28/09/2018

Pesquisa revela falta de “cultura do seguro” no país

 o jornal do commercio (pe) destaca estudo realizado pela universidade de oxford e a seguradora zurich revelou que o brasil tem a menor taxa do mundo em se tratando de cobertura pessoal por meio de seguros. cerca de 19% dos entrevistados brasileiros afirmaram ter um seguro de vida, quando a média global é de 32%. o reino unido vem com a segunda pior taxa, com 21% de cobertura. o estudo avaliou cerca de 11 mil pessoas no brasil, méxico, estados unidos, reino unido, itália, espanha, alemanha, suíça, malásia, hong kong e austrália. no brasil, o seguro mais procurado ainda é o que cobre furtos e danos do automóvel, com cerca de 80% dos contratos, à parte, é claro, o dpvat, que é aquele obrigatório e pago por todo proprietário de veículo para indenizar vítimas de acidentes de trânsito. mesmo entre os donos de carros, motos e caminhões, o seguro está longe de ser uma unanimidade. apenas 25% da frota nacional (de cerca de 100 milhões de veículos, segundo o denatran) está segurada. para o presidente do sindicato das corretoras de seguros em pernambuco (sincor-pe), carlos alberto valle, a falta de uma “cultura do seguro” no país tem a ver com a própria índole do brasileiro. “o brasileiro é imprevidente por natureza, mas isso está mudando”, acredita. ele dá como exemplo os planos de saúde (que são considerados uma forma de seguro) e são bastante valorizados pela população, e os planos de previdência privada, que vêm crescendo desde que o governo anunciou reformas na previdência social. quanto aos seguros patrimoniais, como o de residências, por exemplo, a procura vem melhorando com a inclusão de serviços emergenciais ao contrato, como eletricista, encanador e chaveiro. “o mito de que um seguro residencial é caro não se sustenta. enquanto para segurar um automóvel de r$ 50 mil o consumidor gasta r$ 2.500 por ano, para segurar um apartamento avaliado em r$ 500 mil, o investimento é, em média, de r$ 500”, explica valle, acrescentado que o custo é baixo porque o risco de sinistros (acidentes) é bem menor em imóveis. “agregar serviços ao contrato é importante porque o segurado sempre espera ver um benefício real, como se garantir a tranquilidade financeira após um incidente não fosse suficiente”, argumenta. carlos valle acredita que outro seguro que deve crescer no brasil é o de responsabilidade civil, que cobre prejuízos provocados, involuntariamente, a terceiros, como lesões corporais ou danos materiais. desde uma pedrada dada pelo filho na janela do vizinho a uma indenização por erro médico, são muitas as situações cobertas pelo seguro de responsabilidade civil, modalidade comum na europa e estados unidos. “algumas categorias profissionais já estão atentas à segurança ao patrimônio garantida pela cobertura de responsabilidade. as corretoras de seguros, por exemplo, só podem operar se fizerem um seguro em grupo desta modalidade para os seus funcionários”, diz carlos valle. para o diretor executivo da excelsior seguros, oldemar fernandes, a falta de educação financeira e o imediatismo também atrapalham a expansão dos negócios. “brasileiro espera ver um benefício imediato. se não, não contrata. no caso dos veículos, ele tem medo de perder o patrimônio, ser roubado, mas é o patrimônio maior, que é a vida? ”, questiona oldemar. o executivo faz as contas. é possível fazer um seguro de vida pagando apenas r$ 15 por mês e garantir uma indenização para família de até r$ 60 mil em caso de morte acidental do segurado. para oldemar existe um leque muito grande de opções de seguros pessoais, mas poucas pessoas têm conhecimento sobre os benefícios e quanto eles realmente custam. “até mesmo entre os corretores existe uma ênfase maior em oferecer apenas o seguro automotivo, que o cliente já conhece e é mais fácil de comercializar”, afirma o executivo. o corretor haroldo medeiros concorda. trabalhando há duas décadas no segmento, ele diz contar no dedo das mãos quem, entre seus vários clientes, tem outro bem segurado além do automóvel. “por mais que eu tente explicar que trabalho com vários ramos de seguros, poucos se interessam em conhecer mais”, afirma o corretor. uma das exceções é a tabeliã substituta ana celina freitas. ela diz possuir pelo menos cinco seguros, como o automotivo, de vida, previdência privada, e até um específico para a saúde da mulher, que cobre possíveis gastos com doenças femininas. “acho seguro de vida indispensável em um país inseguro como o brasil”, justifica. o setor de seguros cresceu 1,7% no primeiro semestre deste ano, segundo a confederação nacional das seguradoras (cnseg), totalizando mais de r$ 115,8 bilhões em prêmios (arrecadação). houve crescimento de 7,5% nos segmentos de automóveis e patrimonial. marcio coriolano, presidente da cnseg, avaliou o quadro como positivo. “ainda que no período de crise a realidade da economia seja de salários menores e insegurança, as pessoas ainda procuram proteger patrimônios relevantes, como comprova o crescimento dos seguros de automóvel, residência e ainda a procura dos empresários por apólices para protegerem seus negócios e evitarem surpresas catastróficas”, avalia marcio coriolano, no documento “carta do seguro”, balanço publicado periodicamente pela cnseg. o balanço mostra ainda que os seguros pessoais de risco apresentaram crescimento de 10,1% no primeiro semestre sobre o mesmo período de 2017, com destaque para a forte expansão de 23,7% do ramo prestamista, que prevê a quitação de dívidas financeiras por causa de morte, invalidez, desemprego involuntário ou perda de renda. na outra ponta, porém, aparece a redução da arrecadação dos planos de acumulação (previdência privada e capitalização). no conjunto, pgbl e vgbl, que representam mais de 40% da arrecadação do setor, tiveram queda de 5,1%. a previsão da cnseg é que o mercado de seguros arrecade entre 3,3% e 5,2% a mais este ano em relação a 2017. fonte: portal nacional de seguros
28/09/2018

Seguradoras precisam atender todas as expectativas do consumidor

 “proteção do consumidor é tema que permeia todas as 56 comissões da cnseg e federações. o consumidor é a razão do nosso negócio”, afirmou a presidente da fenasaúde, solange beatriz palheiro mendes, durante a abertura da 8ª conferência de proteção do consumidor de seguros, realizada em são paulo, hoje, 26 de setembro. segundo ela o consumidor tem assumido um papel preponderante nas relações de consumo. “cabe às empresas reconhecer a importância em prestar um atendimento diferenciado, buscando atender todas as expectativas do consumidor e, se possível, a sua demanda”. e nesse sentido, ela destaca a importância da ouvidoria. “o ouvidor tem sido cada vez mais presente no dia a dia das seguradoras para aprimorar processos e produtos. é um canal de fomento de melhorias e importante na mediação entre consumidor e empresa, a fim de evitar custos impostos na judicialização, garantindo a sustentabilidade do negócio”. o presidente do sindseg-sp, mauro batista, falou sobre as ações do sindicato para compreender mais o consumidor e para que ele entenda como funciona o mercado de seguros. e citou que há dez anos foi criado um programa, inicialmente em ribeirão preto (sp), exatamente com essa finalidade. ele também defendeu a importância de o segurado entender que diferentemente de adquirir um produto ou serviço, ele não pode ter a euforia de receber a indenização, mas a clareza de que o seguro é um instrumento de proteção aliado ao desenvolvimento econômico do país. “a relação com o cliente tem que ser transparente e clara para que ele veja toda a positividade que o seguro tem”, disse. o superintendente da susep, joaquim mendanha de ataídes, disse que desde que assumiu a gestão da autarquia, em 2016, os trabalhos têm sido voltados a acompanhar as supervisionadas do mercado no cumprimento das normas em vigor. “isso ajuda a evitar problemas para o consumidor. o mercado exige um regulador forte e um consumidor cada vez mais informado”. o diretor-presidente substituto da agência nacional de saúde suplementar (ans), leandro fonseca da silva, destacou avanços no setor de saúde. “antes do marco regulatório, da existência da ans, os planos de saúde eram mais limitados, como por exemplo, no prazo de internação. hoje a realidade é diferente, não há limite de tempo de internação e o rol de cobertura estabelece vários procedimentos. o consumidor está muito mais protegido”. a secretária nacional do consumidor da secretaria nacional do consumidor do ministério da justiça, ana lúcia kenickel vasconcelos, também destacou os avanços na relação com o consumidor. “eles ainda são difíceis de serem compreendidos e a maioria é por adesão, o que não permite alterações. o ideal é que na primeira página estivesse descrito de forma clara o que está sendo contratado”. entre as palestras, destaque para a participação do presidente da zurich, edson franco, que revelou que a companhia tem feito mudanças para melhorar a jornada do segurado. ele revelou que a companhia presidida por ele conseguiu reduzir de 24 para 4 dias o pagamento do sinistro do seguro de celular. outro assunto abordado também foi que nas vendas efetuadas no varejo falta capacitação dos vendedores que não têm a devida capacitação para orientar o consumidor, como por exemplo, na venda do seguro de garantia estendida, entre outros. fonte: cqcs | sueli santos  
24/09/2018

Dívida Pública Federal sobe 0,98% em agosto para R$ 3,785 tri, diz Tesouro

 o estoque da dívida pública federal (dpf) subiu 0,98% em agosto, quando atingiu r$ 3,785 trilhões. os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 24, pelo tesouro nacional. em julho, o estoque estava em r$ 3,748 trilhões. a correção de juros no estoque da dpf foi de r$ 42,71 bilhões em agosto. já as emissões de papéis totalizaram r$ 75,634 bilhões, enquanto os resgates chegaram a r$ 81,517 bilhões, o que resultou em um resgate líquido de r$ 5,883 bilhões. a dpf inclui a dívida interna e externa. a dívida pública mobiliária federal interna (dpmfi) subiu 0,65% e fechou o mês passado em r$ 3,630 trilhões. já a dívida pública federal externa (dpfe) ficou 9,53% maior, somando r$ 154,75 bilhões no oitavo mês do ano.   12 meses a parcela da dpf a vencer em 12 meses caiu de 19,90% em julho para 18,26% em agosto, segundo o tesouro nacional. o prazo médio da dívida subiu de 4,17 anos em julho para 4,20 anos no mês passado. o custo médio acumulado em 12 da dpf passou de 10,49% ao ano em julho para 10,76% ao ano em agosto. prefixados a parcela de títulos prefixados na dpf subiu de 32,82% em julho para 33,19% em agosto. os papéis atrelados à selic também aumentaram a fatia, de 33,64% para 34,95%.   os títulos remunerados pela inflação caíram para 27,54% do estoque da dpf em agosto, ante 29,60% em julho. os papéis cambiais elevaram a participação na dpf de 3,94% em julho para 4,32% no mês passado.   todos os papéis estão dentro das metas do plano anual de financiamento (paf) para este ano.   o intervalo do objetivo perseguido pelo tesouro para os títulos prefixados em 2018 é de 32% a 36%, enquanto os papéis remunerados pela selic - de acordo com a última revisão do paf - devem ficar entre 33% e 37%. no caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 27% a 31% e, no de câmbio, de 3% a 7%. estrangeiros   os estrangeiros diminuíram a participação na dívida pública brasileira em agosto. a fatia dos investidores não-residentes no brasil no estoque da dpmfi caiu de 12,57% em julho para 11,92% no mês passado, somando r$ 432,74 bilhões, segundo os dados divulgados pelo tesouro nacional. em julho, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em r$ 453,36 bilhões.   os fundos de investimento continuaram os maiores detentores de papéis do tesouro, com a participação passando de 26,30% em julho para 26,28% no mês passado.   a parcela dos fundos de previdência aumentou de 24,58% para 25,11%, enquanto a participação das instituições financeiras no estoque da dpmfi teve elevação de 22,48% em julho para 22,88% em agosto. já as seguradoras tiveram crescimento na participação de 3,90% para 3,94%. fonte: estadão por lorenna rodrigues e eduardo rodrigues – brasília
24/09/2018

Economia de partilha. “Vamos largar esta ideia de que temos de ser donos de tudo o que usamos” /premium

 april rinne, uma das principais vozes a falar de economia de partilha, esteve em portugal e, em entrevista, fala sobre quão estranho é pagarmos €100 por um berbequim que usamos 14 minutos. faz sentido pagar 100 euros por um berbequim que vamos usar (revelou um estudo recente) 14 minutos durante toda a vida útil do aparelho? faz sentido num bairro onde há 15 casas haver 15 corta-relvas, um em cada casa? e, para as empresas, faz sentido pensar que se pode continuar a produzir coisas achando que as pessoas vão sempre querer comprar (quase) tudo o que usam no dia a dia? se perguntarmos a april rinne, uma das principais vozes a falar sobre economia de partilha, nada disto faz sentido. e “vêm aí grandes mudanças”, garante. april rinne esteve no porto este mês de setembro, para uma conferência organizada pela porto business school. nas vésperas de voar para portugal, deu uma entrevista por skype ao observador, e falou sobre as vantagens económicas, ambientais e sociais do modelo da economia de partilha, que passa por, cada vez mais, “largarmos esta ideia de que temos de ser donos de tudo”. a norte-americana, considerada em 2011 uma young global leader (jovem líder global) pelo fórum económico mundial, ainda teve tempo para falar sobre a próxima grande inovação, que poderá disromper disruptores como a uber. começo a entrevista com uma nota pessoal. na rua onde cresci, nos subúrbios, nos anos 80, havia 15 casas e em cada uma havia um corta-relvas. cada família teve de comprar um corta-relvas, tinha de fazer manutenção, tinha de guardar algum espaço na garagem para o arrumar após cada utilização, etc. este era, portanto, um modelo de consumo linear que a april acredita que tem os dias contados. este exemplo serve para explicar a sua visão do modelo de economia de partilha? esse é um ótimo exemplo. uma das ideias que costumo sublinhar nas minhas palestras é que em várias cidades — lisboa e porto podem incluir-se aí — tem havido um grande boom em algumas áreas da economia de partilha, sobretudo ligadas ao turismo e aos transportes. no entanto, a economia de partilha diz respeito a todas as áreas da nossa vida. se pensarmos em termos globais, já existem plataformas para facilitar a economia de partilha literalmente em quase tudo em que se possa pensar, para as coisas mais básicas do quotidiano. como, por exemplo? pense nas ferramentas, por exemplo. pense em quanto tempo é que usa o berbequim que tem lá em casa, que lhe terá custado talvez um valor na ordem dos 100 euros. foi feita uma estimativa de que um berbequim só é usado, salvo erro, 14 minutos durante toda a sua vida útil. é um exemplo de algo que está arrumado na garagem. se pensarmos bem, não precisamos de ter um berbequim, apenas precisamos de ter acesso a um em momentos muito específicos. se em vez de falarmos em “propriedade” falarmos em “acesso”, podemos tirar daí muitas vantagens. quais são as principais vantagens? a primeira vantagem é económica. a economia de partilha permite-lhe poupar dinheiro ou, por outro lado, ganhar mais algum rendimento de outras formas, designadamente através da rentabilização dos ativos que tiver que estejam em sub-utilização. se em vez de comprar um corta-relvas, a sua família tivesse partilhado um corta-relvas com outras famílias da rua, teria poupado dinheiro. que outros benefícios existem? além da questão económica, a principal vantagem está relacionada com o ambiente. pense em quantos recursos foram gastos para produzir 15 corta-relvas — só para a rua onde cresceu. este é o mesmo raciocínio que se aplica no setor do transporte, que deixa uma pegada ambiental muito grande. mas, para partilhar um corta-relvas, os vizinhos teriam de se organizar, certo? claro, mas isso está relacionado com outra vantagem de que costumo falar, que é a questão social. a economia da partilha estimula o sentido de comunidade — pense que pode trocar algumas palavras, “bom dia, boa tarde” com o seu vizinho, mas a vantagem dos modelos de economia de partilha é que dão, também, um pretexto para as pessoas interagirem mais e formarem laços. não estou a dizer que se tornariam melhores amigos, mas talvez fosse uma oportunidade para combater a solidão, que é um problema sério nas nossas sociedades, que se baseiam muito no consumo individual. além disso, provavelmente, numa economia de partilha consegue-se poupar dinheiro e, mesmo assim, ter acesso a um corta-relvas melhor, que corte melhor a relva ou mais rapidamente… sim, essa é a quarta vantagem. a partir do momento em que existe uma plataforma que ajuda a organizar quem é que, neste ou naquele dia, requisitou o corta-relvas, torna-se muito mais fácil investir numa máquina mais eficaz, mais durável, mais fácil de fazer manutenção (se calhar em vez de ter de limpar a máquina todos os meses, rodava entre todos e só tinha de a limpar uma vez por ano). do ponto de vista das empresas, e sem sair dos exemplos do quotidiano de que estávamos a falar, que exemplos é que tem visto de passagem para um novo modelo, de partilha? em muitas cidades nos eua (e não só) já se vê as cadeias de artigos para a casa e bricolage, sobretudo as maiores, a disponibilizar a opção de alugar um corta-relvas, por exemplo, retirando a necessidade de comprar um. quem vive minimamente perto dessas superfícies, faz muito sentido. as empresas estão a aperceber-se de que há aqui todo um novo modelo de negócio, e não deviam basear toda a sua atividade na compra e venda direta. além disso, estamos a ver surgir um pouco por todo o mundo o conceito de “biblioteca de ferramentas”. o que muda nos modelos de negócio das empresas quando em vez de se vender 15 corta-relvas mais baratos se passa a vender um ou dois mais caros? isso é um ponto importante. uma coisa é certa: se tem um negócio estabelecido, assente no pressuposto da propriedade pura e da venda direta, então a economia de partilha pode criar-lhe alguns problemas. é muito confortável construir um negócio à volta desse pressuposto: de que toda a gente vai querer comprar mais coisas. não vai ser assim? é interessante olhar para o contexto histórico dos últimos 50 ou 100 anos, um tempo marcado pelo marketing de massas e o consumo massificado. este tem sido um modelo que se baseia em ter as pessoas a comprarem mais e mais coisas. mas estamos a começar a aperceber-nos das ineficiências que isso contém. é um modelo mais caro, mais oneroso e com mais desperdício. essa “luz” está a fazer-se na cabeça das pessoas, e cada vez mais pessoas estão a largar esta ideia de que temos de ser donos de tudo. "se tem uma empresa com um negócio estabelecido, assente no pressuposto da propriedade pura e da venda direta, então a economia de partilha pode criar-lhe alguns problemas." april rinne, young global leader do fórum económico mundial quais setores podem ser mais transformados? o exemplo mais imediato, que ocorre mais rapidamente, é o setor automóvel e as fabricantes de carros. historicamente, todo aquele negócio é baseado na ideia de que toda a gente precisa de um carro, do seu carro. mas as grandes empresas deste setor já se aperceberam do destino que as esperam caso não reajam. começaram a perceber que este modelo que as tem alimentado tão bem nas últimas décadas, ou séculos, provavelmente não vai continuar a servi-los como até agora. qual é o cenário com que se confrontam? é um novo modelo em que não se fala apenas em uso partilhado de carros mas, também, da mobilidade elétrica e da mobilidade autónoma. há cerca de 10 anos cultivou-se a ideia de que iniciativas como a partilha de carros eram coisas estranhas, mais valia fingir que essas coisas não existiam. mas nos últimos anos já começaram a perceber que esses modelos podiam ser uma ameaça real para o seu negócio. e qual foi a reação? numa primeira fase, o que pareceu ser uma boa ideia, aos olhos de algumas fabricantes, foi pensar: ‘vamos lá gastar alguns dólares (ou euros) a fazer lóbi no sentido de proibir as empresas de partilha’. historicamente esse era o modelo que eles seguiam. mas aperceberam-se rapidamente de que essa seria uma estratégia perdedora. porquê? porque quando vivemos num contexto de sensibilidade para problemas como as emissões de co2, os congestionamentos de tráfego, qualquer empresa que aparecesse em público a dizer que a partilha de carros era uma coisa má pode ver o feitiço virar-se contra o feiticeiro. então foram sensatos: perceberam que não havia volta a dar-lhe, era um futuro inevitável portanto decidiram pegar nos milhões de dólares, ou milhões de euros, que iriam gastar em lóbi e investiram em inovação. inovação a começar, de certa forma, na introspeção? sim, todo o setor teve de fazer uma espécie de auto-avaliação e pensar sobre qual seria o seu modelo de negócio no futuro — quanto desse modelo de negócio passaria pela propriedade, quanto pela partilha. e a verdade, que reconhecemos, é que esse esforço valeu a pena porque, neste momento, todos os fabricantes de carros nos eua, na europa e na ásia todos têm uma componente de uso partilhado na sua estratégia. em algumas empresas ainda não se passou da fase de teste e conceção mas já está a acontecer alguma coisa. é relativamente fácil perceber o que está em jogo para um setor como o automóvel, mas em que outros setores é que este modelo pode ter um alcance semelhante? já falámos das ferramentas, mas também estamos a ver muita coisa a acontecer na área do vestuário, logística, esses tipos de setores. portanto, olhando para o futuro e com uma lente de grande angular, não podemos dizer que a partilha vai aniquilar a propriedade. será um mundo cada vez mais híbrido — uma fabricante automóvel vai sempre precisar de ter uma opção de venda de carros, para quem quiser comprar, mas não vai poder ser só isso. que outros modelos vão assumir maior importância, nesse modelo? podemos imaginar modelos de propriedade parcial, frotas de veículos detidos por plataformas de partilha, carros propriedade das cidades (e geridos a nível municipal). todos esses modelos vão, naturalmente, implicar alterações na forma como os produtos são construídos. quando se produz algo para ser utilizado de vez em quando, ou em 10% do tempo (como são a maioria dos carros), essa coisa poderá não ter materiais tão duradouros. mas também é provável que, ao produzir esse bem, podemos achar que não é necessário ser tão bom, em termos de funcionalidades, por exemplo. noutro exemplo, o design de bicicletas para o uso partilhado tem de ter como prioridade a durabilidade, em detrimento de variáveis como a capacidade de personalização. e do ponto de vista do setor financeiro, quais são as implicações de um modelo de economia partilhada? tenho feito muita pesquisa e trabalhado com empresas do setor financeiro, a falar sobre como será a atividade de crédito no futuro, o que acontecerá neste setor quando as pessoas já não precisarem de tantos créditos-automóvel como precisam hoje, o que irá acontecer quando as pessoas puderem “emprestar” os seus carros aos vizinhos, num sistema “peer-to-peer” (entre iguais) e obterem um rendimento também a partir disso. há muita coisa que está prestes a mudar. como é que a atividade de seguros vai ter de mudar, para que estes novos modelos possam ser eficazes e adotados de forma séria? os seguros são um dos exemplos daquilo que eu chamo de “catalisadores” da economia partilhada, não só da partilha mas, em rigor, de uma partilha com responsabilidade. quase todas as seguradoras no mundo, hoje em dia, têm produtos específicos para o uso partilhado. é bom que o façam, caso contrário podem enfrentar a concorrência de players mais pequenos e inovadores? não vejo a coisa assim, sinceramente acho que é uma oportunidade gigante para o setor. é verdade que quem não se adaptar pode já não cá estar daqui a uns anos, mas é fácil perceber como pode ser um negócio importante — imagine uma seguradora que faz um seguro à sua máquina fotográfica só durante os 10 dias em que vai viajar. este tipo de “micro-seguros” pode ser muito rentável e servir como “lubrificante” para a economia de partilha. que outro tipo de “catalisadores” terão de se desenvolver para dinamizar a economia de partilha? os sistemas de pagamentos são outra área que irá transformar-se totalmente. outro que me ocorre, desde logo, é a multiplicidade de plataformas que podem surgir para nos ajudar a pagar os impostos de forma mais rápida — refiro-me a pagar os impostos relativos aos rendimentos que tiramos da partilha dos nossos bens ou do nosso trabalho. tudo isto são coisas que vão ajudar a tornar a economia de partilha algo mais acessível e fluído. "olhando para o futuro e com uma lente de grande angular, não podemos dizer que a partilha vai aniquilar a propriedade. será um mundo cada vez mais híbrido — um fabricante automóvel vai sempre precisar de ter uma opção de venda de carros, mas não vai poder ter só isso." april rinne, young global leader do fórum económico mundial mas, vamos recuar um pouco. se eu não tenho um corta-relvas ou um carro melhor (só meu), como é que eu posso ir dormir à noite e sentir que sou uma pessoa globalmente melhor e mais bem sucedida do que o meu vizinho? [risos] bem, aí estamos a tentar no campo dos incentivos, da natureza humana e, claro, potencialmente das limitações que a economia de partilha terá. mas eu respondo a essa pergunta com uma avaliação da forma como, eu acredito, as mentalidades estão a mudar. nos últimos séculos, é verdade que muito do nosso valor define-se por aquilo que temos. mas eu não sou uma anti-propriedade — reconheço que há alguns valores inerentes à propriedade — e a dignidade que surge associada a ser dono de algumas coisas, mas sou uma defensora acérrima de que é preciso proporcionar outras escolhas possíveis no “menu”. defendo só que temos de combater este pressuposto de que temos de ser donos de todas as coisas, a todo o tempo, e tem de haver alternativas a isso. as novas gerações pedem mais essas alternativas? há, sem dúvida, uma transformação geracional quando se pergunta às pessoas como é que elas querem ser definidas. se perguntarmos isso às pessoas, cada vez mais as pessoas querem ser definidas por outras coisas que não as coisas que têm. a geração dos “baby boomers” [os nascidos no pós-segunda grande guerra] foi uma geração muito especial — não digo que seja uma geração problemática mas é a geração em que estas questões são mais difíceis de modificar. não é fácil convencer um baby boomer a usar coisas emprestadas em vez te ter as suas? não é a coisa mais fácil, de um modo geral, porque cresceram numa geração em que o objetivo último era acumular coisas: uma casa maior, uma casa de férias, um carro, dois carros, três carros… o que é curioso é que se falar com os meus avós eles sabem perfeitamente do que estamos a falar. dizem: ‘claro que sim, nós dantes vivíamos dessa forma’. portanto, para responder à sua pergunta de há pouco, talvez seja natureza humana querermos encontrar formas de nos sentirmos melhor, eventualmente melhor do que os outros. mas sabemos que, cada vez mais, isso não está relacionado com coisas mas com experiências: “viajei até ali, fiz aquilo, estive naquele local” e não tanto “tenho isto ou comprei aquilo”. mesmo no vestuário, que é um exemplo por excelência de expressão pessoal, as pessoas podem “competir” a esse nível mas isso não quer dizer que tenha de ser proprietário de todas as coisas que visto. as empresas de retalho de vestuário estão a olhar cada vez mais para modelos de subscrição em que as pessoas têm acesso a roupa mas, passado algumas semanas ou meses, voltam a entregar em troca de outros. "talvez seja natureza humana querermos encontrar formas de nos sentirmos melhor, eventualmente melhor do que os outros. mas sabemos que, cada vez mais, isso não está relacionado com coisas mas com experiências: 'viajei até ali, fiz aquilo, estive naquele local' e não tanto 'tenho isto ou comprei aquilo'." april rinne, young global leader do fórum económico mundial há uma grande parte da população que nunca vai querer deixar de ter o seu carro, etc… sim e a última coisa que tento fazer é convencer — ou converter — alguém no sentido da economia de partilha. mas os baby boomers têm a sua esperança de vida, portanto mesmo que esses valores estejam encastrados na sua maneira de pensar, se avançarmos 30 anos vamos chegar a um ponto em que essa forma de pensar já não é tão prevalente como ainda é hoje. a resistência é algo que vai desaparecer, à medida que essa geração também for desaparecendo? sim, porque está agora a chegar à idade adulta uma geração que está habituada a ter acesso a tudo o que precisa só através do telemóvel. mas mesmo quando se fala nos baby boomers, que estão agora na reforma, começa a haver alguns casos de pessoas que percebem como a economia de partilha pode ser uma coisa ótima para eles nesta fase da vida. pode ser uma forma de aproveitar o tempo livre, ganhar mais algum rendimento, combater a solidão, conhecer mais pessoas — portanto muitas pessoas reformadas estão a aderir a plataformas de economia. à sua maneira, estão a começar a acolher bem esta ideia. mas, como dizia, para os seus avós a partilha faz todo o sentido. podemos um dia olhar para trás, na história, e notar que a economia de partilha é, na realidade, a norma e apenas houve um trecho da história, como que uma interrupção, em que se apostou mais num modelo de economia linear? espero que sim. a economia de partilha é tudo menos uma coisa nova, ainda que agora esteja a ganhar mais força graças às novas tecnologias digitais, que tornam tudo mais fácil e escalável. a razão por que estamos a ver este ressurgimento da economia de partilha neste momento é que a tecnologia está a fazer expandir quase infinitamente o conjunto de coisas que podem ser partilhadas. e com quem podem ser partilhadas. portanto, espero que de certa forma estejamos a voltar às raízes mas a realidade é que a tecnologia permite que tudo isto seja feito a uma escala que dantes seria absolutamente inimaginável, com muito maior eficiência e sustentabilidade. mas é assim tão líquido que tudo o que se chama “economia de partilha” contribua para maior sustentabilidade? é assim em todos os casos? em alguns pontos temos a certeza de que sim. mas em alguns casos essa ainda é uma questão em aberto: por exemplo, não houve ainda pesquisa que demonstre que as plataformas de “boleias” (como a uber) fez com que houvesse menos carros nas ruas. será que é assim? podemos achar que sim, mas se calhar uma pessoa antes ia do ponto a ao b de metro mas, agora, vai de carro. vimos o congestionamento aumentar em algumas cidades, mas ainda não sabemos se é por causa destas plataformas. estou convencida de que o impacto líquido é positivo, mas ainda não há pesquisa suficiente que demonstre o impacto real de cada elemento. "não houve ainda pesquisa que demonstre que as plataformas de 'boleias' (como a uber) fizeram com que houvesse menos carros nas ruas. será que é assim? podemos achar que sim, mas se calhar uma pessoa antes ia do ponto a ao b de metro mas, agora, vai de carro." april rinne, young global leader do fórum económico mundial o smartphone foi a inovação que permitiu que acontecesse muito disto de que estamos aqui a falar. mas, quando se fala da “morte dos smartphones“, qual acredita que será a próxima inovação tecnológica que irá dar o próximo impulso à economia de partilha? o meu campo de pesquisa está mais relacionado com o lado empresarial e dos modelos de negócio, pelo que alguém mais ligado à tecnologia poderia dar uma resposta mais avalizada. mas uma área de pesquisa tecnológica que poderá ser revolucionária — incluindo para a economia de partilha — é o “blockchain“. como é que o “blockchain” pode dar esse impulso? há várias plataformas que já estão a ser construídas a partir da “blockchain“. se pensarmos nas principais plataformas de economia de partilha nos dias de hoje, são empresas que são detidas pelos fundadores e pelos investidores. mas quem participa na criação de valor, como os motoristas, os utilizadores, os anfitriões, não são empregados das plataformas. não têm nada a ganhar com a expansão desta ou daquela plataforma, além do seu rendimento normal — ou seja, não são acionistas. se uma empresa dessas for para a bolsa, um dia destes, para os motoristas ou para os anfitriões, ou para os entregadores, isso não lhes vai dar quaisquer frutos. cada vez mais pessoas refletem sobre estes temas e notam que este não é um modelo de negócio particularmente equitativo. a “blockchain” pode permitir acabar com os “intermediários”? mais ou menos isso. o que a “blockchain” pode permitir é que se construa uma plataforma detida por quem presta os serviços. para dar um exemplo, a “blockchain” pode facilmente ser a base para que se crie uma espécie de uber detida pelos motoristas, ou um airbnb em que os donos dos quartos e das casas de alojamento local são os donos do negócio. já existem coisas destas, ainda que para já com pequena dimensão, mas quando se pensa nos grandes temas que preocupam a nossa sociedade — como a desigualdade, por exemplo — esse novo modelo de “plataformas colaborativas” pode ser mais um modelo disruptivo para as atividades económicas através da partilha. é, por outras palavras, a disrupção que pode abalar os recentes disruptores… pode ser, sim. o conceito é incrivelmente poderoso: termos uma plataforma com a mesma fiabilidade e confiança só graças à validação feita pelos membros da “blockchain“. a ideia é que seria um modelo mais redistributivo — e há muitos interesses que gostariam de impedir que isto acontecesse. não quero estar sempre a falar dos transportes porque é apenas um dos setores em que esta disrupção pode acontecer, mas é um exemplo muito bom para explicar o que está a acontecer. muitos motoristas estão muito descontentes com os seus salários, com as comissões que têm de pagar para usar as plataformas, não se sentem apreciados. e a questão é que, pelo menos enquanto não houver carros autónomos, a uber sem motoristas tem um valor zero. portanto se houvesse uma maior mobilização por parte dos motoristas, isto pode ser muito disruptor: seriam os motoristas da uber a disromper o negócio da uber. fonte: observador por edgar caetano
24/09/2018

XP lança robô para recomendar investimentos

  movido a inteligência artificial, o robô da xp foi dispo são paulo – a corretora xp investimentos lançou um robô para indicar investimentos de acordo com o perfil do investidor. o robô foi disponibilizado para 200 mil clientes em setembro e deve estar acessível a todos os clientes da xp até o fim do ano.  são paulo – a corretora xp investimentos lançou um robô para indicar investimentos de acordo com o perfil do investidor. o robô foi disponibilizado para 200 mil clientes em setembro e deve estar acessível a todos os clientes da xp até o fim do ano.  chamado de max, o robô é movido a inteligência artificial. a ideia é que a ferramenta apoie investidores que não têm um assessor exclusivo ou que preferem ter mais autonomia.  ao abrir a conta, o cliente preenche um questionário para uma análise sobre seu perfil, com base em saldo em conta, investimentos já alocados, objetivo e prazo da aplicação. toda a interação acontece no chat, com o max.  com o tempo, quanto mais o investidor interage, mais precisas ficam as recomendações do robô. a ferramenta também sugere balanceamento dos investimentos, para que as aplicações se mantenham de acordo com o perfil de risco do investidor. o robô opera todos os dias, de acordo com os horários da plataforma da xp, e pode receber agendamentos, se a aplicação for feita fora do horário.  a ferramenta recomenda aplicações de renda fixa, fundos de investimentos e coes, os investimentos de maior custódia na xp. até o final do ano, também indicará previdência privada e terá uma versão para assessorar agentes autônomos de investimentos. fonte: exame por júlia lewgoy
24/09/2018

Competição em taxas é acirrada nos bancos

 banco do brasil, bradesco, itaú e santander zeraram os custos de custódia do tesouro direto para seus clientes na busca por manter clientes de investimentos em casa, as principais instituições financeiras – banco do brasil, bradesco, itaú e santander – acirraram a competição e zeraram taxas de custódia no tesouro direto e taxas de carregamento em planos de previdência. na avaliação do diretor executivo de investimentos do santander brasil, gilberto abreu, a competição entre os bancos de varejo e instituições menores (plataformas de gestoras e corretoras) é saudável e deve aumentar. “o cliente ganha com isso. e a competição [daqui para frente] se dará pela qualidade do advisor [assessor financeiro], pela melhor oferta de produtos ao mercado”, afirmou o diretor executivo. o primeiro movimento de zeragem de taxas de custódia do tesouro direto entre os bancos de varejo foi liderado pelo bradesco ainda no primeiro semestre. e nas três últimas semanas, santander, itaú e o banco do brasil também instituíram a prática. na previdência privada, a bradesco seguros já utilizava “taxa zero” de carregamento nos aportes de entrada em vgbl e pgbl e zerava na saída a partir do quinto ano de permanência. os concorrentes embalaram neste mês de setembro com “taxa zero” nos aportes e nos resgates. “é possível que tenhamos novos entrantes nos planos de previdência, mas acredito que não devemos ter um forte movimento de migração dos fundos e mesmo de outros produtos, como tesouro ipca+”, disse o diretor de produtos de investimentos e de previdência do itaú, claudio sanches. o itaú informou que além do tesouro direto, isentou taxas de custódia em certificados de depósito bancário (cdb) de outros gestores, de letras, certificados de recebíveis imobiliários (cri) e do agronegócio (cra) e de debêntures. ao passo que o banco do brasil passou a isentar as taxas de custódia de cri, cra e debêntures. a gerente geral da unidade de captação e investimentos do bb, paula mazanék, não acredita em migrações significativas de um produto para outro por causa da zeragem da custódia na renda fixa. “buscamos fidelizar nossos clientes e atrair novos. e com a zeragem das taxas de carregamento na previdência há um estímulo adicional para o brasileiro poupar para o futuro”, disse. disputa com gestoras a competição ainda provoca a redução das taxas de administração de fundos de renda fixa. na média da anbima, as gestoras cobram 1% ao ano dos cotistas. “as taxas já são similares as praticadas em fundos internacionais, hedge funds, 0,7%, 08% ao ano”, compara abreu. pelos dados da anbima, clientes com aportes de entrada mais r$ 100 mil conseguem taxas de 0,53% ao ano, enquanto pessoas físicas de varejo com aportes de até r$ 1 mil pagam 2,47% ao ano.
24/09/2018

Como investir na sua aposentadoria

 o brasileiro costuma ter uma relação de curto prazo com o dinheiro. uma pesquisa divulgada recentemente pela anbima mostrou que, dos 49% dos brasileiros que fizeram algum tipo de investimento em 2017, apenas 5% o fizeram pensando na velhice ou aposentadoria. é um dado que nos deixa bem preocupados. uma porque o futuro da previdência pública é incerto. com a expectativa de vida do brasileiro chegando aos 76 anos em 2018, o ibge projeta que o país terá mais idosos do que jovens em 2060, o que ocasionaria uma inversão na pirâmide etária. sendo assim, teríamos uma base da população economicamente ativa menor que o de aposentados, o que torna o desafio do governo em não deixar o sistema previdenciário entrar em colapso muito mais difícil – e aqui, não apenas lá em 2060, mas no curto prazo. o segundo ponto é a dificuldade em planejar o longo prazo com uma economia historicamente instável. o poder de compra dos brasileiros variou muito nos últimos anos, o que complica um pouco a visão anos a frente. os r$ 100 de cinco anos atrás não compram as mesmas coisas que hoje, que podem não comprar as mesmas coisas daqui 10 anos. isso impacta de certa forma no planejamento do investimento em uma aposentadoria que pode chegar só daqui 30 anos, por exemplo. o terceiro ponto é a cultura do aproveitar o momento. nós já falamos disso aqui, então nem vamos entrar nos detalhes. a aposentadoria é um marco na vida das pessoas. é aquele período que você deve recolher os louros por tantos anos trabalhados, de suor, estresse e passar a fazer apenas o que você gosta e tem vontade, sem nenhum tipo de obrigação. coisa boa, não é? então, a não ser que você seja um multimilionário (e mesmo assim, há ressalvas), é bom começar a planejar e executar para usufruir de toda a tranquilidade no futuro que você merece. abandone o pensamento de curto prazo: você vai viver bastante, vai estar cheio de saúde e, quando chegar a hora de se aposentar, se tiver seguido esses passos, vai nos mandar um e-mail nos agradecendo por essas dicas.
24/09/2018

Como planejar a aposentadoria

 primeiro passo: quanto você quer ter de renda mensal uma aposentadoria confortável é sinal de independência financeira. ou seja, você poder contar com um valor todos os meses, que será fruto dos seus investimentos ao longo da vida. mas de quanto você precisará? — estudos mostram que a população conseguiria atender suas necessidades após a aposentadoria com aproximadamente 70% da renda atual. mas com certeza esse é um número que deve ser reavaliado com o passar do tempo, já que a inflação influencia diretamente na renda futura — explica o product owner da warren, alex frighetto. aqui fica uma dica: no objetivo renda mensal no warren, a projeção da inflação para os próximos anos já é levada em consideração. segundo passo: considere o fator tempo o tempo é um fator precioso para investir na aposentadoria. quanto mais cedo você colocar seu investimento em prática, menor é o aporte mensal que pode ser dado. por isso, coloque a mágica dos juros compostos para trabalhar pra você o quanto antes. vamos a um exemplo: ana tem 25 anos e começou a investir na aposentadoria com um aporte inicial de r$ 1.500. ela tem um perfil moderado, portanto, investe em um portfólio com 20% em ações e 80% em renda fixa. se mantiver aportes mensais de r$ 300, ela terá, aos 60 anos, em torno de r$ 1.175.000 para usufruir da forma que bem entender. já o paulo tem 40 anos e começou a investir na sua aposentadoria agora, com o mesmo aporte de ana, r$ 1.500, em um portfólio com a mesma alocação. se ele mantiver os aportes mensais de r$ 300, paulo terá aos 60 anos, algo em torno de r$ 233 mil. para conseguir atingir a meta de r$ 1 milhão, paulo deverá fazer um investimento de r$ 10 mil e seguir com aportes mensais de r$ 1.300. viram como o fator tempo é importante? os juros compostos trabalham com muito mais vontade ao mesmo passo que o seu investimento ganha uma superpotência com ações a longo prazo. portanto, se você está na casa dos 20, 25 anos, agora é a hora de começar a garantir sua independência financeira quando tiver que parar de trabalhar. se tiver na casa dos 30, é melhor se apressar. e se você está em torno dos 40, nada de desânimo: se planeje e comece a colocar em prática o que for viável, pois você ainda tem 20 anos para acumular e potencializar seus resultados. nesse caso, você precisa gastar menos e poupar mais. terceiro passo: considere a taxa de retorno outro ponto importante a ser considerado é a taxa de retorno do investimento que você for fazer pensando na sua aposentadoria. a rentabilidade dos produtos que você investe está diretamente ligada ao dinheiro que você vai usufruir adiante. um por cento a mais de taxa de retorno já faz maravilhas acontecerem. lembram da ana? pois então, se ela aplicasse os mesmos valores na poupança, que está rendendo 4,55% ao ano, aos 60 anos, ela teria r$ 307.283,00 (levando em consideração os juros atuais). com a poupança rendendo tão pouco, fica fácil a comparação, mas acredite: existem produtos de investimento tão ruins quanto, que são vendidos no mercado como a oitava maravilha do mundo. portanto, fique de olho! se investisse em produtos com retorno de 8% ao ano = r$ 698 mil produtos com 10% ao ano = r$ 1.175.000 produtos com 15% ao ano = r$ 4.679.851 mas lembre-se que não existe mágica. é o conjunto de tempo + esforço + boa taxa de retorno. como investir? como falamos ali em cima, a escolha de bons produtos para investir é fundamental. portanto, vamos falar de alguns deles. renda fixa para os mais conservadores, os produtos de renda fixa podem ser boas opções porque contém produtos que aliam segurança e rentabilidade na medida certa. mas, para isso, é sempre importante que você avalie as taxas de gestão e administração e a rentabilidade desses fundos, porque nada adianta você ter boa rentabilidade, mas pagar uma fortuna de taxa. na warren, o portfólio de renda fixa conta com um mix de títulos públicos e créditos privados, o que garante segurança e boa rentabilidade, com uma taxa zero pelos produtos. ações para os moderados e arrojados, as ações podem compor o portfólio de investimento com a função de dar aquele “boom” nos resultados. mas um aviso bem importante: se você optar por investir na sua aposentadoria com alocação em ações, você precisa resistir ao ímpeto natural de querer resgatar em caso de maus momentos. como o objetivo é de longo prazo, possíveis quedas na bolsa podem ser suavizadas no decorrer do tempo. portanto, fique firme para assegurar melhores resultados! previdência privada os fundos de previdência privada são compostos por produtos de renda fixa e variável, mas possuem características especiais, como benefícios fiscais, dois tipos de tributação, além de outros aspectos que podem auxiliar em momentos mais difíceis. aqui é preciso ficar atento, pois existem muitos fundos de previdência privada sendo oferecidos por instituições tradicionais que possuem péssima rentabilidade e são cheias de taxas. com a warren, você nem precisa ficar analisando e escolhendo quais os produtos são mais rentáveis para investir na sua aposentadoria. o warren analisa o seu perfil de investidor e sugere os produtos e a alocação ideal para que você se sinta confortável e à vontade para começar a tirar os seus dias de tranquilidade do papel. fonte: moneytimes
24/09/2018

Seguradora dos EUA passa a exigir trackers de fitness nas apólices

 é mais uma prova de que o futuro passa pelos wearable. a seguradora john hancock anunciou que vai parar de oferecer as apólices de seguros de vida tradicionais e forçar os consumidores a escolher outras opções. o plano vitality básico vai pedir aos consumidores que introduzam os dados da sua atividade física recolhidos através de uma pulseira inteligente. depois, consoante sejam atingidos determinados objetivos, os segurados vão receber cheques prenda, noticia o engadget. por outro lado, os utilizadores podem ter um desconto de até 15% nos prémios através de uma apólice que implica a cedência da monitorização de dados de saúde e de fitness recolhidos através de wearables. do lado da seguradora, ao recompensar os seus clientes por se manterem em forma e com um estilo de vida saudável, é uma opção inteligente, uma vez que se os segurados viverem mais tempo, ficarão a pagar mensalidades durante mais tempo também. resta perceber como é que a john hancock vai detetar utilizações fraudulentas, que permitem aumentar os indicadores de atividade física, mesmo sem ter feito qualquer exercício. os novos planos irão entrar em vigor em 2019 e não parecem ser opcionais.

União Seguradora fecha o ano com novos negócios


14/12/2018
A União Seguradora recebeu a Uperformance Assessoria & Consultoria em Seguros em sua sede em Porto Alegre. O diretor comercial João Lock, Antônio Coutinho, técnica, e Marco Rocha, comercial, receberam Domingos Costa, Ailton Lopes e Estela De Moura Rey para iniciar uma parceria com prospecção de novos negócios. Segundo os participantes, a reunião foi produtiva em ideias que, com certeza, confirmam o sucesso dessa parceria para 2019. O diretor João Lock e sua equipe agradecem a visita da Uperformance e encerram o ano com excelentes perspectivas.

Praça Otávio Rocha, 65 - 1º andar
Centro Histórico - Porto Alegre/RS
CEP.: 90020-140
+55 (51) 3228.1999

News

Receba nossas novidades

LIGUE

+55 51 3228-1999

Ouvidoria
0800 703 1989
E-mail: ouvidoria@sinapp.org.br

Atendimento ao Deficiente Auditivo e de Fala através da TSPC-CAS – Central de
Atendimento a Deficientes Auditivos ou de Fala -
0800 200 0819 E-mail: sac.especial.auditivo.fala@sinapp.org.br

Atendimento ao
Deficiente Visual
0800-703-1989