04/02/2019

Porto Seguro lucra 34% mais e atinge R$ 1,3 bilhão em 2018

 são paulo - a porto seguro informou na manhã desta segunda-feira que teve lucro recorrente de r$ 387,0 milhões no quarto trimestre, com crescimento de 43,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. em 2018, o lucro foi de r$ 1,318 bilhão, com crescimento de 34,2%. os prêmios emitidos somaram r$ 4 bilhões no quarto trimestre, com expansão anual de 2%. os destaques foram as linhas saúde+odonto, com expansão de 11,8%, e pessoas, com alta de 2,1%. previdência teve queda de 8,2%. o seguro auto, que é o carro-chefe da companhia, teve alta de 1%. a desaceleração no crescimento dos prêmios consolidados, segundo a empresa, foi consequência de readequações de preços motivadas pela queda nas frequências de sinistros ao longo do ano. a sinistralidade, por sua vez, permaneceu relativamente estável, de acordo com a porto seguro.   já o resultado financeiro aumentou 93,3% no período, para r$ 297,5 milhões. a rentabilidade trimestral da carteira (ex previdência) foi de 2,6% (166% do cdi).   o índice combinado de seguros registrou uma melhora de 1,4 p.p. no trimestre, para 93,0%. "os esforços para capturar sinergias e benefícios dos investimentos realizados, por meio da intensificação no uso da tecnologia e de ajustes de processos, resultaram em ganhos de produtividade", diz a porto seguro.   a sinistralidade geral aumentou 0,6 p.p. em relação ao quarto trimestre de 2017, para 52,1%.   o retorno (roae) alcançou 22,5% no trimestre e 19,1% no ano.   unidade de negócios e serviços financeiros   o lucro da unidade de negócios financeiros e serviços cresceu 175,9% no quarto trimestre, na variação anual, para r$ 76,7 milhões. no ano fechado de 2018, a expansão foi de 17,5%, para r$ 158,5 milhões.   “a receita dos negócios financeiros e serviços (crescimento de 4,5% no quarto trimestre) foi impulsionada pelo crescimento das operações de cartão de crédito e financiamento, enquanto que a receita dos demais serviços foi impactada principalmente pela venda da operação dos centros médicos da portomed no segundo trimestre", diz a porto seguro.   o setor de cartões e financiamentos respondeu por 55,2% das receitas da unidade em 2018. na sequência aparecem outros (em maior parte as receitas das operações de atendimento, monitoramento, gestão de ativos), com 20,5%. depois vêm consórcio (12,2%), serviços médicos (6,8%) e telefonia móvel (5,3%).   a participação do lucro da unidade de serviços financeiros no resultado geral da seguradora ficou em 20% no quarto trimestre. fonte: valor - este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://www.valor.com.br/financas/6102775/porto-seguro-lucra-34-mais-e-atinge-r-13-bilhao-em-2018 ou as ferramentas oferecidas na página.
04/02/2019

Investidores embolsam ganhos e Ibovespa opera em baixa

 são paulo - o ibovespa começa a semana cedendo a uma pequena realização de lucros depois de ter tocado, na sexta-feira, um novo recorde de fechamento. com o feriado na china pelo ano novo lunar, o mercado perde elementos que em geral ajudam a direcionar os papéis, caso dos preços do minério de ferro.   às 10h35, o ibovespa operava em queda de 0,43%, aos 97.439 pontos. as "blue chips" (ações de maior liquidez) operam em leve baixa neste começo de pregão, o que pesa sobre o índice. é o caso de petrobras (-0,27% a on e -0,04% a pn), vale (-0,76%) e alguns bancos, como bradesco (-0,74% a on e -0,59% a pn) e itaú unibanco (-0,52%).   segundo ari santos, gerente da mesa de operações da h.commcor, os investidores optam por embolsar ganhos do último pregão, mas ainda adotam um tom de espera em relação aos próximos esforços do governo junto ao recém-empossado congresso para aprovar a reforma da previdência.   a pauta deve ser enviada ainda no começo de fevereiro, conforme o interesse do governo, que já se articula para negociar com líderes partidários e com bancadas de estados. "por enquanto, não houve uma surpresa com a eleição da presidência da câmara e do senado, houve um certo receio do que pudesse vir, mas o investidor permanece confiante de que o governo terá sucesso em passar a reforma", diz santos.   os investidores também esperam por alguns balanços importantes, entre eles o itaú unibanco, que publica os dados depois do fechamento de hoje. a publicação será importante sobretudo para indicar qual o ritmo da recuperação das carteiras de crédito no banco, depois que santander e bradesco apresentaram indicadores bastante positivos para os investidores. este trecho é parte de conteúdo que pode ser compartilhado utilizando o link https://www.valor.com.br/financas/6102845/investidores-embolsam-ganhos-e-ibovespa-opera-em-baixa ou as ferramentas oferecidas na página.
04/02/2019

Mercado reduz expectativa de alta do IPCA para 2019

 os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o ipca, índice oficial de inflação, em 2019. o relatório de mercado focus divulgado na manhã desta segunda-feira (4), pelo banco central, mostra que a mediana para o ipca este ano passou de alta de 4,00% para elevação de 3,94%. para o produto interno bruto (pib) em 2019, o mercado apontou alta de 2,50%, que estava em 2,53% há quatro semanas. para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do pib, em 2,50%. quatro semanas atrás, estava no mesmo nível. à espera da decisão do comitê de política monetária (copom) sobre o novo patamar da selic, nesta quarta-feira (6), os economistas alteraram suas projeções para a taxa básica no fim de 2019, passando de 7,00% para 6,50% ao ano. há um mês, estava em 7,00%. já a projeção para a selic no fim de 2020 seguiu em 8,00%, igual ao visto quatro semanas atrás. há um mês, estava em 4,01%. a projeção para o índice em 2020 seguiu em 4,00%. quatro semanas atrás, estava no mesmo nível. o relatório focus trouxe ainda a projeção para o ipca em 2021, que seguiu em 3,75%. no caso de 2022, a expectativa também permaneceu em 3,75%. há quatro semanas, essas projeções eram de 3,75% para ambos os casos. a projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2019, de 4,25%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,75% a 5,75%). para 2020, a meta é de 4%, com margem de 1,5 ponto (de 2,50% a 5,50%). no caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). no último dia 11, o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informou que o ipca de 2018 fechou com taxa de 3,75%. em dezembro, o comitê de política monetária (copom) do bc havia atualizado suas projeções para a inflação. no cenário de mercado, o bc projeta ipca de 3,9% em 2019, 3,6% em 2020 e 3,7% em 2021. no focus, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do ipca no médio prazo, denominadas top 5, a mediana das projeções para 2019 foi de 3,90% para 3,83%. para 2020, a estimativa do top 5 permaneceu em 4,00%. quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,96% e 4,00%, nesta ordem. no caso de 2021, a mediana do ipca no top 5 permaneceu em 3,75%, igual ao verificado há um mês. a projeção para 2022 no top 5 seguiu em 3,50%, ante 3,78% de quatro semanas atrás. esse porcentual foi divulgado no relatório trimestral de inflação (rti) de dezembro. no relatório focus desta segunda-feira, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu indicando alta de 3,04%. há um mês, estava no mesmo patamar. no caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 3,00%, igual ao visto quatro semanas antes. a pesquisa focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o pib para 2019 passou de 56,00% para 56,35%. há um mês, estava em 56,70%. para 2020, a expectativa foi de 58,16% para 58,30%, ante 58,65% de um mês atrás. o mercado financeiro projeta alta de 1,25% para o pib em 2018, conforme o sistema de expectativas de mercado do relatório focus. uma semana antes, a estimativa estava em 1,27%. o instituto brasileiro de geografia e estatística (ibge) informará o resultado do pib em 2018 apenas em 28 de fevereiro. o focus mostrou mudança no cenário para a moeda norte-americana em 2019. a mediana das expectativas para o câmbio no fim do ano passou de r$ 3,75 para r$ 3,70, ante os r$ 3,80 de um mês atrás. para 2020, a projeção para o câmbio no fim do ano foi de r$ 3,78 para r$ 3,75, ante r$ 3,80 de quatro pesquisas atrás.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/02/668484-mercado-reduz-expectativa-de-alta-do-ipca-para-2019.html)  
04/02/2019

Bolsas da Europa fecham sem sinal único, em dia de foco em empresas

 as bolsas europeias fecharam sem sinal único, nesta segunda-feira, 4, reagindo a indicadores econômicos e, sobretudo, balanços e outras notícias corporativas. além disso, continuou a influir a expectativa sobre os desdobramentos do processo de saída do reino unido da união europeia, o brexit. o índice pan-europeu stoxx 600 fechou em alta de 0,06%, em 359,92 pontos. notícias dos estados unidos estiveram no radar. além do dado forte de geração de vagas em janeiro no país, revelado na sexta-feira, houve sinalizações de progresso no diálogo comercial entre o país e a china, que tem implicações para a economia global. diretor do conselho de assuntos econômicos da casa branca, kevin hassett afirmou hoje estar esperançoso sobre as negociações e lembrou que o presidente donald trump "deixou claro que busca um acordo antes do fim do prazo", no início de março, quando acaba a trégua bilateral. hassett comentou, contudo, que "ainda há muito trabalho a fazer". na própria europa, o índice de preços ao produtor (ppi, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 3% em dezembro, na comparação anual, segundo a eurostat. analistas previam alta de 3,1%. no setor corporativo, esteve em foco a notícia de que a montadora nissan desistiu de produzir um utilitário esportivo no reino unido, em meio às incertezas sobre o brexit. segundo david madden, da cmc markets, além das dúvidas sobre o brexit e o comércio global, a recessão na itália influencia nos mercados europeus, no quadro atual. a ação da ryanair, por sua vez, teve recuo de 2,27% em londres, após seu balanço trimestral mais recente mostrar prejuízo. na bolsa de londres, o índice ftse-100 fechou em alta de 0,20%, a 7.034,13 pontos. vast resources subiu 5,41%, mas loyds caiu 0,64%, entre os papéis mais negociados. a mineradora glencore caiu 1,45%. em frankfurt, o índice dax recuou 0,04%, a 11.176,58 pontos. entre os bancos alemães, deutsche bank caiu 0,57% e commerzbank teve queda de 1,12%, enquanto aroundtown subiu 0,84% e e.on recuou 0,64%. o índice cac-40, da bolsa de paris, caiu 0,38%, a 5.000,19 pontos. bancos importantes franceses recuaram, como crédit agricole (-2,00%), société générale (-2,78%) e bnp paribas (-1,90%). já neovacs se destacou, em alta de 16,79%. na bolsa de milão, o índice ftse-mib avançou 0,15%, a 19.605,60 pontos. telecom italia subiu 1,90%, intesa sanpaolo caiu 0,05% e unicredit cedeu 1,24%, enquanto eni avançou 0,09%. em madri, o ibex-35 fechou em queda de 0,49%, a 8.975,20 pontos. santander caiu 0,95% e banco de sabadell recuou 4,80%, enquanto abengoa b teve ganho de 5,63%. na bolsa de lisboa, o índice psi-20 teve baixa de 0,41%, a 5.093,85 pontos. banco comercial português recuou 1,29%, mas altri subiu 0,42%. (com informações da dow jones newswires)   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/02/668536-bolsas-da-europa-fecham-sem-sinal-unico-em-dia-de-foco-em-empresas.html)
04/02/2019

'Rio Grande do Sul é o maior desafio do Brasil', afirma secretária de Planejamento

 brasil. jc - vai dar tempo de fazer tudo no primeiro semestre?   leany - tem de ser no primeiro semestre, e o ideal é que esteja tudo aprovado. não é necessário, mas é melhor que esteja, pois o rrf é um plano em que o estado se compromete a controlar as despesas e melhorar as receitas. a união dá um tempo para não pagar a dívida. se aprova o plano e começa a fazer, mostramos que estamos fazendo o dever de casa.   jc - qual é o potencial de gerar receitas com os ativos do estado?   leany - houve avanços no levantamento dos ativos e hoje sabemos quantos são, mas falta gestão na área e cálculo dos valores de todos. até março, a unidade responsável pela área têm de apresentar um plano de gestão para podermos estruturar o patrimônio. uma decisão já tomada é reduzir a frota de carros para cortar despesas. a ideia é fazer a baixa de mil veículos em 60 dias, que podem ser alienados em leilão ou doados. o importante é que deixaremos de gastar. a despesa anual com 19 mil unidades - há mais de 5 mil somente da brigada militar (bm) - é de r$ 150 milhões, sendo r$ 100 milhões em combustível e r$ 50 milhões em manutenção. esperamos cortar r$ 15 milhões como as baixas. seguindo o decreto do governador, a ideia é que cada área possa reduzir, olhar horas extras e contratos. vamos continuar a buscar parcerias e permutas nos ativos, além de rever concessões de uso com baixo retorno. tudo para reduzir o déficit, ao retirar a pressão sobre o caixa.   jc - como será a atitude em relação a ex-técnicos da fee e o contrato com a fipe?   leany - temos de estruturar o departamento de economia e estatística (dee) para dar continuidade aos trabalhos que antes eram da fee - e temos técnicos excelentes, que é avaliação de política pública e elaboração de indicadores. o contrato com a fipe, que, a princípio, continua. a gente vai avaliar se há sobreposição, mas hoje não tem. a fee fazia a coleta de dados primários, e a fipe faz outro trabalho, que vai correndo em paralelo e vamos avaliando.   jc - a senhora pretende chamar de volta técnicos da fee alocados em outras áreas?   leany - onde for necessário aqui, todos são muito bem-vindos. vamos precisar de todos que quiserem trabalhar na área de avaliação e desenho de política política. já estou chamando uma pessoa que estava em outra área para atuar na unidade de estatais. pretendemos fazer convênios da mesma forma que a fee fazia, como com o ibge. mas é crucial que o dee tenha uma missão, que é fazer política pública, análise e séries históricas. as instituições não existem por causa das pessoas. sobre o dee ter outro formato no futuro, não há nada decidido. o fundamental agora é retomar as atividades.   jc - o que será o laboratório de inovação (labinova) criado na sua pasta?   leany - é um laboratório de novas práticas na gestão pública e vamos realizar hagathons (maratonas de startups) para incentivar novos projetos. esperamos fazer o primeiro em seis meses, além de identificar boas práticas em vigor. tenho certeza que há muitas no estado. tudo vai ser definido no planejamento estratégico da secretaria que termina no fim deste mês.   jornal do comércio (https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2019/01/666827-rio-grande-do-sul-e-o-maior-desafio-do-brasil--afirma-secretaria-de-planejamento.html)  
01/02/2019

Funpresp: qual a melhor decisão?

 quem pensa em deixar o serviço público antes de aposentar deve olhar a funpresp com bons olhos como expusemos no artigo inicial desta série que aborda a funpresp, diversos são os fatores que devem ser levados em consideração pelos servidores públicos federais que estão diante da opção de migrar para o regime de previdência complementar. o prazo para a tomada de decisão – dia 29 de março de 2019 – se avizinha […] como expusemos no artigo inicial desta série que aborda a funpresp, diversos são os fatores que devem ser levados em consideração pelos servidores públicos federais que estão diante da opção de migrar para o regime de previdência complementar. o prazo para a tomada de decisão – dia 29 de março de 2019 – se avizinha e, por isso, os servidores federais alcançados pela possibilidade de migração se veem obrigados a refletir sobre o tema. considerando ser impossível darmos uma resposta universal que defina a decisão mais favorável ao servidor, buscaremos particularizar situações. nesse sentido, abordaremos, no presente texto, a situação dos servidores que cogitam deixar o serviço público antes de aposentarem. embora se trate de situação que, há algumas décadas, poderia parecer bastante excepcional, a chegada ao serviço público da chamada geração y faz com que a estabilidade e as boas remunerações que o estado provê não raro sejam trocadas por ideais, aspirações pessoais e saltos ainda maiores na iniciativa privada. vale lembrar que a possibilidade de migração é restrita ao servidor federal empossado anteriormente à operacionalização da funpresp1 e que, por isso, permaneceu vinculado ao que, para fins didáticos, convencionamos chamar de “regime antigo” de previdência dos servidores públicos. no regime antigo, o servidor contribui mensalmente com a alíquota atual de 11%, que incide sobre a totalidade de sua remuneração. por isso, ao aposentar receberá seu benefício previdenciário calculado com base em sua remuneração integral, seja pelo regime da integralidade/paridade – disponível apenas àqueles empossados até 31 de dezembro de 2003 – seja pelo regime da média – acessível a todos os servidores e no qual o benefício é um produto das 80% maiores remunerações do servidor. ocorre que se o servidor deixar o serviço público antes de aposentar (e aqui estamos nos referindo ao serviço público de maneira geral, seja em esfera federal, estadual ou municipal), ao exercer atividade laboral na iniciativa privada vincular-se-á ao regime geral de previdência social – rgps, que é operado pelo instituto nacional do seguro social – inss. no inss, a contribuição previdenciária estará limitada ao teto do regime geral, que atualmente é de r$ 5.839,45. ainda que aufira rendimentos superiores a esse limite, o ex-servidor contribuirá com 11% incidente sobre esse teto e, ao completar os requisitos para a aposentadoria, receberá um benefício que, igualmente, estará limitado a r$ 5.839,45, a valores de hoje. em princípio, as contribuições feitas à época em que o segurado era servidor federal, ao regime próprio de previdência social – rpps da união, não são aproveitadas para a contagem de carências e no cálculo do benefício a ser pago pelo inss, a menos que o interessado solicite a averbação daquelas contribuições. salvo a hipótese de o ex-servidor ter alguma expectativa de retorno ao serviço público em cargo efetivo, o requerimento de averbação das contribuições feitas no rpps para que sejam aproveitadas pelo inss é a única alternativa que terá para que não perca, totalmente, as contribuições feitas enquanto servidor público. paradoxalmente, a opção pela averbação das contribuições, embora seja a melhor, é ruim. isso porque o servidor poderá ter (e, na esfera federal, quase sempre terá) contribuído, por determinado período, sobre um salário superior ao referido teto, porém, quando for averbar essas contribuições, sofrerá a limitação e não conseguirá aposentar com um benefício superior ao valor máximo fixado no âmbito do regime geral. por isso, para o servidor que pretende deixar o serviço público a migração para a funpresp apresenta-se como uma alternativa interessante, pois estanca o prejuízo a ser sofrido pelo servidor quando da decisão pela sua exoneração. essa opção não anula o prejuízo pois as contribuições já feitas até o momento da migração, incidentes sobre a totalidade da remuneração, terão o mesmo tratamento antes descrito, podendo apenas ser averbadas sofrendo a limitação do teto do inss. a partir da opção pela migração, contudo, a contribuição obrigatória ao rpps passará a incidir sobre a remuneração limitada ao teto do inss. a parcela do salário do servidor que ultrapassar esse valor poderá, a critério do interessado, ser base de contribuição para a funpresp, onde os recursos serão alocados em conta individual, que também receberá aportes da união, paritariamente ao que for pago pelo servidor. malgrado não se ter como evitar as perdas relativas ao período anterior, a partir da migração o servidor que intenciona deixar o serviço público passa a ter duas condições a ele favoráveis, a saber: (i) contribuirá para o rpps sobre seu salário limitado ao teto do inss, o que não o prejudicará quando da futura averbação das contribuições no regime geral; e (ii) poderá formar uma poupança individual, contando com a ajuda da união, da qual tomará proveito mesmo após deixar o serviço público. por fim, valem dois últimos esclarecimentos. primeiramente, como já dito, o servidor que não migrar continuará pagando 11% sobre a totalidade de sua remuneração. essa contribuição é obrigatória – não tendo o servidor a opção de abrir mão de sua aposentadoria para não pagar a contribuição – e muito se discute sua elevação, o que demandaria alteração de lei ordinária, passível, portanto, de utilização de medida provisória como via modificativa. por outro lado, se o servidor migrar, ao deixar o serviço público ele não terá acesso imediato à totalidade das contribuições que ele e a união depositaram em sua conta individual. tanto no regulamento dos planos da funpresp-exe quanto no da funpresp-jud há regras que balizam quanto o ex-servidor perderá da parcela que a união pagou em seu favor, caso deixe o serviço público precocemente. haverá, porém, sempre a opção por portar os recursos para outra entidade de previdência, ou mesmo de permanecer vinculado à funpresp, mesmo sem vínculo com o poder público, ocasião em que o interessado terá acesso à totalidade de sua poupança previdenciária, incluindo as contribuições feitas pela união.  1 estão nessa condição os servidores dos poderes executivo e legislativo que tomaram posse antes de 4 de fevereiro de 2013 e os do judiciário e ministério público empossados antes de 14 de outubro de 2013. referidas datas correspondem ao início de funcionamento dos planos de previdência complementar da funpresp-exe e funpresp-jud, respectivamente. joão marcelo carvalho – advogado e atuário. consultor do santos bevilaqua advogados e vice-presidente do instituto brasileiro de atuária.
01/02/2019

Imposto de Renda 2019: O leão está chegando!

 imposto de renda da pessoa física (irpf) é cobrado em cima do que o contribuinte ganhou no ano anterior: quanto maiores os gastos, menor o imposto; quanto maior o lucro, maior a tributação a ser paga para o governo. a temporada de prestação de contas à receita federal ainda não começou. vai do início de março ao fim de abril. mas, faltando um mês para que os contribuintes comecem a entregar as declarações, este é o momento ideal de separar os documentos. quanto antes entregar a declaração de ajuste anual à receita federal, maior a chance de receber logo a restituição, no caso de quem, após todas as deduções previstas em lei, pagou mais imposto do que deveria no ano anterior. são sete lotes de devolução anuais, que são liberados de junho a dezembro. o primeiro e o segundo contemplam, em sua maioria, idosos acima de 65 anos, pessoas com deficiência e professores, que têm prioridade. mas quem se antecipa tem chance de receber logo a restituição. para isso, no entanto, é importante informar todos os dados corretamente na declaração (incluindo centavos). do contrário, corre-se o risco de cair na malha fina. os principais documentos a serem reunidos para prestar informações à receita federal são os informes de rendimentos; os gastos relativos à saúde e educação; os dados e as despesas referentes aos dependentes; as escrituras de imóveis; os documentos de veículos; e os extratos de investimentos. durante a declaração, o contribuinte terá que informar dados como rendimentos tributáveis, bens adquiridos e o saldo bancário no fim do ano de 2018. confira, abaixo, quais documentos são necessários para fazer o ajuste anual: renda informes de rendimentos de instituições financeiras, inclusive corretora de valores informes de rendimentos de salários, pró-labore, distribuição de lucros, aposentadoria, pensão etc. informes de rendimentos de aluguéis de bens móveis e imóveis recebidos de jurídicas informações e documentos de outras rendas percebidas no exercício, tais como rendimento de pensão alimentícia, doações, heranças recebida no ano, dentre outras informações resumo mensal do livro-caixa com memória de cálculo do carnê-leão; darfs de carnê-leão bens e direitos documentos que comprovem a compra e venda de bens e direitos dívidas e ônus informações e documentos de dívida e ônus contraídos e/ou pagos no período. no caso de imóveis financiados, por exemplo, o banco (agente financeiro) fornece um extrato para ir com o total das prestações pagas no ano anterior e o montante do saldo devedor renda variável controle de compra e venda de ações, inclusive com a apuração mensal de imposto darfs de renda variável informações gerais dados da conta bancária para restituição ou débitos das cotas de imposto apurado, caso haja nome, cpf, grau de parentesco dos dependentes e datas de nascimento endereço atualizado cópia da última declaração de imposto de renda pessoa física (completa) entregue atividade profissional exercida atualmente pagamentos e doações efetuados recibos de pagamentos ou informe de rendimento de plano ou seguro saúde (com o cnpj da empresa emissora e a indicação do paciente) despesas médicas e odontológicas em geral (com cnpj da empresa emissora ou cpf do profissional, com indicação do paciente) comprovantes de despesas com educação (com o cnpj da empresa emissora e a indicação do aluno) comprovante de pagamento de previdência social e de previdência privada (com o cnpj da empresa emissora) recibos de doações efetuadas gps (do ano todo) e cópia da carteira profissional de empregado doméstico comprovantes oficiais de pagamento a candidato político dica: atenção você contador ou estudante de contabilidade, conheça nosso treinamento voltado para contadores iniciantes, ensinando na prática procedimentos contábeis que todo contador precisa saber, mas que não se ensina na faculdade. tudo que você precisa saber para saber para abrir, alterar e encerrar empresas, além da parte fiscal de empresas do simples nacional, lucro presumido e meis, contabilidade, imposto de renda. quer saber mais? então clique aqui e não perca esta oportunidade!
01/02/2019

O custo da herança: seguro de vida auxilia herdeiros a pagarem despesas para ter acesso ao dinheiro

 no total, os custos relacionados a um inventário podem chegar perto de 20% do valor total a ser recebido de herança o custo da herança: seguro de vida auxilia herdeiros a pagarem despesas para ter acesso ao dinheiro - infomoney veja mais em: https://www.infomoney.com.br/conteudo-patrocinado/seguro-de-vida/noticia/7904611/o-custo-da-heranca-seguro-de-vida-auxilia-herdeiros-a-pagarem-despesas-para-ter-acesso-ao-dinheiro
01/02/2019

Corretor de Seguros deve ficar atento em algumas situações para não ser punido

 oferecer tratamento desigual para os segurados pode custar caro para os corretores de seguros. isso porque o artigo 25 da lei 4.594/64 – que regulamenta a profissão – estabelece multa correspondente a 25% do prêmio anual da respectiva apólice os corretores de seguros e as seguradoras que concederem, sob qualquer forma, vantagens que importem no tratamento desigual dos segurados. e mais: se houver reincidência, o valor da multa será 100% maior. além disso, essa lei determina que, nos casos de alterações de prêmios por erro de cálculo na proposta ou por ajustamentos negativos, o corretor de seguros é obrigado a restituir a diferença do valor da corretagem. aprovada em dezembro de 1964, a lei 4.594/64 proíbe o corretor de seguros de aceitar ou exercer emprego em pessoa jurídica de direito público, inclusive de entidade paraestatal, ou ser sócio, administrador, procurador, despachante ou empregado de seguradoras ou outras empresas do mercado. esse veto é extensivo aos sócios e diretores de empresa corretora de seguros. além disso, a lei impõe penalidades para o corretor de seguros, que responderá profissional e civilmente pelas declarações inexatas contidas em propostas por ele assinadas, independentemente das sanções que forem cabíveis a outros responsáveis pela infração. em outros artigos, a lei estabelece que os corretores de seguros, independentemente de responsabilidade penal e civil em que possam incorrer no exercício de suas funções, são passíveis das penas disciplinares de multa, suspensão e destituição. tais penalidades variam de multas a, na reincidência, suspensão pelo tempo que durar a infração, além do cancelamento do registro, em casos mais extremos. o corretor que sofrer condenação penal por motivo de ato praticado no exercício da profissão pode também incorrer em pena de destituição. portanto, visando a evitar uma vultosa multa ou dura penalidade, o corretor deverá obrigatoriamente recolher à caixa da seguradora o prêmio que porventura tiver recebido do segurado para pagamento de seguro realizado por seu intermédio. os corretores de seguros também são obrigados a exibir os seus registros profissionais bem como os documentos nos quais se baseiam os lançamentos feitos, sempre que for exigido pelo órgão regulador, e no prazo determinado. fonte: cqcs

Seguro de vida é plano de risco que mais cresce em razão da violência


13/03/2019
Prêmio direto para a modalidade sobe 24% em 2018, totalizando uma arrecadação que ultrapassou R$ 3,2 bilhões.
O número de homicídios no Brasil bateu seu recorde histórico em 2016, chegando a 62,5 mil ocorrências ao ano, segundo o Atlas da Violência 2018, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Quase 26% superior em relação a uma década atrás, o índice é uma das razões mais expressivas do aumento na contratação de coberturas de risco pelo brasileiro, de acordo com o especialista Cláudio Moreira, fundador da Melhor Seguros.

Houve um crescimento de aproximadamente 24% no prêmio direto (valor das contratações) para seguros de vida individuais entre janeiro e novembro do ano passado, totalizando uma arrecadação que ultrapassou os R$ 3,2 bilhões.

No mesmo período de 2017, o acumulado foi de R$ 2,6 bilhões, conforme aponta um levantamento da FenaPrevi, com base em dados da Susep. “O medo de deixar os filhos desamparados durante a faculdade, o cônjuge sem meios para reestruturar a vida ou até mesmo um integrante de um casal LGBTQ+ que não esteja legalmente casado sem recursos, são alguns dos motores desse mercado”, afirma Moreira.

Além do individual, o seguro de vida em grupo e a prestamista também apresentaram crescimentos expressivos: 6% e 20%, respectivamente. “O primeiro é voltado a funcionários de empresas, associações e sindicatos em caso de invalidez ou falecimento – natural ou causado por algum acidente; já o segundo, é direcionado à quitação de dívidas, principalmente financiamentos de veículos e imóveis”, explica o especialista. Ambas as modalidades de vida e a prestamista correspondem, juntas, a 69% do prêmio direto acumulado em 2018, que soma R$ 34,4 bilhões.

Por outro lado, o fundador da Melhor Seguros lembra que os planos de risco não são voltados exclusivamente a casos de falecimento, mas também permitem que o segurado possa se resguardar financeiramente em vida. “Há contratos que cobrem até doze tipos de doenças graves ou que impeçam o indivíduo de seguir carreira.

Uma vez comprovado o diagnóstico, a indenização é feita em vida”, diz. Entre essas doenças estão necessidade de transplante de órgãos, ataque cardíaco e todos os tipos de câncer.
“É recomendável, inclusive, que as mulheres contratem esse tipo de seguro em específico, devido aos altos índices de câncer de mama no Brasil”, lembra Moreira. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), esse tipo da doença representa 29% dos novos casos a cada ano no país.

Há quatro anos no comando da própria startup e com uma experiência de oito anos no mercado de seguros, Moreira observou a demanda por coberturas de vida crescer 30% em 2018, aumento que deve chegar a 45% até o final de 2019, prevê o especialista.

Fonte: Revista Apólice

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