quando começa a contagem do prazo de 15 dias para que a seguradora decida se vai ou não declinar uma proposta de seguro. essa questão foi apresentada por membro de um dos grupos de whatsapp do cqcs o “bom dia seguro” que possui mais de 3 mil corretores de todo brasil. há quem entenda que esse prazo começa a partir do momento que a proposta é protocolada. outros, contudo, alegam que é preciso aguardar a vistoria. mas, o que deve prevalecer? “essa é, de fato, uma questão muito polêmica”, afirma o presidente do sincor-df, dorival alves de sousa, em entrevista ao cqcs. contudo, ele entende que o correto é a contagem ter início assim que houver a transmissão da proposta ou o protocolo na seguradora. “não é a partir da vistoria, que pode acontecer a qualquer momento ou mesmo ser dispensada pela seguradora”, acrescenta. para o presidente do sincor-df, a partir do protocolo ou da transmissão da proposta, está assegurada, inclusive, a cobertura do segurado. “a pergunta que se deve fazer é: e se ocorrer um acidente com o veículo segurado antes da vistoria? não há cobertura? estou certo que qualquer decisão na justiça vai condenar a seguradora, que estava ciente do risco”, conclui dorival alves de sousa.  fonte: cqcs
28/09/2018

Pesquisa revela falta de “cultura do seguro” no país

 o jornal do commercio (pe) destaca estudo realizado pela universidade de oxford e a seguradora zurich revelou que o brasil tem a menor taxa do mundo em se tratando de cobertura pessoal por meio de seguros. cerca de 19% dos entrevistados brasileiros afirmaram ter um seguro de vida, quando a média global é de 32%. o reino unido vem com a segunda pior taxa, com 21% de cobertura. o estudo avaliou cerca de 11 mil pessoas no brasil, méxico, estados unidos, reino unido, itália, espanha, alemanha, suíça, malásia, hong kong e austrália. no brasil, o seguro mais procurado ainda é o que cobre furtos e danos do automóvel, com cerca de 80% dos contratos, à parte, é claro, o dpvat, que é aquele obrigatório e pago por todo proprietário de veículo para indenizar vítimas de acidentes de trânsito. mesmo entre os donos de carros, motos e caminhões, o seguro está longe de ser uma unanimidade. apenas 25% da frota nacional (de cerca de 100 milhões de veículos, segundo o denatran) está segurada. para o presidente do sindicato das corretoras de seguros em pernambuco (sincor-pe), carlos alberto valle, a falta de uma “cultura do seguro” no país tem a ver com a própria índole do brasileiro. “o brasileiro é imprevidente por natureza, mas isso está mudando”, acredita. ele dá como exemplo os planos de saúde (que são considerados uma forma de seguro) e são bastante valorizados pela população, e os planos de previdência privada, que vêm crescendo desde que o governo anunciou reformas na previdência social. quanto aos seguros patrimoniais, como o de residências, por exemplo, a procura vem melhorando com a inclusão de serviços emergenciais ao contrato, como eletricista, encanador e chaveiro. “o mito de que um seguro residencial é caro não se sustenta. enquanto para segurar um automóvel de r$ 50 mil o consumidor gasta r$ 2.500 por ano, para segurar um apartamento avaliado em r$ 500 mil, o investimento é, em média, de r$ 500”, explica valle, acrescentado que o custo é baixo porque o risco de sinistros (acidentes) é bem menor em imóveis. “agregar serviços ao contrato é importante porque o segurado sempre espera ver um benefício real, como se garantir a tranquilidade financeira após um incidente não fosse suficiente”, argumenta. carlos valle acredita que outro seguro que deve crescer no brasil é o de responsabilidade civil, que cobre prejuízos provocados, involuntariamente, a terceiros, como lesões corporais ou danos materiais. desde uma pedrada dada pelo filho na janela do vizinho a uma indenização por erro médico, são muitas as situações cobertas pelo seguro de responsabilidade civil, modalidade comum na europa e estados unidos. “algumas categorias profissionais já estão atentas à segurança ao patrimônio garantida pela cobertura de responsabilidade. as corretoras de seguros, por exemplo, só podem operar se fizerem um seguro em grupo desta modalidade para os seus funcionários”, diz carlos valle. para o diretor executivo da excelsior seguros, oldemar fernandes, a falta de educação financeira e o imediatismo também atrapalham a expansão dos negócios. “brasileiro espera ver um benefício imediato. se não, não contrata. no caso dos veículos, ele tem medo de perder o patrimônio, ser roubado, mas é o patrimônio maior, que é a vida? ”, questiona oldemar. o executivo faz as contas. é possível fazer um seguro de vida pagando apenas r$ 15 por mês e garantir uma indenização para família de até r$ 60 mil em caso de morte acidental do segurado. para oldemar existe um leque muito grande de opções de seguros pessoais, mas poucas pessoas têm conhecimento sobre os benefícios e quanto eles realmente custam. “até mesmo entre os corretores existe uma ênfase maior em oferecer apenas o seguro automotivo, que o cliente já conhece e é mais fácil de comercializar”, afirma o executivo. o corretor haroldo medeiros concorda. trabalhando há duas décadas no segmento, ele diz contar no dedo das mãos quem, entre seus vários clientes, tem outro bem segurado além do automóvel. “por mais que eu tente explicar que trabalho com vários ramos de seguros, poucos se interessam em conhecer mais”, afirma o corretor. uma das exceções é a tabeliã substituta ana celina freitas. ela diz possuir pelo menos cinco seguros, como o automotivo, de vida, previdência privada, e até um específico para a saúde da mulher, que cobre possíveis gastos com doenças femininas. “acho seguro de vida indispensável em um país inseguro como o brasil”, justifica. o setor de seguros cresceu 1,7% no primeiro semestre deste ano, segundo a confederação nacional das seguradoras (cnseg), totalizando mais de r$ 115,8 bilhões em prêmios (arrecadação). houve crescimento de 7,5% nos segmentos de automóveis e patrimonial. marcio coriolano, presidente da cnseg, avaliou o quadro como positivo. “ainda que no período de crise a realidade da economia seja de salários menores e insegurança, as pessoas ainda procuram proteger patrimônios relevantes, como comprova o crescimento dos seguros de automóvel, residência e ainda a procura dos empresários por apólices para protegerem seus negócios e evitarem surpresas catastróficas”, avalia marcio coriolano, no documento “carta do seguro”, balanço publicado periodicamente pela cnseg. o balanço mostra ainda que os seguros pessoais de risco apresentaram crescimento de 10,1% no primeiro semestre sobre o mesmo período de 2017, com destaque para a forte expansão de 23,7% do ramo prestamista, que prevê a quitação de dívidas financeiras por causa de morte, invalidez, desemprego involuntário ou perda de renda. na outra ponta, porém, aparece a redução da arrecadação dos planos de acumulação (previdência privada e capitalização). no conjunto, pgbl e vgbl, que representam mais de 40% da arrecadação do setor, tiveram queda de 5,1%. a previsão da cnseg é que o mercado de seguros arrecade entre 3,3% e 5,2% a mais este ano em relação a 2017. fonte: portal nacional de seguros
28/09/2018

Seguradoras precisam atender todas as expectativas do consumidor

 “proteção do consumidor é tema que permeia todas as 56 comissões da cnseg e federações. o consumidor é a razão do nosso negócio”, afirmou a presidente da fenasaúde, solange beatriz palheiro mendes, durante a abertura da 8ª conferência de proteção do consumidor de seguros, realizada em são paulo, hoje, 26 de setembro. segundo ela o consumidor tem assumido um papel preponderante nas relações de consumo. “cabe às empresas reconhecer a importância em prestar um atendimento diferenciado, buscando atender todas as expectativas do consumidor e, se possível, a sua demanda”. e nesse sentido, ela destaca a importância da ouvidoria. “o ouvidor tem sido cada vez mais presente no dia a dia das seguradoras para aprimorar processos e produtos. é um canal de fomento de melhorias e importante na mediação entre consumidor e empresa, a fim de evitar custos impostos na judicialização, garantindo a sustentabilidade do negócio”. o presidente do sindseg-sp, mauro batista, falou sobre as ações do sindicato para compreender mais o consumidor e para que ele entenda como funciona o mercado de seguros. e citou que há dez anos foi criado um programa, inicialmente em ribeirão preto (sp), exatamente com essa finalidade. ele também defendeu a importância de o segurado entender que diferentemente de adquirir um produto ou serviço, ele não pode ter a euforia de receber a indenização, mas a clareza de que o seguro é um instrumento de proteção aliado ao desenvolvimento econômico do país. “a relação com o cliente tem que ser transparente e clara para que ele veja toda a positividade que o seguro tem”, disse. o superintendente da susep, joaquim mendanha de ataídes, disse que desde que assumiu a gestão da autarquia, em 2016, os trabalhos têm sido voltados a acompanhar as supervisionadas do mercado no cumprimento das normas em vigor. “isso ajuda a evitar problemas para o consumidor. o mercado exige um regulador forte e um consumidor cada vez mais informado”. o diretor-presidente substituto da agência nacional de saúde suplementar (ans), leandro fonseca da silva, destacou avanços no setor de saúde. “antes do marco regulatório, da existência da ans, os planos de saúde eram mais limitados, como por exemplo, no prazo de internação. hoje a realidade é diferente, não há limite de tempo de internação e o rol de cobertura estabelece vários procedimentos. o consumidor está muito mais protegido”. a secretária nacional do consumidor da secretaria nacional do consumidor do ministério da justiça, ana lúcia kenickel vasconcelos, também destacou os avanços na relação com o consumidor. “eles ainda são difíceis de serem compreendidos e a maioria é por adesão, o que não permite alterações. o ideal é que na primeira página estivesse descrito de forma clara o que está sendo contratado”. entre as palestras, destaque para a participação do presidente da zurich, edson franco, que revelou que a companhia tem feito mudanças para melhorar a jornada do segurado. ele revelou que a companhia presidida por ele conseguiu reduzir de 24 para 4 dias o pagamento do sinistro do seguro de celular. outro assunto abordado também foi que nas vendas efetuadas no varejo falta capacitação dos vendedores que não têm a devida capacitação para orientar o consumidor, como por exemplo, na venda do seguro de garantia estendida, entre outros. fonte: cqcs | sueli santos  
24/09/2018

Dívida Pública Federal sobe 0,98% em agosto para R$ 3,785 tri, diz Tesouro

 o estoque da dívida pública federal (dpf) subiu 0,98% em agosto, quando atingiu r$ 3,785 trilhões. os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 24, pelo tesouro nacional. em julho, o estoque estava em r$ 3,748 trilhões. a correção de juros no estoque da dpf foi de r$ 42,71 bilhões em agosto. já as emissões de papéis totalizaram r$ 75,634 bilhões, enquanto os resgates chegaram a r$ 81,517 bilhões, o que resultou em um resgate líquido de r$ 5,883 bilhões. a dpf inclui a dívida interna e externa. a dívida pública mobiliária federal interna (dpmfi) subiu 0,65% e fechou o mês passado em r$ 3,630 trilhões. já a dívida pública federal externa (dpfe) ficou 9,53% maior, somando r$ 154,75 bilhões no oitavo mês do ano.   12 meses a parcela da dpf a vencer em 12 meses caiu de 19,90% em julho para 18,26% em agosto, segundo o tesouro nacional. o prazo médio da dívida subiu de 4,17 anos em julho para 4,20 anos no mês passado. o custo médio acumulado em 12 da dpf passou de 10,49% ao ano em julho para 10,76% ao ano em agosto. prefixados a parcela de títulos prefixados na dpf subiu de 32,82% em julho para 33,19% em agosto. os papéis atrelados à selic também aumentaram a fatia, de 33,64% para 34,95%.   os títulos remunerados pela inflação caíram para 27,54% do estoque da dpf em agosto, ante 29,60% em julho. os papéis cambiais elevaram a participação na dpf de 3,94% em julho para 4,32% no mês passado.   todos os papéis estão dentro das metas do plano anual de financiamento (paf) para este ano.   o intervalo do objetivo perseguido pelo tesouro para os títulos prefixados em 2018 é de 32% a 36%, enquanto os papéis remunerados pela selic - de acordo com a última revisão do paf - devem ficar entre 33% e 37%. no caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 27% a 31% e, no de câmbio, de 3% a 7%. estrangeiros   os estrangeiros diminuíram a participação na dívida pública brasileira em agosto. a fatia dos investidores não-residentes no brasil no estoque da dpmfi caiu de 12,57% em julho para 11,92% no mês passado, somando r$ 432,74 bilhões, segundo os dados divulgados pelo tesouro nacional. em julho, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em r$ 453,36 bilhões.   os fundos de investimento continuaram os maiores detentores de papéis do tesouro, com a participação passando de 26,30% em julho para 26,28% no mês passado.   a parcela dos fundos de previdência aumentou de 24,58% para 25,11%, enquanto a participação das instituições financeiras no estoque da dpmfi teve elevação de 22,48% em julho para 22,88% em agosto. já as seguradoras tiveram crescimento na participação de 3,90% para 3,94%. fonte: estadão por lorenna rodrigues e eduardo rodrigues – brasília
24/09/2018

Economia de partilha. “Vamos largar esta ideia de que temos de ser donos de tudo o que usamos” /premium

 april rinne, uma das principais vozes a falar de economia de partilha, esteve em portugal e, em entrevista, fala sobre quão estranho é pagarmos €100 por um berbequim que usamos 14 minutos. faz sentido pagar 100 euros por um berbequim que vamos usar (revelou um estudo recente) 14 minutos durante toda a vida útil do aparelho? faz sentido num bairro onde há 15 casas haver 15 corta-relvas, um em cada casa? e, para as empresas, faz sentido pensar que se pode continuar a produzir coisas achando que as pessoas vão sempre querer comprar (quase) tudo o que usam no dia a dia? se perguntarmos a april rinne, uma das principais vozes a falar sobre economia de partilha, nada disto faz sentido. e “vêm aí grandes mudanças”, garante. april rinne esteve no porto este mês de setembro, para uma conferência organizada pela porto business school. nas vésperas de voar para portugal, deu uma entrevista por skype ao observador, e falou sobre as vantagens económicas, ambientais e sociais do modelo da economia de partilha, que passa por, cada vez mais, “largarmos esta ideia de que temos de ser donos de tudo”. a norte-americana, considerada em 2011 uma young global leader (jovem líder global) pelo fórum económico mundial, ainda teve tempo para falar sobre a próxima grande inovação, que poderá disromper disruptores como a uber. começo a entrevista com uma nota pessoal. na rua onde cresci, nos subúrbios, nos anos 80, havia 15 casas e em cada uma havia um corta-relvas. cada família teve de comprar um corta-relvas, tinha de fazer manutenção, tinha de guardar algum espaço na garagem para o arrumar após cada utilização, etc. este era, portanto, um modelo de consumo linear que a april acredita que tem os dias contados. este exemplo serve para explicar a sua visão do modelo de economia de partilha? esse é um ótimo exemplo. uma das ideias que costumo sublinhar nas minhas palestras é que em várias cidades — lisboa e porto podem incluir-se aí — tem havido um grande boom em algumas áreas da economia de partilha, sobretudo ligadas ao turismo e aos transportes. no entanto, a economia de partilha diz respeito a todas as áreas da nossa vida. se pensarmos em termos globais, já existem plataformas para facilitar a economia de partilha literalmente em quase tudo em que se possa pensar, para as coisas mais básicas do quotidiano. como, por exemplo? pense nas ferramentas, por exemplo. pense em quanto tempo é que usa o berbequim que tem lá em casa, que lhe terá custado talvez um valor na ordem dos 100 euros. foi feita uma estimativa de que um berbequim só é usado, salvo erro, 14 minutos durante toda a sua vida útil. é um exemplo de algo que está arrumado na garagem. se pensarmos bem, não precisamos de ter um berbequim, apenas precisamos de ter acesso a um em momentos muito específicos. se em vez de falarmos em “propriedade” falarmos em “acesso”, podemos tirar daí muitas vantagens. quais são as principais vantagens? a primeira vantagem é económica. a economia de partilha permite-lhe poupar dinheiro ou, por outro lado, ganhar mais algum rendimento de outras formas, designadamente através da rentabilização dos ativos que tiver que estejam em sub-utilização. se em vez de comprar um corta-relvas, a sua família tivesse partilhado um corta-relvas com outras famílias da rua, teria poupado dinheiro. que outros benefícios existem? além da questão económica, a principal vantagem está relacionada com o ambiente. pense em quantos recursos foram gastos para produzir 15 corta-relvas — só para a rua onde cresceu. este é o mesmo raciocínio que se aplica no setor do transporte, que deixa uma pegada ambiental muito grande. mas, para partilhar um corta-relvas, os vizinhos teriam de se organizar, certo? claro, mas isso está relacionado com outra vantagem de que costumo falar, que é a questão social. a economia da partilha estimula o sentido de comunidade — pense que pode trocar algumas palavras, “bom dia, boa tarde” com o seu vizinho, mas a vantagem dos modelos de economia de partilha é que dão, também, um pretexto para as pessoas interagirem mais e formarem laços. não estou a dizer que se tornariam melhores amigos, mas talvez fosse uma oportunidade para combater a solidão, que é um problema sério nas nossas sociedades, que se baseiam muito no consumo individual. além disso, provavelmente, numa economia de partilha consegue-se poupar dinheiro e, mesmo assim, ter acesso a um corta-relvas melhor, que corte melhor a relva ou mais rapidamente… sim, essa é a quarta vantagem. a partir do momento em que existe uma plataforma que ajuda a organizar quem é que, neste ou naquele dia, requisitou o corta-relvas, torna-se muito mais fácil investir numa máquina mais eficaz, mais durável, mais fácil de fazer manutenção (se calhar em vez de ter de limpar a máquina todos os meses, rodava entre todos e só tinha de a limpar uma vez por ano). do ponto de vista das empresas, e sem sair dos exemplos do quotidiano de que estávamos a falar, que exemplos é que tem visto de passagem para um novo modelo, de partilha? em muitas cidades nos eua (e não só) já se vê as cadeias de artigos para a casa e bricolage, sobretudo as maiores, a disponibilizar a opção de alugar um corta-relvas, por exemplo, retirando a necessidade de comprar um. quem vive minimamente perto dessas superfícies, faz muito sentido. as empresas estão a aperceber-se de que há aqui todo um novo modelo de negócio, e não deviam basear toda a sua atividade na compra e venda direta. além disso, estamos a ver surgir um pouco por todo o mundo o conceito de “biblioteca de ferramentas”. o que muda nos modelos de negócio das empresas quando em vez de se vender 15 corta-relvas mais baratos se passa a vender um ou dois mais caros? isso é um ponto importante. uma coisa é certa: se tem um negócio estabelecido, assente no pressuposto da propriedade pura e da venda direta, então a economia de partilha pode criar-lhe alguns problemas. é muito confortável construir um negócio à volta desse pressuposto: de que toda a gente vai querer comprar mais coisas. não vai ser assim? é interessante olhar para o contexto histórico dos últimos 50 ou 100 anos, um tempo marcado pelo marketing de massas e o consumo massificado. este tem sido um modelo que se baseia em ter as pessoas a comprarem mais e mais coisas. mas estamos a começar a aperceber-nos das ineficiências que isso contém. é um modelo mais caro, mais oneroso e com mais desperdício. essa “luz” está a fazer-se na cabeça das pessoas, e cada vez mais pessoas estão a largar esta ideia de que temos de ser donos de tudo. "se tem uma empresa com um negócio estabelecido, assente no pressuposto da propriedade pura e da venda direta, então a economia de partilha pode criar-lhe alguns problemas." april rinne, young global leader do fórum económico mundial quais setores podem ser mais transformados? o exemplo mais imediato, que ocorre mais rapidamente, é o setor automóvel e as fabricantes de carros. historicamente, todo aquele negócio é baseado na ideia de que toda a gente precisa de um carro, do seu carro. mas as grandes empresas deste setor já se aperceberam do destino que as esperam caso não reajam. começaram a perceber que este modelo que as tem alimentado tão bem nas últimas décadas, ou séculos, provavelmente não vai continuar a servi-los como até agora. qual é o cenário com que se confrontam? é um novo modelo em que não se fala apenas em uso partilhado de carros mas, também, da mobilidade elétrica e da mobilidade autónoma. há cerca de 10 anos cultivou-se a ideia de que iniciativas como a partilha de carros eram coisas estranhas, mais valia fingir que essas coisas não existiam. mas nos últimos anos já começaram a perceber que esses modelos podiam ser uma ameaça real para o seu negócio. e qual foi a reação? numa primeira fase, o que pareceu ser uma boa ideia, aos olhos de algumas fabricantes, foi pensar: ‘vamos lá gastar alguns dólares (ou euros) a fazer lóbi no sentido de proibir as empresas de partilha’. historicamente esse era o modelo que eles seguiam. mas aperceberam-se rapidamente de que essa seria uma estratégia perdedora. porquê? porque quando vivemos num contexto de sensibilidade para problemas como as emissões de co2, os congestionamentos de tráfego, qualquer empresa que aparecesse em público a dizer que a partilha de carros era uma coisa má pode ver o feitiço virar-se contra o feiticeiro. então foram sensatos: perceberam que não havia volta a dar-lhe, era um futuro inevitável portanto decidiram pegar nos milhões de dólares, ou milhões de euros, que iriam gastar em lóbi e investiram em inovação. inovação a começar, de certa forma, na introspeção? sim, todo o setor teve de fazer uma espécie de auto-avaliação e pensar sobre qual seria o seu modelo de negócio no futuro — quanto desse modelo de negócio passaria pela propriedade, quanto pela partilha. e a verdade, que reconhecemos, é que esse esforço valeu a pena porque, neste momento, todos os fabricantes de carros nos eua, na europa e na ásia todos têm uma componente de uso partilhado na sua estratégia. em algumas empresas ainda não se passou da fase de teste e conceção mas já está a acontecer alguma coisa. é relativamente fácil perceber o que está em jogo para um setor como o automóvel, mas em que outros setores é que este modelo pode ter um alcance semelhante? já falámos das ferramentas, mas também estamos a ver muita coisa a acontecer na área do vestuário, logística, esses tipos de setores. portanto, olhando para o futuro e com uma lente de grande angular, não podemos dizer que a partilha vai aniquilar a propriedade. será um mundo cada vez mais híbrido — uma fabricante automóvel vai sempre precisar de ter uma opção de venda de carros, para quem quiser comprar, mas não vai poder ser só isso. que outros modelos vão assumir maior importância, nesse modelo? podemos imaginar modelos de propriedade parcial, frotas de veículos detidos por plataformas de partilha, carros propriedade das cidades (e geridos a nível municipal). todos esses modelos vão, naturalmente, implicar alterações na forma como os produtos são construídos. quando se produz algo para ser utilizado de vez em quando, ou em 10% do tempo (como são a maioria dos carros), essa coisa poderá não ter materiais tão duradouros. mas também é provável que, ao produzir esse bem, podemos achar que não é necessário ser tão bom, em termos de funcionalidades, por exemplo. noutro exemplo, o design de bicicletas para o uso partilhado tem de ter como prioridade a durabilidade, em detrimento de variáveis como a capacidade de personalização. e do ponto de vista do setor financeiro, quais são as implicações de um modelo de economia partilhada? tenho feito muita pesquisa e trabalhado com empresas do setor financeiro, a falar sobre como será a atividade de crédito no futuro, o que acontecerá neste setor quando as pessoas já não precisarem de tantos créditos-automóvel como precisam hoje, o que irá acontecer quando as pessoas puderem “emprestar” os seus carros aos vizinhos, num sistema “peer-to-peer” (entre iguais) e obterem um rendimento também a partir disso. há muita coisa que está prestes a mudar. como é que a atividade de seguros vai ter de mudar, para que estes novos modelos possam ser eficazes e adotados de forma séria? os seguros são um dos exemplos daquilo que eu chamo de “catalisadores” da economia partilhada, não só da partilha mas, em rigor, de uma partilha com responsabilidade. quase todas as seguradoras no mundo, hoje em dia, têm produtos específicos para o uso partilhado. é bom que o façam, caso contrário podem enfrentar a concorrência de players mais pequenos e inovadores? não vejo a coisa assim, sinceramente acho que é uma oportunidade gigante para o setor. é verdade que quem não se adaptar pode já não cá estar daqui a uns anos, mas é fácil perceber como pode ser um negócio importante — imagine uma seguradora que faz um seguro à sua máquina fotográfica só durante os 10 dias em que vai viajar. este tipo de “micro-seguros” pode ser muito rentável e servir como “lubrificante” para a economia de partilha. que outro tipo de “catalisadores” terão de se desenvolver para dinamizar a economia de partilha? os sistemas de pagamentos são outra área que irá transformar-se totalmente. outro que me ocorre, desde logo, é a multiplicidade de plataformas que podem surgir para nos ajudar a pagar os impostos de forma mais rápida — refiro-me a pagar os impostos relativos aos rendimentos que tiramos da partilha dos nossos bens ou do nosso trabalho. tudo isto são coisas que vão ajudar a tornar a economia de partilha algo mais acessível e fluído. "olhando para o futuro e com uma lente de grande angular, não podemos dizer que a partilha vai aniquilar a propriedade. será um mundo cada vez mais híbrido — um fabricante automóvel vai sempre precisar de ter uma opção de venda de carros, mas não vai poder ter só isso." april rinne, young global leader do fórum económico mundial mas, vamos recuar um pouco. se eu não tenho um corta-relvas ou um carro melhor (só meu), como é que eu posso ir dormir à noite e sentir que sou uma pessoa globalmente melhor e mais bem sucedida do que o meu vizinho? [risos] bem, aí estamos a tentar no campo dos incentivos, da natureza humana e, claro, potencialmente das limitações que a economia de partilha terá. mas eu respondo a essa pergunta com uma avaliação da forma como, eu acredito, as mentalidades estão a mudar. nos últimos séculos, é verdade que muito do nosso valor define-se por aquilo que temos. mas eu não sou uma anti-propriedade — reconheço que há alguns valores inerentes à propriedade — e a dignidade que surge associada a ser dono de algumas coisas, mas sou uma defensora acérrima de que é preciso proporcionar outras escolhas possíveis no “menu”. defendo só que temos de combater este pressuposto de que temos de ser donos de todas as coisas, a todo o tempo, e tem de haver alternativas a isso. as novas gerações pedem mais essas alternativas? há, sem dúvida, uma transformação geracional quando se pergunta às pessoas como é que elas querem ser definidas. se perguntarmos isso às pessoas, cada vez mais as pessoas querem ser definidas por outras coisas que não as coisas que têm. a geração dos “baby boomers” [os nascidos no pós-segunda grande guerra] foi uma geração muito especial — não digo que seja uma geração problemática mas é a geração em que estas questões são mais difíceis de modificar. não é fácil convencer um baby boomer a usar coisas emprestadas em vez te ter as suas? não é a coisa mais fácil, de um modo geral, porque cresceram numa geração em que o objetivo último era acumular coisas: uma casa maior, uma casa de férias, um carro, dois carros, três carros… o que é curioso é que se falar com os meus avós eles sabem perfeitamente do que estamos a falar. dizem: ‘claro que sim, nós dantes vivíamos dessa forma’. portanto, para responder à sua pergunta de há pouco, talvez seja natureza humana querermos encontrar formas de nos sentirmos melhor, eventualmente melhor do que os outros. mas sabemos que, cada vez mais, isso não está relacionado com coisas mas com experiências: “viajei até ali, fiz aquilo, estive naquele local” e não tanto “tenho isto ou comprei aquilo”. mesmo no vestuário, que é um exemplo por excelência de expressão pessoal, as pessoas podem “competir” a esse nível mas isso não quer dizer que tenha de ser proprietário de todas as coisas que visto. as empresas de retalho de vestuário estão a olhar cada vez mais para modelos de subscrição em que as pessoas têm acesso a roupa mas, passado algumas semanas ou meses, voltam a entregar em troca de outros. "talvez seja natureza humana querermos encontrar formas de nos sentirmos melhor, eventualmente melhor do que os outros. mas sabemos que, cada vez mais, isso não está relacionado com coisas mas com experiências: 'viajei até ali, fiz aquilo, estive naquele local' e não tanto 'tenho isto ou comprei aquilo'." april rinne, young global leader do fórum económico mundial há uma grande parte da população que nunca vai querer deixar de ter o seu carro, etc… sim e a última coisa que tento fazer é convencer — ou converter — alguém no sentido da economia de partilha. mas os baby boomers têm a sua esperança de vida, portanto mesmo que esses valores estejam encastrados na sua maneira de pensar, se avançarmos 30 anos vamos chegar a um ponto em que essa forma de pensar já não é tão prevalente como ainda é hoje. a resistência é algo que vai desaparecer, à medida que essa geração também for desaparecendo? sim, porque está agora a chegar à idade adulta uma geração que está habituada a ter acesso a tudo o que precisa só através do telemóvel. mas mesmo quando se fala nos baby boomers, que estão agora na reforma, começa a haver alguns casos de pessoas que percebem como a economia de partilha pode ser uma coisa ótima para eles nesta fase da vida. pode ser uma forma de aproveitar o tempo livre, ganhar mais algum rendimento, combater a solidão, conhecer mais pessoas — portanto muitas pessoas reformadas estão a aderir a plataformas de economia. à sua maneira, estão a começar a acolher bem esta ideia. mas, como dizia, para os seus avós a partilha faz todo o sentido. podemos um dia olhar para trás, na história, e notar que a economia de partilha é, na realidade, a norma e apenas houve um trecho da história, como que uma interrupção, em que se apostou mais num modelo de economia linear? espero que sim. a economia de partilha é tudo menos uma coisa nova, ainda que agora esteja a ganhar mais força graças às novas tecnologias digitais, que tornam tudo mais fácil e escalável. a razão por que estamos a ver este ressurgimento da economia de partilha neste momento é que a tecnologia está a fazer expandir quase infinitamente o conjunto de coisas que podem ser partilhadas. e com quem podem ser partilhadas. portanto, espero que de certa forma estejamos a voltar às raízes mas a realidade é que a tecnologia permite que tudo isto seja feito a uma escala que dantes seria absolutamente inimaginável, com muito maior eficiência e sustentabilidade. mas é assim tão líquido que tudo o que se chama “economia de partilha” contribua para maior sustentabilidade? é assim em todos os casos? em alguns pontos temos a certeza de que sim. mas em alguns casos essa ainda é uma questão em aberto: por exemplo, não houve ainda pesquisa que demonstre que as plataformas de “boleias” (como a uber) fez com que houvesse menos carros nas ruas. será que é assim? podemos achar que sim, mas se calhar uma pessoa antes ia do ponto a ao b de metro mas, agora, vai de carro. vimos o congestionamento aumentar em algumas cidades, mas ainda não sabemos se é por causa destas plataformas. estou convencida de que o impacto líquido é positivo, mas ainda não há pesquisa suficiente que demonstre o impacto real de cada elemento. "não houve ainda pesquisa que demonstre que as plataformas de 'boleias' (como a uber) fizeram com que houvesse menos carros nas ruas. será que é assim? podemos achar que sim, mas se calhar uma pessoa antes ia do ponto a ao b de metro mas, agora, vai de carro." april rinne, young global leader do fórum económico mundial o smartphone foi a inovação que permitiu que acontecesse muito disto de que estamos aqui a falar. mas, quando se fala da “morte dos smartphones“, qual acredita que será a próxima inovação tecnológica que irá dar o próximo impulso à economia de partilha? o meu campo de pesquisa está mais relacionado com o lado empresarial e dos modelos de negócio, pelo que alguém mais ligado à tecnologia poderia dar uma resposta mais avalizada. mas uma área de pesquisa tecnológica que poderá ser revolucionária — incluindo para a economia de partilha — é o “blockchain“. como é que o “blockchain” pode dar esse impulso? há várias plataformas que já estão a ser construídas a partir da “blockchain“. se pensarmos nas principais plataformas de economia de partilha nos dias de hoje, são empresas que são detidas pelos fundadores e pelos investidores. mas quem participa na criação de valor, como os motoristas, os utilizadores, os anfitriões, não são empregados das plataformas. não têm nada a ganhar com a expansão desta ou daquela plataforma, além do seu rendimento normal — ou seja, não são acionistas. se uma empresa dessas for para a bolsa, um dia destes, para os motoristas ou para os anfitriões, ou para os entregadores, isso não lhes vai dar quaisquer frutos. cada vez mais pessoas refletem sobre estes temas e notam que este não é um modelo de negócio particularmente equitativo. a “blockchain” pode permitir acabar com os “intermediários”? mais ou menos isso. o que a “blockchain” pode permitir é que se construa uma plataforma detida por quem presta os serviços. para dar um exemplo, a “blockchain” pode facilmente ser a base para que se crie uma espécie de uber detida pelos motoristas, ou um airbnb em que os donos dos quartos e das casas de alojamento local são os donos do negócio. já existem coisas destas, ainda que para já com pequena dimensão, mas quando se pensa nos grandes temas que preocupam a nossa sociedade — como a desigualdade, por exemplo — esse novo modelo de “plataformas colaborativas” pode ser mais um modelo disruptivo para as atividades económicas através da partilha. é, por outras palavras, a disrupção que pode abalar os recentes disruptores… pode ser, sim. o conceito é incrivelmente poderoso: termos uma plataforma com a mesma fiabilidade e confiança só graças à validação feita pelos membros da “blockchain“. a ideia é que seria um modelo mais redistributivo — e há muitos interesses que gostariam de impedir que isto acontecesse. não quero estar sempre a falar dos transportes porque é apenas um dos setores em que esta disrupção pode acontecer, mas é um exemplo muito bom para explicar o que está a acontecer. muitos motoristas estão muito descontentes com os seus salários, com as comissões que têm de pagar para usar as plataformas, não se sentem apreciados. e a questão é que, pelo menos enquanto não houver carros autónomos, a uber sem motoristas tem um valor zero. portanto se houvesse uma maior mobilização por parte dos motoristas, isto pode ser muito disruptor: seriam os motoristas da uber a disromper o negócio da uber. fonte: observador por edgar caetano

Você conhece os benefícios de investir em uma previdência privada?


12/04/2019
Diretora de Vida, Previdência e Investimentos da Porto Seguro lembra que as vantagens de contratar um plano individual vão além da dedução no Imposto de Renda
Os brasileiros têm até o dia 30 de abril para declarar o Imposto de Renda referente a 2018. Quem tem um plano de previdência modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre), e aproveitou o ano anterior para realizar aportes extras, tem agora uma vantagem na hora de acertar as contas com o leão, pois vai poder deduzir os valores em até 12% da renda bruta anual tributável, o que significa pagar menos ou restituir mais Imposto agora.
“Além da possibilidade da dedução no IR, investir em previdência privada ajuda o cliente a construir seu planejamento financeiro para realizar sonhos e ter uma aposentadoria tranquila”, lembra Fernanda Pasquarelli, diretora de Vida, Previdência e Investimentos da Porto Seguro.
A executiva destaca alguns benefícios da previdência privada e dá dicas para auxiliar as pessoas a aproveitarem melhor sua previdência: “O incentivo fiscal do PGBL é um adiamento do imposto, que será cobrado no resgate ou no pagamento do benefício lá na frente. Então, a dica é reinvestir o valor da dedução no próprio plano para aumentar a reserva futura. Outra dica é optar pelo regime regressivo de tributação e manter cada contribuição aplicada por mais de 10 anos, porque nesse caso você terá uma alíquota de 10% na hora de retirar o dinheiro. E por fim, inclua as coberturas de renda e pensões no seu plano. Elas irão te proteger e à sua família em caso de imprevistos financeiros. “

Fonte: Segs por Camila Augusto

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