29/08/2017

GDF prevê aprovação de projeto de lei sobre Previdência na próxima semana

  fonte: correio brasiliense proposta enviada à câmara legislativa cria regime complementar e limita a aposentadoria dos futuros funcionários públicos ao teto do inss. entenda o que prevê o texto. para tentar reduzir o deficit da previdência e garantir o pagamento dos salários em dia, o executivo local enviou ontem à câmara legislativa um projeto de lei que altera o sistema de pagamento de aposentadorias de servidores do distrito federal. além de criar um regime de previdência complementar, limitando as aposentadorias dos futuros funcionários públicos ao teto do inss, de r$ 5.531,31, a proposta prevê a unificação dos dois fundos existentes. desde 2007, o df conta com o fundo financeiro de previdência e seguridade social, chamado de plano financeiro e destinado aos beneficiários que entraram no serviço público até 31 de dezembro de 2006. esse fundo é deficitário — o governo gasta pelo menos r$ 170 milhões por mês para complementar as aposentadorias desses inativos. o outro, o fundo previdenciário do distrito federal (dfprev), conhecido como plano capitalizado, garante os benefícios dos que ingressaram no quadro de pessoal do df a partir de 1º de janeiro de 2007. ele conta com um superavit de r$ 3,7 bilhões e tem apenas 150 aposentados. para justificar a proposta, o governador rodrigo rollemberg afirmou que “um dos princípios da previdência é a solidariedade”. segundo o chefe do executivo, a ideia é que as contribuições dos mais novos garantam a aposentadoria dos mais velhos. “a partir de agora, todos contribuiriam para o mesmo fundo, para pagar todos os aposentados. assim, poderemos aproveitar parte do superavit para pagar aposentados, liberando r$ 170 milhões ao mês, que poderão ser usados para pagar servidores, fornecedores e prestadores de serviço”, explicou. rollemberg disse que, para suspender o parcelamento de salários e pagar os vencimentos de todos os servidores, em dia, em setembro, o projeto tem de ser aprovado até a próxima semana. na terça-feira, o governo anunciou o parcelamento dos vencimentos de quem ganha acima de r$ 7,5 mil líquidos. no total, 22% dos servidores distritais serão afetados pela eventual divisão dos salários em duas prestações — uma no quinto dia útil e outra até o dia 15. “a proposta é boa para aposentados e servidores, que terão pagamentos em dia, e é boa para os fornecedores e prestadores de serviços. os pagamentos em dia movimentarão a economia da cidade”, argumentou o governador. “conto muito com a câmara legislativa para que possamos aprovar esse projeto na semana que vem”, reforçou rollemberg. estruturação ontem, o chefe do executivo se reuniu com deputados da base aliada para pedir empenho na aprovação da proposição. à noite, ele foi à câmara legislativa e entregou o projeto de lei nas mãos do presidente da casa, joe valle (pdt). o distrital não garantiu que os parlamentares agirão de acordo com os planos do governo. “vamos fazer uma série de estudos técnicos. o projeto tem urgência. mas, se for o caso, vamos trabalhá-lo ainda mais aqui na câmara”, disse joe. ele não quis comprometer-se com a inclusão do texto na semana que vem. “amanhã (hoje), vamos nos reunir com sindicatos para falar do projeto. é uma proposta de interesse de todos, mas ainda vamos discutir”, finalizou. a secretária de planejamento, orçamento e gestão, leany lemos, acrescentou que o projeto de lei facilita a incorporação de imóveis e de ações do brb cuja cessão ao instituto de previdência foi aprovada em 2015 e 2016, em troca da utilização de parte do superavit. “a proposição faz a incorporação imediata dos imóveis e de ativos do brb, que ainda dependem de uma avaliação. além dos atuais r$ 3,7 bilhões, haverá incorporação dos novos ativos”, argumentou a secretária. o detalhamento da proposta de previdência complementar ainda será definido por uma equipe técnica. “a estruturação do fundo será realizada nos mesmos moldes do que foi feito no governo federal. os trabalhadores poderão optar por fazer previdência complementar pública ou privada”, detalha (leia tira-dúvidas). segundo leany, a unificação dos fundos resolve o problema da previdência a curto e médio prazos, mas só a criação do sistema complementar garantirá a sustentabilidade a longo prazo. se o texto for aprovado, deve haver um aporte de r$ 1 bilhão de um fundo para o outro, até 2020. o presidente do sindicato dos servidores do df,  ibrahim yusef, reclama da falta de consulta à categoria. “o governo, mais uma vez, apresenta uma proposta que interfere na vida do servidor público sem ouvir a categoria. buscaremos o pagamento integral dos salários na justiça e não aceitaremos que o projeto traga prejuízo aos servidores”, conclui. tira-dúvidas o que prevê o projeto de lei que altera o sistema da previdência do df » a proposta prevê a criação de um regime de previdência complementar para os servidores que ingressarem nos quadros do gdf a partir da aprovação do texto » com isso, as aposentadorias dos futuros funcionários públicos serão limitadas ao teto do inss, de r$ 5.531,31 » a proposta também prevê a unificação dos dois fundos existentes atualmente: o dos servidores que entraram no gdf até 2007, deficitário, e o fundo dos funcionários que ingressaram no governo a partir de 2007, cujo superavit é de r$ 3,7 bilhões » a previdência complementar será de adesão facultativa. o funcionário público poderá optar por contribuir para uma previdência privada caso ache mais vantajoso » quem acumula cargos poderá fazer a adesão à previdência complementar em relação a um ou ambos os cargos » os participantes poderão desistir da adesão à previdência complementar ou solicitar a suspensão de contribuições por período não superior a um ano » a adesão à previdência complementar é interrompida por pedido do participante, por exoneração, demissão ou perda de cargo ou por vacância em razão de posse em outro cargo público inacumulável » servidores cedidos a outros órgãos permanecem na previdência complementar, salvo manifestação em contrário » a contribuição do governo não pode exceder o valor da contribuição do participante nem superar 7,5% da base de cálculo, que é a remuneração, sem levar em conta o que ultrapassar o teto, adicionais de férias, adicionais noturnos ou vantagens eventuais » a contribuição previdenciária dos segurados inativos e dos pensionistas será cobrada no mesmo percentual fixado pela união para os servidores públicos federais » na hipótese de aumento de alíquota de contribuição de servidores públicos federais inativos, o aumento será aplicado aos servidores do df após 90 dias da data de edição da lei federal » toda nova lei do df que criar fontes de receitas não tributárias, incluindo aquelas que autorizarem a venda de ativos e concessões de bens e serviços públicos, deverá destinar, pelo menos, 50% das receitas futuras geradas ao fundo financeiro da previdência social, para ajudar a resolver o desequilíbrio econômico e atuarial do fundo » o projeto obriga o governo a apresentar, em 180 dias, a contar da entrada em vigor da lei, estudo que indique a viabilidade de venda de ativos com liquidez e os valores aptos a auxiliarem no equacionamento do desequilíbrio financeiro remanescente.  
27/07/2017

Susep recebe escritório da A2ii

 o brasil, por meio da superintendência de seguros privados (susep), no rio de janeiro, foi escolhido para sediar o primeiro escritório regional da iniciativa de acesso a seguros (a2ii, na sigla em inglês) para a américa latina. a escolha indica a importância do mercado brasileiro de seguros no cenário global e aproxima a susep e outros órgãos supervisores regionais da associação internacional de supervisores de seguro (iais, na sigla em inglês). segundo o superintendente da susep, joaquim mendanha de ataídes, a iniciativa corrobora a necessidade de troca de experiências em prol da expansão do mercado. “é fundamental que haja sinergia entre os órgãos supervisores”, pontuou, ressaltando que a agenda de capacitação e de difusão dos seguros inclusivos da a2ii vai ao encontro das diretrizes da autarquia. para ocupar o cargo de coordenadora regional para a américa latina, a a2ii escolheu a ex-servidora da susep, regina simões, que acumula mais de 20 anos de experiência nas áreas de regulação de produtos e canais de distribuição. “a susep volta a desempenhar um papel importante na história da a2ii, pois em 2009 deu suporte a sua criação e, hoje, ao sediar o seu escritório regional, ajuda a promover as suas atividades na américa latina. sinto-me privilegiada por participar desses dois momentos, agora como membro da equipe da a2ii”, informou. lançada à ocasião da reunião anual da iais no rio de janeiro em outubro de 2009, a a2ii é o braço da iais para inclusão financeira e promoção dos seguros inclusivos. sua missão é inspirar e apoiar os órgãos supervisores de seguros com estudos e treinamentos para a expansão do mercado de seguros de forma responsável, principalmente em relação às camadas menos favorecidas da população. fonte: susep
27/07/2017

Tendências no mercado de seguros com IOT

 internet das coisas leva o setor para a transformação digital há uma grande questão que paira no mercado de seguros: como a iot- sigla em inglês para internet das coisas – influenciará o setor? a questão em voga é que a internet das coisas já aponta grandes mudanças e uma delas, talvez a maior, é a transformação digital das seguradoras, das corretoras de seguros e dos prestadores de serviços, que deverão saber como atuar com um consumidor mais informado com o uso constante da internet. no brasil, há algumas tendências que já podem ser observadas, como o uso de nuvem pelas seguradoras para arquivar informações das ferramentas online utilizadas pelo cliente, aplicativos que medem como o segurado conduz seu carro, quais suas rotinas de saúde e bem-estar, distância percorrida pelo automóvel, sem contar com as ditas “seguradoras online” que já conseguem ter uma plataforma online que dispõe ao cliente a escolha de seus riscos e formas de pagamento, e assim, concluir a contratação de uma apólice – sem entrar aqui no mérito da legalização dessas plataformas digitais. um novo estudo realizado no brasil pela consultoria capgemini, em parceria com o massachusetts institute of technology (mit), com 27 seguradoras, analisa especificamente o setor de seguros, que está diante de mudanças significativas com o recente surgimento das insurtechs e de novas tecnologias como a blockchain, mostrando que é um setor às portas da disrupção. o mercado segurador tem sido tipicamente burocrático e conservador no uso de tecnologias de ponta. no entanto, a velocidade exponencial da revolução tecnológica e o crescente empoderamento dos consumidores, cada vez mais exigentes por experiência de interação e engajamento flexíveis e dinâmicos, têm exigido das seguradoras novas formas de oferecer produtos e serviços por meio de tecnologias digitais. segundo o estudo, embora 70% das seguradoras estejam investindo em transformação digital para trazer eficiência e consistência em seus canais digitais, 33% ainda não buscam personalizar a experiência de seus clientes finais. a pesquisa enfatiza a importância de tornar digital e multicanal o atendimento ao consumidor, uma prioridade para acompanhar as mudanças atuais e futuras. as mídias sociais estão sendo usadas para atendimento ao cliente (52%); para monitorar reputação da marca (48%); e para promover produtos e serviços (49%), mas ainda são poucas as empresas que as utilizam para concretizar vendas. apenas 15% das empresas entrevistadas utilizam esses meios para vendas diretas ao consumidor. entre os canais mais utilizados estão internet (86%), mídias sociais (77%) e serviços móveis (70%). apenas 44% utilizam dispositivos incorporados em produtos, para se preparar para a era da internet das coisas (iot). “possuir informações atualizadas e em tempo real pode fazer toda a diferença para uma seguradora oferecer o serviço adequado e na hora certa. um exemplo é o caso de um casal que acabou de ter um filho. esse seria, por exemplo, o momento ideal para ofertar um seguro de vida ou um plano de previdência. outra excelente oportunidade para as seguradoras está na integração com outras cadeias de valor, gerando novos ecossistemas, como é o caso do aplicativo para celulares que conecta motorista a passageiros para um serviço de transporte similar ao táxi, que oferece aos motoristas conveniados a possibilidade de contratar seguro para seus passageiros”, explica carlos mazon, coo da capgemini no brasil. de acordo com o levantamento da capgemini, a análise de dados (analytics) está sendo empregada no setor de seguros, principalmente para otimizar as atividades de marketing e formação de preços. em segundo lugar, para obter marketing personalizado e qualificação de prospecções de vendas. no entanto, quando a análise de dados é adotada, é possível colher melhorias em todas as áreas. considerando a posição positiva e negativa de uso dos dados para cada finalidade, 52% usam a análise dos dados para direcionar o marketing de forma mais eficaz, 48% usam para otimizar preço, 41% para qualificar as potenciais leads de vendas e 41% para personalizar comunicação de marketing. os canais móveis são um importante método de comunicação para as empresas, mas seu uso ainda é discreto no setor de seguros. eles estão sendo usados, principalmente, para promover produtos e prestar atendimento ao cliente. no entanto, somente um terço das empresas (33%) afirmou utilizar esses canais de forma significativa ou ampla. das 27 empresas analisadas e pesquisadas, 60% delas concordaram totalmente (com nota 6 ou 7) que seus altos executivos enxergam da mesma forma a necessidade de os negócios mudarem a partir do uso de tecnologias digitais. outros pontos de vista semelhantes foram observados em relação a como essa maneira de pensar é a mesma em todas as divisões do negócio e entre os gerentes de nível médio. isso é um dado importante, já que mais da metade das seguradoras (52%) acredita que as tecnologias digitais mudarão radicalmente a sua maneira tradicional de fazer negócios. no entanto, menos da metade entende que os executivos seniores e a média gerência compartilham da mesma visão e, ainda, que seja premissa comum a todas as estruturas organizacionais internas. e somente um terço das empresas concorda totalmente (33%) que dispõe de um roteiro digital detalhado para a transformação, sugerindo que os planos e as medidas ainda se encontram em estágio de desenvolvimento e refinamento. tendências da transformação digital para marcelo biasoli, head de estratégia corporativa, marketing e clientes da seguros sura, esse é o principal momento de transformação desde a revolução industrial e isso é tangibilizado por dois fatores, o primeiro é o acesso a informação e o segundo, a tecnologia. “e quando falamos de tecnologia, é importante levarmos em conta que há 6,4 bilhões de dispositivos conectados em 2016, que deve atingir 20 bilhões em 2020. em relação a investimentos de empresas em pessoas em hardware de iot foram us$ 230 bilhões em 2016, em 2020 pode atingir us$ 3 trilhões. isso significa que há uma mudança no mercado considerável e será uma das principais nos próximos anos”, comentou o executivo na abertura da trilha de seguros, do ciab febraban, em junho. carlos mazon, coo da capgemini no brasil, enfatiza que há 10 principais tendências de transformação que a internet traz para a sociedade, conforme estudo da companhia. “inteligência artificial, novos modelos de distribuição, novos canais de comunicação com o cliente, novos produtos da economia compartilhada, utilização massiva de mobile, análise de dados, internet das coisas, serviços de valor agregado, blockchain e simulação da realidade virtual”. uma delas que pode ser utilizada no mercado de seguros é a inteligência artificial, que tem como foco principal a automação do processo. “tem sido usada para análise no ‘backoffice’, para saber quais os processos que podem ser automatizados, como a checagem de danos que poderia ser feita por um drone, onde o software faz todo o reconhecimento e a extensão do sinistro com muito mais precisão em uma área de tragédia”, explica carlos mazon, também durante palestra no ciab. segundo ele, “essa é ainda uma área pouco utilizada, mas que aparece como uma das tendências globais”. a tecnologia também traz a utilização de novos canais de distribuição, o que é um ponto importante para o mercado de seguros. “com a utilização de mapeamento de geolocalização de onde está e onde frequenta o seu cliente, por exemplo, pode identificar novos canais de distribuição e ter oportunidade de vendas compostas com outras linhas de negócios”, completa mazon. outro exemplo citado por ele de como a nova utilização da internet e o conceito da iot pode transformar o mercado de seguros é a utilização de ferramentas digitais no seguro de vida. “um smartwatch (relógio digital), pode ser utilizado para capturar dados diários e atuais, que muitas vezes somente foram capturados no início no contrato”. e essa transformação digital é infinita e já há no mercado ferramentas que atuam no ramo de automóvel, por exemplo. “há um aplicativo para fazer a comunicação do sinistro, o acompanhamento do processo e outras funções. existe um hiato sobre o que está acontecendo com o automóvel, então esse aplicativo diz o que foi reparado, o que está em processo, trazendo assim informação para o segurado”, conta o diretor executivo da provider, eduardo nunes, que cria e formata soluções para implantar dentro da própria plataforma da companhia seguradora. porém, há outras soluções com o mesmo propósito, como a renovação em um clique. “a ideia é criar uma conexão entre o segurado, segurador e corretor que facilite o processo e mais rapidamente conclui o negócio”, completa wilson menezes, diretor da companhia. desafios das tendências com essas tendências que a internet das coisas traz surgem também alguns desafios. um exemplo foi contado por marcelo blay, ceo da minuto seguros, durante o ciab. “quando abrimos a minuto não foi tentar montar uma corretora online, porque eu já tinha experiência em seguro e por isso, plena convicção que o cliente não compraria 100% online. montamos com uma visão de que o cliente quer comprar do jeito que ele bem entender e temos que estar preparados para atendê-lo por chat, e-mail, whatsapp, telefone e até presencialmente”, contou ele. segundo ele, “80% dos consumidores online brasileiros compram seguro de automóvel e 20% de outros ramos. houve um pouco de sonho no início e as seguradoras imaginavam que conseguiríamos vender os demais produtos que os outros canais não vendiam, mas as pessoas compram aquilo que já compravam antes”. para ele, o grande segredo do negócio online é não vender online. “os processos acabam tendo interação humana, porque nosso produto tem uma termologia desconhecida. as pessoas têm dificuldade de preencher o questionário de avaliação de risco, por exemplo, por mais que coloquemos de maneira fácil, elas abandonam o processo”. para blay, essa intervenção humana se dá ainda para que o consumidor de seguros não compre um produto errado. “com essa facilidade de pesquisar preços, o cliente quer procurar o mais barato e acaba comprando errado, e isso prejudica a imagem de todo o mercado, principalmente quando há um sinistro”. um dos desafios levantados por ele, “é que as seguradoras têm uma série de processos burocráticos, antigos, travados que podemos aplicar a tecnologia para resolver esse negócio, tanto que eu tenho pessoas específicas que trabalham em tecnologia”. outro problema, segundo ele, “é que a susep continua exigindo assinatura de proposta, mas o cliente não quer assinar, dizendo que tem um e-mail com um ‘de acordo’, o que já demonstrou interesse de fechar negócio”. blay também comenta que outro desafio do mercado “é que cada seguradora chama o carro de um jeito, então, ficamos com medo de não colocar o nome correto e isso ser usado para não pagar o sinistro no futuro”. cultura do seguro: um entrave evidente a disseminação do seguro é cada vez mais importante para que o setor cresça e, principalmente, transforme-se digitalmente. “quando falamos de canais digitais, para vender seguros ou não, há um componente crítico que está vinculado com a cultura, o nível de educação das pessoas, a capacidade de absorver naturalmente o consumo de tecnologia para resolver as necessidades básicas”, comenta o vice-presidente de indústrias estratégicas da sap américa latina e caribe, tonatiuh barradas. cristiano barbieri, da sul américa, enfatiza que a cultura é um dos principais desafios do setor. “nós somos empresas sólidas e tradicionais, que têm alguma dificuldade de andar rápido, de entender que a transformação chegou e o que estamos vivendo no mundo digital é totalmente ligado à experimentação, por isso, empresas que não conseguem experimentar não conseguem fazer transformação digital, projetos pequenos e, assim, não transformarão sua capacidade de inovação nunca”. e completa: “iot, inteligência artificial, blockchain, todos esses são projetos que as empresas precisam aprender a identificar um nicho com experimentação vindo de um projeto pequeno, quando consegue fazer isso em escala, o problema cultura passa a ser bem tratado”. o futuro com as tendências para carlos eduardo mazon, coo da capgemini no brasil, a maioria dos segurados tem disposição em aceitar novas tecnologias do mercado. “55% têm tendência natural em aceitar novas tecnologias de primeira mão, o que no passado era uma resistência muito grande”, e completa: “outro fato importante, é que 41% dos brasileiros não têm medo de andar com carro sem motorista, por exemplo, 49% não têm medo de colocar os dados de sua residência à disposição da seguradora através de sensores e 43% não têm problema nenhum de disponibilizar os dados de seus dispositivos, se isso trouxer algum benefício financeiro”. tonatiuh barradas acredita que a indústria do seguro é a que mais sentirá o impacto dos sistemas a partir do uso da iot. “por causa da mudança e transformação da forma que as seguradoras efetuarão os cálculos, participarão dos sinistros e como responderão efetivamente para um incidente”. o mais relevante de toda essa transformação digital que a internet das coisas trará ao mercado de seguros é saber que há aceitação dessas tendências pelos clientes. “há hoje saúde, carro, casa conectados, tudo o que pode ser assegurado estará conectado”. o tema digital não é uma opção, mas uma realidade, “sucesso dos canais digitais no mercado segurador não depende da tecnologia, mas de cada um de nós”, enfatiza barradas. fonte: revista cobertura
06/12/2016

Cresce a procura por planos de previdência privada no Brasil

  captação líquida dos fundos de previdência teve saldo de mais de r$ 25,6 bilhões de reais, o que representa uma alta de 7,64% em relação a 2015. fonte: jornal o globo por flávia jannuzzi em meio à discussão sobre a reforma da previdência, cada vez mais brasileiros recorrem aos planos privados, de olho na aposentadoria. todo mês o desconto vem ali no contracheque: 5% do salário. de pouco em pouco, a economia da noemi vai crescendo. hoje ela está com 34 anos, mas, de olho no futuro, começou, há 10 meses, um plano de previdência privada. muita gente teve a mesma ideia que a noemi: fazer um esforço, poupar dinheiro durante a vida para ter uma renda melhor quando parar de trabalhar. hoje mais de 12 milhões de brasileiros têm planos de previdência privada. "hoje nós somos seis trabalhadores para cada inativo. daqui a 20 e poucos anos, 30 anos estourando, nós teremos dois trabalhadores para cada inativo. ou seja, dois trabalhadores terão que gerar renda para ele, para os seus filhos e para sustentar os idosos. é insustentável", explica o economista paulo tafner. essa pode ser uma das explicações para que, no primeiro semestre, os planos privados de previdência tenham acumulado r$ 52 bilhões, 13% a mais do que nos seis primeiros meses de 2015. os dados são da fenaprevi, federação que representa 70 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. entrou mais dinheiro em fundos de previdência privada do que saiu. a captação líquida, que é a diferença entre depósitos e resgates, foi positiva, com saldo de mais de r$ 25,6 bilhões de reais, o que representa uma alta de 7,64% comparando com o mesmo período de 2015, quando as transações ficaram em r$ 23,8 bilhões.
06/09/2016

Índice de Confiança do Setor de Seguros tem alta de 62,2% no ano

  resultado reforça o otimismo do empresariado em relação ao cenário econômico e ao ambiente de negócios do brasil o índice de confiança do setor de seguros (icss) – um dos principais termômetros do mercado – fechou os primeiros oito meses do ano com alta acumulada de 62,2%. em agosto, o índice marcou 108,8 pontos, o que não acontecia desde 2014. foi o sétimo mês de alta consecutiva, segundo levantamento da federação nacional dos corretores de seguros (fenacor). o resultado reforça o otimismo do empresariado em relação ao cenário econômico e ao ambiente de negócios do brasil. “o icss de agosto confirma a expectativa de recuperação da economia, apesar da crise prolongada. os próprios dados da susep relativos ao primeiro semestre do ano são bons. com arrecadação total de r$ 113,9 bilhões, o mercado de seguros caminha para a retomada do crescimento. outros indicadores seguem essa tendência, como o índice de confiança de serviços (ics), da fundação getúlio vargas (fgv), que teve sua sexta alta no ano”, destaca o presidente da fenacor, armando vergilio. os resultados do icss são calculados a partir de pesquisa realizada pela fenacor com 100 grandes empresas do setor, que indicam percentuais de 0 a 200 para a confiança na economia, rentabilidade e faturamento. também foram apurados outros três indicadores: icss (de confiança do setor de seguros no brasil), icer (índice de confiança e expectativas das resseguradoras) e icgc (índice de confiança das grandes corretoras). a pesquisa da fenacor também apura a expectativa das empresas em relação ao crescimento da economia pelos próximos seis meses. todos os três segmentos do mercado (seguradoras, corretoras e resseguradoras) registraram alta dos seus índices de confiança: 90%, 92% e 83%, respectivamente. quanto ao faturamento, 88% das corretoras; 80% das seguradoras e 92% das resseguradoras esperam um cenário mais favorável nos próximos seis meses. na análise da rentabilidade, o otimismo segue em alta: 80% das corretoras; 75% das seguradoras e 75% das resseguradoras confiam na manutenção ou melhora dos índices atuais. o setor de seguros é responsável por 6% do produto interno bruto (pib). é uma indústria que emprega mais de 40 mil pessoas, abriga cerca de 90 mil corretores e reúne 112 companhias seguradoras em todo o país. em 2015, movimentou r$ 350 bilhões em volume de prêmios (considerando resseguros e a saúde suplementar), crescendo 11,6%, o que mostra sua força na economia nacional. fonte: lupa comunicação
06/09/2016

Entenda o que são fundos de pensão

 trabalhador que investe pode ter renda complementar à aposentadoria. pf deflagrou operação que investiga irregularidades em 4 grandes fundos. fonte: g1, em são paulo nesta segunda-feira (5), foi deflagrada pela polícia federal uma operação que investiga irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais. os desvios são estimados em pelo menos r$ 8 bilhões. leia mais sobre a operação aqui. entenda como funcionam os fundos de pensão o que são? os fundos de pensão são uma opção de investimento para possibilitar uma aposentadoria complementar ao trabalhador. os valores dos benefícios são aplicados pela entidade que administra o fundo, com base em cálculos atuariais. são permitidas somente aos empregados de uma empresa e aos servidores da união, dos estados, do distrito federal e dos municípios e também aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial.? quando o dinheiro pode ser sacado? quando o trabalhador sai da empresa ou é demitido. quais são os tipos de planos oferecidos? há três opções: benefício definido, contribuição definida e contribuição variável. o plano de benefício definido consiste em calcular previamente os valores a serem recebidos na aposentadoria a partir de operações atuariais. as contribuições podem ser ajustadas para garantir o pagamento dos benefícios. já no segundo plano, o valor do benefício complementar é estabelecido apenas no momento da sua concessão, com base no saldo acumulado resultante das contribuições feitas ao plano e da rentabilidade das aplicações durante a fase em que foram feitas as contribuições. a contribuição variável tem características dos dois planos acima. o mais comum é aquele em que os benefícios programados, na fase de acumulação ou na fase da atividade, tenham características de contas individuais e na fase de inatividade tenham características de rendas vitalícias. podem também oferecer para os casos de benefícios de riscos (aqueles não previsíveis como morte, invalidez, doença ou reclusão) um benefício definido. qual é a rentabilidade? de acordo com balanço mais recente da associação brasileira das entidades fechadas de previdência complementar (abrapp), a rentabilidade média do setor estimada no primeiro trimestre foi de 5,24%, o melhor desempenho trimestral desde o quarto trimestre de 2010. qual é o maior fundo? o maior fundo de pensão patrocinado por empresas privadas do país, com 15 patrocinadoras, é o funcesp. sua rentabilidade foi de 10,7% de janeiro a abril, mais que o dobro da meta atuarial, de 5,2% para o período. quais apresentam déficit? funcef, petros, postalis gerem alguns dos 108 fundos que apresentaram déficit no ano passado, segundo a abrapp. quais são os riscos para quem investe nos fundos? o maior risco é o fundo não fazer o pagamento do benefício. quem fiscaliza as instituições? as instituições que trabalham com planos de previdência aberta são fiscalizadas pela superintendência de seguros privados (susep), do ministério da fazenda.
15/07/2016

ASPECIR comemora 79 anos

 a aspecir previdência comemora junto com seus colaboradores 79 anos no dia 17 de julho. para celebrar a data foi oferecido um café da manhã nesta sexta-feira, 15 de julho, no hotel continental. a confraternização é uma preparação para a festa de 80 anos prevista para julho de 2017. sempre contando com a colaboração e dedicação de um quadro de 70 profissionais qualificados, a aspecir previdência faz história sobre bases sólidas e independência econômica. oferece previdência privada tradicional, pecúlio por morte qualquer causa e assistência financeira. hoje tem sobre sua administração a carteira da luterprev, além de empresas como a união seguradora, futuro previdência e socicred. aspecir previdência a certeza de um futuro tranquilo.
13/07/2016

Indenizações pagas por seguros crescem 12%

 apesar da crise, as indenizações pagas aos usuários de seguros de pessoas, em todo o país, somaram r$ 725 milhões, em maio, ou seja, 12% acima dos r$ 647 milhões no mesmo mês do ano passado. este tipo de apólice inclui seguros de vida, de acidentes pessoais, de viagem e educacional, entre outras modalidades de proteção, e movimentou, no mês de maio, r$ 2,65 bilhões em prêmios (valor pago pelos segurados para a contratação de coberturas para seus riscos pessoais), com alta de 6,85%, na comparação com o mesmo período de 2015. de acordo com a federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi), algumas modalidades de proteção tiveram resultados mais expressivos, como o seguro educacional. a modalidade registrou alta de 148,1% em relação a maio de 2015, no volume de prêmios, e movimentou r$ 6,7 milhões. — o mercado vinha perdendo clientes, mas se estabilizou. em toda crise, o setor de seguros apresenta o chamado crescimento de medo ou de risco, que é quando as pessoas tentam se proteger mais para evitar imprevistos — justificou o presidente do sindicato dos corretores de seguro (sincor-rj), henrique brandão. as seguradoras também perceberam mudanças no comportamento do consumidor. — nós registramos nos últimos meses que 12,5% de nossos clientes pagaram após a data de vencimento. este percentual antes era de 8%. outros usuários também decidiram trocar de planos assistênciais, preferindo aqueles mais baratos — afirmou pedro bulcão, presidente da sinaf seguros. fonte: jornal extra
13/07/2016

Aplicações em previdência privada aberta cresceram 12,64% em maio

 novas contribuições acumularam r$ 9,8 bi no período. saldo positivo da captação líquida foi de r$ 5,4 bi os aportes a planos abertos de caráter previdenciário (que incluem os pgbls e os vgbls) somaram r$ 9,8 bilhões em maio, registrando crescimento de 12,64% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando os aportes foram de r$ 8,8 bilhões. a captação líquida (diferença entre depósitos e resgates) no mês foi positiva em r$ 5,4 bilhões, em comparação à captação líquida de r$ 5 bilhões de maio de 2015. os dados são da fenaprevi, que representa 70 seguradoras e entidades abertas de previdência complementar no país. os dados do balanço mostram também que o sistema registrou em maio 84.160 pessoas já usufruindo benefícios (aposentadorias, pecúlios, por morte e por invalidez, e pensões, por morte e por invalidez) pagos por planos abertos de caráter previdenciário. no mês, foram contabilizadas 12.431.124 pessoas com planos contratados. do total, 9.356.137 são pessoas com planos individuais (já computados os planos para menores) e 3.074.987 pessoas com planos empresariais. resultado por tipo de plano (individual, menor e empresarial) os planos individuais foram os que mais receberam recursos em maio. no total, foram investidos r$ 9 bilhões. do volume de contribuições aos planos individuais, r$ 163,5 milhões foram investimentos em planos para menores. os recursos destinados a planos empresariais, por sua vez, totalizaram r$ 767,9 milhões em contribuições em maio de 2016. na análise por modalidade de plano, o vgbl (indicado para quem não tem como se beneficiar da dedutibilidade fiscal prevista no formulário completo de i.r.p.f.), recebeu contribuições de r$ 9 bilhões em maio. o pgbl (modalidade de plano indicada para quem tem como se beneficiar da dedutibilidade prevista no formulário completo de i.r.p.f.) registrou r$ 669 milhões. os planos tradicionais de acumulação registraram r$ 65,6 milhões. resultado no acumulado de janeiro a maio no acumulado os aportes aos planos somaram r$ 40,3 bilhões, 10,7% superior na comparação com os r$ 36,4 bilhões somados de janeiro a maio de 2015. a captação líquida no período foi positiva em r$ 18,3 bilhões (+1,67%), em comparação à captação líquida de r$ 18 bilhões registrada no mesmo período do ano anterior. os planos individuais foram os que mais receberam recursos no período. no total, foram investidos r$ 36,9 bilhões. do volume de contribuições aos planos individuais, r$ 792,6 milhões foram investimentos em planos para menores. já os recursos destinados a planos empresariais somaram r$ 3,4 bilhões em contribuições. na análise por modalidade de plano, o vgbl o recebeu contribuições de r$ 36,8 bilhões. já o pgbl registrou r$ 3,1 bilhões. os planos tradicionais de acumulação, por sua vez, registraram r$ 333,1 milhões de janeiro a maio de 2016. fonte: cnseg

União Seguradora fecha o ano com novos negócios


14/12/2018
A União Seguradora recebeu a Uperformance Assessoria & Consultoria em Seguros em sua sede em Porto Alegre. O diretor comercial João Lock, Antônio Coutinho, técnica, e Marco Rocha, comercial, receberam Domingos Costa, Ailton Lopes e Estela De Moura Rey para iniciar uma parceria com prospecção de novos negócios. Segundo os participantes, a reunião foi produtiva em ideias que, com certeza, confirmam o sucesso dessa parceria para 2019. O diretor João Lock e sua equipe agradecem a visita da Uperformance e encerram o ano com excelentes perspectivas.

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