13/07/2016

Aprovada MP que libera uso do 'FGTS' na garantia de empréstimo consignado

  medida provisória também regulamenta pagamento de indenizações para acidentes com embarcações fonte: agência câmara o plenário da câmara dos deputados aprovou nesta terça-feira (12) a medida provisória 719/16, que permite aos trabalhadores da iniciativa privada oferecerem aos bancos, como garantia do empréstimo consignado em folha, parte dos recursos de sua conta vinculada do fundo de garantia do tempo de serviço (fgts) e da multa rescisória. a matéria, que perde a vigência em julho, será enviada para o senado. pelo texto, a garantia poderá ser sobre até 10% do saldo individual da conta e sobre até 100% da multa paga pelo empregador em caso de demissão sem justa causa, despedida por culpa recíproca ou força maior. de qualquer maneira, esse tipo de garantia somente poderá ser acionada pelo banco se ocorrer um desses casos de demissão. para isso, a mp cria uma exceção à regra que proíbe o penhor da conta vinculada do fgts, prevista na lei do fundo. segundo o governo, as taxas de juros médias do crédito consignado têm se situado entre 25% e 30% ao ano no setor público e para os aposentados. entretanto, devido à alta rotatividade (43,4%) do setor privado, as taxas são em torno de 41%. com o novo tipo de garantia, o objetivo é melhorar essas taxas. um acordo entre a maior parte dos partidos permitiu a aprovação do texto original enviado pelo governo da presidente afastada dilma rousseff em detrimento do projeto de lei de conversão aprovado na comissão mista. regulamentação para a norma da mp surtir efeito, o conselho curador do fgts precisa definir o número máximo de parcelas e a taxa mínima mensal de juros a ser cobrada pelas instituições nas operações de crédito consignado. já a caixa econômica federal, operadora do fgts, precisa definir os procedimentos operacionais necessários ao cumprimento da nova regra. seguro de embarcações outro ponto tratado pela mp é a reformulação do pagamento de indenizações para acidentes com embarcações que não pagaram o seguro obrigatório ou que não foram identificadas no sinistro. antigamente, indenizações nesses casos eram pagas com recursos do fundo de indenizações especiais (fie-dpem), mas, a partir dos anos 2000, a lei 9.932/99 transferiu atribuições do instituto de resseguros (irb-brasil) para a superintendência de seguros privados (susep). a susep então determinou às seguradoras que ofereciam seguro para embarcações a assinatura de um convênio entre elas para que respondessem solidariamente por essas indenizações, mas isso nunca foi feito. a partir de então, as pessoas têm recorrido à justiça com ganho de causa para receber indenizações nos acidentes com embarcações sem seguro ou não identificadas. no início do ano, apenas a bradesco seguros oferecia seguro a embarcações. novo fundo com a mp 719/16, a indenização por morte ou por invalidez permanente ou as despesas de assistência médica e suplementares serão pagas por um fundo privado a ser constituído, administrado, gerido e representado pela agência brasileira gestora de fundos garantidores e garantias s.a. (abgf), empresa estatal que garante outros seguros, como os de exportações. o novo fundo da abgf pagará indenizações nos casos de sinistros causados exclusivamente por embarcações não identificadas ou que estejam inadimplentes quanto ao pagamento do seguro obrigatório para embarcações (dpem). esse fundo será formado por uma parte dos prêmios arrecadados com o dpem, pelo resultado das aplicações financeiras dos seus recursos e por outras fontes definidas pelo conselho nacional de seguros privados (cnsp). seu patrimônio será separado da abgf e não contará com qualquer tipo de garantia ou aval por parte do poder público. minuta de resolução no início de abril, o cnsp colocou em consulta pública uma minuta de resolução para disciplinar as novas regras. segundo essa minuta, os avisos de sinistros decorrentes de embarcações não identificadas ou inadimplentes serão endereçados, regulados e pagos pelas seguradoras que operem o seguro dpem. o ressarcimento, neste caso, será limitado ao valor da indenização acrescido de 1% a título de despesas com sinistros administrativos. e a abgf poderá recolher adicionalmente 0,5% dos valores ressarcidos a título de despesas com a operação de análise e ressarcimento às seguradoras. a minuta prevê ainda que a remuneração devida à administradora do fundo será de 2% ao ano de seu patrimônio. além disso, o texto estipula que, comprovado o pagamento da indenização, a seguradora poderá, mediante ação própria, de rito sumaríssimo, requerer o ressarcimento do responsável quando a embarcação for inadimplente. também se for constatada irregularidade na utilização da embarcação adimplente, a seguradora que pagar a indenização poderá requerer o ressarcimento do segurado. a minuta ainda não virou resolução. regularização já antecipando falta de oferta de seguros para embarcações, o governo incluiu na mp dispositivo que permite o registro, a emissão de termo de vistoria ou de certificado de regularização para embarcações mesmo sem seguro caso a susep informe às autoridades competentes sobre a inexistência, no mercado, de seguradora que ofereça o dpem. imóveis em pagamento a possibilidade de dar imóveis como pagamento de dívidas perante a união também é regulada pela medida provisória 719/16, que altera artigo da recente lei 13.259/16, de março deste ano. o código tributário nacional (ctn) prevê a dação em pagamento de imóveis, a critério do credor. a lei modificada previa uma avaliação judicial do bem. já a mp reforça que os imóveis devem estar livres e desembaraçados de ônus e que o contribuinte terá de desistir de ações nas quais discuta o débito, devendo ainda arcar com as custas judiciais e os honorários advocatícios. as micro e pequenas empresas participantes do simples nacional não terão direito ao pagamento com imóveis, pois seu regime implica a aglutinação de impostos federais, estaduais e municipais em um único valor e seria mais difícil para a união se desfazer rapidamente do imóvel para repassar valores aos outros entes federados.
11/07/2016

COMO FUNCIONA O MICROCRÉDITO

 1. a quem se destina? a modalidade de empréstimo é voltada para o microempreendedor ou empresa com faturamento de até r$ 120 mil por ano. o crédito geralmente é concedido para capital de giro e investimentos. 2. quem fornece? bancos públicos têm atuação mais forte no segmento. por resolução do conselho monetário nacional (cmn), as instituições podem destinar até 2% dos recursos que ficariam retidos no banco central (compulsório) para operações de microcrédito. 3.quais as taxas? cerca de 4% ao mês.  4. quais os prazos? as principais instituições que oferecem o serviço trabalham com prazos entre 4 e 24 meses. 5. existem limites máximos ou mínimos? no brasil, a média é de r$ 1,2 mil por operação, segundo a associação brasileira de entidades operadoras de microcrédito e microfinanças (abcred). porém, as quantias concedidas podem variar entre r$ 100 e r$ 15 mil. 6.  o que difere essa modalidade das demais? os bancos geralmente atuam com agentes que criam grupos solidários (de 3 a 20 pessoas) com o objetivo de oferecer orientação financeira e avaliar o perfil de risco desses clientes. fonte: estadão
08/07/2016

Mercado de seguros de pessoas movimenta R$ 2,65 bilhões em maio

  as indenizações pagas aos segurados no mês somaram r$ 725 milhões, 12% acima dos r$ 647 milhões pagos em maio de 2015 os seguros de pessoas, que incluem seguros de vida, de acidentes pessoais, viagem, educacional, entre outras modalidades de proteção, registraram no mês de maio r$ 2,65 bilhões em prêmios (valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais), com alta de 6,85% frente aos r$ 2,48 bilhões verificados no mesmo mês do ano anterior. os dados do balanço da fenaprevi mostram também que, no mês de maio, as seguradoras pagaram r$ 725 milhões em indenizações aos segurados. no mesmo mês do ano de 2015 foram pagos r$ 647 milhões. na análise de desempenho por modalidade de produto, o seguro de vida, que representa o maior volume do segmento, registrou prêmios de r$ 1 bilhão, correspondendo a aumento de 0,74% em relação aos r$ 992,7 milhões computados em maio do ano passado. já o seguro prestamista, segunda maior carteira do segmento, gerou prêmios de r$ 705,6 milhões, registrando recuo de 5,66% em relação ao mesmo mês do ano anterior, reflexo da retração do crédito e da menor propensão ao consumo. o prestamista é uma proteção financeira que cobre o pagamento de prestações do titular da apólice em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego. o seguro de acidentes pessoais, por sua vez, que oferece coberturas em caso de morte e invalidez permanente (total ou parcial) e outros riscos causados por acidentes involuntários, provocando lesões físicas ou até mesmo falecimento, obteve alta de 3,81% em maio de 2016 em relação ao mesmo mês de 2015, registrando, em maio de 2016, r$ 443,8 milhões.   de acordo com o balanço da fenaprevi, algumas modalidades de proteção tiveram resultados mais expressivos. por exemplo, o seguro educacional. a modalidade de proteção registrou alta de 148,1% em relação a maio de 2015, no volume de prêmios, registrando r$ 6,7 milhões em maio de 2016. no mesmo mês do ano anterior haviam sido computados r$ 2,7 milhões. o seguro funeral também se destacou. foram registrados r$ 42,6 milhões em prêmios em maio de 2016, alta de 35,67% em relação aos r$ 31,4 milhões contratados em maio de 2015. distribuição geográfica de acordo com o balanço da fenaprevi, dos r$ 2,7 bilhões em prêmios pagos pelos segurados, são paulo é o estado mais representativo para os negócios de seguros de pessoas, concentrando 45,9% do volume de prêmios. o rio de janeiro, por sua vez, respondeu por 9,8% do total dos prêmios, seguido por minas gerais (7,6%), rio grande do sul (7,5%), paraná (5,9%) e distrito federal (5,5%). os demais estados têm representatividade menor, inferior a 3,2%. resultado no acumulado – janeiro a maio no acumulado, o valor pago pelos segurados para contratação de coberturas para seus riscos pessoais foi de r$ 12,3 bilhões, alta de 3,4%, em relação aos r$ 11,9 bilhões registrados nos primeiros cinco meses de 2015. fonte:  planeta seguro
25/05/2016

Seguro de pessoas cresce 2,44% no 1º tri e totaliza R$ 7,13 bi, diz FenaPrevi

  entidade aponta modalidades para viagem, educacional e auxílio funeral como sustentação para o resultado em período de crise fonte: estadão conteúdo são paulo - a arrecadação de seguros de pessoas totalizou r$ 7,13 bilhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 2,44% maior que a vista 12 meses antes, de r$ 6,96 bilhões, segundo dados da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi) obtidos pelo broadcast, serviço de notícias em tempo real da agência estado. o desempenho, segundo o presidente da entidade, edson franco, foi positivo diante da retração econômica. "mesmo com o cenário adverso, algumas modalidades como seguro viagem, educacional e auxílio funeral tiveram resultados expressivos com expansão de dois dígitos", destaca ele, em nota ao broadcast. o seguro de vida, que representa o maior volume do segmento, somou r$ 3 bilhões em prêmios de janeiro a março, alta de 4,7% em relação ao primeiro trimestre de 2015. na contramão, o prestamista, que garante o pagamento de prestações do titular da apólice em caso de morte, invalidez ou perda involuntária do emprego, encolheu 12,87%, para r$ 1,6 bilhão, na mesma base de comparação, refletindo o baixo apetite para crédito. já o seguro de acidentes pessoais, conforme a fenaprevi, teve expansão de 2,5% no primeiro trimestre de 2016 ante um ano antes e acumulou r$ 1,2 bilhão em prêmios. a modalidade que apresentou maior avanço foi o seguro viagem, com expansão de 110,9% e prêmios de r$ 78,9 milhões. o seguro educacional, impulsionado pelo receio das famílias quanto à capacidade de fazer frente aos custos de educação dos filhos, cresceu 76,8%, totalizando r$ 7,7 milhões. de acordo com a fenaprevi, o auxílio funeral somou r$ 112,1 milhões em prêmios nos três primeiros meses de 2016, incremento de 19,8% em um ano. "auxílio funeral é um dos seguros mais difundidos e com maior penetração entre os consumidores, porque está muito ligado ao conforto dos familiares nestas situações", explica o presidente da fenaprevi. no primeiro trimestre, as seguradoras pagaram r$ 2 bilhões em indenizações aos segurados, montante 14% superior em relação a idêntico intervalo do ano passado. na análise por regiões, são paulo é o estado mais representativo para os negócios de seguros de pessoas, concentrando 46,5% do volume de prêmios do período. rio de janeiro vem em seguida, com 9,4%, conforme a fenaprevi. em terceiro, ficou o rio grande do sul (7,8%), seguido por minas gerais (7,3%), distrito federal (6,1%) e paraná (5,9%). os demais estados têm representatividade menor, inferior a 3%.
25/05/2016

Captação da previdência privada atinge R$ 21,5 bi no 1º tri, diz FenaPrevi

 fonte: paraíba total no período, foram contabilizados 12.319.665 pessoas com planos contratados os planos abertos de previdência receberam aportes de r$ 21,5 bilhões no primeiro trimestre, valor 5,7% superior ao verificado no mesmo período de 2015. a captação líquida, no entanto, já descontando o total de resgates, de cerca de r$ 13,4 bilhões, foi positiva em apenas r$ 8,1 bilhões, segundo dados da federação nacional de previdência privada e vida (fenaprevi). no período, foram contabilizados um total de 12.319.665 pessoas com planos contratados, sendo que deste total 9.273.919 são pessoas com planos individuais (já computados os planos para menores) e 3.045.746 pessoas com planos empresariais. mensal em março, os aportes foram de r$ 8,8 bilhões, o que significa retração de 3,3% em relação aos valores do igual mês de 2015, quando foram contabilizados r$ 9,1 bilhões. a captação líquida no período foi positiva em r$ 4 bilhões.
25/05/2016

Judicialização excessiva prejudica todo o mercado

 infelizmente, vivemos uma crise de judicialização. os assuntos estão sendo levados aos tribunais antes mesmo de se buscar uma solução dentro do mercado de seguros e isso prejudica as instituições. o alerta foi feito pela presidente da seção brasileira da associação internacional de direito de seguro (aida), ana rita petraroli, em entrevista exclusiva ao cqcs. para ela, esse problema pode ser minimizado com a disseminação da informação entre os consumidores: “é importantíssimo que o consumidor se sinta um agente de deveres, entenda o seu papel na relação, compreenda melhor suas obrigações, sem deixar de lado os seus direitos, frisou”. diante desse cenário, ana rita petraroli e sua diretoria estabeleceram três prioridades para o seu plano de gestão. a primeira delas é cimentar uma ponte com todas as entidades e pessoas que trabalham no mercado. a presidente da aida lembrou que o relacionamento com todas as entidades do setor é primordial para a associação, principalmente porque o mercado de seguros é amplo e há a necessidade de as entidades trabalharem juntas com o foco direcionado para o engrandecimento do produto seguro. cada entidade defende o seu interesse, mas todas devem buscar o crescimento do mercado, argumentou. outra prioridade é “falar para fora do mercado”, levando o conhecimento e a necessidade do seguro para as pessoas, sejam aquelas que já consomem o produto ou para quem jamais contratou uma apólice. “é preciso levar para o consumidor a consciência de que o seguro é um contrato colaborativo”, assinalou. por fim, há a intenção de se fazer um trabalho constante de esclarecimento do judiciário sobre a tecnicidade do seguro. “é um produto único, de nomenclatura especial”, destacou. a aida, que está presente em mais de 70 países, se dedica exclusivamente ao estudo do direito do seguro. no brasil, a entidade formou 14 grupos de trabalho para tratar de diferentes assuntos, como os seguros de veículos e garantias e o compliance. “a intenção é compartilhar conhecimento, estudar as necessidades do setor e do judiciário e ser ponte desses dois mundos, para que possamos nos entender visando ao crescimento do mercado de seguros e à segurança do consumidor”, acrescentou ana rita petraroli. fonte:  c q c s
25/05/2016

Nova diretoria da Susep vai fiscalizar corretores e autorreguladora

 a nova estrutura da susep, formalizada pela resolução 338/16 do cnsp, tem como um dos principais destaques a diretoria de supervisão de conduta – dicon, a qual ficará responsável pela fiscalização de corretores de seguros e autorreguladoras (ibracor). a dicon será comandada por helena mulim venceslau, que vinha ocupando o posto de diretora de fiscalização da autarquia. essa nova estrutura irá administrar os processos de produtos comercializados, nos termos da legislação e regulamentação vigentes; monitorar e fiscalizar os produtos e as operações de seguros, resseguros, previdência aberta complementar e capitalização; e avaliar as práticas de mercado, incluída a prevenção à lavagem de dinheiro. com muito mais força que a estrutura anterior, a diretoria de conduta poderá suspender, temporariamente ou definitivamente, produtos comercializados pelos mercados supervisionados; e submeter ao conselho diretor decretação de regime especial de direção fiscal, intervenção ou liquidação extrajudicial nas sociedades supervisionadas motivadas por questões relacionadas à conduta. no que se refere à fiscalização de conduta, inclusive dos corretores de seguros e autorreguladoras, a dicon deverá verificar o cumprimento das normas e regulamentos aplicáveis à conduta; e a adequação das relações de consumo à luz do direito dos consumidores e às boas práticas de mercado. fonte:  c q c s
18/05/2016

Projeto de lei para alterar a relação entre clientes, seguradoras e corretores

 a responsabilidade de corretores de seguros e seguradoras frente a questões jurídicas junto ao consumidor pode ser alterada. defendido pela fenacor, o projeto de lei 5127/2016, que tramita no congresso nacional, e propõe que caberá as seguradoras a responsabilidade objetiva em questões envolvendo pagamentos de sinistros, indenizações e ressarcimento de valores ao segurado em ações judiciais. autor do projeto, o deputado federal lucas vergilio (sd/go), explica que muitos consumidores de seguros sentem dificuldades de compreender qual a diferença entre o corretor e a seguradora, se são a mesma entidade, ou qual a afinidade entre ambos: - alguns acham que o corretor personifica a própria seguradora, o que, de fato e de direito, não é acertado. o corretor tem responsabilidades, mas é preciso separar. pelo pl, ele responderá, civilmente, de forma isolada, perante os segurados, estipulantes e seguradoras, pelos prejuízos materiais que lhes vierem a causar, quando agir com culpa ou dolo, no exercício de sua atividade ou profissão, observou. responsailidade das seguradoras o consumidor continuará protegido contra ações de má prestação de serviços, danos materiais e etc. mas o projeto deixa bem clara a responsabilidade objetiva das seguradoras. vale destacar que a intermediação nos contratos de seguro é área que ainda precisa ser bem regulamentada no direito brasileiro. há legislação específica mas o código civil de 2002 não tratou do tema de forma adequada. por isso, a confusão nos casos de demanda judicial. num cenário de muitas leis, as atribuições do corretor de seguros ainda são reguladas por uma lei de 50 anos atrás (lei 4.594, de 29 de dezembro de 1964). enquanto compete à susep regular e fiscalizar as atividades de seguro no brasil. mudanças no artigo 78 da lei 4594 o autor do projeto propôs a inclusão de dois parágrafos no artigo 78 da lei 4.594. o primeiro estipula que deverão ser considerados para seus devidos efeitos os atos praticados pelo corretor de seguros, que sejam anteriores à data da efetivação, da renovação, e da vigência do contrato. o segundo indica que não cabe a incidência de solidariedade passiva entre o corretor de seguros e a seguradora, ou entre o corretor de seguros e o segurado ou o estipulante, nas postulações deduzidas em juízo, que tenham como objeto o pagamento de sinistros, indenizações e ressarcimentos de valores relacionados ao correspondente contrato de seguro. segundo o pl, cabe ao corretor promover a aproximação das partes, com vistas ao resultado útil do negócio. não há débito de valores perante o segurado, antes ou depois da data do contrato de seguros, que possa influir ou configurar a hipótese de solidariedade passiva do corretor de seguros com a seguradora. patrimônio em risco a grande maioria dos corretores de seguros é formada por pessoas naturais e empresas de micro e pequenos portes, sem condições de arcar com os custos financeiros e demais despesas de estar em juízo. há também o risco da possibilidade de perda de seu patrimônio, quando condenados, por falta de uma adequada e melhor assistência jurídica. assim, como alternativa para encontrar uma solução justa para todos, é defendido que o pagamento de sinistros, indenizações e ressarcimento de valores ao segurado sejam realizados unicamente pela seguradora, responsável pela parte operacional e atividade-fim do contrato. serão mantidos os dispositivos do decreto-lei nº 73, pelos quais o corretor é obrigado a executar a mediação entre as partes envolvidas e a prestar ao cliente todos os esclarecimentos sobre o andamento do negócio. em conduta equivocada, poderá responder por perdas e danos. “é evidente que o corretor de seguros poderá ser acionado em ação regressiva. mas será por uma situação adequadamente comprovada em ação anterior proposta pelo segurado em face da seguradora, ou vice-versa”, conclui o deputado. fonte:  sincor rs
18/05/2016

Previdência complementar requer atenção aos tributos

 a instabilidade política e econômica que assola o brasil pode ser amortecida no ambiente financeiro de quem se preveniu. investir em previdência complementar, também chamada de previdência privada, pode ser uma boa opção a quem teme a diminuição da renda ao ingressar com o pedido de aposentadoria por meio da previdência social ou deseja economizar com boa rentabilidade. o que muitos contribuintes não sabem é que, além de escolher entre o plano gerador de benefício livre (pgbl) ou o vida gerador de benefício livre (vgbl), é necessário eleger, também, o regime de tributação incidente. a decisão pela melhor alternativa, necessária no momento da contratação do plano, pode trazer grandes benefícios na hora de receber a renda. os dois modelos de tributação são aplicáveis tanto ao pgbl quanto ao vgbl. por isso, especialistas indicam que, antes de escolher o regime de tributação, é preciso refletir qual será vantajoso no momento de realizar a dedução do valor depositado quando do preenchimento da declaração de imposto de renda pessoa física (dirpf). o contador adauto miguel fröhlich explica que o plano pgbl é indicado para clientes que fazem a declaração de imposto de renda (ir) completa - assalariados ou autônomos com imposto a pagar -, pois o cliente conta com o benefício de dedução de até 12%. nesse caso, a incidência do ir ocorrerá sobre o valor total resgatado ou de renda, conforme o tipo de tributação escolhida para seu plano. os contribuintes isentos da declaração podem optar pelo vgbl, no qual a tributação recai apenas sobre o ganho. neste caso, o cliente não pode usufruir do mesmo incentivo fiscal do pgbl na dirpf. no entanto, a incidência do ir sobre as aplicações se dá sobre os rendimentos também no momento do resgate, conforme o tipo de tributação escolhida. no regime progressivo, o cálculo do ir segue a mesma regra da alíquota anual, que varia entre 0% e 27,5%, dependendo do valor resgatado ou da renda. já no regime regressivo, a alíquota de ir é definida conforme o tempo de permanência de cada contribuição, uma vez que visa a estimular aplicações de longo prazo e leva em conta o prazo de permanência de cada aporte. aquelas que permanecem aplicadas por mais tempo, por exemplo, são tributadas com percentuais menores, chegando a 10% para prazos superiores a 10 anos. no regime regressivo, o ir é cobrado exclusivamente na fonte e não sofre compensação ou restituição na declaração de ajuste anual do ir.  avaliação minuciosa e individual pode garantir aquisição mais adequada mesmo após analisar os prós e contras de cada plano e regime tributário, é recomendável procurar especialistas que analisem minuciosamente caso a caso. "não tem como vender uma fórmula pronta", destaca o contador adauto miguel fröhlich. é claro que com as mudanças constantes em torno de tributos, de imposto de renda, fica difícil prever tudo que poderá ocorrer no longo prazo, admite fröhlich. porém, alguns pontos podem ser analisados, a fim de evitar prejuízos no momento em que a pessoa precisa de mais tranquilidade, concorda. "geralmente, oriento aqueles clientes que querem fazer a aplicação a me passarem os valores para, juntos, vermos pontos como o limite de dedução sobre o rendimento para que o investimento não ultrapasse esse valor", exemplifica. é preciso estar atento à escolha do regime de tributação, pois não é possível mudá-lo com o passar do tempo. além de auxiliar nesse ponto, o contador pode agir como um consultor financeiro, determinando, inclusive, a possibilidade de, no final do ano, realizar um aporte maior ao plano de previdência, tendo em vista o imposto a pagar no ano seguinte e o valor dedutível. a indicação de frölich é que seja feito o acompanhamento junto aos clientes interessados, tendo em vista que esse grupo não para de crescer. de olho nos planos felipe bottini, da icatu seguros, indica que o contratante deve estar atento aos seguintes pontos na hora de investir fundo de investimento estratégia de investimento: é importante que o participante escolha o fundo mais adequado ao seu perfil de risco. nesse ponto, é fundamental que o investidor entenda o risco que está correndo e não defina a escolha com base em resultados passados. taxa de administração: em geral, para estratégias conservadoras ou pouco sofisticadas, quanto menor a taxa, melhor para o cliente. esse raciocínio só não é válido para estratégias com gestão ativa, onde gestores diferenciados cobram taxas elevadas e buscam retornos superiores. fundo de previdência: taxa de carregamento: pode ser cobrada no momento da aplicação dos recursos (carregamento de entrada) ou no resgate e na portabilidade (carregamento de saída). recursos aplicados no plano através de portabilidade são isentos de carregamento. para o participante, portanto, quanto menor o carregamento, melhor. tábua biométrica e juros: estas são características importantes para o participante que deseja receber renda com os recursos acumulados no plano. a tábua biométrica reflete a expectativa de sobrevivência do participante, o que influencia diretamente no valor da renda que será contratada. em suma, tábuas biométricas mais antigas, que possuem uma expectativa de sobrevivência menor são melhores para o participante, pois geram valores de renda maiores. já os juros, quanto maior, melhor, pois é a rentabilidade mínima garantida na fase de recebimento de renda. popularização dos investimentos tem crescido no país cada vez mais, a previdência complementar têm despertado o interesse dos brasileiros. a brasilprev, uma das maiores empresas de previdência privada do brasil e especialista neste setor, realizou um levantamento para verificar o perfil desses clientes em todo o país. os dados são do mês de dezembro de 2015, sempre comparados aos do mesmo período do ano anterior, e foram levantados a partir da base de 1,8 milhão de planos das modalidades plano gerador de benefício livre (pgbl) e vida gerador de benefício livre (vgbl) da companhia - o chamado "mercado vivo". o estudo mostrou que houve aumento de 7% no número de contratação de planos no período de um ano. no geral, o valor das contribuições mensais também sofreu um acréscimo anual de cerca de 11% desde setembro de 2010, quando o aporte médio era da ordem de r$ 223,00. apenas no último ano (período compreendido entre dezembro de 2014 e dezembro de 2015), a variação foi de 17%: eram r$ 317,00 no ano passado e, agora, a média nacional saltou para r$ 373,00. entre os investidores da região sul do país, a pesquisa apurou aumento de 12%, passando de r$ 355,00 no ano passado face aos r$ 316,00 de 2014. o estudo apontou ainda que a maioria dos clientes, o equivalente a 63%, escolheu a tabela regressiva do imposto de renda, o que indica a intenção em permanecer por um tempo maior com o produto. a explicação está no fato de que, nesta modalidade, o imposto incidente no momento do resgate diminui conforme o tempo de aplicação de cada aporte, iniciando com uma alíquota de 35% e decrescendo a um patamar mínimo de 10%, após 10 anos. "a base de planos e de clientes da companhia cresce constantemente, o que demonstra o interesse da população em utilizar os planos de previdência para acumular recursos de longo prazo e incentivar a disciplina", comenta a gerente de inteligência e gestão de clientes da brasilprev, soraia fidalgo. ao mesmo tempo, segundo a especialista, a evolução do valor investido mensalmente pelos participantes atesta que estão preocupados em garantir a independência financeira e viabilizar projetos de vida. o superintendente de produtos de previdência da icatu seguros, felipe bottini, aponta a criação do vgbl, em 2002, como o principal fator de popularização da previdência complementar no brasil. para bottini, o plano permitiu que todos os brasileiros, independentemente de renda, tivessem acesso a um produto de previdência complementar. conforme dados da empresa, nos últimos 10 anos, o crescimento anualizado da indústria de previdência complementar aberta chegou a 25%. "o ano de 2015 é bastante emblemático para ilustrar a resiliência e potencial da previdência complementar aberta no brasil, pois, apesar da grave crise econômica que levou a uma queda do pib brasileiro em 3,85%, as reservas cresceram 22%", aponta. a previdência complementar ainda é um dos investimentos preferidos dos brasileiros pela clareza e por contar com a incidência de apenas um tributo: o imposto de renda, cobrado no resgate ou no recebimento de renda. "outro grande diferencial dos planos de previdência em relação à maioria dos fundos de investimento é a inexistência do imposto semestral come-cotas", lembra bottini.

União Seguradora fecha o ano com novos negócios


14/12/2018
A União Seguradora recebeu a Uperformance Assessoria & Consultoria em Seguros em sua sede em Porto Alegre. O diretor comercial João Lock, Antônio Coutinho, técnica, e Marco Rocha, comercial, receberam Domingos Costa, Ailton Lopes e Estela De Moura Rey para iniciar uma parceria com prospecção de novos negócios. Segundo os participantes, a reunião foi produtiva em ideias que, com certeza, confirmam o sucesso dessa parceria para 2019. O diretor João Lock e sua equipe agradecem a visita da Uperformance e encerram o ano com excelentes perspectivas.

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